História Entre a Luz e a Escuridão - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Morte, Revelaçoes, Sangue, Terror
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Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Recuperação Total


Enquanto caminhava para casa de minha tia eu parei subitamente.      
— Ef'ran, espere! — gritei.        
— Não é como se eu fosse andar sem você... o que foi agora?
— Seu nome verdadeiro é Effer Warren, isso não significa que temos alguma ligação sanguínea?         
— Agora que você mencionou, talvez seja possível... Alex, você nasceu em qual dia? 
— 19 de fevereiro de 1999... por quê?
— Esse foi o dia exato em que o feixe se abriu em minha frente, abrindo caminho para o mundo humano, no mesmo dia de seu nascimento. Isso não pode ser apenas coincidência, é o destino que nos interligou, aquele era seu nascimento, você me trouxe até aqui e por isso você está comigo agora.
 Meu corpo todo se estremeceu, a sensação de calafrio não saía de mim, era como se tudo tivesse sido clareado à minha frente e começasse a fazer sentido.     
 Eu tentei não pensar muito nisso e dormir assim que cheguei no meu quarto. A noite tinha sido longa e cansativa.    
 O amanhecer parecia diferente, sentia-me mais vivo do que nunca.

...

                Durante o amanhecer, uma faxineira chegava na escola, abrindo-a para o domingo, pelo menos uma vez por mês ela era aberta de domingo para atividades com a população, como jogos de mesa, futebol, vôlei e coisas do tipo. Era o lazer da comunidade. Ao entrar no refeitório ela encontrou aquela atrocidade, o corpo morto e o símbolo de Ef'ran ao redor. De imediato a polícia e os detetives foram chamados.        
 Não demorou muito para que Anderson e Isaac chegassem.  
— Quero todo o lugar isolado! Mantenham a mídia fora disso e afaste os curiosos, também não quero ninguém dentro do prédio, apenas eu e meu parceiro! — Anderson gritou, já irritado com o demônio sem nome.               
— Que droga Anderson, por mais que a gente investigue esses casos nunca iremos pegá-lo sem ajuda de Anna e ela ainda não conseguiu recuperar totalmente seus poderes.     
— Mas eu posso ajudar — uma voz falou, enquanto barulho de passos vinham da escadaria. 
— Quem é você? Civis são proibidos de entrarem na escola, saia já daqui — Isaac falou com o homem que se aproximava.               
— Sou Willian e eu sei sobre o demônio que procuram e posso ajudá-los a matá-lo, eu o quero morto tanto quando vocês! — era possível ver a raiva nos olhos de Willian.               
— Como você sabe sobre isso?               
— Minha fonte de informações é privada, mas uma coisa eu posso dizer, eu posso detê-lo, mas só se souber com quem ele faz o pacto. Eu quero que vocês descubram sobre seus hospedeiro, para que eu o mate de imediato.              
— Como podemos confiar em você?    
— Por que eu já lidei com ele no passado — uma voz feminina ecoou pelo vazio da escola.     
— Quem disse isso? — os detetives perguntaram olhando para os arredores, sem encontrar ninguém.            
— Eu estou dentro de Willian, temos um pacto de sangue, eu quero destruir Ef'ran e depois me autodestruir! Me falem sobre Anna e como ela pode ajudar.    
— Anderson, não acho que devemos confiar nele... neles. É um demônio, talvez seja o que procuramos. — Isaac falou recuando e colocando a mão no ombro de seu parceiro.
— Não parece ser E', eu sinto que podemos confiar neles... e se algo acontecer, sabemos quem é o indivíduo.            
 Isaac confiou cegamente em seu parceiro de trabalho e ajudou-lhe a contar tudo sobre Anna e sobre o passado.      
— Entendo, iremos falar com Anna e ver como podemos ajudá-la e fazer com que ela nos ajude.        
 Willian saiu da escola e foi para onde Anna morava.     

...

