História Entre a escuridão - Capítulo 18


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Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Finn, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Reylo
Visualizações 142
Palavras 3.024
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá a todos sempre pego todos de surpresa, então devidamente queria pedir desculpas por qualquer eventual coisa que possam ter pensando e se frustrado até o presente momento.

Eu terminei hoje os últimos ajustes, é deixou meu imenso obrigada a @LyseDarcy, porque sem ela mais uma vez não teria consegui terminar o projeto tendo em vista algumas coisas de cunho pessoal e que não vou expor, mas que estão realmente me atrapalhando em vários sentidos. Alguns de vocês acompanham mais de uma obra minha, por isso devem saber que estou em atraso em algumas e isso tudo porque infelizmente existem coisas fugindo do meu controle.

Agradeço imensamente ao apoio prestado até aqui desde agora. Sinto que essa foi uma obra incrível e tê-la quase concluído por inteira – pois falta apenas o epilogo – me deixou feliz, orgulhosa e muito grata a todos que sempre estiveram aqui para comentar e favoritar.

Esse será meu último capítulo de “Entre a Escuridão”, devido ao prazo de encerramento do concurso de Sweek – Inclusive a todos que estão dando a apoio ao projeto lá devo agradecer novamente. –

Espero que gostem do desfecho aqui.

Boa leitura!

Capítulo 18 - O milagre jedi


Fanfic / Fanfiction Entre a escuridão - Capítulo 18 - O milagre jedi

(...)

O sangue pingava das mãos do cavaleiro que tinha suas luvas rasgadas e permanecia em pé. Em seu rosto, a marca da violência e sobre seus braços e tórax remanesciam vários arranhões e cortes profundos, evidenciando a batalha longa e cruel que estava sendo travada, enquanto este olhava para dois Rens mortos junto ao corpo de um homem moreno a quem não conseguira proteger.

Sobre a pequena pilha de cadáveres, mais à frente permanecia uma garota de cabelos castanhos com a face sombria e que agora emitia uma risada descompensada ao mirá-lo cansado. O que a levava a rir na ótica de Kylo era um mistério, mas lhe causava uma sensação ruim e agoniante que fazia sua garganta apertar.

- Nunca imaginei que viria até mim apenas no intuito de morrer por uma ninguém. – Disse-lhe mostrando achar-se em vantagem sobre o homem que agora teria de lutar sozinho naquele embate já bastante desigual.

- Eu não me importo se vou morrer ou viver, mesmo porque essa luta ainda não terminou. – Ele lembrou-a com um olhar feroz fazendo um gesto com as mãos que fez o sangue entre as luvas pingar. – Não me importo tampouco se a considera como alguém ou ninguém...– Ele tornou a ficar de pé, mesmo que estivesse nitidamente exausto. Não queria dar o gosto a mulher por lhe atribuir maior poder sob sua mente.

Kylo colocava-se reto, falhou apenas por uns instantes, quando cambaleou com o sabre entre os dedos que escorregava pela empunhadura quase caindo. O embate que havia se iniciado há certo tempo mostrava-se o mais difícil que já vivera, ainda que ele fosse o antigo líder dos Rens e o mais poderoso usuário da força já agraciado por aquele poder místico.

Estava agora completamente sozinho. Finn havia tido um final trágico, se sacrificando há poucos instantes para ajudá-lo a matar duas das figuras que estavam no chão atrelado ao seu corpo imóvel e sem vida. Fora um banho de sangue, uma carnificina que estava longe de terminar, infelizmente. Não havia tempo para lamentos ou despedidas. Apenas seguir em frente, precisava manter o foco.

Os Rens restantes que continuaram estavam em condições ruins, todavia ainda combativos, eles tornaram a se levantar para se unir a Zara, a nova líder da Ordem. Os sabres em conjunto trepidavam contra Kylo que respirava mais pesadamente buscando preencher os pulmões que lembravam toda a dor descomunal na costela, que estavam em frangalhos após terem sido massacradas pelo contato corporal com seus inimigos.

Então teve uma visão de Rey deitada em Ahch-To, sabia o que via, porque estava conectado a Haley também de alguma forma... Tudo era por elas, aquela visagem o aguçou a recordar, por isso não importava o cansaço, não importava se isso o levasse a morte, pois seu objetivo era proteger sua família. Precisava acabar com os monstros que ele mesmo ajudou criar e precisava fazer imediatamente.

