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História Enemies to Enemies - Capítulo 10


Escrita por: e vanteloey


Notas do Autor


Espero que gostem desse capítulo!!!
Não esqueçam de comentar e favoritar, ok? Nos divertimos muito os lendo.
AAAA QUE VERGONHAAAAAA

Capítulo 10 - Você fica tão lindo assim, Jeon.


— Jungkookie — O ômega diz sorridente, se aproximando — mudou de mesa?

 

— Chegou quem faltava — resmungo e encaro Jungkook. 

 

O Alfa fica rígido no banco, olhando fixamente para o recém chegado. 

 

— Sim… — diz por fim, abaixando a cabeça.

 

— Tudo bem, eu posso me sentar com vocês? — diz se sentando e se aproximando de Jeon.

 

— Isso é realmente necessário? Achei que estávamos conversados — ouço o Alfa falar baixinho para o Byun. — Lembra-se do que eu falei?

 

— Eu lembro Jungkookie, mas eu sou determinado e eu vou fazer você se apaixonar por mim — sussurra, porém não tão baixo a ponto de eu não escutar.

 

O Alfa se aproxima mais de mim, se afastando do outro garoto, voltando a comer como se o outro não tivesse dito nada.

— Byun, por que você não fala mais alto? acho que ninguém escutou — digo irônico — você tem algum problema comigo? 

 

— Para ser sincero eu tenho, Kim — diz entredentes — você está se metendo com o meu alfa, somos prometidos um do outro desde pequenos, nossos pais não vão ficar nada contentes quando eu contar isso.

 

— Baekhyun, tenha um pouco de amor próprio — reviro os olhos — o Jungkook te considera um amigo, você quer mesmo viver em um relacionamento unilateral? 

 

Ele ri alto, e coloca a mão no ombro do Alfa.

 

— E quem te disse que vai é unilateral? Bobinho… Eu devia te contar algumas coisas sobre o Goo aqui.

 

— Olha, eu e o Jungkook não temos nada oficialmente, mas no sábado decidimos deixar as coisas rolarem, então tudo o que aconteceu na vida dele antes de sábado não me interessa Baekhyun e nem irá influenciar em nada, porque está no passado. 

 

— Olha aqui— A fala dele é cortada por Jungkook. 

 

— Chega, — diz tirando a mão do ômega de seu ombro — você precisa parar com isso, Baek. Nossos pais diziam que iríamos nos casar de brincadeira, nós somos amigos, você não quer que eu conte a verdade para todo o colégio, quer? Então pare com isso, eu só quero comer meu lanche em paz, com o meu quase namorado.

 

— Quase namorado? — Byun arqueia a sobrancelha incrédulo. 

 

— Quase — ele diz corado — mas praticamente namorado, entendeu?

 

Me viro para Namjoon ao meu lado e tento ignorar todos que estão atras de mim.

 

— Amanhã o Jungkook não vai sentar com a gente — digo — ele vem com um combo de pessoas que eu odeio.

 

O Alfa dá uma risada, erguendo os ombros — Você que decidiu quase namorar com ele.

 

— É um teste de paciência…

 

— É apenas hoje, suquinho — Jeon diz em meu ouvido — Amanhã todo mundo já vai achar normal.

 

— Vamos ao banheiro rapidinho? Quero te falar algo. — digo em seu ouvido. 

 

— Agora? — sussurra de volta

 

— Não, pode ser depois então, mas eu vou ir porque realmente preciso usar — me levanto — Nam, vamos comigo? — pergunto e o alfa assente se levantando. 

— Claro Taetae. 

 

— Eu vou! — Jungkook se levanta rápido, sendo olhado por todos da mesa — Precisamos resolver algumas coisas, nos falamos depois, tchau Seok, Baek, meninos… Não não, tchau Seokjin não, você vem com a gente. 

 

— Eu só vou usar o banheiro — digo — podem ficar, só preciso de um acompanhante. 

