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História Entre a luz e as trevas - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa noiteeeee
Cá estou eu, com mais um capitulo
MUITAASSS REVELAÇÕES NESSE CAP ❤
Boa leitura 🌙

Capítulo 10 - Capitulo 9


  Olhei para o relógio em meu pulso, oito horas da manhã.

Subi a escadaria da Sede com o sono começando a dar as caras, e eu – para tentar espanta-lo – bebia meu café recém-comprado como se minha vida dependesse dele.

Ainda sonolenta, peguei meu crachá na mochila em minhas costas e o pendurei no pescoço. 

Ao atravessar a porta giratória do prédio percebi que algo estava errado. Dois elfos estavam parados próximo ao segurança da portaria, ambos altos e fortes. O segurança roliço apontou na minha direção e os dois elfos, ao mesmo tempo, olharam diretamente para mim.

Minha intuição raramente estava errada, e naquele momento ela me dizia que eles eram problema. Eles tentariam me barrar, e isso só significava uma coisa: Lorde Hiashi os ordenara a não me deixar entrar, obviamente por temer minha conversa com o senhor dos anões.

Semisserrei os olhos e caminhei em direção aos elfos, parando a dois passos deles.

- Bom dia. Algum problema senhores? – falei enquanto mostrava o distintivo preso em meu cinto para o mais alto deles.

- Bom dia minha senhora. Recebemos ordens para que a senhora não entrasse hoje. Não podemos deixá-la passar, está liberada dos seus serviços por hora. – o elfo mais baixo foi quem me respondeu.

Balancei a cabeça negativamente e ri sem humor, enquanto tirava minha mochila das costas e a depositava no chão.

- Não que isso mude alguma coisa, mas posso saber de quem veio essa ordem?

Os elfos se entreolharam, e o mais baixo falou novamente.

- De um dos membros do Conselho, minha senhora.

Ri mais alto pela constatação, meu pai era tão previsível.

- Meu pai realmente não tem limites não é mesmo. Bom, é simples. Vocês têm duas opções. – dei um passo à frente e ergui um dedo. – A primeira é: vocês podem sair do meu caminho e fingir que não me viram hoje. – ergui mais um dedo – E a segunda: vocês podem insistir nessa bobagem e eu serei obrigada a tirá-los do meu caminho a força. A escolha é de vocês, mas eu sugiro que a faça rápido já que não sou conhecida por ter muita paciência.

Era óbvio que eles pesavam minhas palavras, mas eu sabia que eles não iriam me deixar passar. Lealdade sempre foi o principal atributo dos elfos.

- Senhora, as ordens foram claras e nós iremos cumpri-las, mas não queremos confusão. Apenas vire-se e vá para a sua casa. A senhora não precisa fazer isso. – novamente o elfo mais baixo falou.

Eu não queria fazer aquilo, mas eles sabiam que eu não desistiria, afinal, orgulho também é uma característica dos elfos.

O anão, que ainda prestava atenção na conversa ao lado dos elfos, se afastou rapidamente ao perceber que palavras não levariam em lugar algum, e com certeza a situação ficaria ruim. Pois nenhum dos lados iria ceder.

Assim que o segurança se afastou o suficiente e parou próximo a recepcionista, e mais algumas pessoas que observavam a situação de longe, eu respondi:

- Vejo que já fez sua escolha.

Sem pensar duas vezes rompi o espaço que havia entre nós. Cerrei meu punho e me preparei para acertar o rosto do elfo mais baixo, ele percebeu o ataque e deu um passo para trás protegendo o rosto. Mudei de posição no último instante e dei uma rasteira no outro elfo, que se preparava para me agarrar pelas costas.

Ele caiu no chão, mas não pude dar maior atenção a ele, pois o elfo mais baixo me desferiu um soco, que acertaria meu ombro se eu não tivesse desviado.

Ele cometeu um grande erro se aproximando demais.

Ainda surpreso pelo meu desvio repentino, acertei uma cotovelada em seu queixo, o fazendo dar dois passos para trás, pela força do golpe. Não dei chance para ele se equilibrar. Acertei um soco no lado direito do seu rosto e girei meu corpo chutando o peito dele, o fazendo voar quase um metro à frente, quebrando um aparador de vidro e uma garrafa de café, que caiu com força no chão se espatifando.

