História Enquanto ela resistir - Capítulo 16


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Categorias Once Upon a Time
Visualizações 373
Palavras 2.346
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Regina 

Eu estava debruçada em um dos parapeitos do segundo andar, a vontade por um cigarro me consumia, mas a muito eu havia abandonado aquele vício. Não seria agora que o retomaria, sendo assim resignei-me a um suspiro. 

Enquanto embrenhava minha destra por entre meus cabelos, tomei minha decisão. Se o estrago já estava feito, por que não aproveitar antes de ter que lidar com as consequências? 

Aproveitei que naquele dia meu horário era quase todo vago e em poucos minutos já estava adentrando o quarto da loira que minha invadindo meus pensamentos. 

— Regina? ー ela pareceu surpresa ao me ver. Com razão, eu mesma não me reconhecia sendo imprudente daquela forma ーO que faz aqui?  

ㅡ Uma proposta ー ela arqueou uma sobrancelha, inquisidora ー O que acha de aproveitarmos os acontecimentos do dia de hoje e sairmos? 

Emma pareceu genuinamente preocupada com minha proposta. 

— Isso não te causará problemas? E você pode simplesmente me tirar daqui? 

— Os problemas já foram causados, então só me resta desfrutar, não acha? E respondendo a sua outra pergunta, esse crachá aqui ー apontei para meu peito onde o papel revestido em plástico era preso ー me garante passe livre com os pacientes nas imediações do hospital, então creio que ninguém vá nos parar para um interrogatório. O que me diz? 

Ela abriu mais um daqueles enormes sorrisos que eu adorava. 

— Nada me faria mais feliz do que isso! 

Optei por uma cadeira de rodas para que parecesse algo mais cotidiano. Com um semblante sério nos levei até a entrada principal, cutucando Emma vez ou outra para que ela parasse de rir. 

O porteiro nos olhou desconfiado, mas nada comentou, e eu agradeci por isso. Tinha medo de descontar minha raiva por certo residente em pessoas que nada tinham a ver com os acontecimentos anteriores. 

Calmamente andei até o estacionamento ouvindo os pequenos risinhos que Emma soltava. 

— O que te traz tanta graça, senhorita Swan? 

— A grande e renomada Doutora Mills quebrando o protocolo pela segunda vez em um dia é um motivo suficiente não acha? 

Revirei os olhos antes de responder. 

— Com certeza. E mais engraçado do que isso, é a grande causadora da minha quebra de protocolos ser uma certa loira mimada e atrevida. 

— Bom, então ela deve ser muito bonita para compensar os comportamentos inadequados e virar sua cabeça. 

— Ela com certeza é — falei curvando-me e depositando um rápido beijo em seu couro cabeludo — Chegamos. Minha moto é aquela. 

Apontei para uma moto preta, estilo Harley, e ela pareceu um tanto quanto surpresa, os olhos se arregalaram por um instante. 

— Tudo bem, Swan? Parece que você viu um fantasma. 

— Só estou um pouco surpresa. Quando penso em você dirigindo imagino algo como um carro esporte, ou do ano. 

— Isso quer dizer que você pensa em mim? 

A loira corou e não deu uma resposta. às vezes eu gostava da sensação de deixá-la sem palavras. 

Tirei e dobrei meu jaleco o guardando em um dos compartimentos da moto. Eu abominava o ato de sair com ele nas ruas, era uma propagação desnecessárias de vírus e bactérias. Escorei-me no veículo e fitei Emma que ainda mantinha as bochechas rosadas. 

— Você vem? 

Confiante ela se levantou e veio até mim, agora ela já tinha quase o domínio completo de suas pernas novamente. Eu só não sabia se um dia ele chegaria ao nível necessário para que ela dançasse novamente, mas não queria pensar sobre aquilo agora. 

Sentei-me e logo senti o peso do seu corpo atrás do meu. Entreguei-lhe o capacete e esperei até que ela tivesse colocado antes de dar partida. 

— Então, digamos que eu raptei — falei fazendo sinal de aspas com os dedos quando paramos no primeiro semáforo — você sem ter a mínima ideia de onde vamos? Alguma sugestão? 

— Que tal sua casa? Não é como se uma mulher em uma maravilhosa camisola hospitalar fosse se misturar em qualquer lugar. Eu te convidaria para a minha, mas eu morava no dormitório, e agora que fui desligada da academia tenho que procurar um apartamento assim que possível. 

— Tudo bem então, direto para minha casa. 

Emma 

Percorremos o resto do caminho em um silêncio agradável. Meus braços enrolados em sua cintura. Permiti-me fechar os olhos e aproveitar a curta viagem até sua casa. 

Regina estacionou em frente a um prédio consideravelmente alto, guardou nossos capacetes e cumprimentou o porteiro loiro e sorridente. 

Entramos no elevador prateado e enquanto ela escolhia seu andar eu me encarei no espelho. Minhas bochechas estavam mais rosadas, havia ganhado um pouco de peso. Pela primeira vez em muito tempo consegui ver curvas delineadas em mim, e não apenas o corpo magro que me era exigido.  

