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História Enrolados até o pescoço - Capítulo 14


Escrita por: Monalinda10 e Taeille

Notas do Autor


🤗

Capítulo 14 - Não tá fácil pra ninguém


Fanfic / Fanfiction Enrolados até o pescoço - Capítulo 14 - Não tá fácil pra ninguém

 

Chenle 

Mas que cara chato, o que custa ele me tirar essa dúvida? Vai ficar bancando o difícil para qualquer besteira? Haja paciência, por Merlin... acho que eu deveria ter deixado quieto, apenas preocupado em afastar as funcionárias do seu sossego. 

– Ai, que garoto chato. Eu nem sou real, sou só um reflexo – reclama o espelho depois que eu pedi explicações sobre a sua imagem.

– Sei, para de fazer o sonso que eu já te vi fora daí – insisto em dizer mesmo não tendo certeza.

– Deve ser algum abençoado que se parece comigo, oras – ele se defende, mas eu não vejo sinceridade.

– Para de enrolar, tá na cara que você sabe de alguma coisa – pressiono.

– Eu avisei pra aquele seu tio que você iria se influenciar fácil pelo Mark, começou a ficar metendo o nariz onde não é chamado – criticou o artefato, estava demorando para isso acontecer.

– Acabou, espelho? – coloco as mãos na cintura e espero o artefato mágico parar de me julgar.

– Sim, pode ir embora – reviro os olhos e me preparo para sair do quarto do meu tio quando eu noto algo importante.

– O que é isso na etiqueta da sua roupa? – me aproximo do vidro para enxergar melhor as palavras que estão escritas.

– Nada – o artefato cobre a etiqueta com um casaco, mas consegui ler antes.

– Está escrito “Sicheng de Arendelle”! – grito orgulhoso por ter descoberto alguma coisa no espelho mágico do tio Nakamoto – agora eu consegui uma informação útil! – chego mais perto ainda do artefato, com bastante entusiasmo.

– Se afasta, moleque esse espelho é frágil pode quebrar e... – o espelho alerta mas um triste acontecimento o interrompe.

‘’CRACK’’ 

Tinha uma casca de banana envenenada no meio do caminho, que havia passado despercebida pelos meus olhos e infelizmente me fez escorregar derrubando o precioso espelho mágico do meu tio em centenas de pedacinhos. Não acredito que quebrei um objeto mágico raro dessa forma idiota. 

Me levanto entre os cacos de vidro e observo os pedacinhos mágicos espalhados em volta, não sobrou nada. E agora? O que eu faço? Esse maldito era o tesouro do meu tio, ele adorava esse espelho! Se o Rei Mau voltar e ver o seu amado todo desgraçado, eu estou morto!

Respirei fundo e tentei não me lembrar das pessoas que ele matou por muito menos. Chamei as funcionárias que iriam fazer a limpeza do quarto e me desculpei pela bagunça antes de sair cabisbaixo do cômodo, seguindo em direção ao meu quarto.

Após limpar e colocar alguns curativos nos ferimentos causados pelo vidro, resolvi ligar para o Mark. Pensei em uma maneira de como eu posso me redimir pelo meu erro enquanto o meu tio está com os Johnten procurando pelo Renjun Rapunzel. 

– Fala, moleque emo – Mark me cumprimenta.

– Mark, preciso que seja meu cúmplice – digo indo direto ao ponto.

– Eita, vou até sentar porque lá vem bomba – diz meu amigo demonstrando preocupação no tom de voz.

 

Jisung 

Depois daquela discussão ridícula na porta do quarto em que estou hospedado, como notei que Renjun foi atrás do Jaemin, resolvi conversar com Lee Jeno. Perguntar algumas coisas sobre ele e tal. Sei que já deveria ter feito isso, mas as coisas têm acontecido muito rápido. Que bom que não dependo mais do sem noção do Rapunzel. 

“Lee Jeno, podemos conversar um pouco?” gritei após dar algumas batidas na porta de seu quarto. Segundos depois o garoto abriu a porta com um sorriso largo no rosto, me convidando a entrar com um pequeno gesto com sua mão. 

– Uau, que lugar bonito – exclamo bastante impressionado com o ambiente.