 

— Han… Quer que eu vá com você? — Jeon sussurra em meu ouvido.

 

Encaro Namjoon que entende o recado e volta a se sentar. 

 

— Vamos? — seguimos em direção ao banheiro mais afastado da escola, que estava vazio quando entramos — Então… — me sento na pia e o encaro.

 

— Então… — diz se apoiando na parede. — Você não ia usar o banheiro?

 

— Não, só queria sair de perto dos seus amigos — reviro os olhos — olha, não precisa se sentir obrigado a se sentar comigo só porque estamos juntos, eles são seus amigos e deveríamos continuar nossa rotina normalmente, a gente pode ficar juntos em outros momentos… você é acostumado a socializar, mas eu não e eu não quero ficar com os meninos do time, eles são inconvenientes, podemos fazer assim? 

 

— Eles só não estão acostumados com nós dois juntos ainda, são bons garotos. Só passam do ponto às vezes, vai ver que eles podem ser bem divertidos. Sempre que eu saio com eles é legal. Eu quero tanto sentar com você… 

 

— Eu também quero me sentar com você Jungkookie, mas não quero aturar eles e muito menos o Byun…

 

— Eu não sei mais o que fazer com o Baek, ele… Ele fez uma coisa errada e eu falei que nunca rolaria nada entre a gente, mas ele não entende.

 

— O que aconteceu entre vocês? você não quis contar direito.

 

— Ele estava no camarim, com uma roupa… — as bochechas dele coram, e ele desvia o olhar — vulgar, e disse algumas coisas sobre ficarmos juntos… E eu falei que ele era só meu amigo, quase como um irmão, mas ele não aceitou e pelo jeito ainda não aceita.

 

— Entendi, então pelo jeito eu vou ter que te proteger todas as vezes? você é muito bonzinho Jungkookie, as pessoas podem se aproveitar de você. 

 

— Não sou bonzinho… Eu apenas não queria ter que chegar ao extremo de ser grosso, ou algo assim. Eu tive que sair correndo do local, e se um alfa sai correndo de um ômega com aqueles trajes, é meio óbvio que ele não quer nada.

 

— Não é ser grosso, amor, é só falar um pouco mais firme, sabe? — digo calmo — mas eu já te conheço, sei que é o seu jeitinho.

— Vou tentar, prometo.

 

— Não precisa prometer — digo — agora vem cá, chega mais perto — chamo ele.

 

— Alguém pode entrar aqui… — Ele reclama mas se aproxima, afagando minha cintura.

 

— Não estamos fazendo nada demais, Jungkookie, só estamos próximos um do outro. — acaricio seus cabelos. 

 

— Não estamos fazendo nada, ainda.

 

— Por que? iremos fazer? — pergunto. 

 

— Não enquanto eu não aprender a controlar o meu cheiro, mas logo isso não será mais um problema.

 

— Caralho, Jungkookie — reviro os olhos — para com essa ideia, em algum momento pedi para controlar seu cheiro? 

 

— Não, mas… Mas… — diz perdido.

 

— Mas? Okay meu bem — suspiro e desço da pia — iremos esperar por esse momento. 

 

Onde eu fui me meter? me apaixonar por esse lerdinho, lindo e com a boquinha mais linda ainda. 

 

— Espero por sábado, você não vai se arrepender.

 

— Certo, eu acho que posso esperar a semana inteira para ganhar um beijo — Não, não posso. 

 

[...]

 

— Taeyong — chamo a atenção de meu irmão, que assistia a tevê — não assusta ele! 

 

— Eu? Assustar alguém? — diz cínico, ainda encarando a tela.

 

— É sério, ele já é complicado — reviro os olhos lembrando de todas as tentações que passei durante a semana — se você fizer algo, capaz de ele só tocar a minha mão no nosso casamento. 

 

— Ele é desse tipo? — O Alfa me encara rindo — Para, não acredito.