Rompeu o elo mais naturalmente do que o começou, assim, deparou-se com as três figuras a cerceá-lo a sua frente. O ex-Ren então se distanciou do semicírculo que seus oponentes formaram. Agora era hora de usar as habilidades moldadas dentro da sabedoria dos cavaleiros que uma vez regeu, que quando se está sozinho dentro de um cerco, apenas existe um meio de duelar... Esse meio seria correr para tomar distância, depois esperar o mais rápido entre os inimigos o alcançar. Assim ele teria tempo de enfrentar um por vez e tentar obter a vantagem no embate.

Assim o foi, Kylo esperou que um por um deferissem seus golpes, por isso sua arma era a que mais trabalhava em meio ao corredor vazio que pela janela mostrava-se tomado por uma cor vermelha e um zumbido seguido de vários estalidos. Seu alvo era a mulher, apenas ela, mas não tinha como se confrontar com a boneca sombria sem abater os outros dois... Tydun e Rocco.

- POR QUE permanece a nos trair? – Nos olhos de Zara era visível a incompreensão e crescente ira ao vê-lo combativo contra os antigos aliados.

- Você sabe a resposta. – Soltou ele ofegante após parar mais uma vez.

A Líder dos Ren enervou-se, seguiu em direção a ele e o acertou no ombro o fazendo cair contra o chão sentindo uma dor lasciva a corroer o ombro que possuía agora uma abertura fervente na carne.

O ex-líder havia com sucesso acertado os dois combatentes anteriores, mas quando chegou a cavaleira, este não conseguiu evitar sua desvantagem, pois além de cansado Kylo era mais lento se comparado a inimiga devido esta ser um alvo pequeno e mais leve. Nem Rey lhe dava tanto trabalho quanto aquela mulher em um duelo.

O suor, o sangue, as feridas... Tudo o fazia sentir a frenética vida indo lentamente, enquanto que a adversária permanecia de pé a sua frente. Fechou os olhos pensando no que precisava... Ele precisava da força... “A força”... A coisa mais poderosa e única que viu conseguir reverter um duelo praticamente ganho a mais de um ano. Apertou o sabre em suas mãos mais rigidamente e se levantou para atacar sua oponente com mais ansiedade.

Os outros dois sujeitos que tentaram se aproximar foram lançados para trás após tentarem atacar juntos com sua líder. O homem que estava a pelejar sozinho, estrategicamente havia usado sua poderosa força para agarrá-los em um sufoco que terminou com o arremesso de ambos pelas janelas de vidro das instalações abandonadas. A dupla caiu duma altura descomunal encontrou um fim inevitável.

Os olhos de Kylo nesse momento cintilaram em ira, a desgraça que recaía sobre todos os seus inimigos. Ele seria implacável, não teria qualquer compaixão. Aquele era o ex-líder dos cavaleiros de Ren, ou o mais próximo que se podia chegar daquela figura impiedosa que fora um dia.

Aproximou-se da mulher que o encarava atenta, desferiu um golpe violento contra a mesma e assim conseguiu cortar sua mão com um golpe indefensável. A fez gritar em agonia por muitos minutos, porém não sentiu miseração da figura, pois avistou logo o membro decepado a segurar o que ele tanto desejava desde que chegara, aquele maldito Holocron.

Kylo pegou o objeto imediatamente, o arremessou para cima e sobre o olhar atônito da mulher mutilada, também o cortou fazendo com que uma poderosa energiase liberasse como uma chama enegrecida do seu interior repartido. Aquilo era pior do que poderia prever... Não era só uma maldição, aquilo era uma força e como que precisasse ser acolhida por qualquer coisa viva... As chamas negras se direcionaram para Zara que ficou com os olhos tomados por uma cor amarelada.

- Acha que acaba assim Kylo? – Indagou ao sujeito que sentiu um distúrbio imenso dentro do corpo dela começando a crescer.

- O que está fazendo? – O homem percebeu que mais fumaça negra estava sendo emitida pela mulher.

