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História Enloucrescer (readaptação) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi lkk

ANTES DE TUDO, EXPLICAÇÕES:

Eu me mudei de casa '-' psé mores, tô morando sozinha em pleno 18 anos e esses meses foi f0d4

Tive que escrever fanfic, estudar, procurar emprego e arrumar minha nova casinha. Mas deu tudo certo e tô tentando me adaptar bele?

Tenho novidades também, a fanfic está em readaptação, ou seja, estou mudando algumas coisas bem pequenas, nem dá para perceber, são só alguns detalhes, mas que vão me ajudar a dar sentido na história.

Outra coisa também é que maior parte do meu tempo nesse mês de março foi no meu projeto, que, para quem não sabe, minha faculdade é o áudio visual e meu trabalho será focado em roteiros, então estou criando meu primeiro roteiro original e estou adaptando os personagens para os idols do twice, mamamoo e bts. O projeto tá saindo perfeitamente bem, tem até mesmo teasers com spoilers que estarão nas notas finais caso alguém queira me ajudar com a divulgação que na vdd não tem né ;-; porém estou lá fazendo mais pelo minha própria vontade.

Era apenas isso, podem ler. Até o próximo.

Capítulo 5 - Evil mascot


1 dia depois | manhã ensolarada.E

Escolaparticular de Seoul | 07h00m. 



Antigamente, minha imagem popularmente conhecida como "branquela do softball" ou "menina nerd do nono ano" nunca passara disto. Eu colocaria minha pequena mão no fogo – talvez o corpo inteiro e queimar até a alma – pela minha regressão no quesito "eu sou interessante, olhem para mim!" Porque, sim, eu era a jovem que não tinha relevância no meio acadêmico e talvez nunca teria a chance de ser notada. Pois Kim Dahyun era apenas conhecida em campo, correndo atrás de uma bola de couro branca. 

Um uniforme em listras vermelhas tinha sua importância, tinha seu poder para trazer o limitado sucesso que eu sempre sonhei em ter jogando softball. Porém, fora do campo, eu voltava ao papel de "garota linda do fundamental, mas criança e inteligente demais para ser alguém popularmente normal" 

Faz algum sentido? Era como um papel, use-me e descarte-me. Reconheça minhas linhas e resistência, porém risque em cima e rasgue sem dó.  

Nem mesmo minha mente consegue entender os momentos poeticamente estranhos, mas os pensamentos funcionam assim, sem um caminho certo e enrolando curvas já estreitas para apenas você entender. Porra, eu estava tão perdida. Eu servia como uma máquina de pontos, era assim que todos me viam em campo: como uma segunda Dahyun, a rápida e forte arremessadora juvenil dos Tourinos. Logo depois disso, voltava a ser a nerd sem vida social. 

Atualmente, minha imagem revelou emoções drásticas para com os jovens. A notícia do novo mascote entreteu os ouvidos de muitos. O assunto do momento espalhou como fogo em gasolina, passei de "garotinha do fundamental" para "mascote que vai ser zoado pelos ano todo", pequenos grupos de alunos tinham o mesmo foco desde ontem: Kim Dahyun. 


–Vocês estão sabendo da novidade? 

–Qual? 

–Treinador Hoseok recrutou um mascote.

–Sério? 

–Estão especulando sobre isso o dia inteiro


Soube por Momo que até mesmo líderes de torcida estão a todo vapor em conhecer-me. A mesa de madeira do campus, uma em especial, exclusiva para os Tourinos: famoso time de beisebol, barra softball, e suas torcedoras. Aconselho manter distância, não por medo, talvez o comportamento burro deles seja contagioso. 


–Quem é o corajoso? 

–Uma menina do primeiro ano.

–Kim Dahyun, a prodígio dos professores. 

–A nerd gostosa?! – Eu realmente odeio esta escola, não me pergunte o porquê, você sabe a resposta. 


