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História Endless house - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Endless House VIII


Fanfic / Fanfiction Endless house - Capítulo 8 - Endless House VIII

Rosalie olhou para o meu telefone e o tirou da minha mão. Ela apontava para mim e para o telefone com raiva.

"Você está brincando comigo, Gerard?! Você está falando com Robert! Porra, eu já lhe disse tudo sobre esta maldita casa! Eu que vou lavá-lo até seu namorado, eu que vou ajudar vocês a saírem daqui, e você não pode confiar em mim?"

"Isso... Ele acabou de enviar isso para mim! Não fique me acusando de nada!"

Rispidamente peguei meu celular da mão dela e o guardei de volta no bolso da calça, a empurrei para o lado e entrei no quarto. Eu não tinha visto o cômodo até agora, mas todas as luzes azuis finalmente faziam sentido. Nós estávamos em uma piscina coberta, iluminada em torno das borda logo abaixo da superfície.

"O que é isso?"

"O meu quarto cinco."

Nós caminhamos para a piscina e olhamos para dentro. Eu podia ver o fundo com um iluminado número seis. Ao lado da borda havia um tanque de mergulho amarelo e uma pequena lanterna. Apenas um tanque. Ajoelhei ao lado de Rosalie quando ela mergulhou os dedos na água, ela não recuou ou pareceu ter medo. Então eu inspecionei o tanque, e como eu esperava, havia uma outra nota.

"Com amor, da gerencia."

Gerencia do caralho! Era Bert que estava mandando essas coisas?! Eu arranquei a nota e guardei no bolso. Peguei o tanque e o entreguei a Rosalie.

"Bem... Nós vamos ter que compartilhar."

"E você pode confiar em mim com isso? Eu quero a minha casa de volta Gerard. Eu quero controlar esta casa... Você confia em mim mais do que o Bert?"

Não desviei o olhar. Eu não tinha ideia de por que ela iria querer esta casa, mas eu precisava dela, eu precisava da ajuda de Rosalie. Balancei minha mão para ela tomar o tanque de mim. Ela o fez e fixou o respirador em sua boca.

Eu precisava dela, mas eu não confiava.

Duas coisas se tornaram aparentes quando entramos na água. As luzes que formavam o número no fundo da piscina apagaram, e a água estava surpreendentemente quente. Se eu não sentisse que minha vida estava em perigo, eu poderia ter realmente gostado deste mergulho. Nadamos para o fundo que parecia não ter fim, assim como a casa. Nós nadamos para baixo, fazendo uma pausa de vez em quando para revezar o uso do respirador de Rosalie. A pressão ficou mais forte enquanto descíamos e as outras luzes na piscina começaram a desaparecer. Depois de alguns minutos, parecia que havia algo nadando ao nosso redor, mas não conseguíamos ver. Eu procurei em meu corpo e encontrei a lanterna em meu bolso. Um pouco de luz não faria mal. Então o feixe disparou contra a escuridão da água. Revezamos mais uma vez para usar o respirador.

Eu vi Rosalie olhar para a lanterna e para mim, sua expressão me dizia que teríamos outra conversa assim que saíssemos da água.

Revirei os olhos e apontei a luz para baixo, ainda sem poder ver o fundo. Eu nadei mais para baixo e senti uma corrente de movimento na água acima de mim. Virei a lanterna para cima para procurar por algo, neste ponto eu não conseguia sequer ver a superfície, mas não havia nada ao meu redor.

A água estava escura em todas as direções. Olhei para trás, para Rosalie, que olhou para mim confusa. Eu pensei que era só mais uma alucinação criada pela casa e continuei a nadar. A casa estava me afetando e eu fiquei nervoso como nunca antes. A corrente mudou novamente e desta vez eu podia sentir que estava mais perto. Nadei perto da garota para usar novamente o tanque e apontei a lanterna em todas as direções para verificar novamente. Nada além de escuridão.

