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História Enquanto Você Dormia - Nanario - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Gosto de te fazer feliz


Fanfic / Fanfiction Enquanto Você Dormia - Nanario - Capítulo 11 - Gosto de te fazer feliz

Mário estava mais calado do que o normal, em vez de falar, ficou abraçado nela um tempão na cama. E ela sentiu todo o seu ser reverberar com a profundidade do que sentia por ele. Mas aquele sentimento lhe causava medo, da mesma forma que ela desconfiava que causasse medo nele.

O que Mário queria era que o tempo parasse naquele último dia deles juntos, que durasse para sempre e que o tempo parasse em todos os outros lugares. Mas o tique-toque do relógio parecia ficar mais alto a cada minuto que passava.

Eles decidiram dar um passeio na praia. Andaram de mãos dadas, sob a luz do sol, em um silêncio confortável. Começaram a ouvir uma música lenta que tocava, Mário a puxou para si, embalando em uma dança. Ela aninhou o rosto em seu pescoço, enquanto os corpos se movimentaram de um lado para outro, no mesmo ritmo da música que tocava. Nana começou a rir.

– Está rindo por quê? – ele questionou.

– Estou feliz.

– Gosto de te fazer feliz. – ele fez gracinha contendo o sorriso.

– Muito prepotente achar que é por você. – Nana respondeu com uma risadinha abafada.

– E, não é? – questionou no ouvido dela, recebendo um sorriso caloroso.

– É, sim. Sempre vai ser.

– Sempre é um tempo bem longo. –ele disse.

– Não vai ser o suficiente com você.

Mário sorriu e a abraçou forte, em seguida ele segurou o rosto dela e ficou olhando-a nos olhos, depois afastou uma mecha de cabelo que havia voado para o rosto dela com a brisa fresca do auge do verão. Ele deu um beijo suave nos lábios dela e Nana sorriu.

– Só tem uma coisa que eu quero que você me prometa.

– O quê?

– Me prometa seu futuro.

– Meu futuro? – perguntou sem entender.

– É. – ele a rodopiou e depois a puxou para perto novamente, a fazendo soltar aquela gargalhada que fazia o coração dele acelerar.

– Quero seu futuro para sempre fazê-la rir assim. E para te ver sorrindo todos os dias. Para dormir e acordar com você nos meus braços.

–  Sendo assim, meu futuro é seu. –  Nana selou aquele acordo com um beijo.

Eles começaram o caminho de volta para casa em que estavam hospedados. Quando eles chegaram no quarto, Nana apontou para imensa banheira de hidromassagem.

– Vamos? – sugeriu, enquanto tirava o vestido, sutiã e a calcinha, sem desviar o olhar dele.

Quando Mário deu por si, os dois já tinham se despido e jogado as roupas no chão. Uma vez submersos na água cheia de espuma, ela se recostou em Mário e suspirou enquanto ele passava a esponja de banho com a delicadeza por seus seios e barriga, braços e pernas. A água escorrendo pelo corpo dela era a poesia mais linda já vista pelo poeta. Ela virou de frente, oferecendo seu corpo a ele, que não resistiu e começou a depositar beijos molhados por sua pele.

Nana, então, sentou-se em Mário, quando o último centímetro dele sumiu dentro de si, ele ouviu o gemido dela que seria capaz de fazê-lo atingir o clímax apenas com o som. Nana começou rebolar lentamente, antes de finalmente, rebolar de maneira veloz, incontrolável. Mesclava movimentos de vai e vem com movimentos de subida e descida, remexendo o quadril ao som da água agitada misturado com seus próprios gemidos.

Ela começou a sentir o ápice construir-se em seu ventre, e jogou sua cabeça para trás, intensificando o rebolado, para que ele fizesse o mesmo. Os gemidos dela aumentavam na frequência que acelerava, sentia ela se contraindo e aquilo o deixava mais louco. Não demorou muito para que chegasse o momento dele também, ofegante, ela observou o rosto dele entregue ao prazer e seu sorrindo ainda de olhos fechados. Sorria malicioso, que o deixava ainda mais lindo. Assim que abriu os olhos ele encostou sua testa na dela, seus corpos ainda ofegantes, as respirações coordenadas, os olhos fixos e o peito explodindo de satisfação.

– Com certeza meu futuro é teu. – Nana sussurrou com a boca sobre a dele, que riu e concordou.

Conversaram a tarde toda, Nana deitou a cabeça no ombro de Mário e agradeceu, mentalmente, por ter aceitado a viagem e ter se entregado ao amor dele. Mal podia esperar por tudo o que lhe aguardava dali em diante. Ela sorriu e se perguntou se havia como encontrar um superpoder de apertar o botão de parar, para ficarem ali naquela cama, aproveitando a companhia um do outro. Mas quando a noite finalmente chegou precisaram voltar para casa. O caminho até o Rio de Janeiro passou rápido, não demorou muito para que chegassem em frente da mansão. Nana ao sair do carro percebeu que o cinto estava preso, Mário observa a cena começa a rir.

– Calma eu vou tirar para você.

No momento que ele se aproxima para tentar tirar o cinto, ela se vira para ajudá-lo e os olhares se encontram, ele a desprende, mas os olhos continuam se encarando. Ele se aproxima dela e a beija, ele corresponde, e o beijo fica cada vez mais intenso. Eles param, lentamente, apreciando os últimos momentos juntos.

– Sei que parece bobo, mas vou sentir saudade de você. – ele falou manhoso.

– Eu também. Te espero amanhã na minha sala.

– Vou contar as horas para isso. – ela deu um selinho nele, e desceu do carro.

– Boa noite, meu poeta. – disse na janela do carro.  

– Boa noite, minha musa. – respondeu, antes de ir embora.

Na ponta dos pés, Nana entrou na mansão, um pé atrás do outro na penumbra.

– Por que você está entrando de fininho?

– Ah! – ela deu um gritinho assustada e colocou a mão no peito. – Que susto pai! – ela resmungou enquanto Alberto ria.

– O que está fazendo no escuro?

Estava indo pegar um copo de leite na cozinha. – Alberto respondeu.  

– Como foi a viagem? Você e o Mário se acertaram, não é?

– Estamos deixando as coisas fluírem. – respondeu, deixando um sorriso escapar.

Alberto sorriu ao olhar para filha, que estava rindo feito boba. Era assim que ela se sentia quando falava sobre o Mário, sabia que o que sentiam era forte, e nada iria destruir. Se nem o acidente não destruiu o amor que sentiam, o que acabaria com isso?

Vera acendeu a luz, depois puxou uma cadeira e sentou-se de frente para Nana.

–  E esse sorriso aí? – ela perguntou.

– Estávamos falando do Mário e ela ficou assim, vai entender. – Alberto falou debochado.

–  Isso é amor – Vera riu.

– Agora se vocês já terminaram o interrogatório, eu vou tomar um banho e descansar.

Depois de dar boa noite a Alberto e Vera, ela caminhou para o quarto. Já deitada não parava de pensar nele, se pegou sentindo saudade do sorriso fácil que surgia em seus lábios, aquele sorriso encantador que era possível alegrar qualquer alma triste.

Quando chegou em seu apartamento, Mário respirou fundo parado em frente a porta, ainda sob a euforia que fazia seu coração bater acelerado. Pensou que realmente havia realizado o desejo de tanto tempo. Entretanto, o pensamento dava tantas voltas e a culpa via à tona, precisa se libertar das mentiras para seguir em frente para ser totalmente feliz. Depois de tantos pensamentos ambivalentes, ele estava decido a finalmente contar toda a verdade à Nana.

 



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