História Endure - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Dustin Henderson, Eleven (Onze), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Will Byers
Tags Eleven, Jane, Mike, Mileven, Músicas Clássicas, Partituras, Piano, Sonhos, Stranger Things, Wake
Visualizações 121
Palavras 859
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, eu sei que eu não devia estar publicando, poremmm eu me empolguei com o incentivo das minhas bebês do bbp e só fui.
Eu já aviso desde início que as atualizações daqui irão demorar, não sei quanto tempo em média mas vão. Eu estou com outra historia como prioridade e essa vai ser como algo alternativo, ok?
Espero que gostem!

FELIZ ANIVERSÁRIO CLARA 😘
Beijox

Capítulo 1 - Prólogo


Era início de inverno.

A neve caía de forma suave, como se chovesse pequenos pedaços de algodão do céu.

O chão estava coberto, fofo e atrativo, tudo ao mesmo tempo, tanto que diversas crianças – inclusive adultos e idosos –, brincavam encantados com toda aquela imensidão branca.

Junto com algo que se assemelhava a um blues, haviam gostosas gargalhadas como plano de fundo. O clima ideal para sentar-se numa cadeira de balanço, frente a uma lareira, usando um bonito suéter, enquanto bebericava uma bebida quente.

Mike estava sentado com os braços cruzados a altura do peito, emburrado demais por estar enfiado dentro de um trem à caminho de Moscou, para poder tirar um minuto e admirar os pinheiros e estradas. Afinal de contas, estava perdendo a oportunidade de se juntar as outras crianças na construção de seus fortes e bonecos de neve.

Karen olhou de relance para ele por cima de um livro que decidira ler para ignorar a birra do filho. Deixou um suspiro escapar devagar, o vapor condensado se formando diante de seus olhos, mediante a temperatura. Ela tinha ciência de que o pobre garoto estava chateado, todavia deixá-lo em casa aos cuidados de Ted estava fora de cogitação.

– Você poderá brincar quando chegarmos na casa da vovó – Torceu os lábios. Mike permaneceu quieto fingindo prestar atenção na paisagem afora – Vai poder tomar chocolate quente também... e até quem sabe–

– Me deixa em paz, mãe – Fixou os olhos numa árvore aleatória, depois em outra e outra...

Karen engoliu em seco, constatando que o melhor seria realmente permanecer em silêncio, e foi justamente o que fez.

Foi aí que aconteceu...




Mike se viu preso no meio do oceano.

Podia ver e ouvir perfeitamente as bolhas de ar de sua respiração estourarem dentro d'água. Automaticamente inflou as bochechas, entretanto não sentia a menor dificuldade para respirar.

Ele olhou para baixo, viu as próprias pernas movendo-se uma para frente e outra para trás. Estirou as mãos verificando-se de que estava dentro de seu próprio corpo, a confirmação veio em seguida, quando beliscou seu ombro.

Havia uma imensidão de peixes de várias espécies diferentes nadando em círculos, e num emaranhado de algas marinhas – que mais pareciam estar mortas –, uma grande caixa de vidro, semelhante a um tanque sensorial.

Uma mulher loira mantinha-se curvada no interior dessa mesma caixa, ao mesmo tempo que um tubarão de uma aparência exageradamente distorcida com dentes peculiares, nadava em volta da coisa toda juntamente aos outros peixes.

A mulher reprimiu um grito pavoroso assim que a estranha espécie de tubarão, chocou com o corpo contra a caixa fazendo com que uma rachadura fosse criada no vidro. A loira levantou sua face, seus olhos encontraram os de Mike, o modo ao qual ela o mirava, o fez perceber que a mais velha podia vê-lo.

Ele sentiu algo revirar no estômago, e uma pontada em seu peito o fazia recordar de que ainda estava vivo e que aquela mulher precisava de sua ajuda, no entanto Mike não conseguia sair de seu lugar, nem tão pouco sabia o que podia fazer.

Dessa vez a mulher loira gritou, porém quando o Wheeler pensou conseguir dizer alguma coisa para ela, sentiu as palavras se perderam em sua mente, em seguida uma pontada forte em seu ombro, depois outra e logo outra.




– Mike Wheeler, estou falando com você! – Karen estava de pé, o livro enfiado abaixo do braço, com uma expressão de desconforto e impaciência em sua face.

Ele piscoufirmemas vezes, esperando retomar sua visão. Os dedos formigando, como se correntes elétricas percorressem pela extensão de cada músculo de suas mãos.

– Chegamos na estação, vamos logo – Ela deu um sorrisinho antes de puxá-lo pelo pulso, o obrigando a se levantar e caminhar para saída.

Mike caminhava apressadamente tentando seguir o ritmo da mãe, vez ou outra tropeçava nos próprios pés, enquanto tentava entender que raio de sonho havia sido aquele – se é que realmente havia sido um –, até que um corpo colidiu contra o dele e por conta do impacto, um lenço caiu sobre seus pés.

Ele soltou-se do aperto firme de sua mãe, afim de se agachar e recuperar o lenço, entretanto assim que se levantou para devolvê-lo, quase deixara o objeto cair novamente.

A mulher loira estava parada em sua frente, sorrindo de modo desconfortável, gotas de suor escorriam de sua testa, as pupilas avermelhadas.

– A..Aqui – Ele estendeu para ela, tremendo um tantinho. A mulher se esforçou para dar-lhe um sorriso sincero e foi aí que Mike viu as cicatrizes em seu pescoço.

– Obrigada, docinho.

– Por que estava chorando? – Ele atraveu-se a questioná-la, recebendo um olhar repreensivo de sua mãe e um outro confuso da mulher loira.

– Lembrei de um problema que tive no trabalho – Ela voltou a forçar um sorriso, porém não foi nem um pouco difícil ver novos rastros de lágrimas se formarem em seus olhos.

– Mil perdões pelo incômodo – Foi a vez de Karen dizer, tratando de voltar a capturar o pobre pulso do pequeno Wheeler, que se dispediu da mulher enquanto era arrastado pela estação por sua mãe. Deu a moça loira um último sorriso sincero, apesar de não entender bulhufas do que havia acontecido, pelo menos ainda.


Notas Finais


😁


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