História Enrosca - Capítulo 1


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos
Tags Choque De Cultura, Julinho Da Van, Maurílio Dos Anjos, Sprinterkombi, Tv Quase
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Palavras 4.031
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como sempre, bom lembrar que isso aqui é só putaria despropositada em que eu tento colocar um pano de fundo. Já tá bem sinalizado, né?

Boa leitura etc e tal

PS: eu não gostei do nome nem da capa mas é isso aí, foi o que deu pra fazer

Capítulo 1 - Capítulo Único


Maurilio sempre gostou de disputas. Não era nem nunca foi muito bom em esportes, logo sua competitividade acabava se manifestando em outros âmbitos. Fora esse um dos principais motivos para ter se candidatado à presidência do sindicato, ainda que não o único. Mas agora ele beirava o arrependimento, estando no meio de uma entediante reunião a que ele faltaria, como de costume, se não fosse haver um debate depois.

Poderia ser pior. Poderiam estar na insalubre e ao mesmo tempo monótona sede do sindicato, e não no bar que servia de abrigo temporário para seus membros se reunirem. Abençoado seja o jovem recém-iniciado que levou a sério demais a proposta da instituição e entrou no prédio com van e tudo, derrubando a parede principal. Agora, pelo menos, o ambiente era mais agradável.

O conteúdo das discussões, no entanto, continuava desinteressante o bastante para passar quase despercebido enquanto fingia prestar toda a atenção. Tinha de se esforçar, afinal de contas, a Chapa Recomeço precisava de sua dedicação.

Estavam em um grupinho de cinco mesas, que não puderam ser postas coladas por estarem presas ao chão. O local, inclusive, fora escolhido justamente por essa característica. Era melhor prevenir, depois da última reunião em local com mesas móveis e que podiam facilmente serem usadas como projéteis contra os colegas pilotos.

Apesar do clima não estar dos melhores desde o início da peleja política, Julinho ainda estava a seu lado, como de costume. Haviam ocupado sozinhos a última mesa, mais no canto da parede, enquanto as outras tinham quatro pessoas em cada uma. Na mesa imediatamente em frente à deles estavam Rogerinho, Renan, Evandro e seu Antônio (que acabou aceitando sua sina de se juntar àquelas pessoas, mesmo que tal aceitação só tenha vindo com a ajuda de muito diálogo).

A falação já estava por caminhos que Maurílio não fazia ideia de como percorrer quando deixou escapar um bocejo.

"Tá com soninho, Maumau?" perturbou Julinho, num sussurro "É com esse compromisso que tu quer presidir o sindicato?"

"Eu só não dormi direito, me deixa, Ju" retrucou o outro, também baixinho, se esforçando para se manter alerta.

"E eu não sei? Eu tava lá" 

O loiro lançou um rápido sorriso de lado, discreto o bastante para que só Maurílio visse. Ele apenas o ignorou, procurando manter o foco (ou pelo menos parecer que mantinha). Apesar do esforço, não pode conter um segundo bocejo, depois que seus olhos ameaçaram pesar.

“Você vai acabar dormindo aí em cima da mesa” riu Julinho “Precisa de uma ajudinha pra continuar acordado?”

Maurílio enfim virou o rosto meio de lado, olhando para ele, e se deparou com o mesmo sorrisinho de antes. Ergueu uma sobrancelha, esperando uma resposta sem ter de fazer uma pergunta, mas apenas prendeu a respiração ao receber outra coisa.

Sentiu uma mão cheia de dedos se esgueirando por baixo da mesa e indo ao encontro de seu membro, envolvendo sua virilha. Olhou para baixo, se certificando que a mesa e a toalha de plástico sobre ela ocultavam completamente o que acontecia ali, e depois olhou ao redor. As discussões seguiam normalmente sem ninguém notar sua mudança de expressão, agora com olhos bem mais abertos.

Novamente virado pra frente, observava Julinho apenas com os olhos, mas a expressão dele se tornara impassível. Não havia nem mesmo o menor tremor em seu lábio enquanto ele agora apertava a região e soltava, fazendo a calça ficar cada vez mais apertada. Maurílio levou um braço para baixo da mesa para poder cerrar o punho quando sentiu a carícia ficar mais intensa e incluir mais dedos.

