História Ensina-me a te amar - Capítulo 37


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Categorias Alexandre
Personagens Alexandre, Bagoas, Cassandro, Heféstion, Olímpia de Epiro, Personagens Originais, Ptolomeu, Rei Felipe II
Tags Alexandre O Grande, Heféstion Amintoros, Yaoi
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Palavras 1.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Capítulo 37


Jano estranhou ao ver Bagoas saindo tarde da noite do quarto da irmã. Pensou em interrogar o servo persa sobre aquilo, mas achou prudente que ele não soubesse que havia sido visto.

O siciliano ficou com a pulga atrás da orelha, mais do que já estava. Agora, mais do que nunca, desconfiava que Adelpha havia sim tentado envenenar Hephestion, e por isso ela ficara tão braba quando o vira derrubar a taça. Mas como não podia se entregar, nada disse.

‘’No que se tornou minha irmã, por Júpiter! Uma assassina covarde que se esconde nas sombras...quão decepcionados ficarão nossos pais se isso cair em seus ouvidos.

Tentando se manter frio, foi à cozinha do palácio buscar água em um jarro e voltou para o aposento em que dormia com o amante.

Cassandro, à luz das velas, não poderia estar mais lindo ou sedutor do que estava naquele momento. Seus lábios eram carnudos e vermelhos, os olhos felinos, e o semblante malicioso, quando não estava aborrecido, era de uma sensualidade extasiante.

Jano estava cada vez mais apaixonado. ‘’Nunca mais voltarei para a Sicília, a menos que meu amor queira me acompanhar’’, pensava o enamorado cunhado de Alexandre Magno.

— Você demorou... – disse Cassandro, fazendo beicinho.

Jano ficou corado. Adorava quando seu amado fingia fragilidade e feminilidade. Depositou o jarro de água e as taças que trouxera para si e para o amado em uma mesa.

— Mas estou aqui... – Beijaram-se longamente, o beijo transmitindo arrepios ao longo de seus corpos. Jano nunca sentira nada tão sério assim antes, e finalmente achara seu lugar, ele sentia. Seu lugar era ao lado do doce Cassandro.

— Incendeia-me com tua boca de mel... Oh, Cassandro da Macedônia, tesouro meu... que ventura é possuir-te... inebriar-me com teu perfume... – gemia o siciliano, enquanto beijava o pescoço e os ombros do rapaz.

— Jano, meu Jano... quando penso que por meu orgulho tolo e mesquinho eu por pouco não te afastei de mim... devora-me. Amo-te. Se não me quiseres mais, nem sei o que será de mim.

As bocas ávidas dos dois jovens encontraram-se novamente.

Dentro de pouco tempo então, seus corpos estariam já entrelaçados.

Jano e Cassandro, perdidos naquele momento um no outro, estavam em um universo particular só deles, no qual não cabia mais ninguém.

*********

Alexandre enquanto isso, estava em seus afazeres desde cedo, e não fora ainda se deitar. Por isso, não flagrara obviamente Bagoas saindo do quarto que o príncipe dividia com a esposa.

‘’Se ao menos eu tivesse um filho’’, pensava o príncipe, ‘’este lamentável casamento não seria um estorvo e assim teria uma utilidade, afinal. Mas os deuses parecem de fato opor-se à idéia. Quem sabe se hoje eu...’’

Mas a idéia de dormir com a mulher que quase matara seu Hephestion era para ele repugnante. Não podia, não conseguia mais.

Antes ainda nutria uma certa simpatia e respeito pela moça. Mas desde a suspeita do envenenamento...

Afastou as idéias preocupantes de sua mente por um momento e decidiu que iria ver Hephestion.

Chegou perto do aposento onde estava Alceu, montando guarda, pronto para barrar qualquer suspeito de se aproximar do precioso general.

— Como estão as coisas, Alceu?

— Por enquanto nada preocupante, Alteza.