Então em passos calmos e silenciosos, meu corpo virou a esquina para um corredor lotado. O vermelho vivo da jaqueta destacou-me envolta dos alunos e parecia uma cena de teatro ensaiada quando todos decidiram desviar o olhar justamente para mim. Eu engoli o nó que desceu seco pela garganta. A atração do momento, porém não do jeito que imaginei. Talvez o sonho de entrar uniformizada com um taco de beisebol pendendo no ombro esteja longe demais da realidade. Eu estava entrando em cena sendo um bobo da corte. 

Apertei a alça da mochila de ombro atravessada pelo meu corpo e dei o primeiro passo para meu trajeto rotineiro.

Eles abriam espaço de acordo com meu andar e analisavam minhas vestimentas em um olhar elevador, subindo e descendo. 

–Virou chaveiro da sorte, Kim! 

A voz do meu agressor estremeceu cada canto do meu corpo e sua risada veio como uma resposta para isso, ele parecia saber. Então a palma larga e pesada veio como um martelo de aço, rápido e sem dó contra minhas costas. A risada dele não fora a única no corredor, burburinhos eram ouvidos e quando eu tropecei o ar se fez escasso, meus pulmões cumprimiram por longos segundos e precisei equilibrar-me forçadamente nos pés para não cair. 

Mark apareceu no meu campo de visão com seu sorriso irônico e mãos agora enfiadas nos bolsos da calça. Seu fiel escudeiro decidiu revelar-se por detrás de mim, parando ao seu lado.

–Vai ser divertido ter você nos meus treinos.– Ele afirmou com toda sua maldade, cuspindo veneno.– Vou adorar te usar como alvo. 

Meu corpo estremeceu, novamente, substituindo toda insegurança pelo ódio silencioso que guardava de Mark. Eu não podia dizer nada, o ar que buscava desesperadamente ainda não chegava em meus pulmões e impossibilitava meus sentidos. Porém meu olhar transmitia o que realmente pensava em fazer com o menino. 

–Não consegue falar? – Perguntou pendendo o rosto para o lado esquerdo. – Eu entendo seu desespero, todas as meninas dessa escola ficam assim ao me ver. – Ele piscou charmoso, ou tentou ser. Acho que até mesmo náuseas eu senti com o impacto, pois o café da manhã está insistindo em ser jogado no rosto de Mark. 

O menino riu malicioso e virou-se para o corredor continuando sua caminhada. Jackson o seguiu como um cachorrinho na coleira.

–Te vejo daqui uma semana, nerd! – Mark afirmou sem me olhar. 



No mesmo dia | Armário de Dahyun.

Escola particular de Seoul | 07h15m



Eu já estava desconfortável. No limite. A cada passada de aluno, todos olhavam para mim e soltavam risos discretos. Minhas costas queimavam com os olhares e eu já sentia vontade de bater a testa no armário ao lado do meu. Do que eles estão rindo? 

Dahyun! – Novamente, outra mão é arremessada contra meus pulmões, desta vez a palma delicada de Hyunjin. 

Porra..– Resmunguei com a dor. – O que você quer, gay? – Me virei para encarar o menino que segurava uma folha em mãos e carregava uma expressão confusa no rosto. 

–Por que você estava com uma folha nas costas? – Ele virou o papel na minha direção e eu pude ler o que estava escrito em letras garrafais. – É algum tipo de propaganda para sua estréia vergonhosa como mascote? 

"As bolas serão arremessadas na sua bunda, mascote!" 

–Mark, seu filho da puta...– Murmurei raivosa, puxando o papel da mão de Hyunjin e rasgando na força do ódio. 

–Essa frase é um pouco controvérsia, certo? Você nem gosta de homens. 

Cala a boca, Hyunjin! 


Capítulo 5 | Mascote.



Uma semana..




1 semana depois | manhã de quarta-feira.

Escola particular de Seoul | 09h15m.



. E todos estavam me zoando. 



Isso não é engraçado. 