Mesmo agora tendo um sentimento que poderia ser comparado a asco em relação ao Sr. Gold, eu ainda me lembrava dele em momentos como aquele. Nosso peso era algo estritamente controlado, e tinha certeza que se ele me visse assim, sem as costelas quase a mostra, ele com certeza me olharia com reprovação. 

— Vamos? É nesse andar — Regina despertou-me, as mãos com as unhas bem feitas e pintadas de vermelho, assim como seus lábios, estendida para mim. 

O apartamento indubitavelmente pertencia a ela. As paredes brancas contrastavam com os móveis escuros de carvalho, alguns quadros de arte abstrata. Era tudo milimetricamente arrumado, como se ninguém ousasse tocar em nada há um período muito longo. 

— Você quer comer alguma coisa? Eu posso preparar um sanduíche para nós. Sei que não um prato digno de um chefe, mas com certeza será melhor que a comida insossa com que você já deve ter se acostumado. 

— Por favor! Eu não aguento mais aquela gororoba sem sal que chamam de comida! Se bem que mesmo detestando aquilo dei uma engordada — falei me observando no reflexo de uma cômoda espelhada que tinha ali. 

Regina me olhou demoradamente de cima a baixo, não se preocupando em disfarçar. Na verdade, acho que a intenção dela foi justamente o contrário de discrição. 

— Continua bonita assim como no dia que me respondeu de maneira atrevida pela primeira vez. Vamos para cozinha para que eu posso preparar nosso lanche. 

Como ela negou a ajuda que ofereci, sentei-me na bancada e passei a assisti-la. Ela era incrivelmente metódica, e aos meus olhos aquilo a deixava ainda mais charmosa. 

Comemos em silêncio. Estava delicioso. Eu sentia falta de comida de verdade, com gosto. 

— Se quiser — ela começou, limpando os farelos do queixo — posso te emprestar uma roupa, seja para ficarmos aqui ou sair. Sinto muito por não ter planejado isso direito, foi tudo em um momento insano de impulsividade, não estou acostumada a fazer as coisas sem pensar antes. 

— Seria ótimo. Odeio essa camisola, ela é áspera e não sei...muito azul. 

A morena a minha frente gargalhou, balançando a cabeça em seguida, para se conter. 

— Não sabia que era uma odiadora de azul. Para sua sorte, a maioria de minhas roupas são brancas ou em tonalidades escuras. 

Ela escolheu um conjunto de moletom cinza e saiu, fechando a porta atrás de si para me dar privacidade. 

O conjunto ficou um pouco curto nos punhos e tornozelos devido a nossa diferença de tamanho, mas nada muito grave. 

Seguindo o som da televisão ligada fui até a sala, encontrando uma Regina sentada no espaçoso sofá creme. Ela estava sem os saltos, mas com uma postura mais reta do que eu julguei ser possível. Será que essa mulher não tinha um minuto de descompostura? 

— Ficou um pouco apertado — disse ela fazendo uma careta para minhas vestes. 

— Não tem problema, o tecido é macio e tem o seu cheiro. 

Ela pareceu ficar envergonhada, mas não disse nada e voltou seu olhar para o aparelho a sua frente. Sentei-me ao seu lado encarando a TV. Passava algum tipo de filme de suspense que distraia Regina, ela ficava linda absorta na trama. Eu senti vontade de beijá-la, e não hesitei em aproximar meu rosto do seu e unir nossos lábios. 

Uma vez que atraí toda a sua atenção, suas mãos se posicionaram em meu quadril enquanto as minhas contornavam seu rosto, os polegares na linha do maxilar. Pela primeira vez nosso beijo foi munido de calma e tranquilidade. Ali, naquele momento, parecia que tínhamos todo o tempo do mundo. 

Deixei-me envolver pela sensação quente de suas mãos firmes em meu quadril, seus lábios macios sobre os meus, e engoli a vontade de rir quando imaginei o estrago que aquele batom vermelho teria deixado para trás. 

Tomando um leve impulso posicionei-me sobre ela, uma perna de cada lado do seu corpo. Minhas mãos se apoiaram no encosto do sofá atrás de nós, e joguei um pouco de meu peso para frente, na intenção de unir ainda mais nossos corpos. Lentamente levei uma das mãos da morena até o zíper do meu moletom, mas com pequenos beijos, Regina afastou-se de mim. 

— Nós não precisamos, Emma. Não te trouxe aqui com segundas intenções, só queria passar um tempo com você sem me preocupar com a probabilidade de alguém entrar a qualquer momento. 

— Sei que você não me trouxe aqui só pra transar. Na verdade, eu nunca imaginaria uma coisa dessas sobre você. Mas se você soubesse o estado em que eu ficava só com aqueles beijos às escondidas, sempre sem poder terminar o que começamos... Se você soubesse quantas vezes a imaginei sobre mim, não teria dúvidas sobre minha vontade —eu a olhava intensamente, nossas testas coladas, e eu pude ouvir quando ela engoliu em seco — então se for da sua vontade, não hesite em tirar cada peça de roupa que tenho em meu corpo. 