 

— Sim, ele não me deu ao menos um beijinho com medo. E lembre-se da última vez, você disse que tinha gostado dele, então…

 

— Que vez? — minha mãe pergunta e eu arregalo os olhos.

 

Taeyong segura o riso.

 

— Foi aquele dia que eu levei o livro dele na escola — diz inventando uma desculpa, agradeço internamente.

 

A campainha soa e minha mãe vai até a porta atender.

 

— Olá Jeon — diz sorridente. 

 

— Bom dia, sogrinha! — Ouço sua fala e arregalo os olhos incrédulo — Trouxe chocolates para a senhora, e flores.

 

— Como você é gentil garoto — ela segura as coisas.

 

— Eu disse que era para trazer para mim, Jungkookie — digo indo até ele.

 

— Você me disse que não gostava de flores… — provoca — Mas eu trouxe chocolate para todos.

 

— Aprenda com ele, Taeyong — minha cunhada resmunga. 

 

— Não é querendo me gabar, mas o meu alfa é gentil mesmo — seguro sua mão — ele não está fazendo média para agradar vocês não. 

 

Ele estende as flores, e distribui os chocolates para a minha família, e por último ele estende uma caixa de bombons com um laço vermelho para mim.

 

Exatamente igual à caixa de bombons cerejas da festa junina.

 

— Diga que é só uma coincidência… — resmungo baixo — é um dos seus presentes da festa junina? — olho a embalagem e vejo o de: anônimo para: Jungkook  — Isso é sério? 

 

Ele dá de ombros confuso e olha meu irmão que gargalha.

 

— É que tinha muitos, e você gostou tanto desses… 

 

— A partir de hoje são os chocolates que eu mais odeio. — Devolvo a caixa. 

 

— Taehyung — me repreende — deixe de ser mal educado, eu não te ensinei assim.

 

— Mãe? — pergunto incrédulo — ele me trouxe um presente que recebeu de outra pessoa, ele que é mal educado. 

 

— Pelo menos ele lembrou de trazer meu filho, deixa de ser chato e reclamão. 

 

— Eles são tão bons Tae, caríssimos! 

 

— Então por que você não comeu lá na sua casa? — reviro os olhos — okay, okay, deixa para lá, não vamos estragar o clima — sorrio cínico — conversamos depois sobre isso okay amorzinho? — digo irônico e ele sorri animado, sem entender.

 

— Tem muitos na minha casa — Ele diz para minha mãe — Meu pai não gosta muito de chocolate, então eles se amontoam. Irei trazer para vocês!

 

 — Pode trazer que a gente adora — Taeyong diz rindo de toda a cena em si.

 

— Chega desse assunto — interrompo — mãe, o Jungkook ficou a semana inteira falando desse almoço, imagina quando ele descobrir que você não cozinha tão bem assim… 

 

— Não me incomodo! — O Alfa fala rapidamente — Sei que vai estar tudo ótimo, e se não estiver irei mentir dizendo que está, não se preocupe!

 

Tampo sua boca e sorrio disfarçando.

 

— Ignorem ele, ele fala demais às vezes… — o encaro e sussurro — cuidado com as coisas que você fala, eles ainda não conhecem esse seu jeitinho de ser…

 

— Taehyung deixa o garoto, ele tem que ser ele mesmo. — Meu irmão diz — deixe a gente conhecer seu primeiro namoradinho, para de se intrometer. 

 

Jungkook concorda com a cabeça e sorri, parecendo um pouco tímido. 

 

— O almoço está pronto — Mamãe anuncia — vamos comer? 

 

Nos sentamos na mesa de jantar e começamos a nos servir, o prato principal era strogonoff, com batata, salada e como bebida refrigerante.

 

— Suquinho — ele sussurra em meu ouvido — Tá tão bonita a mesa… Ela cozinha mal mesmo? Eu gosto tanto de strogonoff 

 

— Não se preocupe, esse prato é o que ela faz de melhor, tipo ela cozinha bem, mas não tão bem sabe? Ela não faz nada muito especial, você vai perceber com o tempo…

 

— Ok! — diz animado, enchendo o prato, todos encaram o prato gigante que ele monta.