Eu afirmei mau humorada, minha voz escapando abafada pelas frestas de ar da fantasia. Meus braços caídos ao lado do corpo enquanto eu examinava a roupa de Benny que me engolia por ser um pouco maior. – Momo decidiu acompanhar meu primeiro treino, então lá estava eu, sufocada por toneladas de pelo.. e Hirai é uma Otária com "o" maiúsculo, pois até mesmo Michael Jackson podia ouvir sua risada escandalosa do túmulo. – Eu suspirei e rodei os pés para virar em direção a minha melhor amiga, encarando com ódio silencioso seu rosto vermelho e olhos lacrimejando. 

A japonesa se aproximou e eu conseguia ver seu lábio inferior preso entre os dentes para evitar rir. Suas mãos prenderam cada lado do meu quadril e logo afundaram na fantasia para alcançar meu corpo de fato. – E isso foi um incentivo para Momo explodir e praticamente gritar enquanto fala, barra me zoa, sobre meu tamanho. 

–Você deve estar um feto aí dentro! – A japonesa afirma aos risos apalpando todos os lugares onde a fantasia sobrava no meu corpo. 

–Por que não vai encher linguiça e me deixar em paz?! – Afirmei indignada cruzando os braços. 

–Porque eu quero encher o seu saco. Agora arrasta essa bunda branca para o campo. – Momo circulou-me até se pôr atrás de mim e me empurrar para a porta de saída do vestiário. 

–Eu ainda não estou pronta..– Digo suspirando insegura. 

–É sobre Mark? – Ela me perguntou e pude sentir todo seu "ar sombrio" escapando pelas palavras. 

Pois sim, Hirai sabia do acontecimento com Mark – meu querido melhor amigo não soube segurar a língua e soltou o verbo. – E todo pensamento de Momo se passa em "fazer Mark vomitar as próprias bolas com uma tacada certeira entre as pernas" e não, eu não duvido disto. Momo consegue ser assustadora quando quer. 

–Não se preocupe, ele não irá te incomodar mais. – A japonesa abriu a porta de ferro e nos levou calmamente para o campo. – Confia em mim. 

Eu mantive meu foco em Momo o trajeto inteiro, porém a insegurança avançou um nível extremo de nervosismo quando meus olhos curiosos, decidiram dar uma volta pelo gramado e enxergar inúmeras pessoas, desde jogadores até líderes. Mas o destaque aconteceu ao vizualizar o próprio anjo caído que era Minatozaki Sana. Agora tudo decidiu rodar quando meus pés pararam em frente ao treinador Jung. Mesmo sentindo fisgadas até na alma por todos os olhares, o de Sana conseguia atravessar meu coração e minha consciência. Eu estava praticamente no automático, era insano. 

A voz alegre de Hoseok me distraiu dos pensamentos e o aperto de Momo no meu braço esquerdo voltou a ser sentido. Parece impossível, contudo eu realmente fui entorpecida pela saia rodada soltinha naquele corpo. Despejo todos meus parabéns para o pai da japonesa mais nova, ele sim é o verdadeiro Picasso – espero que entendam o trocadilho nada inocente – aquele homem tem um pincel de ouro. 

–Fico feliz que não tenha desisto, Dahyun. 

Eu também.. – Divago, porém o olhar confuso de Hoseok reforça minha volta para realidade e balanço fortemente minha cabeça. – Quero dizer, eu fico feliz em poder ajudar o time. 

Sinto um certo alívio ao perceber que o sorriso amarelo que escapou dos meus lábios, não poderia ser visto pelos demais. O braço musculoso de Hoseok recolhe meu corpo para perto do seu e o aperto de Momo alivia logo em seguida. Voltei o olhar para o time de Tourinos a minha frente e a vontade de chorar reapareceu. 

–Pessoal! Agora nós temos um mascote e, por hoje em diante, nosso time será representado não só em campo, mas também nas arquibancadas. Vamos agitar os próximos jogos! – Seu tom de voz era tão convicto que por pouco desmaio. O punho foi levantado e o grito de comemoração de muitos foi ouvido. 