O ambiente amplo e o som das conversas permitiram que Julinho abrisse o botão e baixasse o zíper da calça sem ser ouvido. Assim que o fez, levou a mão para dentro, fazendo seu dono dar uma inspiração curta e funda. Ele rangia os dentes com a boca fechada, tentando se conter, enquanto o loiro colocava seu pênis para fora e começava uma movimentação para cima e para baixo.

Não poder manifestar o que sentia parecia fazer tudo ficar ainda mais intenso para Maurílio. Já sentira o calor daquela mão inúmeras vezes, mas daquela vez parecia que as coisas dentro de si estavam desesperadas para sair. Sentia cada milímetro de pele tocando e sendo tocado, e estava cada vez mais difícil regular a própria respiração.

E parecia que o filho da puta sabia disso. Julinho não precisava sorrir para demonstrar que estava adorando tê-lo na mão, literal e figurativamente. Ele tinha um brilho de satisfação no olhar que passava despercebido a qualquer um ali, menos a Maurílio.

E ainda era incrível sua dissimulação perante os colegas do sindicato, que nem imaginariam o que ele fazia debaixo daquela mesa. Dedilhava a base do pênis, quase alcançando o períneo, e tornava a subir as mãos, indo até a ponta. Passava o polegar suavemente na glande molhada, e tornava a descer, ainda delineando a extensão com o mesmo dedo.

O moreno conseguia levar aquilo com certo sucesso, apesar de tudo. Estava realmente se saindo bem na missão de não transparecer o que sentia, mesmo que sem chegar nem perto da habilidade do loiro.  Mas quando este acelerou o movimento, do nada, colocando mais força no aperto, ele foi pego de surpresa.

"CARALHO, JULINHO!" exclamou, sem querer e mais alto do que desejaria, dando um pulo no lugar.

Seu coração já estava disparado antes, e ficou ainda mais quando se deu conta de que estava com os olhos de todos os membros do sindicato sobre ele. Julinho tirou a mão de entre as suas pernas e cruzou os braços, rápido. Maurílio correu para fechar as calças e fazer cara de inocente.

"Que isso, Maurílio?" Rogerinho fechou a cara e levantou os braços em questionamento "Tá com siricutico?"

As engrenagens do cérebro de Dos Anjos travaram por um segundo, em que ele ficou em silêncio, mas logo voltaram a funcionar a toda velocidade.

"Esse filho da puta que ficou falando merda aqui do meu lado. Tá tentando roubar informação de campanha"

Nenhum dos integrantes do sindicato costumava ter cara de muitos amigos, e no meio daquela interrupção pareciam menos ainda. E as expressões irritadas eram direcionadas a ambos, indiferentes à justificativa dada para ela.

"Maurílio não tem respeito com a seriedade da discussão, e ainda leva meu vice junto" Renan declarou, com tom de desaprovação "Se for pra vocês dois ficarem aí se exaltando e interrompendo a gente assim, é melhor vocês irem discutir longe daqui. Tem que ter respeito pelo ambiente do sindicato"

Em ambientes normais haveria murmúrios e acenos em concordância. Em ambiente de sindicato, foram exclamações e tapas na mesa, mesmo. Maurílio se sentia perdido enquanto Julinho apenas mantinha a nova pose de irritação, cujo gancho ele pegara assim que a desculpa foi inventada.

"Mas eu sou candidato e daqui a pouco é o debate" replicou, exasperado.

Rogerinho se prontificou a dar a palavra final:

"Seu Antônio fala no seu lugar. Tem vice pra que? Chispa os dois daqui porque Renan tem razão, vocês só voltam quando pararem de brigar"

Não havia mais o que discutir. Não só porque os argumentos eram convincentes e eles mereciam pela interrupção, como porque discutir no meio da reunião do sindicato demonstrava pouco apreço à vida. Os dois se levantaram e foram para o lado oposto do bar.

"Agora eu não vou participar do debate da minha própria candidatura e a culpa é sua" Maurílio resmungou enquanto sentavam à nova mesa.

A expressão de Julinho era completamente diferente de antes de se afastarem. Toda sua malandragem estava à tona, junto com um sorriso de quem não estava nem um pouco incomodado de ter sido expulso da reunião.

