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História Entre as estrelas - Capítulo 5


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Notas do Autor


Em todas as suas versões a Kory (Estelar) tem sua irmã mais velha, mas em apenas algumas versões ela tem um irmão mais novo Ryand'r

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Entre as estrelas - Capítulo 5 - Capítulo 4

Sua caminhada era lenta e mortal, cada passo era preciso. Sua pele bronzeada deixava claro que ele passava bastante tempo exposto ao sol, seus cabelos ruivos com mechas loiras me fez questionar sua nacionalidade.

   Ele parecia tão humano e ao mesmo tempo tão... eu.

   Não tive tempo de me levantar, quando fiz o primeiro movimento ele sacou uma faca e arremessou passando de raspão em minha cabeça.

   Foi rápido e habilidoso, o que me diz que ele trabalha com isso a bastante tempo.

   Ele não era como os outros, então dessa vez eu precisava agir com cautela.

- Puxa, você é bonito! Vou lhe fazer o favor de poupar o seu rosto.

- Eu lhe agradeço alteza.

   Ele se curvou fazendo uma referência.

   Minha chance!

   Como a agilidade de um disparo, eu peguei a faca que estava a um milímetro do meu rosto e arremesso mirando em seu ombro.

   Ele vai desviar e então eu o acerto com um chute no seu lado direito.

   Dito e feito.

   Ele desviou e logo em seguida foi arremessado no espelho do quarto que fica ao lado da porta.

   Ele se quebrou em pedaços minúsculos, mas não perfuraram a sua pele.

- Ora, ora, ora princesa.

- Quem é você?

   Peguei a sua faca ficando em posição de defesa. O vi se levantar sem fazer algum esforço e nem careta com alguma dor.

- Não reconhece mais o próprio povo? Isso me deixa muito triste.

   Ele era de Tamaran, agora tudo fazia sentido. Apenas um guerreiro de lá poderia me dar tanto trabalho.

- Merda!

   Ele correu até mim me dando um soco de direita que foi defendido com o meu braço, vi seu braço esquerdo vindo por baixo para acerta meu rosto. Meu olhar foi até seu punho por alguns segundos.

   O que foi um tremendo erro.

   Sua cabeça se chocou contra a minha testa e o seu pé bateu em minha barriga fazendo meu corpo cair para trás e acerta o pequeno guarda-roupa de madeira.

   Ele já era!

- Achei que você era melhor!

   O derrubei com um rasteira fazendo seu rosto bater na quina da cama. Chutei sua virilha fazendo-o se contorcer.

  Subi em cima do seu corpo prendendo seus braços presos com cada uma das minhas pernas na lateral do seu corpo.

   Minhas mãos apertavam seu pescoço.

- Vou te ensinar a nunca levantar um dedo sequer a sua rainha.

- Você... n... não é minha... rainha!

- Ainda não!

   Ele levantou sua perna a batendo atrás da minha cabeça.

   Tombei para o lado e agora ele me segurava com um mata-leão.

- Sabe quem me mandou aqui? Sua irmã!

- Era para eu ficar surpresa?

   Ele apertou mais o meu pescoço, me debatia, mas o homem atrás de mim era uma muralha.

   A porta foi aberta revelando Dick e Victor atrás dela.

- Mas que porra?!

   Victor entrou primeiro fazendo o  homem atrás de mim recuar. Me levantei e ergui minhas mãos em sua direção.

   Ele sorriu e se rendeu.

   Respirava com dificuldade e eu estava tão irritada. Como eu pude perder para alguém como ele?

- Podem sair garotos, agora está tudo sob controle!

- Sob controle o caramba! O cara tava querendo te matar, garota!

  Vic retirava o casaco revelando o seu lado esquerdo. Ele era uma maquina?

   Dick ficava ao fundo apenas observando, sem falar e sem expressar nada. Apenas observando.

- Esse é o preço por ser a futura rainha?

- Rainha?

   Agora foi a vez de Dick, ele se aproximou com cautela, analisando toda a cena.

- Sim!

   E lá fomos nós, o Tamariano jogou uma bomba de fumaça fazendo todos recuar. Não podíamos enxerga, mas isso não era um problema para quem foi treinada diversas vezes com isso.

   Fechei os olhos e busquei seu movimento.

   Esquerda.

   Bloqueio seu golpe a esquerda e o atinjo na costela. Segurei sua roupa e o joguei para Dick que o segurou sem exitar, mesmo sem enxergar nada.

   Agora eu poderia ver do que ele era capaz.

   A fumaça foi abaixando revelando cada movimento mortal que o de -agora percebi- sem camisa fazia.

   Segurou o rosto do meu ex súdito batendo-o com seu joelho e percebendo a rasteira que ia levar o jogou para a metade... máquina a sua frente, que com um soco, fez o homem cair para fora do quarto.