Mas o olhar irônico de Mark, bom, eu pude encontrar facilmente no meio da multidão. A realidade caiu nas minhas costas, conquistar Sana não seria meu único obstáculo. 

–Bom..– Jung bate palmas dispersando a animação alheia. – Vamos ao treino. 

Eu estava me desmontando por dentro. Não tinha como evitar o inevitável, então Hoseok só fez sua obrigação em me levar até o começo do campo para citar suas regras e pontos estratégicos de jogo, porém minha mente era como um buraco negro, todas as palavras do treinador eram jogadas no esquecimento e meus olhinhos curiosos – Fora daquele capacete felpudo – escapavam para trás do corpo atlético, apenas para examinar outro corpo atlético. – E que corpo.. 

Dahyun? – Um estralo de dedos entre meus olhos embaçou a imagem das líderes.– Está me ouvindo? 

–Sim, senhor! – Minha voz saiu mais trêmula do que pensei.– Eu só estava..hã..– Ele continuou me fitando confuso, e toda sua confusão liberava meu nervosismo.  – Olhando a paisagem. 

–Vai ter tempo suficiente para olhar depois. Agora é concentração, certo? – Perguntou sério e por um momento pensei ter ligado a torneirinha entre minhas pernas. Ele dava medo. 

–Sim, senhor. – Fraquejei a voz, mas agradeci por não gaguejar. 

Permaneci em silêncio praticamente por dez minutos ouvindo Senhor Jung falar grego, porque eu não estava entendendo nada. Estava viajando no rosto dele, vendo suas expressões se mexendo de acordo com sua boca e, novamente, seu dedo polegar e indicador estralou contra o meu rosto. 

Dahyun! – Ele exclamou. 

Eu! 

–Perguntei qual suas táticas de entretenimento. – Ele gesticulou, como se estivesse em uma discussão super séria. – Preciso te transformar no melhor mascote dessa escola para ganharmos os prêmios secundários, que também são importantes. Tudo que envolve competição, para os Tourinos é importante [...] 

E ele não parava de tagarelar. Franzi as sobrancelhas e curvei os lábios em dúvida pelo modo rápido que as palavras escapavam daquele túnel sem fundo. Hoseok conseguia superar Hyunjin

–..Então, no que você é boa? – Ele perguntou sorrindo não tão largamente, mas o suficiente para me fazer tremer na base. Pois eu nem sabia como funcionava o trabalho de um mascote. 

–Entreter…? – Sorri amarelo. 

O silêncio apareceu juntamente com minha vontade de enfiar a cabeça no primeiro buraco existente naquele campo. A expressão do senhor Jung ficou neutra num ponto que nem mesmo Deus sabia o que ele pensava. Então o riso dele saiu, ele riu, a peste riu. Ele gargalhou tanto que sua cabeça pendeu para trás e isso me assustou, eu só queria entender o que estava acontecendo, mas a situação estava muito bizarra para eu querer pensar num motivo para aquilo. 

–Você é engraçada, Dahyun! – Ele disse entre risos. 

–O que? – Eu mal pude verbalizar o "e" que o punho de Hoseok acertou meu ombro quase afundando o osso. Expressei dor na hora e me encolhi. 

–Seu humor é ótimo, isso já é o suficiente. 

É. Foi isso que aconteceu, ele simplesmente me levou para o meio do campo com o intuito de ensinar-me os passos sincronizados e combinados com as cheersleaders. Mas estava tão confusa que aprendi absolutamente nada. 



MOMO


Hirai batucava a ponta dos dedos lentamente no ferro que compunha a arquibancada, sentada nas últimas fileiras de cima. A jovem presidente estava concentrada em olhar sua melhor amiga cair milhares de vezes no campo enquanto tentava incessantemente acertar a coreografia. Um sorriso discreto sempre escapava a cada tropeço de Dahyun e algumas caretas de dor pelos tombos mais feios. 

O ranger das escadas dissipou o encanto de Momo e desviou sua atenção para o menino moreno subindo a arquibancada em sua direção. 