- Criando um ilimitado poder! – Bramiu mostrando as mãos em uma coloração cadavérica, ela estava se transformando em uma figura grotesca completamente distorcida pela escuridão. A face enrugava-se, os cabelos cresciam ainda mais e ganhavam uma tonalidade mais escura. E assim ela continuou – O poder de drenar todo e qualquer poder... Nenhum desses idiotas sabia o que havia por trás... Poderia ter sido você a ter tudo o que desejava, eu o teria apoiado como nosso lorde, mas você preferiu aquela sucateira.

E então como se tudo fosse uma bomba caindo sobre a sua mente, as coisas começaram a fazer sentido, e ele compreendeu. A raiva de Zara era muito mais do que uma zanga pela sua deslealdade ao grupo, mas sim porque nutria algo, um sentimento proibido, talvez nunca exposto, porque achava que jamais o ex-Ren se posicionaria ao lado dela ou de qualquer mulher que fosse.

Assim, a cavaleira seguiu a vida toda apenas mostrando sua fidelidade, o servia e o guiava quando necessário. Todavia sua cólera nitidamente agora exalava a problemática existente... Fora Rey quem quebrou esse paradigma que ela havia criado em sua mente afim de aceitar um amor unilateral.

A criatura então tomada de fúria e inveja pelo que o homem construíra ao lado de outra, passou a incentivar cada Ren a agir de acordo com um plano cruel. Zara os manipulou, os fez acreditar que Haley e Rey eram uma ameaça insustentável muito mais do que por mero medo, mas por vaidade. E assim, derrubaram Kylo de seu posto. Mas nada na cabeça dela a satisfazia, nada reprimia o seu ego ferido e seu coração.

Tentou matar Rey com ajuda de Titã, a figura que mais a considerava como uma irmã, alguém que a protegeria de qualquer coisa se a sentisse em perigo... Desta forma, ele foi enviado para fazer aquela maldição com o Holocron caso o plano fracassasse, um ardiloso jogo já projetado desde o começo.

Todos estavam a ser enganados por aquela figura bonita, que por de trás de um rosto sereno e aparentemente frágil carregava o domínio mais cruel da força e sede da vingança.

Kylo sabia que não poderia morrer sob suas mãos. O Holocron fora quebrado, mas a solução não estava completamente desfeita, não enquanto aquela força negra se encontrasse no corpo transmutado daquela horrenda criatura, que abriu mão da beleza em busca da vingança.

O homem correu do modo que podia aos tropeços tentando de algum modo iniciar uma conexão espontânea com Rey. Precisava avisá-la sobre o perigo daquela ameaça. Porém não havia respostas e isso o desesperava.

- Como isso é possível? – Zara olhou para o longe, à frente das escadarias que levava ao andar inferior, quando uma jedi de cabelos escuros e olhos esverdeados surgiu olhando para ambos.

- Rey? – Ele sussurrou incrédulo.

- Eu vim enfrentá-la Ben... – A mulher finalmente disse acendendo seu sabre duplo o assustando.

Kylo lembrava que Rey estava enferma, lembrava de tê-la deixado em Ahch-To, portanto era impossível que aquela a sua frente fosse mesmo a mulher que amava, mas se não podia, como ela estava ali?

- Você veio para salvá-lo? Para resgatar Ben Solo? – A mulher transmutada cuspiu tomada de raiva e despeito.

- Não. Vim para enfrentar você. – E as palavras de Rey unidas a cabeça do homem provocaram um estalo que lhe deu a resposta, ainda incompreensível para a outra.

- Rey! – Ele gritou. – Não faça isso... – Pediu. Tinha lagrimas nos olhos, no entanto ela sorriu e piscou para ele como quisesse acalmá-lo e dizer que estava a fazer uma travessura calculada.

Sabia o que era aquilo e o que poderia custar a jedi, pois já havia visto a força se dissipar uma vez depois daquela ação muito similar que tomava. Era a mesma técnica que Luke usou para ajudar a resistência ao enfrentá-lo. Tratava-se de uma projeção astral.

“Essa força não pertence aos jedis”, “dizer que se um jedi morre, a luz morre, é vaidade”. – A voz de Luke havia ecoado na cabeça de Rey durante seu estado de dormência.