O elfo mais alto já havia se levantado e estava a alguns passos de mim. Ele se posicionou para me acertar um soco, eu não me movi em defesa, pois não daria tempo. Quando a mão dele estava a alguns centímetros do meu rosto agarrei seu pulso com a mão esquerda mudando a direção do golpe, e com a palma da minha mão direita empurrei seu cotovelo para cima.

Ouvi o som do osso se deslocando, sendo acompanhado pelo grito do elfo. Ainda segurando seu braço golpeei com força seu pescoço com a lateral da minha mão livre, o deixando sem ar.

Ele caiu de joelhos no chão tentando respirar.

Soltei sua mão e arrumei minha postura.

- Fique ai! – ordenei para o elfo, que já estava com o rosto vermelho pela falta de oxigênio.

Uma multidão havia se formado a nossa volta. Minha respiração estava pesada e eu sentia meu rosto queimar pelo esforço.

Peguei minha mochila no chão e segui até o elevador, empurrando todos que se encontravam em meu caminho.

Ao entrar no elevador apertei o botão que dava para o térreo. O andar era reservado apenas aos membros do Conselho, e somente o pessoal autorizado poderia ir até lá, mas eu não iria desistir de falar com o senhor dos anões, não mesmo. Nem que para isso fosse necessário que eu brigasse com mais vinte elfos. Ou até mesmo com o próprio lorde Hiashi.

Assim que a porta do elevador se abriu dei de cara com dois brutamontes, eles eram incrivelmente parecidos um com o outro, até que cheguei à constatação óbvia de que eram gêmeos.

Eles pareciam surpresos por me ver ali, então provavelmente ainda não haviam sido informados sobre o escândalo no hall da Sede.

Forcei um sorriso.

- Bom dia senhores, sou Hinata Hyuga, filha de Hiashi, o senhor dos elfos. Preciso falar com Darui... O assunto é urgente, por isso não tive tempo de marcar um horário, nem de avisá-lo que eu viria.

Pela aura sombria que emanava deles era aparente que não eram humanos, mas também não eram elfos. Só poderiam ser mestiços, metade anjo caído e metade humano, também conhecidos como nefilins. Eu já havia visto muitos deles durante a grande guerra, mas isso já fazia centenas de anos. E vê-los ali como segurança dos senhores da aliança me era estranho, pois nunca em mil anos imaginaria tal fato.

- Mesmo que você tivesse hora marcada senhora, o que não existe sendo que você não está num escritório de dentista para marcar horário, não seria possível. – um deles falou em tom de escárnio.

- O Conselho está em reunião. E não devem ser interrompidos. – o outro homem completou a frase do primeiro.

Não pude deixar de imaginar se todos os gêmeos faziam isso.

Aquilo era perfeito, daria a desculpa de esperar meu pai e num momento oportuno fugiria deles e procuraria o anão.

- Poxa, isso é realmente complicado, mas como devem saber, meu pai faz parte do Conselho. Tenho certeza de que ele não se importaria se eu o aguardasse até o fim da reunião. Importa-se de me mostrar onde eu posso me sentar, para aguardá-lo?

O mestiço respirou fundo com os olhos fechados, parecia imaginar algumas formas lentas de me matar e acabar com aquela situação estressante.

- Não irá passar. E ponto final. – o primeiro disse novamente.

Praguejei mentalmente, mesmo se eles fossem homens comuns sua altura e porte físico dificultaria minha vitória, mas eles eram nefilins. Conhecidos pela rapidez e força inumana, sendo comparados até mesmo aos anjos.

Minha derrota era evidente.

Fechei o semblante frustrada. Isso não podia estar acontecendo, meu pai sempre conseguia o que queria, e isso era muito injusto.

Quando pensei em desistir, ouvi o som do elevador se abrindo atrás de mim. Os nefilins na minha frente olharam para o elevador e suavizaram o semblante. Essa seria a chance perfeita de passar, eles se distraíram.

Antes mesmo de tomar a ridícula iniciativa de passar pelos mestiços, senti uma força gigantesca esquentar minhas costas. A aura daquele ser era quente e acolhedora, apenas uma raça dentre todos os seres tinha aquele poder, e ela havia sido extinta a milhares de anos, a não ser por um único sobrevivente. O guardião, o mago.

Eu fiquei parada, totalmente sem reação. Qual seria a desculpa que eu daria, eu não sabia, mas tinha que ser algo convincente.