Hey garota que pinta o cabelo com papel crepom. – Hyunjin cumprimentou agressivamente, jogando o corpo de qualquer modo ao lado da melhor amiga. 

–Oi Hwang. – Momo revirou os olhos tediosa, voltando sua atenção para a coreana mais nova. Apoiou o cotovelo no joelho, forçando seu queixo no punho. 

Os olhos curiosos do seu melhor amigo lhe analisaram e atraiu um sorriso provocativo do mesmo. 

–Só não baba muito, eu esqueci minha bóia em casa.

Vá se foder! – A japonesa exclamou se levantando do banco numa velocidade sobre humana, o que resultou risos vindos de Hyunjin. – Se for para me incomodar, eu mesma saio daqui, palhaço! 

Momo ameaçou sair de perto, dando dois passos rápidos para o lado oposto do menino, contudo o jovem Hwang agarrou o braço da menina lhe fazendo sentar novamente. 

–Espera! – Puxou o celular do bolso. – Tenho algo para te mostrar. – O menino desbloqueou a tela e fuçou na galeria, apertando em inúmeras pastas ao ponto de Momo se perder rapidamente com os dedos ágeis. Logo Hyunjin encontrou o vídeo certo. – Conhece Im Nayeon? 

–A líder de torcida do segundo ano? – A japonesa perguntou retórica, já sabendo de quem estavam falando. 

–Essa mesma. Ela estava aos pegas com a namorada e aconteceu algo muito inusitado. Nayeon gravou, e você sabe, somos amigos. Ela enviou para mim e...– Hyunjin deu seu monólogo e apertou o "play" do vídeo. 

Rodando então um cenário já conhecido: o banheiro feminino do terceiro andar, justamente o interditado. Era possível ver apenas uma pequena fresta de uma das portas da cabine. O som de beijo era alto e se mesclava com barulho de esbarrões, um som alto resultou num tubo de sabonete líquido rolando pelo chão e foi logo depois disso que dois corpos apareceram na tela. 

–Ai! Meu Deus! – Momo tapou a boca com a palma da mão ao enxergar um corpo forte e alto, de costas. – É o Jackson? – Hyunjin apenas acenou com a cabeça.

Era fácil descobrir o indivíduo, Wang era o único menino com cabelos platinados na escola. Mas o choque veio realmente ao constatar quem era a garota junto a ele. Assim que as coxas dela foram agarradas pelas mãos de Jackson e posta na ponta da pia de mármore, seu rosto ficou parcialmente revelado e isso gerou um grito alto de Momo. 

Senhora Kim! – Ela gritou levantando do banco. 

–Sim! – Hyunjin levantou também, guardando seu celular. – Eu não estava mentindo quando vi os dois entrando no banheiro. Se lembra? 

–No dia que invadimos o escritório do seu pai? Deuses! – Momo afirmou. Ela levou as palmas das mãos até o rosto do seu melhor amigo, trazendo até o seu, fazendo-o baixar alguns centímetros. – Jin, a senhora Kim é esposa do professor Seokjin. 

A boca do jovem Hwang acertou o chão com a notícia. 

–Que babado! – Ele agarrou as mãos da amiga e tirou do seu rosto para apertá-las contra as suas. – Imagina o escândalo que isso provocaria. 

A frase de Hyunjin acendeu uma lâmpada imaginária no topo da cabeça de Hirai. A jovem japonesa olhou fixamente para o amigo e, aos poucos, brotou um discreto sorriso malicioso. Era óbvio que, daquela expressão, Hyunjin estaria ferrado com os planos mirabolantes da melhor amiga, e foi exatamente o que ele pensou ao perceber as intenções dela. 

–Momo...não! – Ele disse receoso, se afastando da menina lentamente, porém seus dois braços foram presos pelas mãozinhas da menina. 

–Eu tive um plano! – E saiu arrastando o pobre menino




4 horas depois | tarde de quarta-feira.

Sudo, condado de Seoul | 13h15m.