Estava naquela cama ainda como que meditando seguindo todas as orientações que se seguiram em sonho, o ancião lhe dera instruções de como poderia fazê-lo, ainda que não garantisse o êxito. Ele era o mestre jedi, ela precisava confiar nele e em sua percepção, mesmo que sentisse seu corpo todo fraquejar e sucumbir à medida que fazia aquele esforço.

Se a força não pertencia ao poder unicamente da luz, tampouco esta pertencia ao lado sombrio. A guerra deveria acabar, deveria ter um ponto final, e Rey estava disposta a lutar mais uma vez ao lado de Ben Solo para isso. Mais uma vez seriam aliados, mas desta vez em definitivo.

Olhou para ele que se levantou apressado ainda que em um estado debilitado, mostrando o sabre para mulher raivosa. Assim ambos, Kylo e Rey começaram a atacá-la com insistência.

Embora somente quem estivesse ali fosse Ben Solo, a líder não havia percebido que a outra figura era uma projeção, completamente enganada pela dupla que àquela altura mostrava uma imensa sintonia ao confrontá-la, Zara cambaleava para trás usando o sabre para desviar os golpes perigosos que a faziam ficar ainda mais irritada. Que perdia o equilíbrio em alguns momentos.

A força do monstro que habitava a criatura humana era impressionante, por isso era frustrante sentir-se em desvantagem. Contudo, não conseguia atingir os dois usuários da força que bailavam como se fossem uma dupla de dançarinos a brincar. Mesmo para a líder da primeira ordem era incrível vê-los se mover, combinar e completar seus golpes.

Porém, mesmo com todo o empenho feito por ambos Zara permanecia de pé no embate, talvez sua desvantagem fosse momentânea até que eles se cansassem. Seria uma estratégia? Ele não conseguia ler a mente da mulher, ela parecia muito tomada pela escuridão e adentrar parecia perigoso.

Kylo precisava ser mais eficiente, onde estava sua falha? Com isso veio a sua memória as palavras de Snoke que uma vez disse de uma forma não direta que uma alma quebrada era o suficiente para se perder o bom senso e uma batalha ganha. As palavras o lançaram a um campo de questionamento que terminou ao se virar para Rey, essa estratégia talvez fosse a melhor forma.

Golpeou Zara na linha do peito com força a arremessando para o chão, depois girou a parceira nos calcanhares e a posicionou em sua frente. O olhar da mulher permanecia a queimar ambos.

- Você confia em mim? – Perguntou ele em um olhar fixo para Rey que anuiu levemente.

E com a resposta assertiva Kylo puxou a garota e a beijou na frente de Zara. A ação foi o suficiente para trazer a outra novamente a luta que focava o casal. Levantou em irá para atacar Rey pelas costas, no entanto o ex-cavaleiro de Ren já previa o descontrole da mulher, por isso quando ela chegou a uma mínima distância, o homem afastou a jedi para o lado e recebeu opositora com o sabre rubro, que atravessou seu peito.

- Você... – Ela falou em agonia expelindo sangue pela boca.

- Sim. – Deduziu o que diria a seguir “monstro”. – Eu sou sim... Mas não mais do que você.

Dito isso a mulher caiu morta no chão.

Nesse momento a imagem da jedi começou a se dissolver como num sonho diante do seu amado que se encontrava com o semblante abatido, e muito exaurido devido a batalha mais extenuante que já vivera até ali, com isso sua mão se ergueu para afagar o rosto da jovem que se apagava lentamente diante de si, e assim brotou uma lágrima no rosto do homem, e uma luz invadiu a sua alma e o aqueceu.

Aquele foi o ponto alto da luta, porém eles sabiam que em algum lugar lá fora ainda ardiam centelhas de uma guerra imensa que estourava nos céus. Poe e os demais rebeldes estavam enfrentando uma frota para derrubar os remanescentes militares da Primeira Ordem, ao mesmo tempo em que buscavam fazer o resgate de sua general.

Os rebeldes obtiveram êxito em seus avanços, ainda que ocorressem muitas baixas. Estavam sendo liderados pelo piloto mais bem avaliado da resistência, que como comandante conseguia bons resultados. Assim a luta perdurou caótica por horas, mas terminou com a vitória da resistência. E o salvamento de Leia foi bem-sucedido.