 

— Coma bem Jungkook — minha mãe diz — você precisa ser um grande alfa para cuidar do meu filho.

 

— Mãe… eu sei me cuidar sozinho. — resmungo.

 

— Eu sinto muita fome! Jogo futebol e volei, então estou sempre esfomeado — ele diz — Serei um grande alfa, e irei cuidar muito bem dele, não se preocupe!

 

— Você joga futebol? — Taeyong pergunta — eu jogava também, avisa quando tiver jogos que nós iremos. 

— Sou o capitão do time! — sua voz esbanja orgulho — daqui duas semanas estarem começando os colegiais, avisarei a Taehyung os horários, será muito legal se forem.

 

— Ótimo! Mas então, diga suas intenções com o nosso ursinho?

 

Ele arregala os olhos, e pousa os talheres, tomando o refrigerante em seguida.

 

— Planejo o conquistar para que aceite ser meu namorado, depois de seis anos teremos terminado a faculdade, assim iremos noivar durante uma viagem para hamburgo, na alemanha, em seguida planejaremos nosso casamento e a compra de uma casa, vai ter varandas e um quintal bem bonito. Nos casaremos  na praia vai ser algo mais emblemático, então nos casaremos no civil se ele quiser com divisão de bens,  faremos uma viagem de um mês pelas ilhas caribenhas em lua de mel. Isso foi o que eu pensei até agora. 

 

— Eu  esperava ouvir “vou fazer ele feliz”, mas isso foi muito melhor — Taeyong diz animado.

 

— Ai que lindo, se casar na praia? — minha mãe diz — eu te disse, Taeyong, você deveria ter casado na praia, muito mais bonito. 

 

— Você acabou te contar tudo, nem ficarei surpreso quando me pedir em casamento. — digo — mas pelo menos descobri que vou ter que ficar seis anos sem receber um beijinho. 

 

— Na verdade sete, temos um ano de noivado. Você não irá se lembrar disso, mas eu anotei todas as datas para não me perder.

 

— Eu amei, Jungkookie… 

 

Ele dá de ombros, parecendo tímido e volta a atacar sua refeição.

 

— Achei tudo muito legal, mas primeiramente Taehyung precisa focar nos estudos e ser alguém, então espero que vocês dois vão com calma, e eu já estou abrindo uma exceção em relação a vocês. — mamãe diz — Taeyong só pode começar a namorar quando começou a trabalhar, porque eu não vou ficar bancando encontros não, então se vocês dois aprontarem, esquece. 

 

— A senhora acha que sete anos é pouco tempo? — O garoto diz preocupado — Não me importo de esperar mais. Não se preocupe, senhora Kim, prometo não gastar dinheiro a toa.

 

Meu irmão solta uma risada e minha cunhada o repreende.

 

— Vamos terminar de comer? — digo mudando de assunto — ele é meu teste de paciência diário, já comentei? a relação precisa ser equilibrada, sabe? 

 

— Ele é fofo, espero que cuide bem de você — mamãe diz — não imaginava que meu caçula iria se apaixonar tão cedo, o Taehyung sempre foi tão sistemático, que estou surpresa.

— Ainda falta um porcento para eu conquistá-lo, ele disse que preciso ser paciente para ele se apaixonar totalmente por mim, então eu sou muito. Muito paciente, agora. — Jeon acrescenta, logo voltando a comer.

 

— E o Tae muito, muito nervoso — taeyong diz — precisa equilibrar, espero que ele aprenda a ser mais calmo. 

 

— Gente? eu sou calmo — digo indignado — vocês querem fazer o Jungkook desistir de mim? minha nossa, todo mundo contra mim nesta casa.

 

— Eu sou a seu favor — ele diz rápido — Eu jamais vou desistir de você.