   Caminhei até ele segurando seu pescoço.

   Todo o seu corpo estava repleto de sangue.

- Sua irmã... ela se aliou ao...

- Eu sei!

   Segurei seu corpo e o queimei. As chamas sairam com uma facilidade imensa.

   Me espreguicei vendo apenas cinzas a minha frente.

- Isso foi...

   Gar estava com a cabeça do lado de fora do quarto. Havia um sorriso enorme estampando em seu rosto.

- ... IRADO!

- Não conte a ninguém sobre isso.

   Os dois rapazes sairam do meu quarto com um semblante sério. Victor bateu no braço do amigo.

- Vou sair para comprar comida com os dois pombinhos ali!

   Ele assentiu e observamos os três desaparecerem no final do corredor.

- Quer ir tomar um ar?

   Grayson perguntou já caminhando até as escadas.

- Vamos deixar ele... aí?

- Sim!

   Simples e prático.

                            ☆☆☆

- Então você é tipo uma alienígena?

   Estava sentada em cima da mala do seu carro e ele estava escorado ao meu lado. Fitavamos o céu sobre nossas cabeças.

- Depende do ponto de vista! Para mim, vocês que são os ET's.

- Faz sentindo.

- Claro que faz!

   Ficamos em silêncio, cruzei os braços e as pernas. Estava um pouco frio naquela noite.

- Eu tenho um casaco reserva dentro do carro.

- Não precisa, você deveria usar ele. Está frio demais para alguém sem camisa.

   Meu olhar desceu pelo seu corpo, admirando cada músculo e cada detalhe.

- Estou tranquilo.

- Eu também.

- Sei.

   Tinha um pouco de sarcasmo em sua voz.  Ele se afastou da lataria do carro, não prestei muita atenção pois voltei meu olhar para o céu.

- Pega.

   Um casaco de couro preto foi jogado em minhas coxas expostas.

- Obrigada.

   O coloquei ficando animada com o calor que recebi.

- Foi por isso que mentiu sobre seu nome? Por que tinha alguém atrás de você?!

- Sempre vai ter alguém atrás de mim.

- O que ele quis dizer com aquele título real, Koriand'r?

   Ele sabia meu nome. Quem era ele?

- Quem diabos é você?

   O encarei sem acreditar no que saiu de sua boca.

- Eu tenho minhas fontes.

- Pode responder minha pergunta?

- Só se responder uma das minhas?!

- Fechado.

   Ele agora parou em minha frente, um sorriso presunçoso no canto da boca me deixou nervosa.

   Por que eu estou nervosa? Eu nunca fiquei assim com o Nathan!

- Como conseguiu seu poder de fogo?

- Já nasci com ele, isso é comum em meu planeta. Minha vez, onde aprendeu a lutar?

   Ele ficou calado, estava analisando como responderia. Seu corpo se aproximou mais, seu cotovelo ficou sobre minhas coxas, suas mãos seguravam seu rosto que fitava cada canto do meu.

- Uma pessoa me ensinou!

   Resposta curta e sem revelar nada. Ele é bom.

- Quem te ensinou?

- O homem com quem cuidava de mim.

- Seu pai?

- Não, meu pai e minha mãe morreram. Você fez três perguntas, agora é a minha vez!

   Ele se afastou, mas logo subiu em cima da mala também, ficando ao meu lado.

   Deitei sobre o vidro traseiro, ele estava gelado e úmido.

- Por que veio a terra?

   Uma pergunta perigosa. Eu poderia responder qualquer coisa, várias mentiras. Só que eu estava cansada disso tudo.

- Meu planeta foi atacado, então minha mãe mandou cada um de seus filhos para um canto.

- Tem irmãos?

- Mais dois, Komand'r é a mais velha e a primeira na linha de sucessão do trono e o mais novo é Ryand'r.

- Koriand'r, Komand'r e Ryand'r. Aposto que não tinha como ficar no tédio.

- Isso foi uma pergunta?

- Um afirmação.

   Rimos um pouco descontraídos. Quanto tempo fazia que eu não tinha uma conversa assim com alguém?

- Ryand'r só queria saber de diversão e pregar peças nos guardas, já a minha irmã mais velha... digamos que não nos dávamos muito bem!

- Por quê?

   Antes de responder escutei Victor nos chamando mais a frente, ele se sentou com aqueles dois em umas cadeiras perto da piscina no motel.

- Vamos lá!

   Dick comentou descendo e fiz o mesmo. Caminhamos lado a lado sem falar nada.

   Acho que eu não deveria ter falado tanto. Isso me tornou vulnerável, droga! E se ele for alguém mandado para me matar?!

- Espero que goste de pizza de mussarela.

   Gar afirmou assim que chegamos, eram quatro pizzas GG, cada uma com um sabor diferente.