(...)

A brisa gelada batia entre as rochas de Ahch-To quando uma mulher trajando roupas brancas se encolhia mirando o horizonte cristalino e reluzente formado pela imensidão do mar. Seu coração estava absurdamente calmo, a força parecia ter tomado seu equilíbrio. Aquilo era a paz? Era o fim? Não. Era somente o começo de uma jornada.

Não importa qual lado vença a guerra, não importa quem assumisse o comando, porque independente de quem estava à frente, as injustiças e a desigualdade perdurariam.

A paz só existe porque as pessoas a buscam constantementee são vigilantes... A ditadura fora pesada durante o legado opressor, todavia a república nunca seria a resposta definitiva para todas os desafios que a galáxia enfrentaria. Era necessário permanecer no caminho, alinhar-se as estruturas, lutar quando necessário e buscar o respeito para todos os seres.

E ao pensar nisso a jedi lembrou de Luke Skywalker, dos três ensinamentos que lhe foram ofertados, mas o mais importante deles foi o que salvou sua felicidade, talvez sem estes ensinamentos ela não fosse quem era hoje.

Nesse interim olhou para o outro lado, e avistou o rosto abatido do homem a caminhar em sua direção que havia acabado de chegar ao planeta, “a força não pertence a ninguém, assim como a vida”, lembrou-se. Um sorriso brotou em sua face.

Rey correu pelos montes e abraçou-se ao homem cansado, se sentia feliz por nunca ter cedido ao sombrio, por nunca ter se rendido a tentação de ser mais do que realmente era, uma usuária da força.

Os pecados dentro de Kylo Ren, em contrapartida ainda rondavam Ben Solo, mas o pecado por si só rondavam a todos afinal. Não importava o passado agora, tudo foi movido como areias em meio a tempestade do deserto. Não importa o quanto Kylo pudesse ter sido cruel no passado em algum momento, na sua alma havia o arrependimento sincero, o desejo de uma nova vida, consolidada como uma certeza ao mirar os olhos úmidos da garota de cabelos castanhos entre seus braços.

Ele era um pai de família agora, um marido e um futuro vigilante da paz. O dono daquela história que se contada de trás para frente lembraria o que havia sido em sua vida anterior, ironicamente. Mas que por não lhe pertencer mais estava a ser reescrita de um modo mais bonito e apaixonado... Sim... Ele era ciente, aquela vida era a sua redenção.

Ele sabia o que era escuridão, também sabia que ela nunca se dissiparia, porque a vida é assim... Viver entre a escuridão é o que faz notar que a luz existe.

E por isso enquanto ele vivesse, ou melhor, enquanto vida existisse, nunca teriam um fim definitivo, nunca haveria uma plena felicidade, mas todos os momentos de alegria iriam compensar as tristezas, as agonias, pois é impossível se notar aquilo que de bom existe se não houver um lado negativo dentre tantas coisas.

E assim essa narrativa entre Ben Solo e Rey não se considera termina aos olhos do universo. Mas continua com “ponto e vírgulas” e “reticências”.


Notas Finais


Bom, como disse nas notas iniciais para finalizar essa trama falta somente o epílogo. Não tenho bem um prazo para terminá-lo, porque ele não será publicado no material do concurso, ele é apenas para reafirmar minha gratidão e imenso carinho que todos os leitores tiveram comigo aqui no Spirit e essa fanfic.

Espero que tenham gostado muito de ler o projeto tanto quanto gostei de escrevê-lo.

Deixando também mais um obrigada a menina dos dedinhos mágicos, @LyseDarcy que sempre me apóia e ajuda (Uffa gata dessa vez fomos longe).

Também agradeço a incentivadora @Sugainrap que é uma fofa sempre acompanhando todos os meus projetos e com quem divido a trama (O perseguidor).

Mais outro obrigada ao @Zephirat que é um grande amigo que sempre ajuda com ideias e sugestões. E está coladinho me acompanhando em boa parte das coisas que escrevo.

E por fim a vocês! Todos de forma geral... Sei que isso ta imenso, mas não chega nem a toda minha gratidão. Vejo vocês no epílogo. Um grande beijo!


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