 

— Então, o que seus pais fazem da vida? — a mulher diz.

 

— Minha pai ômega é estilista, e tem uma agência de modelos e meu pai alfa é tatuador. Mas eles estão separados já faz um tempo. 

 

— Poxa, que legal, quando vocês oficializaram devemos marcar um jantar para nos conhecermos, sim?

 

— Seria ótimo! Meu pai pode nos levar no restaurante chinês do centro, já foram lá? A comida é divina. Irão adorar.

 

— Gente — interrompo eles — será que podemos ir com calma? Jungkook a gente nem namora ainda…

 

— Desculpa — sussurra, voltando novamente sua atenção ao prato.

 

Terminamos de almoçar e Taeyong tira os pratos da mesa, falando que vai lavar a louça junto de sua esposa, para podermos “namorar” no sofá, mas que era apenas daquela vez, nas próximas teríamos que limpar a cozinha. Minha mãe sobe para se arrumar para o trabalho e eu e Jungkook vamos para a sala. 

 

Ele se senta no sofá e eu começo a procurar algum filme para assistirmos.

 

— Quer assistir o que? — pergunto.

 

— Han… Qualquer coisa, o que você quiser. Eu que escolhi o filme da ultima vez.

 

— Pode ser Star Wars? — pergunto tímido. 

 

— Claro, pode ser.

 

Coloco o primeiro filme e vou até o sofá me sentar ao seu lado, ele se afasta, se sentando na ponta e deixando um abismo entre nós. 

 

Ele está brincando comigo, certo? Me aproximo de si, e ele arregala os olhos, olhando ao redor.

— Vai mais pra lá. Você está perto de mim!

 

— É algum problema estarmos próximos?  — Pergunto bravo — por acaso eu tenho alguma doença contagiosa? 

 

— A sua mãe e o seu irmão estão no outro cômodo, eles podem me ver perto de você.

 

Ignoro sua resposta e coloco minha atenção no filme, em breve a casa estará vazia, quero ver qual será a sua desculpa. 

 

— Meninos, estou indo para o trabalho — ela diz descendo as escadas — Não passem dos limites, okay? Tenho a palavra de vocês?  — pergunta. 

 

— Com certeza, Senhora Kim, bom trabalho! — o Alfa diz rapidamente.

 

A mulher vai até a cozinha, dá algumas instruções ao meu irmão e vai para o serviço. Havia se passado quarenta minutos, e o alfa estava todo encolhido no canto do sofá com medo de encostar um dedo em mim. Encarei ele e neguei.

 

Star Wars era um dos meus filmes favoritos e era impossível não prender minha atenção, mas Jungkook conseguiu essa proeza, não tinha prestado atenção em nada até aquele momento.

 

— Tae — minha cunhada diz — já organizamos tudo, e estamos indo — comemoro internamente.

 

— Tudo bem, obrigado por limparem a cozinha. 

 

— Aproveitem — Taeyong diz malicioso — mas com moderação, ouviu Jungkook? 

 

— Não se preocupem! — diz sério.

 

Acompanho eles até a porta e me despeço, espero o carro deles virar a esquina e fecho a porta. Encaro o Alfa, que finge estar prestando atenção no filme e não notar a minha presença.

 

— Estamos sozinhos agora — digo — gostou de conhecer eles? — sento bem próximo de si e ele prende a respiração. 

 

— Han… Sim, sua família é bem simpática, sua mãe nem me assustou hoje, apesar de dizer que vamos ter que esperar mais de sete anos para nos casar.

 

— Não foi nesse sentido meu amor, foi em outro — rio de sua inocência — mas vamos deixar esse assunto para lá. 

 

— Tudo bem — ele fala confuso, focando na tela novamente.

 

— Então, sobre os chocolates — digo bolado — eu fiquei bem chateado. 

 

— Por que? Achei que gostaria, você comeu vários naquele dia em minha casa. 