Uma risada escandalosa me deu um leve susto, me arrancando dos devaneios. Olhei para o recém-chegado pela primeira vez, e a única coisa que senti foi surpresa.

O mago era incomunmente alto, com pelo menos dois metros e vinte de altura e aparentava ter no máximo cinquenta anos, o que com certeza eu nunca imaginaria. Tinha olhos claros e barba grisalha rala. Trajava um terno num tom chamativo de púrpura e um chapéu da mesma cor, o deixando vulgar demais, para alguém que não deveria chamar atenção.

Ele segurava uma bengala preta na mão direita – que imaginei ser o seu cajado enfeitiçado, para ficar irreconhecível aos humanos – e vários anéis em ambas as mãos, mas um em exceção se destacava aos outros. Ele era preto com um símbolo em vermelho no centro, e cada vez que ele movia a mão o símbolo no centro do anel mudava.

- Ora, ora. Achei que me atrasaria, mas cheguei bem na hora. Bom dia meninos. E bom dia milady, você está muito bonita hoje. – o mago era só sorriso, mas eu continuava o analisando, sem reação – Fico feliz que não tenham se matado.

Fiquei em uma postura mais formal e forcei a voz para sair o mais firme possível, talvez ele pudesse me ajudar sem causar mais problemas.

- Senhor. – limpei a garganta – Vim até aqui para falar com Darui, o senhor dos anões, é um assunto urgente.

Ele pousou a mão sobre minha cabeça, como se falasse com uma criança de dez anos.

- Oh minha criança, sei disso. Vamos, me acompanhe. Não podemos nos atrasar para a reunião.

Arregalei os olhos em surpresa.

- Reunião. Diz a reunião do Conselho? – perguntei confusa.

- Claro, qual mais seria? – ele me observou por alguns segundos antes de falar novamente – Tudo bem. Serei mais formal se é isso o que quer. – ele endireitou a postura e limpou a garganta – Hinata Hyuga, filha de Hiashi senhor dos elfos e membro do Conselho da Aliança, você está sendo convocada para a reunião no dia de hoje às nove horas da manhã, como minha convidada especial. – terminando de falar ele bateu com as mãos uma na outra me assustando novamente. Os dois nefilins, agora ao meu lado, reviraram os olhos, mas nada disseram. – É isso. Agora vamos, depressa, antes que Itachi arranque minha cabeça, ele tem um temperamento difícil sabe, mas pela manhã chega a ser insuportável.

Ainda receosa, o segui. Olhei uma última vez para os gêmeos ao lado do elevador que não pareciam surpresos, o que significava que o mago sempre agia daquela forma.

Eu quase corria para conseguir acompanhá-lo.

- Se me permite perguntar senhor, quem é Itachi. E como o senhor sabia que eu estaria aqui hoje? – criei coragem para perguntar.

Ele pareceu pensar na pergunta.

- Você já conhece o caçador não é mesmo, o nome dele é Itachi. E respondendo sua segunda pergunta, eu tive uma visão há alguns dias, desse exato momento. Então eu soube que você viria atrás de respostas, cedo ou tarde. Seu pai sempre tentou te manter longe, mas essa palhaçada toda já deu no que tinha que dar. Estamos vivendo um caos, e precisamos de você ao nosso lado.

A entonação de sua voz havia mudado, o deixando mais sério e centrado.

- Eu não entendo senhor. – assumi já cansada de todos aqueles segredos.

- Logo tudo será explicado, seja paciente criança. Meu nome é Jiraya, mas pode me chamar de Jir, se preferir.

Ele abriu uma porta dupla enorme que dava para uma sala grande e luxuosa, e fez sinal para que eu entrasse antes dele.

Respirei fundo.

 - Tudo bem Jir. Pode me chamar de Hina. – respondi e logo em seguida atravessei a porta, sendo seguida pelo guardião.


Notas Finais


Genteeee
Eu amooo essa ideia de inverter personalidades
Hinata toda corajosa, e forte e Ino toda meiga...
Sempre achei a Hinata super forte no anime, mas sua personalidade tímida sempre apagou muito ela, então aki mostro um lado que eu gostaria de ver no anime.
Poderia ter colocado outra personagem como minha protagonista, mas a Hinata ficou perfeita. Vcs não acham?


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