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História Endless Love - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, leitores lindos.

Demorei um pouco mais dessa vez, né? Me perdoem.

Queria agradecer, mais uma vez, por todos os favoritos e comentários (continuem, eu amo muito). Vocês são incríveis.

Uma pequena observação do capítulo: provavelmente será o último capítulo que fala do passado e eu quis trazê-lo para que não ficasse tão solta a história dos dois. Acho importante que vocês entendam que a ligação deles é muito além de um amor de casal.

E me perdoem qualquer erro, ainda não revisei e estou caindo de sono.

Boa leitura!

Capítulo 4 - IV. primeiro beijo


Anos antes...
 

Palma de Maiorca, Ilhas Baleares, Espanha.
 

Sofia Vásquez
 

Sorri ao sentir a brisa quente de Mallorca contra meu rosto. O clima era gostoso mesmo que ainda estivesse dentro do carro.
 

Depois de alguns meses morando na capital espanhola, finalmente, tínhamos conseguido um final de semana para vir à praia.
 

Conforme passávamos por cada local, Marco e seu irmão, Igor, que conheci no aeroporto ontem, contavam alguma história ou mencionavam algum fato sobre a cidade.
 

Igor optou por parar o carro em um estacionamento privativo para aproveitarmos o maior tempo possível pelo centro da capital da maior ilha das Baleares. Descemos do automóvel em direção às ruas e os principais pontos, sendo o primeiro deles Le Seu, a Catedral de Mallorca, talvez o ponto turístico mais famoso da capital
 

O lugar era, de fato, incrível.
 

Cada passo que dávamos, eu aproveitava para tirar várias fotos afim de registrar um momento que estava sendo maravilhoso. Era a primeira vez que eu me sentia confortável para fazer uma viagem depois de tudo e não podia estar sendo melhor. A família de Marco era demais, assim como ele.
 

— É uma catedral gótica, como dizem. É o lugar mais famoso de Palma, domina o coração da cidade, de onde quer que a gente olhe, a gente consegue ver — Igor comentou, me olhando.
 

O Asensio mais velho se preocupava em me oferecer um tour de qualidade pelo lugar enquanto Lucas e Marco já tinham desistido do passeio há tempos, se distraindo com alguma coisa um pouco atrás de nós.
 

Sorri para ele enquanto apontava a câmera do celular para mais um ponto.
 

— É impressionante de tão linda. O fato dela ser virada para o mar deixa tudo mais incrível ainda — comentei com ele, que assentiu.
 

— Vai, fica aí que vou tirar uma foto sua — disse, pegando o meu celular.
 

Sorri para ele enquanto tirava várias fotos, de diversos ângulos diferentes.
 

— Essa ficou perfeita — analisei, deslizando a tela do celular — Luqui, vamos tirar uma, vem! — chamei quando ele e Marco apareceram, novamente.
 

Igor tinha várias qualidades e ser um bom fotógrafo era uma delas. As fotos com Lucas haviam ficado lindas, algumas estávamos abraçados e outras ríamos espontaneamente, mas, em todas, sorríamos mostrando o quanto estávamos felizes. Por fim, tiramos algumas com os outros dois, eu e cada um deles sozinhos, depois todos nós juntos.
 

Depois da Catedral, fomos pelas ruas de Palma, onde conhecemos a Praça de Cort, onde fica a prefeitura de cidade e tiramos fotos, também, da esquina mais fotografada da capital de Maiorca. No final da tarde, aproveitamos para almoçar no restaurante escolhido por Marco, que afirmou ser o seu preferido em toda cidade. Beira-mar, com funcionários e uma comida maravilhosa, não deixou motivos para algum tipo de reclamação.
 

— E o que faremos hoje a noite? — meu irmão perguntou, rindo cúmplice para Igor.
 

— O que vocês quiserem fazer estarei à disposição — o Asensio mais velho sorriu.
 

— Meus amigos daqui disseram que vai ter uma festa na praia. Um luau, talvez. Caso queiram, podemos ir. Toda festa aqui é incrível — Marco disse, deixando o celular que mexia antes na mesa.
 

Os três me olharam, como se esperassem que a decisão final fosse minha.
 

— Eu vim para aproveitar o final de semana da melhor forma e vocês me prometeram diversão sem fim  — falei, vendo eles comemorarem entre si com a minha concordância em irmos na festa da praia.
 

...
 

Encarei meu reflexo no espelho e sorri, gostando do vestido que tinha escolhido. Como não gostava de muita maquiagem, um rímel, corretivo e gloss foram o suficiente para que eu ficasse satisfeita também. 
 

Deixei o quarto que estava na casa da família Asensio em direção a sala de estar, onde encontrei Marco falando no telefone.
 

— Uau, você está... incrível — Marco sorriu, desligando o telefone.
 

— Obrigada, Marco. Você também não está nada mal — analisei o short laranja fluorescente e a camisa branca de botão, aberta até a altura do peito, que ele vestia.
 

Marco e eu ficamos nos encarando, enquanto sorríamos por algum tempo que não sei dizer e que apenas foi cortado pela fala de Gilberto, seu pai.
 

