História Entre a realidade e a imaginação - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Era uma vez......


Na cidade de Austyn Wells o inverno chegara mais cedo esse ano, trazendo consigo seu inebriante tremor dos ventos gélidos, que desde o primórdio da civilização nos ajudou a compreender o que muitos vêem e poucos possuem a capacidade de entender, ir além do que de fato enxergam, como a sensação que obtemos ao apreciar as pequenas coisas ao nosso redor, o som único que os seres humanos têm a capacidade produzir no simples ato de viver, carros se movimentando; pessoas conversando; criança sorrindo e rindo....entre tantas outras coisas que não podem ser descritas por meras palavras.

E com tantas diversidades em nosso mundo, nós mesmos  deixamos de distinguir as diferenças que nos representam, como as mais variadas opiniões a respeitos de um único assunto, e entre tantos idéias e pensamentos o da jovem Allecksandra Bellickov vêm se tornando algo mais próximo da verdade absoluta, algo que os seres humanos a centenas de anos vêm tentando descobrir.

Essa jovem desde seus 19 anos foi afogada em um mar de contradições tanto de opiniões quanto de sentimentos que a atormentam até hoje, mas esse não era e nunca foi o único motivo para estar onde se encontrava nos últimos 8 anos de sua vida, e após tantos anos sua esperança de enfim poder acabar com o mal que a perturbava se dissipava.

Por dias e noites Aleksandra temeu a tudo que contradizia sua verdade, e neste tempo tudo que poderia mudar ou até mesmo lhe dar um futuro aconteceu, mas seu modo de ver a sociedade acabou por dar fim em todas as oportunidades que lhe foram entregues, e após tanto tempo essa jovem se confinou, em sua própria mente lamentando por todas as escolhas que poderia ter feito e que consequentemente poderiam ter mudado seu presente e futuro.


-O que você tanto olha pela janela senhorita Bellickov ? 


-Apenas o reflexo do vazio em minha mente......doutor.

- E isso o que você vê ao olhar para fora? - ao obter um aceno de cabeça como resposta, logo continuou - Allecksandra, você sabe que essa não é a melhor maneira de se enxergar as belezas da vida.

- Desculpe-me doutor Steffan, é que.....mesmo após tantos anos eu continuo aqui, nada mudou.....tanto o senhor quanto a mim mesma ainda não conseguimos descobrir qual é o meu problema....e parece que quanto mais o tempo passa mas eu regresso ao início, eu não sei mais o que devo pensar ao me olhar no reflexo do espelho.

-E é sobre isso que eu precisava falar com você...... Eu infelizmente terei que desistir de seu caso.

-Entendo….


-Eu sinto muito Allecksandra......eu não queria ter que lhe abandonar, mas é preciso….


- Não sinta, doutor. Eu já esperava por isso.

E mesmo estando magoada por seu único amigo em tantos anos ter a abandonado, tanto sua face quanto seu olhar não revelavam nada, apenas a impassividade que durante anos não perdera, e com o mesmo foco que antes era direcionado para o além de sua janela, agora estava no homem em sua frente, e quebrando o silêncio ela perguntou.

- Quando você ira partir ?

- Esta tarde.


-Adeus então doutor.

E com um simples e baixo adeus proferido pelo doutor Steffan, ela ficara a sós novamente em seu quarto. Um quarto com aspecto tão frio quanto sua dona dominava o ambiente de paredes acinzentadas e móveis escuros com nada além de livros espalhados pelo local.

No restante do dia Allecksandra continuo a contemplar o horizonte por detrás dos muros que a cercavam, mas ao anoitecer, o que antes admirava agora à assustava, à escuridão, que silenciosamente predominou todo o exterior. E mesmo tendo se passado tantos anos desde sua infância, o medo pelo que se escondia na surdina da noite ainda a assombrava, como todas as recordações do incidente com sua família, que se repetiam todas as vezes em que fechava os olhos. Flashes do incêndio apareciam em seus pensamentos e sonhos, à torturando na lentidão do escurecer, que a cada momento se intensificava mais, a forma como se recordava.

Desde o incidente que ceifara abruptamente a vida de sua família, todas as lembranças que ainda permaneciam de sua vida ao lado deles foram desesperadamente escondidas em seu subconsciente, numa forma de minimizar a dor em sua alma e corpo, pois o sofrimento que estava instalado em seu peito, à lembrando, todos os segundos do dia e noite o que perdera, à torturava.

Esta jovem acabou por deixar de acreditar na existiencia da verdade que dividia a realidade da imaginação, o mundo era apenas uma fantasia para aqueles que não compreendiam o real significado de sua própria vida.

No segundo em que conseguirá a consciência de um mundo além do que virá por 9 meses, tudo o que antes lhe era a verdade absoluta agora não passava de uma mentira incorrigível, e aos 12 anos esses pensamentos confusos finalmente fizeram um sentido para si.

Era verão, é contrariando a própria natureza, começara a nevar, mas o que poderia se tornar uma bela memória, acabou por lhe ensinar algo, seu irmão Dimitri com seus 17 anos resolveu a convidar para uma caminhada, e durante horas ambos andaram sem rumo, até que ao olhar para trás, percebeu que seu irmão havia sumido de seu campo de visão, e neste mesmo instante o medo a predominou a levando a uma crise de choro que se arrastou por horas, até que fosse encontrada, e ao ser confrontada pelo motivo de seu sumiço, ela contará tudo o que lhe aconteceu, mas seu irmão negou a tudo dito por Aleksandra, à ensinando uma lição que a jovem carregou por todos os anos de sua lastimável vida.


“Tanto a vedade quanto a mentira não existem até que se diga o contrário “


Para Aleksandra, tudo o que somos e acreditamos hoje foi pré estipulado por nossos antepassados, ou seja, o que nós acreditamos que possa nos representar não condiz com a realidade, com a verdade.

E com um barulho desconhecido, Allecksandra voltará a realidade, a livrando de uma explosão de pensamentos que cada vez mais a entristecia e a confundiam.

Ao avistar uma sombra se movendo pela surdina da escuridão ela pensara "ele se foi “, e com uma súbita coragem lhe invadindo, a jovem fora caminhando lentamente pelos corredores até que avistou um homem parado no Hal de entrada.



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