 

— Sim, mas é estranho receber como presente algo que você recebeu de outra pessoa, e de uma pessoa que provavelmente gosta de você, estava até escrito na caixa Jeon.

 

— Então… Foi errado? Não devo te dar meus chocolates?

 

— Você deve, só que não como um presente — reviro os olhos — tipo, se você tivesse levado durante a semana para comermos e tals, é uma coisa.

 

— Entendi, desculpa — murmura — irei lembrar disso da próxima vez.

 

— Eu só te desculpo com uma condição — mordo os lábios segurando o sorriso. 

 

— Eu faço qualquer coisa! — ele se desespera —Qualquer coisa, suquinho.

 

— Qualquer coisa? — pergunto malicioso. 

 

— Han… Bem, não qualquer coisa, qualquer coisa.

 

— Então não é qualquer coisa — bufo.

 

— Ok, ok, qualquer coisa, então.

 

— Promete? se prometer, tem que cumprir. 

 

Ele coça a nuca preocupado — Eu também prometi algo a sua mãe… 

 

— Prometeu não passar dos limites, o que eu quero não vai afetar isso. E ai? promete? 

 

Ele morde o lábio nervosamente e acena concordando — Prometo, acho que prometo.

 

— Acho não, tá prometido já. A condição é… — faço suspense — quero uns beijos.

 

Ele sorri, e me puxa pela cintura, beijando minha bochecha — Isso você nem mesmo precisa pedir, acerolinha.

 

— Jungkook? — pergunto incrédulo. 

 

O garoto passa o nariz por minha bochecha, e beija o canto dos meus lábios. 

 

— O que? Eu também gosto de beijinhos… 

 

— Então continua — fecho os olhos e faço biquinho. 

 

Seus lábios doces encaixam nos meus, e acaricia minha cintura, me fazendo sorrir.

 

— Prontinho, amor.

 

— Não foi o suficiente, eu quero outro tipo de beijo, Jungkook  — Abraço seu pescoço e o encaro. 

 

Ele revira os olhos dramaticamente eu rio — Meu ômega mandão.

 

O beijo começa molhado, e logo sua língua entra em minha boca me fazendo suspirar, o gosto de graviolas forte, assim como começa rápido o beijo termina rápido, me fazendo suspirar.

 

— Tomou uma dose de coragem hoje? — pergunto. 

 

— Engraçadinho — rebate — Você fala como se eu não fosse viciado em você.

 

— Não sabia desse detalhe, então você é viciado em mim? 

 

— Totalmente, por qual outra razão eu tomaria suco de acerola todos os dias? Fora que eu enfrentei o medo de ser pego pela a sua mãe apenas para vir beijá-lo na sua casa. 

 

— Nossa, que alfa corajoso o meu — debocho — que tal me beijar mais? 

 

— Não — diz ainda sorrindo — limites, se lembra? — fala beijando meu pescoço — Essa coisa de segurar o cheiro é mais difícil do que eu imaginava… Não está funcionando muito bem, e eu prometi à sua mãe que me comportaria.

 

— Limites? eu nem sei o que isso significa — digo cínico, dou um impulso e me sento em seu colo. 

 

— Taehyung! — me repreende, um tanto chocado — Eu falo sério, não estou conseguindo segurar, é como se eu estivesse com vontade de fazer xixi o tempo todo, mas é só o meu cheiro querendo se espalhar.

 

— E por que seu cheiro não pode sair? — distribuo beijos por seu pescoço — eu amo o seu cheiro… 

 

— É que… Ele pode te deixar muito animado. 

 

— Eu não me importo — tento beijar seus lábios, mas ele vira o rosto. 

 

— Você não está entendendo. Você vai ficar muito animado — frisa a palavra animado — muito mesmo.

 

— Você quer dizer excitado? é eu sei, eu tive aula de biologia. — apoio os cotovelos no encosto do sofá o encurralando, nossos rostos estava a centímetros de distância, nossas respirações se misturam — não precisa se controlar alfa. 