                Eu tomava meu café da manhã, enquanto raios de luz iluminavam meu rosto. Carregava comigo uma expressão apática que parecia assustar minha tia.
— Tia, eu vou sair e não sei que horas voltarei — falei para ela subindo para meu quarto.         
 Peguei uma bolsa e coloquei meu facão dentro.           
— Pode me dizer para onde vamos? — perguntei à Ef'ran que antes havia me mandado pegar o machado e sair de casa.               
— Matar a bruxa que ainda carrega parte do meu poder, só assim poderemos matar aqueles dois.     
— Interessante.             
 Eu comecei a caminhar sendo guiado por Ef'ran até sair da cidade, entrando na área rural, onde outrora eu já havia morado. Foi um bom tempo caminhando no sol quente, que fazia-me suar igual um porco. Finalmente havíamos numa área com árvores, de onde Ef'ran sentia seu poder selado. Adentramos nela e Ef'ran fez com que o Segundo Plano surgisse novamente. As árvores ficavam vermelhas como sangue, abrindo-se no meio, fazendo como que aparecesse algo como bocas, elas sussurravam sons amedrontadores. Seus galhos mexiam-se sem parar, lembrando braços. As vinhas das árvores eram como tripas humanas penduradas. As pedras no chão tomavam forma de olhos humanos, os quais encaravam fixamente eu caminhando.               
— Ef'ran, eu sempre tive uma dúvida, por que o Segundo Plano é bizarro desse jeito?              
— Eu te disse antes que ele refletia o lado obscuro de seu Plano, certo? Mas não é apenas isso, ele mostra uma realidade que pode acontecer caso os demônios do Terceiro Plano sejam libertos.          
— Então quando liberarmos todos os demônios o mundo irá ficar assim?          
— Exatamente... — Ef'ran ficou em silêncio — Ela está aqui, Anna está mais à frente. Vamos.
 Após poucos minutos caminhando eu vi uma cabana de madeira, ela não havia sido afetada pelo Segundo Plano, continuava com uma aparência comum.             
— Por que essa cabana não é afetada?                — perguntei.  
— Por causa da magia de Anna. Vamos matá-la!            
 Me aproximei da porta e quebrei sua fechadura com meu facão, abrindo passagem. 
— Eu esperava por você, E'! — Anna exclamou.             
 Eu caminhava calmamente em sua direção, ela não parecia ser grande coisa. Nesse momento um cachorro pulou mordendo meu braço esquerdo, fazendo com que eu cambaleasse para o lado e gritasse de dor. Seus olhos eram raivosos. Por mais que eu balançasse meu braço, ele não soltava e só aprofundava mais ainda a mordida. Eu não queria ter que matar um animal, mas não tinha outra escolha. Eu cravei meu facão em suas costas, fazendo o sangue respingar por toda a parede da cabana. O cachorro ganiu, caindo no chão e Anna gritou algumas palavras, o que faz subitamente surgir algumas cobras que saltavam em minha direção, mas eu cortava todas elas.      
— Sua magia está muito fraca, Anna — Ef'ran falou em tom sarcástico.              
 Eu enfiei meu facão em sua barriga, fazendo ela cuspir sangue pela boca. Sua pele começou a envelhecer rapidamente, como se houvesse passado vários anos.             
— Ef'ran, você sabe que nunca irá conseguir completar seu plano, você já falhou antes e muitos outros falharam antes de você! Lúcifer, Satã , Belzebu, a lista de demônios que tentaram dominar o Primeiro Plano é imensa e todos eles falharam. Sempre terá alguém para lhe impedir!
— Deixe-a morrer aí — Ef'ran falou, ignorando o que a velha dizia.       
 Eu andei até uma pequena mesa, onde estava o totem que guardava o verdadeiro poder de Ef'ran. Eu o peguei e joguei com toda força no chão, fazendo-o se estraçalhar e liberar uma espécie de fumaça negra, que cobria toda a sala onde estávamos. Após alguns segundos com tudo sendo envolto pela fumaça negra, ela simplesmente começou a ser absorvida pelo meu corpo. Eu me sentia bem mais forte do que antes. Não havia mais o que fazer naquela cabana, todo o poder perdido havia sido recuperado e Anna estava à beira da morte, agonizando.   
 Voltamos para o Primeiro Plano e fomos direto para a casa, estava finalmente na hora de começar o ritual.

...

                Ao sair da escola e ir para a casa de Anna como os detetives haviam dito, Willian e An'dress sentiram o Segundo Plano sendo ativo.         
— Mas o quê? — Willian perguntou, atônito.   
— Não é possível que eles tenham encontrado Anna... vamos rápido!               
 Willian pôs-se a correr o mais rápido que conseguia para chegar na casa de Anna e acabar com os dois antes que fosse tarde demais. Mas o caminho era longo e eles chegaram tarde demais. Ao entrar eles viram todo o sangue espalhado pela cabana e os restos do totem quebrado ao chão. O corpo de Anna estava caído no chão, todo ensanguentado.             
— É o fim... não tem mais como derrotarmos ele, agora que carrega todo seu poder — An'dress se lamentou.                             
— Ainda... tem uma... chance... — Anna sussurrou, fazendo Willian se assustar e virar em sua direção.             
— Você ainda está viva? — Willian correu em sua direção, se agachando ao seu lado. 
— Não por muito tempo... derrotem... ele... — ela olhou profundamente nos olhos de Willian. Ele podia sentir muito poder emanando em seu corpo, era como se ela tivesse passado tudo que lhe restava para ele.        
 Logo após ela caiu morta.          
— Vamos matar os dois — Willian falou enfurecido, deixando a cabana.



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