- Nunca comi uma pizza!

   Todos me olharam sem acreditar no que tinha acabado de sair da minha boca.

   Eu falei algo errado? Será que usei as palavras certas?

- Como assim? Você nunca provou uma pizza?

   Victor estava incrédulo, sua boca estava escancarada.

- Digamos que eu não tive tempo e nem oportunidade.

- Bom, temos nesse exato momento quatro maravilhosos sabores de pizza para que a madame possa provar e viciar.

   Gar me deu o sua generosa fatia de pizza. Aquilo tinha um cheiro estranho, mas parecia bom.

   Será que estava envenenada? Eles acabaram de ver o que eu posso fazer... seria bom que algum deles comecem primeiro.

- Vocês podem comer também? Eu me sinto uma atração de circo.

   Eles deram risadas sem graças, porém pude perceber os olhares discretos para o Dick que tinha os lábios em uma linha reta.

   Era isso! Eles iam me drogar com a tal da pizza.

   Em um momento estávamos bem e no outro  eu estava arremessando Dick para longe, jogando as pizzas no Victor e golpeando o casal apaixonados, tudo isso em menos de 30 segundos.

- Acharam que eu não ia perceber?

   Ravena foi a primeira a levantar, ela ergueu suas mãos, antes que a menina pudesse fazer algo, meu fogo foi lançado em sua direção. Um tigre saltou sobre ela a derrubando antes que as chamas a atingissem.

   Corri em direção ao meu carro o mais rápido que consegui. Estava a tocar na maçaneta quando alguém se chocou contra mim fazendo-me cair de lado.

   Meu coração batia de forma descontrolada.

   Virei meu cotovelo batendo no rosto do Grayson com força necessária para que saísse de cima de mim.

  Com ele caído ao meu lado, me ergui e acertei um soco em seu rosto.

   Antes que eu conseguisse fazer mais alguma coisa um jato de electricidade me acertou.

   Porra.

   Não sei quantos metros eu fui jogada, só sei que senti meu corpo bater contra o asfalto da estrada.

   Porra dupla.

   Meu corpo estava doendo. Foi a primeira vez em muito tempo que senti meu sangue escorrer no chão.

   Porra tripla.

   Eu não conseguia me mexer. Que droga de rajada foi aquela?

- Você matou ela?

   Escutei a voz de Gar no fundo. Não tinha força para abrir meus olhos, fazia um tempo que não levava uma rajada de energia daquelas.

- Ela está respirando, mas o que deu nela? Será que resgatamos uma alienígena biruta?

   Victor tinha uma voz preocupada, uma mão quente tocou meu rosto.

- Vou levar ela para dentro, Victor vai arranjar uma boa desculpa para a dona desse lugar, Gar e Ravena vão atrás de comida. Nos encontramos no meu quarto!

   Seus dedos ásperos afastou uma mecha de cabelo que cobria meu rosto.

   Eu quero abrir os olhos, ver o rosto dele perto do meu. Mas toda vez que eu tentava fazer algo, uma onda de energia me dava um choque.

- Foi mal pelo casaco cara, sei que você gostava dele.

- Tá tudo bem, só... tenta fazer ela parar de outro jeito.

   Dois braços fortes me pegaram no colo. E novamente o choque, meu corpo teve espasmos ao longo do caminho.

   Abri meus olhos lentamente, o vendo caminhar comigo até o que eu presumo ser o seu quarto.

   Ele me colocou na cama, suas mãos levantaram as minhas e vi uma corrente prender meus pulsos na cabeceira da cama.

   De onde ele tirou aquilo?

   Suspirei fitando o teto cor pastel.

   Um barulho de cadeira sendo arrastada até meu lado, ele se sentou nela. Virei meu rosto em sua direção.

   Um corte na bochecha com um hematoma roxo ao redor dela e outro na boca, ainda escorria sangue.

- Pode me soltar? Está me machucando!

   Mentira, uma estúpida mentira.

- Está brincando comigo?! Você me arremessou para longe, machucou meu grupo, quase pois fogo na Ravena e me deu a porra de uma cotovelada e a MERDA de um soco! Você ainda tem a coragem de me pedir para te soltar?

   Por que quando ele falou isso em voz alta me pareceu errado?

- Sim?!

- Vai se...

   Os outros três entraram no quarto ao mesmo tempo, impedindo que o rapaz ao meu lado completasse a fala.

- Certo, já que estamos todos aqui... vamos conversar!

   Os olhos da Ravena ficaram pretos e um tipo de magia das trevas fechou a porta sem nenhuma delicadeza.

- Tudo bem, vamos conversar!


Notas Finais


Cometem sobre o capítulo e dêem o favorito caso ele mereça.

Qualquer dúvida é só falar comigo.

XoXo


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