– Obrigado.

– Bom, queria saber um pouco mais sobre você – vou direto ao ponto e o Lee sorri fraco. Acho que ele até ficou feliz por eu estar curioso sobre isso.

– Ah, claro... sou filho único, meus pais foram tirar alguns meses de férias – o garoto faz uma pequena pausa antes de continuar – eles realmente precisavam de um descanso – algo me diz que esses meses, na verdade, são muito mais tempo.

– Sua família sempre foi rica assim? – pergunto observando algumas mobílias detalhadas em ouro e outros artigos de luxo.

– Ah, acho que sim – responde sorrindo. Esse garoto é bem amigável.

– Aquilo ali é uma coroa? – aponto para a mesa onde vejo o acessório de status e poder.

– Sim, é minha – ele responde sorrindo pela milésima vez. 

– Então você é um príncipe?! Por que não falou nada? 

– Achei que fosse óbvio mesmo sem usar a coroa – o Lee comenta, e realmente. Era bem sugestivo, eu que não liguei os fatos.

– É verdade, você tem pinta de príncipe mesmo – lembrei das vezes que ouvi o Renjun falar algo parecido, será que ele sabe? Ah, tanto faz  – cara, você não se importa com os problemas que o Renjun pode te causar? 

– Eu sei que é perigoso e tal, mas eu estou disposto a fazer o que puder para que o Renjun consiga chegar no Bailão Encantado – diz Jeno, com um pouco de melancolia. Ele não parece ter algo melhor para fazer.

– Mas você é um príncipe, não tem um reino pra cuidar? E se o feiticeiro destruir tudo?

– Meu reino é minúsculo, apenas a parte da Floresta Encantada que começa na pequena aldeia até o fim do jardim do castelo e o povo não é muito numeroso... 

– Sério que você vai sacrificar as pessoas que moram na aldeia só porque o Renjun Rapunzel quer dançar no Bailão? – acabo interrompendo o garoto sem querer.

– Calma que eu não falei isso, Jisung! Eu só tô tranquilo porque essa região é desconhecida pelos outros seres da floresta. Então a gente não vai ser encontrado tão cedo enquanto tiver nessa área – o garoto tenta me explicar a situação, mas eu ainda não estou conseguindo entender.

Lee Jeno me explicou mais detalhadamente sobre o que aconteceu. A Fada Malévola após o enfeitiçar junto com todo o seu castelo, acabou amaldiçoando o caminho também. Por isso, nessa pequena região da floresta só existe o castelo e a aldeia. Pessoas de fora não entram aqui tão fácil. 

Faz sentido o Jeno estar sossegado, se preocupando com romance uma hora dessas. Eu pensei que ele era só um trouxa iludido que nem o Renjun Rapunzel, agora eu acho que ele é um pouco melhor do que isso. Estou aliviado, pelo menos o Lee não é um cabeça de vento e temos um tempinho para pensar em como sair daqui discretamente.

 

Jeno

Fiquei horas conversando com o Jisung. Contei tanto sobre a minha vida para o garoto que ele deve ter se arrependido de ter iniciado a conversa. Mas de qualquer maneira é bom poder falar com alguém. Antes desses três eu só andava desgostoso, quase não via meus amigos, bebia no boêmio e voltava para casa. Nada de interessante. 

Agora que sou um humano bonito de novo, acho que deveria fazer algo por mim, algo que me deixe mais feliz. Um namorado uma hora dessas seria muito bom, agora quem? Acho que alguém como Na Jaemin não aceitaria um pedido desses... mas eu bem que poderia arriscar, não é? Se ele recusar talvez o Renjun aceite. 

Me arrumo todo cheiroso, antes de sair do meu quarto, um criado me entregou a rosa mais vermelha do jardim. Hoje você não me escapa Na Jaemin, se você não quiser namorar comigo, pelo menos uns amassos eu ganho. 

– Que isso?! Vocês estão juntos? – exclamo indignado ao ver o Renjun e o Jaemin se pegando no quarto do Na. Eu não posso dizer que não esperava, mas eu não pensei que fosse acontecer tão rápido.