— Você está linda, Sofia. Vão sair? — o senhor, sentado no sofá, estava inclinado para nos olhar.
 

Sorri agradecida e um tanto tímida. O pai de Marco era uma graça de pessoa.
 

— Vamos. Aliás, já devem estar nos esperando na praia — o mais novo comentou, checando o horário.
 

Nos despedimos de Gilberto e saímos em direção ao lugar da festa, que era, no máximo, uns cinco minutos da casa deles e onde Igor e Lucas já estavam.
 

Sorri nervosa ao ver o tanto de gente que tinha no lugar, ficar um pouco tensa com certas aglomerações foi um dos prejuízos que a tragédia dos meus pais me deixou. O camisa vinte depositou sua mão na base das minhas costas enquanto me olhava e me passava segurança. Respirei fundo e caminhei até onde os outros estavam, eu queria muito estar com Lucas logo.
 

— Finalmente — sussurrei dentro do abraço do meu irmão, que riu.
 

— Estou de olho em você, gatinha — murmurou, indicando Marco com a cabeça e me fazendo rolar os olhos.
 

Depois de ser apresentada para os amigos de Marco — Javi, Bertto, Brandon e Angel — passei os olhos pelo local vendo o quanto era aconchegante. Estava cheio, a música era alta e, ainda assim, era um ótimo lugar.
 

Acompanhei Lucas no bar, onde bebemos algumas doses, conversamos sobre inúmeras coisas e, até mesmo, nos arriscamos em dançar um pouco. Depois, Igor e Angel fizeram as honras e dançamos bastante diversas músicas.
 

O fato é que as horas nesse lugar pareciam voar. Quando me dei conta, o céu começava a mudar suas cores indicando que logo amanheceria, além daquele brisa gostosa do amanhecer.
 

Não fazia uma ideia exata de que horas eram. Mas, a julgar pelo conjunto dos fatos de os amigos de Marco estarem espalhados, Igor e Lucas já terem ido embora e o céu, chutaria por volta das quatro da manhã.
 

— Você quer ir lá? — desviei o olhar, vendo Marco ao meu lado. 
 

Ele se referia ao mar, que eu admirava de onde estávamos.
 

Assenti, ganhando um sorriso do mesmo. Andamos, lado a lado, até próximo da água e nos sentamos na areia fofa, admirando aquela imensidão azul.
 

— Tô feliz de estar aqui — disse, baixinho.
 

O espanhol sorriu lateralmente, com as pernas dobradas e os braços abraçados na mesma.
 

— Tô feliz de você estar feliz e aqui — rimos.
 

— É sério. Eu vou ser sempre muito grata por você e sua família terem nos proporcionado esse final de semana. Acho que Lucas e eu precisávamos de algo assim, bem família, sabe? — comentei, depois de um tempo.
 

Assentiu.
 

— Os amigos também são família. E Lucas sempre foi da minha e você, agora, também é — o sorriso brincou em seu rosto.
 

Prendi o lábio inferior, delicadamente, nos dentes em uma clara tentativa de reprimir as sensações que Marco me causava.
 

— Não me olhe assim, Sofia. Ou serei obrigado a beijar você — murmurou, em tom de brincadeira e fazendo meu coração acelerar.
 

— Não há outra coisa que eu deseje mais nesse momento — sussurrei, sentindo ele se aproximar e o calor de nossos rostos tão próximos.
 

O beijo foi calmo, mas com seu toque de intensidade. Quando nos faltou ar, finalizamos com alguns selinhos.
 

— O que você está fazendo comigo, hein? — encostou sua testa na minha, de olhos fechados.
 

Deixei que um riso fraco escapasse, afinal, há algum tempo Marco vinha despertando sentimentos diferentes em mim e saber que, sim, era recíproco deixava meu coração como uma verdadeira bateria de escola de samba.
 

— Seria loucura me apaixonar por você? — falou, quebrando o silêncio.
 

Senti minhas bochechas corarem em automático, nunca pensei que ele fosse me dizer isso agora.
 

— Talvez.
 

O camisa vinte suspirou, tornando a olhar o horizonte.
 

— Vem cá.
 

Me puxou para que eu me encaixasse entre suas pernas, entrelaçando seus braços ao redor do meu corpo, em um abraço. 
 

— Acho que estou prestes a cometer uma loucura então — sussurrou, no meu ouvido.
 

Me virei um pouco, juntando nossos lábios enquanto deslizava o dedo, carinhosamente, pela barba do jogador.
 

Foi como se, naquele momento, eu esquecesse do mundo inteiro. Me preocupei, apenas, em viver cada segundo do momento com Marco e os sentimentos bons que ele me trazia. 


Notas Finais


Ai, não sei se ficou tão bom. Porém, juro, que tentei.

Sem dar spoiler (ou não kkk) o próximo começa, de fato, o desenrolar do tema principal da história. Entãoooo, me deixem algum comentário para eu voltar feliz hahahaha :)

Até o próximo.


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