História Entre Amor e Tretas - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Corações Quebrados


*Heitor*

Meu pai estava no telefone.

Pai: Tá, tchau.

Mãe: E então querido?

Pai: Sophia está viajando, vamos encontrá-la semana que vem.

Heitor: Podemos ir junto? - perguntou animado.

Pai: Não - respondeu ríspido.

Mãe: Querido, deixe eles irem, é bom eles conhecerem o lugar, daqui alguns anos eles serão os donos.

Pai: Tá bom... - ele cedeu.

*Bruno*

No dia seguinte, na aula de educação física com o professor Lucimar. Enquanto uns jogam outros ficam nas arquibancadas da quadra, eu estava lá descansando quando Vitória aparece e senta do meu lado.

Vitória: Oi...

Bruno: Oi.

Vitória: Eu queria te pedir desculpa por ontem na festa... Foi no calor do momento e...

Bruno: Não faz mal - ele interrompeu - eu até gostei.

Vitória: Gostou? - ela arregalou os olhos.

Bruno: É.

Nesse momento Melissa, Rose, Vanessa e outras meninas nos viram e começaram a gritar.

Meninas: Eu shippo! Eu shippo!

Olhei para Vitória, ela me olhou de volta e aconteceu, nos beijamos. Quando paramos o beijo nos olhamos e sorrimos, então eu vi do lado de fora da quadra Rebeca, uma menina um ano mais nova que tinha queda em mim.

Ela ficou paralisada com o rosto assustado por uns segundos então saiu correndo chorando com as mãos no rosto em direção ao banheiro.

*Manuela*

Manuela: Eu vou atrás dela.

Rebeca é uma grande amiga minha e eu não podia deixa-la num momento tão ruim para ela.

Ela se trancou dentro do banheiro.

Manuela: Rebeca, abre a porta - falei calma.

Rebeca: Não! - gritou com voz de choro.

Manuela: Eu quero te ajudar.

Rebeca: Você não pode me ajudar! Ninguém pode!

Manuela: Não posso mudar a realidade mas posso te ajudar a aceita-la.

Ela não respondeu.

Manuela: Só abre a porta para mim por favor.

Ela abriu a porta devagar, estava sentada no chão, eu entrei depressa e abracei ela.

Rebeca: Você não sabe como é um menino que você ama beijar outra na sua frente!

Manuela: Acredite, eu sei, e é horrível, muito difícel de esquecer e no seu lugar eu também choraria muito, mas acredite, você supera, se eu consegui você também consegue. Ele não era o certo para você, eu sei que você não vai aceitar e vai insistir mesmo assim mas saiba que isso só vai fazer você se machucar mais. Um dia você vai achar alguém melhor que te faça feliz de verdade e não te trate como segunda opção.

Rebeca: Obrigada...

O professor Lucimar entrou no banheiro nessa hora.

Lucimar: O que houve Rebeca? - ele se agachou ao lado dela que ainda estava sentada no chão do banheiro.

Rebeca: Nada - disse secando as lágrimas - já estou melhor - ela sorriu e eu ajudei ela a levantar.

Lucimar: Tudo bem então - ele voltou para quadra.

Rebeca: Obrigada - ela me abraçou.

Manuela: Pode contar comigo para o que precisar, estarei sempre do seu lado, aja o que houver.

Ela sorriu e voltou para sua sala de aula, tocou o sinal para o recreio quando eu estava voltando para a quadra.

"Graças a Deus já acabou" odeio educação física, voltei para quadra onde estavam todos.

Camila: Eai? Como ela tá?

Manuela: Melhor, ninguém merece passar por isso.

Sentei e lanchei como os outros.

Luana: Olha que fofos - falou olhando para Sarah e Gustavo que estavam dividindo um cachorro-quente.

*Sarah*

Sarah: Seu guloso tá comendo tudo!

Gustavo: Fui eu que paguei.

Sarah: Foda-se.

Gustavo: Uii

Sarah: Olha que eu vô te senta os tapa - falou brincando.

Gustavo: Vem se tu coragem - falou desafiador com um sorriso.

Sarah: Mais credo...

Gustavo: Palito.

Sarah: Elefante.

Gustavo: Esqueleto.

Sarah: Bola.

Gustavo: Taquara.

Sarah: Almôndega - xingou rindo.

Ele mostrou a língua zombando.

*Manuela*

Manuela: São fofos realmente.

Luana: Eu shippo.

*Gustavo*

Gustavo: Ao menos eu so gordinho saudável, tu vai morre de anemia.

Sarah: Ah, cala a boca!

Gustavo: Vem calar - falei desafiador.

Sarah se aproximou lentamente e me beijou, realmente me calando.

Sarah: Viu, te calei - falou sorrindo me deixando de boca aberta.

Manuela: Dois casais formados em 1 dia e eu tô mais encalhada que Free Willy.

*Rose*

Eu não fui na aula, precisava ver Lisa, não era horário de visita então eu tive que falar exclusivamente com a médica dela para conseguir entrar. Ela estava em coma mas mesmo assim só vê-la já seria um alívio.

Quando entrei no quarto da Lisa eu vi ela toda machucada, com arranhões no rosto e viva graças às máquinas.

Médica: Sinto lhe informar, mas a estimativa é que ela tenha 36 horas de vida...

Rose: Lisa... - não contive as lágrimas.

Médica: Ela não fala, mas talvez possa te ouvir, vou deixar vocês a sós.

Eu me sentei em um banco ao lado da cama dela e segurei sua mão.

Rose: Você não pode me deixar, não agora, nos conhecemos a tão pouco tempo e eu já gosto tanto de você, me desculpa Lisa, eu não deveria ter mentido na festa, nos beijamos, aconteceu, eu sou lésbica e deveria ter assumido, eu não tenho vergonha nenhuma de você, pelo contrário, eu te amo!

Sua mão fria e aparentemente sem vida se mecheu e apertou minha mão.

Lisa: Eu... Também... Te amo! - disse acordando.

Rose: Lisa! Oh meu Deus você não sabe o susto que me deu!

Ela sorriu.

Lisa: Foi preciso tudo isso para você assumir que me ama - disse com um sorriso.

Rose: Sua boba, quase me matou de susto, você já sabia que eu te amo.

Lisa: Mas é tão bom ouvir.

Nos beijamos, sem medo de que alguém pudesse ver, sem se importar com mais nada, apenas aproveitando o momento.



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