— Isso é bom.

Naquele momento, Bagoas passou por perto deles, os cabelos longos e negros batiam em sua cintura. Alceu se pegou admirando as curvas sinuosas do rapaz, enquanto que Alexandre olhou para o servo desconfiado.

— Esse menino está agora por toda parte, será possível?

— Desculpe, Alteza, não o ouvi. – Alceu distraiu-se e Alexandre percebera o motivo e sorrira, afinal Bagoas não era feio. O príncipe distribuiu tapinhas compreensivos no ombro do homem maduro.

— Bem, bem, Alceu, não há problema. Eu mesmo me deixei seduzir pelo jovem persa antes de meu coração ser capturado de vez por meu doce Hephestion em uma armadilha de Afrodite. Apenas desejo que tenhas astúcia, pois mesmo um belo rosto e um corpo atraente podem ser apenas a fachada de um ente não-confiável.

— Não se preocupe, Alteza. O senhor sabe, eu já fui casado, sou viúvo, mas eu sei reconhecer uma jovem beleza viril quando vejo uma.

— Bem sei. Posso entrar para ver Hephestion?

— Pois não, majestade.

Alexandre entrou então.

O jovem general dormia profundamente, o rosto quadrado e belo em cima de um seus braços.

Seus lábios harmoniosos estavam entreabertos, de forma quase que imperceptível. Os cílios longos chegavam a fazer sombra sobre sua face. Os cabelos estavam espalhados sobre algumas almofadas. Alexandre queria mais que tudo, proteger aquele tesouro.

E ai de quem ficasse em seu caminho.

Voltou para sua realidade, para aquele seu quarto frio e impessoal.

**************

Com o rosto de Cassandro adormecido recostado em seu peito, Jano repousava na cama depois do coito. Não tinha sono. Apesar de todo o amor e prazer que sentia, e de estar embriagado de felicidade, tinha medo pela irmã, por sua saúde mental, e medo pelo que sua insanidade poderia causar a pessoas inocentes. Decidiu ir dar uma volta. Tomar ar pelo corredor do imenso palácio.

Ao sair, encontrou com Alexandre que estava indo para o quarto.

Jano aproveitou a deixa.

— Meu cunhado. Como está? Este palácio é tão grande que praticamente apenas nos vemos nas refeições e nos treinos.

— Olá, Jano. Estou bem.

— Não é o que sua fisionomia me diz.

— Está tão óbvia assim minha preocupação?

— Eu aprendi a ler fisionomias. Sei dizer quando rejubilas de amor e quando mal consegues dormir.

— Pois bem, Jano. Vejo que nada posso esconder de ti, que agora é da minha família. Sim, estou bastante preocupado e inclusive quero te perguntar algo.

— Diga, meu cunhado.

Alexandre aproximou-se para sussurrar ao ouvido de Jano, pois o que menos precisava naquele momento, era de um mexeriqueiro para ouvi-los.

— Você derrubou a taça de Hephestion naquele dia de propósito?

Jano suspirou fundo. Então Alexandre estava desconfiado.

— Sim, meu cunhado, eu estranhei a taça dele e seu prato terem cores diferentes do restante dos convidados. Era como se seus utensílios tivessem sido marcados, para que não houvesse risco de confusão.

— Então é como eu esperava. Hephestion foi mesmo envenenado. A taça eu tenho certeza que não continha vinho apenas. Foi batizada com algo. Uma erva.

— Tem certeza disso, meu cunhado?

— Jano, eu cheirei a mesa. Tinha um cheiro sim de algo a mais, além da bebida.

— Hephestion corre mesmo perigo.

— Sim, e acredito que você e eu saibamos quem foi.

Jano suspirou, triste.

— Tenho quase certeza de que foi ela. O que pretende fazer?

— Se ela for pega novamente, pois sei que tentará de novo, terei todo o direito de dissolver o casamento. Ou de exilá-la.

Continua...



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