"E tu não gostou, dodói? Eu bem vi que você tava curtindo mais do que aquela vez que a gente fez isso no cinema"

Maurílio lembrou da última vez em que Julinho enfiara a mão em suas calças em um ambiente público. Naquela situação, ele podia inclusive retribuir. O escurinho da sala de cinema quase vazia permitiu uma liberdade maior aos dois na ocasião. Eles gostavam da adrenalina do risco de exposição, e até do desafio de se manterem discretos. Mas mesmo naquela vez, em que realmente se empolgaram, algum cuidado havia sido tomado.

"Mas precisava pegar pesado daquele jeito no final? Porra, Ju, mais um pouco e eu tinha gozado ali mesmo" 

Ele notou mais uma vez uma mudança no olhar de Da Van, e pausou, completando com um sorriso boquiaberto:

"Foi de propósito! Você queria que a gente fosse expulso da reunião" Julinho apenas sorria, bebericando a cerveja que trouxera consigo da outra mesa "Mas por que?" ele pausou, ressabiado "Você tá a fim de atrapalhar minha candidatura? Tá jogando baixo assim por causa de política?"

Júlio César revirou os olhos.

"Claro que não, Maumau, porra… Achei que você fosse mais inteligente que isso"

Ele refletiu um pouco mais, ligando os pontos entre a postura corporal atual e a forma como Julinho estava há poucos minutos atrás. Não era tão difícil. Havia muito pouco mistério na forma como ele estava tão colado em Maurílio, pernas e troncos se tocando mais do que o normal - o que, em geral, já era muito.

"Onde?" perguntou enfim, ao completar o raciocínio, a adrenalina já voltando a se espalhar pela corrente sanguínea.

"Pode começar aqui mesmo, se você quiser. Depois a gente dá um jeito"

Ele queria. Queria tanto que preferiu agilizar o trabalho, dessa vez abrindo ele mesmo a calça, com a facilidade propiciada por poder usar as duas mãos. Seus pulsos se tocaram quando ele e Julinho cruzaram os braços um em direção à virilha do outro, já pondo-se para dentro e apalpando os dois membros praticamente ao mesmo tempo.

O risco de exposição e o proibido não eram as únicas coisas que tornavam aquilo tão excitante. Ajudavam, e muito, no processo. Mas também havia a competição. Maurílio sabia que Julinho, naquela situação, era melhor em disfarçar. Tão opostos; quando se falava de sentimentos e coisas sérias, era Maurílio que ocultava tudo por baixo de várias camadas de concreto. Mas na hora de fingir casualidade, como se não estivesse sendo estimulado pelas mãos mais habilidosas com que já topara, Julinho era rei.

Esse gostinho de desafio era combustível para o moreno. Se tinha algo que podia usar a seu favor, era o fato de que era bom naquilo. E sabia que era bom naquilo. E sabia o que e como Julinho gostava daquilo. Como provocá-lo, parando o movimento do nada e esperando alguns segundos antes de retornar. Como usar as pontas dos dedos, devagar e suavemente, como se quisesse provocar um arrepio, percorrendo virilha, testículos e pênis. E voltar e então repetir o trajeto, dessa vez fazendo mais pressão, sentindo as veias pulsando e enfim agarrando-o por completo.

Os olhos castanhos podiam continuar se direcionando despreocupadamente pelo bar, assim como todo o rosto de seu dono podia permanecer invariável. Mas mesmo sem ele perceber - e Maurílio gostava ainda mais que ele não percebesse -, não conseguia esconder todos os sinais de que estava, pouco a pouco, sendo dominado. O movimento de sua própria mão ficava menos focado e calculado; parecia mais querer replicar o do outro, isso quando não apenas acelerava o ritmo. E era nesse momento que Maurílio sabia que ele é que o tinha na mão.

Queria explorar, demarcar e conquistar. Deixava marcas de unhas quando ia passear pela virilha e pelas coxas, apertava a pele e beliscava, deixava Julinho sentir que ele esteve ali, naquele pedacinho dele. Quando acariciava os testículos, apertava logo abaixo, e então deixava o mesmo dedo que o fazia deslizar por entre as nádegas. O umedeceu com o próprio líquido seminal do membro que acariciava, e levou novamente para baixo. Seus olhos brilharam - dessa vez, o brilho dos dele é que só era notado pelo companheiro - quando sentiu o braço de Julinho parar por um segundo depois de um espasmo, quando ele inseriu um dedo dentro dele. Fez um movimento limitado, lento e curto, mas que era mais do que suficiente. 

