História Entidade - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Loona
Personagens HaSeul
Tags Haseul, Lipseul, Loona
Visualizações 6
Palavras 1.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E vamos pra uma história mais curta que o normal!

Tenham uma ótima leitura!

Capítulo 1 - Gelado


-“Tem certeza que não quer entrar?” A morena destrancava a porta de sua casa. Falava suavemente, parecia se sentir um pouco tímida.

-“Você sabe como a minha noite é longa...” Haseul suspirou. –“Quem sabe em uma outra oportunidade...”

A outra não entrou em sua casa, ainda esperava por alguma ação da mais velha.

-“Então...” Ela tinha um sorriso travesso no rosto. –“Pelo menos vai me dar um beijo de despedida?”

Aquele era o momento que Haseul mais odiava, era muito intrusivo, mas não podia negar aquilo para Jungeun. Pelo menos, não para ela.

Se aproximou da de cabelos repicados e colocou a mão gelada na nuca da mais nova, como já havia feito antes, e juntou seus lábios com os dela. Não queria que demorasse tanto, mas a Kim parecia querer aquilo como se fosse o último beijo que daria em alguém, ela tinha suas mãos quentes em cada lado do rosto da mais velha, fazendo menção que não gostaria de parar tão cedo.

Durante aquele momento, Haseul só conseguia pensar em uma coisa: ‘Como que aquela garota atraía tantos espíritos para si?’

Se afastou quando não aguentou mais o peso, tendo seus olhos virados para baixo.

-“Me desculpe.” E se foi, antes que Kim se despedisse dela.

As mãos de Haseul tremiam, tentava controlar a respiração, juntando todo ar que conseguia em seus pulmões e o soltando de forma demorada. Repetiu isso até que o seu coração parasse de bater tão descontroladamente, se encostou na parede de uma das casas da rua, colocando suas costas contra o concreto frio, jogando a sua cabeça para baixo.

-“Devo contar?” Falou consigo mesma. –“Não, ela ficaria assustada.”

Pensou mais um pouco.

-“Mas são muitos...”

Haseul olhou para esquerda, direção que daria à casa de Jungeun. Balançou a cabeça de um lado para o outro, espantando aquela ideia idiota.

Voltou a caminhar, tinha as mãos escondidas nos bolsos do casaco que pouco esquentava seu corpo. O chuvisco fino, porém, constante, começou a incomodar Haseul, seus cabelos cortados até os ombros já se encontravam totalmente molhados juntamente com o que vestia, as meias, apesar de protegidas pelo tênis, estavam encharcadas.

Chegou em casa a tempo de se salvar de uma tempestade. Retirou o casaco e os sapatos, deixando-os onde normalmente os colocava, o casaco no cabideiro e os calçados em um canto da entrada.

Fez um caminho de pegadas molhadas até seu quarto e, então, até o banheiro.

Se despiu e ligou o chuveiro, mas não entrou no box, permaneceu parada ali, escutando o som da chuva vindo de fora se misturar com a água que caía no piso branco e limpo do banheiro.

Entrou quando o vapor começou a se predominar no cômodo. Deixou a água tocar suas costas por longos segundos, permitindo, finalmente, que a ducha a envolvesse completamente.

Saiu do aposento com as roupas trocadas e os cabelos ainda molhados. Tinha em mãos a toalha que havia usado alguns minutos atrás. Enxugava o coro cabeludo enquanto ia à sala. Se sentou no sofá, ainda com a toalha na cabeça.

O relógio eletrônico que ficava ao lado da televisão mostrava que já eram dez horas da noite, estava próximo do horário que a sua principal cliente a ligava.

Dito e feito, o telefone fixo tocou assim que o relógio apontou para às dez e meia.

Haseul correu até a mesinha de canto, pegando o aparelho e o colocando em sua orelha.

-“Alô, é a Jo Haseul?” A voz fina e delicada de Gowon pode ser ouvida do outro lado da linha. Ela fazia aquela mesma pergunta toda vez que ligava, até mesmo já sabendo a resposta.

-“Sim, é ela.” Haseul se sentou na cadeira colchoada que ficava ao lado da mesinha.

-“Sou eu, a Gowon...” Haseul já sabia. –“Eles ainda não apareceram, mas decidi ligar antes que qualquer coisa acontecesse...”

-“Tudo bem, podemos esperar juntas.” A de cabelos curtos, ainda úmidos, coçou a cabeça, apesar de acostumada com as ligações noturnas de Gowon, não estava muito contente de ter que ficar mais uma noite sem dormir bem.