 

— T-tudo b-bem — ele gagueja encarando meus olhos — N-não vamos passar dos limites, c-certo? Não é errado… 

 

— Não amor, vamos apenas trocar uns amassos — digo esfregando nossos lábios — apenas isso, okay? confia em mim, não vou deixar passar a linha. 

 

— Ok… Aqui no sofá, ou… — ele olha as escadas com as bochechas coradas.

 

— Vamos para o meu quarto, minha cama é mais confortável.  

 

Levanto de seu colo e desligo a televisão, subimos até o quarto, dou espaço para entrar primeiro e fecho a porta. 

 

— Senta na cama, Jungkook. — peço.

 

Fazendo o contrário do que eu pedi ele encara as paredes de meu quarto, andando até a escrivaninha. 

 

— Legal aqui, não percebi muito no dia que entrei, combina com você.

 

— Você acha? obrigado!!! Agora senta na cama. 

 

— Oh… Ok — diz, se colocando no centro do colchão. 

 

— Podemos continuar? ou… 

 

— Sim, só… — ele coça a nuca — A questão do meu cheiro…  Eu posso deixar ele se espalhar?

 

— Sim — vou até ele e paro de frente para si.

 

O Alfa segura minha cintura, e puxa para a cama, me fazendo engatinhar até si, quando estamos um de frente ao outro o cheiro de graviolas toma todo o quarto.

 

Meu corpo inteiro vibra, e eu o puxo para mais perto, sentindo seus lábios provocarem meu pescoço. Consigo sentir minha lubrificação natural vazar, enquanto me esfrego no Jeon.

 

— J-jungkook — arfo em deleito. 

 

Ele desliza as mãos por baixo da minha camiseta, e aperta meu quadril fortemente, me fazendo gemer. Suas ações brutas só me causam mais e mais prazer. 

 

Agora sim eu entendo o poder do cheiro dos Alfas.

 

— Assim está bom?

 

— Sim, seu cheiro está me enlouquecendo, Jeon.

 

Ele retira a mão esquerda, e puxa os cabelos de minha nuca me deixando ofegante.

 

— Você quer um beijinho, não quer? — assinto desesperadamente e ele ri baixo — Não está mais tão mandão, não é, ômega? 

 

Sua lingua desliza por minha mandíbula, e ele lambe meus lábios, os mordendo em seguida.

 

Pressiona sua boca contra a minha, quase como se me devorasse, e eu aperto seu corpo o trazendo para mais perto.

 

 — Sabe quantas vezes eu imaginei a gente fazendo isso essa semana? você me paga alfa! 

 

— Espero que eu consiga ser melhor que sua imaginação, suquinho. 

 

— Já está sendo — beijo seus lábios, segurando a bainha se sua camiseta e a levantando. — Mas eu quero ver o quão mais pode me surpreender. — jogo a peça pelo quarto e me volto para ele.

 

O garoto morde minha bochecha, e se deita no colchão, me assistindo.

 

— Faria o grande favor de tirar sua camiseta para mim? 

 

Encaro seus olhos totalmente dilatados e retiro minha camiseta lentamente.

 

— Assim está bom, amor? 

 

— Impossível estar melhor.

 

engatinho até seu corpo e me encaixo no meio de suas pernas. Mordo seu ombro e ele geme entrecortado, me apertando.

 

— Não é nada impossível, eu vou fazer tudo ficar muito melhor. — acaricio seu membro duro — O que você quer que faça, Jungkookie? pode pedir o que quiser. 

 

— Q-qualquer coisa? Você promete não achar estranho?

 

— Não amor, eu não vou achar estranho — selo nossos lábios — pode pedir qualquer coisa, mas seja inteligente, okay? — continuo acariciando por cima da calça.

 

— B-bate em mim.

 

— Onde? — pergunto sedutor. 

 

— B-bate na minha c-cara… 

 

Acaricio sua bochecha avermelhada por causa do tesão, dou tapa estalado nela em seguida seguro seu queixo com força — Assim? 