Conseguir se controlar melhor era apenas consequência de conseguir controlar o outro. Tomara o volante e podia fazer o trajeto do seu próprio jeito. Sua respiração se normalizava à medida que a do loiro perdia o compasso. Sentir o tremor na perna de Julinho fazia o do seu lábio parar. E quando finalmente a boca entreaberta do parceiro deixava escapar os resmungos baixinhos que já não mais conseguia conter, Maurílio não transparecia mais nada (ainda que sentisse tudo).

"Foda-se" Julinho praguejou enfim, o olhando nos olhos. Set point. Maurílio não parou nem reagiu, fazendo sua voz oscilar. "Vamo dar o fora daqui, moreno" 

E set.

 

...

 

Aquilo não ficaria assim. Era o pior tipo de provocação que Maurílio saísse na frente no jogo em que Julinho era profissional, depois que ele próprio havia dado os aquecimentos. Iria continuar repetindo para si mesmo que entregara o último ponto de propósito, para ter uma vantagem na próxima parte. Ainda que soubesse que a verdade era que o moreno tinha conseguido tirá-lo de si e o deixado desesperado para estar dentro dele.

"Tá em manutenção" foi a resposta seca e sem encará-lo dada pelo dono do bar, quando perguntou onde era o banheiro.

A Sprinter dele estava cheia de umas encomendas aí que não couberam na de Rogerinho. A Kombi ainda estava na manutenção. Nenhum dos dois (principalmente Julinho) estava em condições de esperar chegar na casa de um deles ou em um dos motéis pelo caminho. Os dois olhavam ao redor, sem ideias mas com vontades. Como cada segundo ali, sentados um do lado do outro, era menos tempo para estarem um em cima do outro, acabaram optando por ir até a van para tentar pensar em algo enquanto andavam.

A caminhada não era longa o bastante para dar tempo do sangue subir novamente à cabeça e terem alguma ideia. Mas justamente por ainda estar concentrado onde estava, assim que chegaram ao veículo seus corpos já colidiram em alta velocidade. Se tinha algo que ainda faltava naquela noite era o gosto da boca um do outro.

Julinho enlaçara Maurílio pela cintura e eles se beijavam encostados na van. Os rostos cada vez mais quentes, as ereções em standby voltando ao máximo e os braços puxando um para o outro, tentando ficar cada vez mais próximos. Eles não se ajudavam nem um pouco a aguentar a espera. Talvez não desse mesmo pra esperar.

"Vamo aqui mesmo, Maumau"

A rua do bar já era mal iluminada, e o canto onde Julinho estacionara a Sprinter dava direto para um curto beco sem saída, deserto e ainda mais na penumbra. O mínimo de luz que ali chegava, no entanto, era o suficiente para que conseguisse ler perfeitamente a expressão do outro: empolgação.

Da Van até compartilhava um pouco desses fetiches de Maurílio. Mas o maior dos seus, sem qualquer base pra competição, definitivamente era ver a satisfação que o moreno sentia nos dele. E a fagulha que se acendera ali apenas com o menor convite já fora suficiente para colocá-lo à toda novamente.

Assim que ouviu o sim rouco e sussurrado em seu ouvido, inspirou profundamente contra o pescoço de Maurílio, sentindo o cheiro do perfume e do álcool que ainda exalava. Passou a língua de alto a baixo, finalizando o percurso com um beijo demorado e uma mordida de leve na base do pescoço, o que sempre tinha um bom efeito.

Não pretendiam tirar a roupa toda, não ali, mas podia puxar a camisa de dentro da calça e enfiar as mãos por dentro, sentindo a pele quente do peito e os batimentos cardíacos. Brincou com os polegares nos mamilos enquanto ia beijando a garganta e o queixo, roçando uma barba na outra. Maurílio enquanto isso agarrava seus cabelos em uma mão e seu braço na outra, como se tivesse medo que pudessem ser afastados e que perdesse aquilo.

Ainda beijando cada parte exposta, Julinho levou a mão novamente ao fecho da calça de Maurílio, abrindo-a e descendo até as coxas. Podia agora se ajoelhar e abraçá-lo por trás, apalpando a bunda enquanto puxava a virilha para perto de si.