-“Haseul, espero não estar te atrapalhando em nada...” A loira mantinha a voz em um tom baixo. –“Deve ser chato receber ligações minhas quase todo dia, mas tente me entender, eu realmente me sinto segura ouvindo suas instruções... E... Você sabe como eu tenho medo deles...”

-“Fique tranquila, lembre-se que sou paga pra isso.” Haseul repensou no que falou. –“E com isso quero dizer que, não, não é chato. E não precisa ficar com medo, eles nunca te machucaram...”

-“Você está certa... Obrigada...”

Gowon suspirou.

-“Só para garantir, o que devo fazer mesmo caso um deles apareça?” A outra tentava puxar assunto, não deixando o ambiente tão quieto.

-“Sal grosso, lembra?” Haseul fez um movimento circular com o dedo no ar de forma automática. –“Tem que fazer um círculo em sua volta, mas tenho certeza que não é preciso.”

-“Eu sei, mas...” Gowon se calou por um momento. –“Eu ouvi alguma coisa...”

-“Mantenha-se calma.” A mais velha falou baixo, tentando deixar a cliente tranquila. –“Talvez eles não façam nada, assim como nas últimas vezes.”

O silêncio se instalou, Haseul esperava por alguma resposta, apenas a respiração de Gowon poderia ser ouvida.

-“Não escuto mais nada...” A cliente engoliu em seco. –“Será que eles vão voltar?”

-“Pelas nossas ligações e sessões anteriores, eu tenho certeza que não...” Haseul olhou para o relógio, eram onze horas. –“Pode dormir tranquila, depois de amanhã nos encontraremos novamente, correto?”

-“Sim, quinta-feira!” O barulho de Gowon se levantando de sua cama pôde ser ouvido da ligação. –“Obrigada por me confortar, prometo que vou tentar ligar menos!”

Se despediram e colocaram seus respectivos telefones na base.

Haseul se levantou e foi ao seu quarto, antes de entrar cochichou uma reza para si, deveria se manter limpa de qualquer resquício do outro plano antes que fosse dormir.

Se deitou na cama fria e solitária, não a incomodava mais. Afundou a cabeça no travesseiro, arrumando uma posição minimamente confortável para se dormir.

Naquela noite, diferente de qualquer outra, sonhou com uma figura banhada em trevas, falava algo inaudível, sua voz ecoava por todo o local criado pela mente de Haseul. Era como uma lâmina afiada de um facão, tão cortante que machucava os tímpanos da moça.

Acordou, pingando de suor, suas mãos voltaram a tremer. Será que aquela entidade era um dos espíritos que havia sentido em Jungeun?

Olhou suas palmas, trêmulas e molhadas. Era real? Era um sonho? Ou, talvez, uma premonição?

Colocou-as em seu rosto, o molhado de baixa temperatura se encontrando com o morno quase inexistente era desagradável, mas não o bastante para que ela as tirasse dali.

Se levantou, não conseguiria voltar a dormir naquele momento.

A regata colava em seu corpo pelo suor, o pescoço brilhava com a pouca luz que saía das janelas da casa. Respirou fundo antes de pegar uma das garrafas, quase vazias, de bebida da geladeira, tinha uma chance de conseguir dormir depois de uma boa dose.

Desrosqueou e bebeu do próprio gargalo, outro costume, não muito bonito, que a médium tinha. O álcool rasgou sua garganta enquanto descia, fez uma careta assim que terminou e deixou a garrafa, agora vazia, em cima da bancada da cozinha.

Haseul apreciava o calor momentâneo que a bebida lhe dava, calor este que não era muito acostumada a sentir, o mesmo calor de quando era agraciada com beijos que ditava serem proibidos. O líquido de gosto ruim era uma companheira silenciosa, não lhe dava atenção ou ouvidos e, muito menos, dor de cabeça por ter algum tipo de encosto.

O som de seu celular fez com que os ombros da mesma se levantassem em um susto, havia esquecido completamente de tirá-lo do bolso do casaco ensopado.

 Foi até o smartphone e, antes que atendesse, viu quem poderia ser aquele que estava ligando.

Desconhecido.

O atendeu, era o que restava.

Silêncio por alguns segundos, sendo cessado pelo som repetitivo de uma linha recém desligada.

Haseul xingou baixo, desligou o celular com raiva e o colocou de volta no bolso do casaco. Péssimo momento para ter um pesadelo e receber uma chamada misteriosa.

Voltou a cozinha e pegou mais uma garrafa quase vazia da geladeira, não iria voltar para cama de qualquer forma.


Notas Finais


Eu voltei... E agora é pra ficar (eu espero)


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