Sua mão repousou sobre meu pulso e ela olhou para mim preocupada. Tentei comunicar com ela, mas era impossível sem pode falar. Como eu poderia dizer que alguma coisa estranha estava acontecendo? De repente, sua mão me apertou mais e seu corpo começou a se debater. O tanque de mergulho caiu da minha boca e eu segurei a mão dela com força. Seus olhos mostraram pânico e ela olhou para sua perna. Algo estava lá. Eu não podia vê-lo claramente e não conseguia apontar a luz diretamente para ele com toda essa movimentação. Eu não podia deixá-la ir. Eu precisava dela. Ela precisava me levar para o final desta casa. Rosalie abriu a boca para gritar, mas apenas bolhas escaparam... Ela precisava do tanque de oxigênio ou iria se afogar, mas havia muita coisa acontecendo para pensar no que fazer.

Aconteceu tudo tão rápido que eu não pude fazer nada. O seu aperto em minha mão afrouxou e em um instante ela tinha ido embora. Eu apontei a lanterna na direção que ela foi, mas não havia nada, apenas escuridão. Olhei em todos os lugares que eu pude pensar. Ela se foi e o oxigênio também estava indo embora, o pânico estava se instalando. Meu peito começou a queimar, então finalmente eu olhei para baixo...

Eu estava na parte inferior e abaixo de mim estava um grande número seis pintado dentro de uma caixa de vidro. Estava aqui, mas isso era impossível... Com toda a confusão eu deveria ter sido empurrado para cima, não para baixo, mas eu estava no fundo. Olhei para cima novamente tentando encontrar Rosalie. Eu não poderia continuar sem ela, mas meu ar estava se esgotando.

Voltei meu olhar para o vidro e o bati com a lanterna, mas nada acontecia. Eu tinha que passar por isso! Como eu podia quebrar algo enquanto estava sob a água? Eu bati novamente o mais forte que pude enquanto tinha a resistência da água me segurando. Uma rachadura! Eu poderia até comemorar se não estivesse ficando roxo por falta de ar. A porra de uma rachadura! Eu iria bater no vidro novamente mas meu corpo me traiu e eu engoli um pouco de água. Engasguei e coloquei rapidamente a mão sobre o nariz. Isso não podia estar acontecendo, eu não tinha para onde ir e não ia dar tempo de subir para respirar. A rachadura foi ficando maior e então eu comecei a chutar com a minhas últimas forças.

Vi o vidro quebrar e então caí no próximo quarto. Eu tossi a água para fora dos meus pulmões e respirei o precioso ar. Estava de joelhos com as mãos no chão enquanto tossia e chorava. Não aguentava mais ficar naquele inferno, eu precisa de Frank... E agora eu estava sozinho. Caí para o lado e chorei ainda mais. Eu já passei por tudo isso uma vez e sabia que não era fácil, mas eu precisava tirar ele da casa.

"Você está trapaceando!"

Na primeira vez em que ouvi aquela voz, eu fiquei bastante assustado, mas desta vez era diferente. Eu lembro da voz, eu lembro da garota... Prendi a respiração e levantei para encará-la. Assim como antes, a coisa e a menina dividiam o mesmo espaço. Eu não podia continuar olhando para ela por muito tempo, mas eu fiz o que pude para não mostrar o quanto a minha cabeça latejava apenas de olhar para eles.

"Você não pode ter um parceiro. Isso é trapaça, você sabe."

"Ela está viva?"

"Quem está vivo? O Frankie não gosta da nova garota."

Isso me atingiu. Frank estava aqui e essa coisa sabia disso. Eu estava chegando perto...

"Como você sabe do Frank? Ele... Você sabe onde ele está?!"

"Quem é Frank?"

"Pare de foder comigo! Foda-se esta casa, foda-se Robert e foda-se toda essa porra! Apenas me entregue o Frank e nos tire daqui!"

"Bem..." Desta vez, ela não soava como a menina, e sim como Frank.

"Oh, porra!" Eu virei de costas para a coisa, iria seguir em frente. Apoiei minhas mãos por cima do muro olhando para a porta. O que eu tenho que fazer dessa vez? Bati meu punho contra a parede em busca de um ponto oco. Sem resultado. Talvez eu precisasse arranhar o número novamente na porta? Comecei a traçar a forma do número "7" com minha unha na pintura da porta.

"Isso não vai funcionar..."

Eu virei determinado a mandar a garota calar a boca, mas eu estava estático ao ver Frank parado a minha frente.



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