"Fala a verdade pra mim, Maumau" ele provocou, em falsa irritação, segurando o pênis a centímetros do seu rosto "Tu entrou com essa candidatura só pra me provocar, né? Queria que eu te castigasse por tentar ganhar de mim?"

Começando a ser massageado, mas apenas por mãos, e não lábios, Maurílio trincou os dentes e revirou os olhos, fechados, antes de responder, sem convencimento:

"Claro que não, Ju. Eu só quero o melhor pro sindicato"

Julinho deu uma risada seca, que soprou ar contra o membro a sua frente, intencionalmente.

"E o melhor seria você?"

Maurílio respirou fundo, mas ainda assim foi atrevido:

"Não sei. Pode ser que seja"

Um muxoxo de desaprovação saiu por entre os lábios de Julinho, mas sua língua não.

"Então em momento algum você pensou que com isso eu poderia ficar bravo? Muito bravo? Que iria querer te punir por isso?"

O moreno mordeu o lábio, lançando o quadril para a frente como se tentasse romper ele mesmo a distância, mas em vão. Apesar disso, ele balançou a cabeça negativamente.

"Pois eu fiquei puto. Você vai pedir desculpas?" outro aceno de cabeça. Outro muxoxo "Então você vai mesmo me pagar. Não vai?" apenas silêncio.

Julinho lançou os olhos para cima. Maurílio havia aberto os seus e os dos dois se encontraram. Ambos refletiam desafio, provocação. O mais velho fechou os seus para enfim colocar a boca em volta do pênis do mais novo, cobrindo toda a glande. A sucção fez este morder o lábio, inspirando fundo.

Enquanto sugava, Julinho puxava o outro corpo para junto do seu, cravando as unhas na interseção entre as coxas e as nádegas de Maurílio. Era sua vez de marcar território e deixar a assinatura da obra que estava fazendo. Nem quando afastava o rosto para respirar deixava o moreno se distanciar, o mantendo em seu abraço apertado.

Quando finalmente sentiu a mão do cinéfilo em seus cachos, puxando com vontade, percebeu que estava no caminho certo. O enlace era firme e ele tentava contê-lo, mas Julinho não queria deixar. Queria senti-lo por completo em sua boca e que o outro enlouquecesse desesperado por mais.

E Maurílio não apenas estava fisicamente fraco com aquilo, como não tinha forças para resistir ao que sentia. Acabou mudando completamente o movimento de sua mão, que agora empurrava a cabeça do loiro em sua direção, enquanto estocava em sua boca.

Ficaram por um tempo nesse frenesi, mas justamente por ter conseguido o que queria, Julinho parou. Ignorou, ou melhor, se sentiu incentivado por ter lido todos os xingamentos existentes no olhar que Maurílio lhe lançou enquanto se levantava. Mas a expressão durou pouco.

"Vira" mandou, com firmeza e sem hesitar.

Com o coração ainda mais acelerado do que já estava, Dos Anjos obedeceu o comando, docilmente. Se apoiou na lateral da Sprinter e já começou a receber beijos e mordidas na nuca, cujos pelos iam se arrepiando. A fisgada na barriga foi forte quando Julinho soprou atrás da sua orelha e sussurrou em seguida:

"Eu te conheço, moreno" ele colocava o dedo entre as nádegas de Maurílio, brincando com a região e o fazendo gemer baixinho "Eu sei que tu é bem capaz de ter entrado nessa eleição só pra me provocar" circulava a entrada, começando a forçar um pouco "Pra me desafiar, querendo cantar de galo pra me obrigar a te mostrar quem é que manda aqui" colocou a pontinha para dentro, com suspense.

Ele fez uma pausa, mudo e sem se mexer, torturando o moreno antes de finalizar:

"Você é meu"

E enfim penetrou Maurílio, que se contorceu e suspirou. Sentia o pulsar e o calor em torno de seu dedo, que ia movimentando suavemente em um vai e vem e semicírculos. Continuava a respirar contra a orelha do mais novo, que revirava os olhos enquanto arqueava o corpo e abria mais as pernas, facilitando o acesso.

A outra mão ia passeando pelo corpo, deslizando um dedo suavemente pelo pescoço e pelos ombros e agarrando os braços, quando colou os lábios em sua nuca. Quando começou a brincar com o segundo dedo na entrada, deu início a uma masturbação, contribuindo ainda mais para que ele relaxasse.