 

Ele mexe a cabeça, concordando avidamente. Dou outro tapa, dessa vez deixando as marcas dos meus dedos em seu rosto, e escuto ele gemer entrecortado, se esfregando em mim. 

 

Bato outra vez e ele deixa escapar um soluço manhoso. Aperto seu queixo, e empurro sua cabeça expondo o pescoço branquinho. 

 

— Quer que eu deixe minha marca, Alfa?

 

— Sim — diz abafado, apertando minha bunda. — Por favor, por favor.

 

Deslizo minhas unhas sobre a carne, deixando a área vermelha, e desço minha boca pela região, mordendo e chupando sem dó.

 

Apenas meu.

 

Deslizo meus dentes sobre seu peito, e aperto seus ombros, fincando minhas unhas na região, o ouvindo gemer baixo.

 

— Você fica tão lindo assim, Jeon.

 

Subo meu corpo, beijando seu lábios novamente, enquanto ele passa as mãos por meu corpo. Esfrego nossos membros um no outro.

 

— Hoje é seu dia de sorte, você pode pedir outra coisa, Jeon — sussurro em  seu ouvido. 

 

— Você pode… Tirar ele e… — sussurra intimidado.

 

Abro a braguilha de sua calça, e ele levanta o quadril me ajudando a puxar a peça para baixo, encaro o alfa apenas de boxer preta e minha boca saliva. Ele era definitivamente a pessoa mais gostosa que já vi. Seguro o elástico de sua cueca, retiro de uma vez e seguro a base de pau.

 

— Estou fazendo certo, Jungkookie? — Esfrego o dedão em sua fenda espalhando seu pré-gozo. 

 

— Sim, sim! — diz engasgado, fechando as mãos em punho.

 

— E se eu fizer assim? — me abaixo e esfrego a cabeça do pau em meus labios. — assim é gostoso?

 

— É-é s-sim… 

 

— Eu não sei fazer isso direito, se estiver ruim me fala. — alerto. 

 

Lambo da base até o topo e abocanho tudo e desço até onde aguento. Procuro sua mão e a levo até meus cabelos.

— Me mostra como você gosta… 

 

Seus olhos brilham, e um brilho vermelho aparece. Ele concorda com a cabeça e agarra meus cabelos firmemente. 

 

O Alfa estabelece um ritmo, e quando eu me acostumo ele acelera, gemendo baixinho. 

 

— C-cuid-dado para não e-engasgar… — diz entre gemidos. 

 

Levanto a cabeça para respirar — achei que fosse querer que eu engasgasse no seu pau.

 

— Eu… — ele desvia o olhar — quero, mas só se não for te machucar — fala baixinho.

 

— Hoje você pode fazer o que quiser… — beijo sua fenda e sorrio pornograficamente — pode continuar, eu não sou de porcelana. 

 

Ele concorda, e puxa meus cabelos com mais força quando deslizo a boca por seu membro. Sem me dar muito tempo, ele dita um ritmo bem mais rápido que o anterior.

 

— Kim, me perdoa, m-mas eu preciso f-foder a sua boquinha — Sinto meu corpo todo arrepiar, com a fala. 

 

Ele faz seu pau ir ainda mais fundo na minha garganta, e eu sinto o reflexo do engasgo pela primeira vez, fazendo meus olhos marejarem. 

 

— E-eu acho que… — fala fechando os olhos com força e eu passo a trabalhar em seu membro ainda mais rapidamente. 

 

Sinto lágrimas descerem pelo meu rosto quando engasgo novamente, e então ele goza em minha boca. Deito em cima de seu corpo e o beijo, o gosto forte de sua porra se mistura aos nossos sabores, e estranhamente é muito bom.

 

— Gostou? — pergunto curioso. 

 

— Até demais — ele responde — Mas agora… Eu quero fazer você também gostar de algo.

 



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