AUTORA


Dahyun bateu três vezes na porta de carvalho escuro, esperando pacientemente ser aberta. Olhou as horas no seu celular que indicou estar atrasada para o encontro, mas apenas deu de ombros e expressou tédio pela demora. Bateu o pé repetidamente no chão no curto período de tempo que se manteve plantada. 

–Finalmente! – Exclamou ao ver Momo com uma bela carranca e braços cruzados. – Não me olhe assim não, você mora do outro lado do mundo! 

–Exagerada. – A japonesa murmurou e abriu espaço para a melhor amiga entrar. – Porque demorou tanto? 

–Vim de ré. 

Momo a fitou impaciente e indignada. Dahyun revirou os olhos e decidiu subir as escadas ao invés de discutir com a japonesa. 

–Você ouviu o que eu disse antes. – A Kim murmurou enquanto a melhor amiga lhe seguia alguns degraus abaixo. – Você mora em Sudo e eu em Johwa. São 14 quilômetros de distância. Eu quase morri caminhando. 

–Era mais fácil ter chamado um táxi. – Momo retrucou. 

–Vou pagá-lo com seu cartão.

As duas jovens seguiram pelo corredor até o quarto certo, localizado por um bela porta em amarelo pastel. Dahyun girou a maçaneta em formato redondo e abriu. Jogou os sapatos num canto qualquer juntamente com a mochila e mergulhou no colchão macio da japonesa. 

–Como foi o treino? – Momo perguntou ao sentar em sua cadeira giratória e estofado fofo. 


Horrível..– A voz da Kim saiu abafada pelo motivo de estar com a cara enfiada nos cobertores e continuou assim por longos segundos. – E também só tende a piorar. 

Dahyun girou o corpo para o lado, apontando sua barriga para cima e fitando o teto do quarto. Sua expressão era cansada e parecia totalmente desanimada com o assunto. 

–Hoseok quer que eu dance no primeiro jogo amistoso contra uma escola de Busan. Na frente de milhares de pessoas. 

Mas você não sabe dançar. 

–Por isso mesmo! – Dahyun respondeu no automático, porém logo percebeu o tom de voz grosso que lhe respondeu e levantou os olhos para encontrar Hyunjin na porta do banheiro com máscara de hidratação no rosto. – Misericórdia! – Exclamou assustada se debatendo no colchão e, inconsequentemente, se enrolando nos cobertores e caindo no chão. – Porra! 

O riso escandaloso do jovem Hwang se espalhou pelo quarto. Dahyun agarrou os lençóis da cama e forçou o corpo para cima até se apoiar na ponta do colchão. Arfava tentando recuperar o ar que perdeu ao encarar o rosto verde do melhor amigo e ainda mantinha a expressão assustada. 

–Eu sei que minha beleza é de surpreender. – Hyunjin jogou seu cabelo imaginário para trás e caminhou graciosamente até um dos puffs amarelos perto da porta do quarto, sentando como uma dama e cruzando as pernas. 

–É de assustar isso sim. – Dahyun retrucou estabilizando a respiração. – Por que exatamente vocês me chamaram aqui? 

–Nós precisamos que você faça algo. – Hyunjin começou, dizendo de modo sério. 

–E tem que ser do jeito que eu mandar, entendeu? – Momo perguntou enquanto mexia em alguns papéis espalhados pela escrivaninha. Procurando um em específico. – O plano é o seguinte [...] 




Notas Finais


Putz em, quem "ser" senhora Kim?
O que a momo tá aprontando?
Alguém sentiu falta do Mark no treino da Dahyun? Sei não em! •-•)

Aqui está os trailers caso alguém queira conhecer mais sobre meu projeto que será postado logo logo aqui no spirit. Dois personagens já foram revelados.

Teaser 1: https://twitter.com/sunchaenie/status/1240491128195026944?s=19

Teaser 2: https://twitter.com/sunchaenie/status/1240819104459694082?s=19

A conta é nova, então caso alguém quiser ser meu mutual aí •-•) tamo sempre disponível para novas amizades.

Até mais gente.


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