Maurílio já estava em êxtase, com os lábios permanentemente entreabertos e os olhos cerrados, levando os quadris para trás para contribuir com a penetração. Era nítido quando ele queria mais, e Da Van se divertia com isso. Tirou os dedos de dentro dele, mas sem desfazer o contato.

"Você tá doido por mais, né?" murmurou num riso, hálito quente contra a nuca úmida de suor e saliva "Eu quero ouvir você pedindo. Pede falando meu nome, vai"

Set point.

"Me fode, Julinho. Pelo amor de Deus, me fode"

E set.

A súplica arrastada era tudo que Julinho queria. Afastou um pouco mais as pernas de Maurílio, em um espaço que podia se encaixar. Antes mesmo dele pedir, já havia enfiado a mão nos bolsos e pegado preservativo e lubrificante, dos quais fez uso rapidamente. Colocou uma mão na boca do menor, que já estava barulhento demais até ali, e entrou nele.

A precaução se mostrou necessária quando Maurílio mordeu sua mão para conter um gemido alto. Estava com o rosto colado no metal frio da van, pressionado contra ela enquanto Julinho se movimentava atrás dele. Ele passava a mão por todo seu corpo ao mesmo tempo que mantinha o ritmo lento e profundo, suficiente para fazer a Sprinter balançar de um lado para o outro.

Já haviam perdido muita discrição, então não podia haver problema em perder mais um pouco em prol de conforto e liberdade. Sem sair de dentro dele, Julinho puxou Maurílio pelos braços para desencostá-lo da porta, apertou o alarme da chave no bolso e a abriu.

Com ele debruçado sobre o banco do motorista, conseguiu se movimentar com mais facilidade, podendo oscilar a velocidade da penetração. Colocou uma mão sobre a lombar dele e foi deslizando, fazendo pressão até chegar à nuca. A agarrou junto com mexas de cabelo e puxou a cabeça castanha para trás, se projetando vigorosamente para frente. O resultado foi um arfar pesado, que acabou sendo um incentivo a mais, e seguiu nesse ritmo.

A pequena disputa do dia estava suspensa em um empate, assim como eles estavam em pé de igualdade no que sentiam e provocavam. Assim, o mesmo calafrio percorreu os dois corpos antes deles se tensionarem em orgasmo, ao mesmo tempo, relaxando logo em seguida.

Julinho saiu de dentro de Maurílio e deixou o corpo cair ligeiramente sobre ele, um pouco na diagonal. O menor não reclamou, e nem tinha forças para isso. Só ficaram ali, esperando alguns instantes para as pernas se firmarem novamente e a respiração normalizar.

"Pô, neném, podia ter segurado mais um pouquinho hem?" Julinho lançou um tom dissimulado enquanto se levantava "Mandei limpar a Sprinter semana passada…"

"Vai se foder, Ju" Maurílio riu enquanto fazia o mesmo, observando a sujeira que deixara "Como se você tivesse deixado muita margem pra eu me segurar…"

O loiro respondeu apenas com uma piscadela, confiante, enquanto descartava o preservativo numa sacola que estava na van. A amarrou e jogou num canto do chão antes de finalmente subir a bermuda. Maurílio havia pegado papel higiênico no porta-luvas e terminava de se limpar e limpar a van, também se vestindo logo em seguida.

"Agora dá pra aguentar chegar em casa, né?" perguntou Julinho, entrando na Sprinter e tendo de esperar Maurílio dar a volta no veícul,o para entrar do outro lado, antes de responder.

"Acho que sim" brincou o outro, enfim, recostando a cabeça no banco, de olhos fechados.

Fora bom e dera tudo certo. Não foram pegos, o que não diminuía em nada a lembrança da adrenalina envolvida. Tinham cumplicidade mesmo na disputa, como não poderia deixar de ser, já que uma era fruto da outra. Por fim, ainda havia muito o que acontecer antes do fim da eleição, e até lá os dois ainda tinham um último set pra jogar e acabar com o empate. Pelo menos, sabiam que o importante é competir.


Notas Finais


Sexo em lugares públicos é proibido, jovens, apenas repitam isso em casa. 



Não é como se eu já tivesse feito, haha… Haha… Haha...


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