 

 

Yuta 

Agora as coisas vão ficar mais animadas. Depois que o Chittaphon usou seu poder para infelizmente impedir o Johnny de enforcar Hendery, o talarico mais famoso da Terra Encantada aparece na torre Eiffel. Sinceramente, se eu fosse o meu amigo já tinha matado o Jaehyun. É muita falta de vergonha na cara, não é possível que esse homem vai dar em cima do caçador aqui na casa do namorado dele. 

Por causa disso que eu não namoro, até parece que eu vou me estressar com pessoas que poderiam estar me pagando. Lembrei do meu espelho mágico por um momento. Foi um presente da Fada Madrinha, ela o fez especialmente para mim. Disse que pessoas bonitas precisam receber presentes bonitos.

As fadas e sua mania de dar presentes. Eu adoro essa mulher, Kim Chungha sabe como me conquistar, me deu um espelho com um belo de um colírio para os olhos dentro. Pessoa preciosa, vontade de guardar ela no meu porão. Eita, noto que o Chittaphon está prestes a amolar o facão. Acho bom eu me preocupar com outra fada. 

– Au, au, au prevejo funeral – Hendery canta provocando John. 

– Cavalo que late, não esperava menos da sua casa, Ten – Jaehyun diz todo sarcástico com um sorriso largo. Ele deve estar feliz por ver o Johnny novamente.

– Hum... – Ten ergue uma das sobrancelhas com cara de quem quer sentar a mão na cara deslavada da Fada Malévola.

– Então Jaehyun, você tem alguma ideia de onde o Renjun pode estar? Fadas sabem melhor como se esconder na floresta – John nota o clima tenso e tenta melhorar o humor do pessoal. Sinceramente, estou torcendo para eles se quebrarem na porrada logo.

– Tenho quase certeza de que o seu namorado não procurou na floresta inteira, faltou alguns... – a fada começa a falar, mas eu logo me encarrego de interromper.

– Tá vendo Hendery, a gente rodou isso tudo e vem um Jaehyun da vida, falar que não procuramos direito – protestei, desgostoso de ouvir as palavras do caçador que já foi meu funcionário.

– Me segura senão eu vou dar um coice nesse vagabundo – o cavalo fica irritado e pronto para ir para cima do caçador. Mas eu estou mais preocupado com o Chittaphon que voltou a amolar o facão.

– Deixa o cara terminar de falar – John ignora nossos sentimentos feridos – continua, Jae! 

– Faltaram alguns lugares que vocês não puderam encontrar – explica o moreno cínico e sem vergonha.

– Por que não? – Johnny pergunta.

– Durante um breve momento da minha vida que eu estava trabalhando como babá – Jae começa a contar mas o outro caçador o interrompe entre risos:

– Eu lembro, foi um desastre total – Johnny comenta em tom de zombaria.

– Verdade, quase acabou com a Terra Encantada – digo com tranquilidade. Foram tempos bem malucos.

– Desculpa, pode continuar – John se recompõe ao ver o seu amigo começando a ficar emburrado.

– Tem um reino muito pequeno que só tem uma aldeiazinha por perto, no qual precisaram dos meus serviços. Os reis eram podres de rico e queriam se livrar do filho para fazer uma viagem para a França. Aliás esse pessoal é obcecado nesse país, tudo nesse reino é francês, até o pão.

– Sério que você tá alugando a gente pra falar do seu passado? – Ten diz irritado.

– Calma, bebê. Já chego no ponto.

– Quem demora demais pra chegar no ponto, perde o ônibus e conhece a guilhotina – ameaço enquanto observo minhas unhas.

– Fica tranquilo, patrão – o caçador sorri – o príncipe era uma peste e eu acabei amaldiçoando o garoto, o reino, e tudo que estava no caminho. – explica.

– Que bonito, Jaehyun. Quer dizer que você andava amaldiçoando as terras alheias – o John fala lançando um olhar apertado para o amigo.

– O importante é que o Renjun pode estar nesse reino – Jaehyun diz passando os dedos entre seus fios castanhos, jogando charme para o caçador sem se preocupar nem um pouco com o feiticeiro amolando o facão de maneira violenta.


Notas Finais


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