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História Entre as nuvens. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, pessoal! 
Que maravilha poder estar de volta! Como eu senti saudade de vocês. Sentiram saudade de mim também? hahahaha
Eu queria muito ter postado esse prólogo no sábado,porém tive muitos problemas com o Spirit que estava dando erro na página sempre que eu vinha publicar.Ainda bem que agora melhorou.
Enfim,começamos mais uma jornada. Infelizmente ainda não decidi os dias de postagem,mas pretendo não demorar até publicar o capítulo um. 
Espero muito que curtam essa nova história que estou preparando com muito carinho.
Comentem bastante, vamos interagir e não esqueçam de favoritar.
BEIJOS

Capítulo 1 - Prólogo.


ÁLVARO MORTE.

Existia uma coisa que eu adorava fazer. 

Viajar. 

Embora o fuso horário fosse louco e eu sofresse constantemente de jet lag,estar pulando de um país para o outro,era algo que eu não pretendia deixar de fazer tão cedo.Minha mãe ficou maluca quando descobriu que eu queria ser piloto de avião."É uma profissão muito perigosa, meu amor.",ela disse.Será que as pessoas não entendiam que aviões eram o segundo meio de transporte mais seguro?O primeiro,é claro,era o elevador.Com esse é difícil competir.De qualquer forma,eu adorava estar a milhares de pés de altura, vendo o mundo lá de cima,às vezes por entre nuvens.A sensação de liberdade era inexplicável.Sempre gostei de adrenalina e ser piloto de avião tinha se tornado parte da minha essência. 

Porém agora,eu estava em terra firme e dirigindo meu carro até o meu segundo lugar favorito. O apartamento da minha noiva. Blanca e eu estávamos juntos há três anos e para ser sincero,eu sabia que minha irmã não gostava muito da mulher que escolhi para me casar.Mas o que eu podia fazer?Era eu quem tinha de decidir isso,não Úrsula.Ainda era sábado,um dia antes do aniversário do meu pai.Eu só iria chegar a Madrid no domingo,mas consegui uma troca de voo e cheguei no dia anterior.Agora,eu estava indo para o apartamento de minha mulher,algumas horas depois de ter aterrissado e queria lhe fazer uma surpresa.Blanca costumava reclamar demais da minha falta de tempo.Eu,por outro lado,não podia culpá-la.Era verdade.Algumas vezes eu chegava a ficar duas semanas longe,ou até quase três.E ela reclamava que tinha de cuidar dos preparativos para o casamento sozinha,que eu não estava perto para irmos ao cinema,fazer um jantar romântico ou apenas nos enroscar na cama. Infelizmente,a vida que eu escolhi era cheia de horários loucos e tempos fora da cidade.Quem quer que se envolvesse comigo,tinha de entender. 

Olhei para o relógio do painel do carro.Marcava duas horas da tarde.Blanca teria uma surpresa ao me ver.Eu tinha a chave do apartamento dela,tinha livre acesso e muitas vezes eu chegava de madrugada e me metia debaixo dos lençóis ao lado da mesma.Dessa vez,eu chegaria cedo,um dia antes do planejado e sei que ela ficaria feliz. Por sorte não era horário de rush e eu consegui chegar rápido ao apartamento da morena.Estacionei meu carro e olhei para o grande edifício antes de descer do veículo. Assim que coloquei os pés na calçada,senti a lufada de ar um pouco frio naquele outono em Madrid.Passei a mão pela minha calça jeans, ajeitando-a nas coxas e arregacei as mangas da minha camisa cinza até quase os cotovelos. Tateei o bolso para verificar se as chaves estavam mesmo ali por puro hábito e subi.Era um edifício moderno e não muito alto.A estilista morava no terceiro andar e o corredor estava bem tranquilo quando eu saí do elevador.Tirei as chaves do bolso e enfiei na fechadura.Quando abri a porta,encontrei a luz da sala completamente acesa,um sinal de que a mulher estava no apartamento.Fechei a porta atrás de mim e me senti em casa.Eu passava mais tempo ali do que no meu próprio apartamento.