Ela sorriu e novamente me beijou, dessa vez um beijo voluptuoso. Sua boca tinha gosto da bala de menta que chupamos há minutos atrás, e seu cheiro me inebriava. 

Lentamente Regina prendeu o dedo indicador na argolinha de ferro que servia como zíper do moletom e a desceu, revelando minha barriga e o vão entre os seios. Delicadamente ela passou a ponta dos dedos por alí, começando desde sobre o umbigo, até meu pescoço, deixando fracas linhas vermelhas pelo caminho. 

Com uma última puxada em meu lábio inferior ela separou-se de mim e desceu uma trilha de beijos. Primeiro na linha do maxilar e pescoço, ela beijou meu ponto de pulso, sugando ali, cuidadosa para não deixar marcas. As mãos habilidosas deslizaram o casaco aberto que eu usava por meus braços, até joga-lo no chão. 

A morena espalmou a mão esquerda sobre a base de minhas costas nuas enquanto com a destra cravava as unhas em minha cintura, puxando-me para ela. Ela parou os beijos em minha clavícula apenas para olhar para cima e dar um rápido sorriso sacana, deslizando a ponta da língua para fora e dando uma rápida lambida em meu seio. Senti cada pelinho de meu corpo arrepiar. Não satisfeita, ela o abocanhou, a língua quente trabalhando maravilhosamente na região.  

Suas mãos rápidas adentraram minha calça de moletom, posicionando-se sobre meu bumbum e me puxando mais ainda para ela. Naquele ponto eu já comprimia os lábios em prazer. 

Eu ansiava por mais contato. Para mim a fricção entre nossos corpos não era o suficiente, então ondulei meu corpo em direção a ela, que não se fez de rogada e inverteu as posições, deitando-me no sofá e ficando por cima, nossas pernas encaixadas.  

Indignada com o fato dela ainda estar completamente vestida, pus-me a desabotoar os botões de sua blusa, a pressa e seus beijos me distraindo consideravelmente. Por fim, estourei alguns com um puxão repentino. Depois eu me desculparia por aquilo. 

Diferente de mim, ela trajava um sutiã preto, rendado, de quase total transparência. O tecido era tão fino que me permitia ver os mamilos rígidos. De maneira tímida levei minha mão até seus seios, os apertando. Em resposta, ela gemeu baixo. 

Alternando entre chupadas e mordidas, ela desceu até o cós de minha calça, onde fez questão de parar e olhar-me. Os olhos enegrecidos por desejo, o sorriso manchado pelo batom vermelho realçando sua cicatriz. 

Lentamente ela puxou o moletom. Levantei meu quadril para ajudá-la na tarefa de tirar minha calça. Ela embolou o tecido e o jogou longe. Por um momento, ao ver minhas pernas ainda marcadas por diversas cicatrizes a insegurança me dominou, mas Regina não permitiu que ela prevalecesse por muito tempo. Delicadamente, ela beijou cada uma das marcas em minha pele clara, desde as menores na canela, até as da parte interna da coxa. 

—Você é linda, Emma. Tão linda que não tenho palavras para descrever. 

Impulsionando seu corpo para cima ela me beijou, antes de voltar para seu lugar entre minhas pernas. 

Cuidadosamente ela afastou o último tecido que restava em meu corpo. Prendi a respiração antes de sentir sua língua ali. Minhas pernas fizeram menção de se fechar, mas ela as segurou com força.  

Os gemidos agora escapavam livremente de mim, e perceptivelmente ela os tomava como incentivos para continuar. Eu rebolava contra sua boca em busca de mais contato. Naquele momento eu não conseguiria achar nem uma gota de timidez em meu corpo, tudo o que eu ansiava era prazer. 

— Isso... Regina! Puta merda, não para – eu clamava por mais. 

Aos poucos uma crescente sensação de fisgada foi crescendo em meu baixo ventre e eu pensei que não aguentaria mais naquele ritmo, então Regina simplesmente afastou-se e introduziu dois dedos, começando em um ritmo lento e tortuoso. 

Minhas costas arquearam deixando a superfície macia do sofá. Ela fez com que eu ficasse sobre ela, sua mão entre nós, agora com movimentos mais velozes. Nossos seios se tocavam assim como as bocas. Eu sentia palavras desconexas enrolarem por minha língua, mas para ela pareciam fazer sentido, já que havia aumentado a velocidade e agora distribuía mordidas por meu colo. 

Com uma estocada final retesei meu corpo, deixando-me mergulhar naquela espiral de sensações. Quando finalmente abri os olhos, pude ver uma Regina sorridente. Alguns fios de cabelo grudados na tez úmida de suor. 

Ela me beijou devagar e eu retrebui, esperando meu corpo se acalmar para que eu pudesse proporcionar a Regina o mesmo prazer que ela me dera. Não ficaria satisfeita até ouvi-la gritar meu nome. 

 

 



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