Algo chamou minha atenção.Caída perto do sofá estava algo que parecia uma camiseta. Franzi o cenho e cheguei perto e abaixei e peguei aquele pedaço de pano.De fato era o que eu suspeitava.Uma camiseta masculina que eu não reconheci.

Não pertencia a mim.

Será que era uma peça de roupa velha que eu já não me lembrava mais?

Larguei a camiseta no mesmo lugar e me levantei.Caminhei pelo apartamento em direção ao quarto de Blanca,um cômodo que eu já considerava meu.Subi as escadas do duplex e caminhei pelo corredor até o quarto.A luz estava acesa,a porta entreaberta e eu pude sentir que havia alguém ali.

Eu estava louco para encontrar com a mulher.Afastei a porta e quando dei o primeiro passo para dentro do quarto,a sensação que tive foi a de um soco no estômago.Um daqueles que eu tinha levado de Ryan Beaumont,pouco tempo atrás.

Blanca estava na cama com outro cara.

Esse cara era meu amigo.Pedro Alonso.

Eu estava tão em choque que demorei a reagir, demorei até mesmo a pensar.Aquele filme que dizem que passa em sua cabeça quando algo do tipo acontece,na verdade não passou pela minha.Não pensei em casamento,não pensei nos anos que passamos juntos.Tudo que conseguia visualizar era Blanca montada em Pedro,seu corpo para cima e para baixo.Do jeito que fazia comigo.

Foi nessa hora que eu explodi.

— QUE COÑO ES ESTO?

Meu grito ecoou pelo cômodo e fez Blanca parar e gritar ao virar o rosto e me ver.Seus cabelos marrons eram um emaranhado agora.Sua maquiagem,inexistente.Seu rosto vermelho e seus olhos,completamente arregalados.Pedro o cara que eu pensei ser meu amigo,sentou na cama no momento em que Blanca saiu de cima dele e também me olhou como se estivesse vendo um fantasma.Bem,assim como um fantasma,ninguém esperava me ver por ali.

— Álvaro,eu posso explicar.

Blanca falou saindo da cama e tentando se cobrir com o robe preto que estava jogado de lado.A mulher que eu amava agora parecia uma completa estranha para mim.A Blanca com quem eu pretendia me casar era uma mentirosa.

— Não quero explicação._falei controlando meu tom de voz,sem sequer dar um passo à frente_Há quanto tempo essa festinha particular está acontecendo?

Perguntei e desviei meu olhar para Pedro que estava vestindo uma cueca.Era repugnante toda aquela cena se desenrolando bem à minha frente.Por quanto tempo eu estava sendo enganado?Com quantos caras isso já tinha acontecido?

Senti meu sangue ferver e olhei de novo para Blanca.Ela ainda não tinha me dado uma resposta e eu estava cada vez sentindo meu corpo aquecer.

— EU PERGUNTEI HÁ QUANTO TEMPO ESSA MERDA,VEM ACONTECENDO,PORRA!_ gritei,minha paciência indo pelo ralo.

— Foi a primeira vez.Juro._Blanca respondeu e tentou chegar perto de mim.

— MENTIROSA!

— Álvaro,meu amor,me escuta...

— NÃO QUERO OUVIR NADA,BLANCA!VOCÊ ESTAVA TREPANDO COM OUTRO CARA! NÓS ÍAMOS NOS CASAR,PORRA!

— Álvaro,presta atenção,vamos conversar.

Pedro tentou se meter e eu quis partir para cima dele,mas depois de dois passos,eu desisti.Não valia à pena.Para bem da verdade,ambos se mereciam.Nenhum dos dois valia nada e obviamente,Blanca não merecia nada de mim além do desprezo.

Eu nunca tinha sido santo,mas nunca me rendi às inúmeras tentações em volta de mim quando estava em outro país.

Porra,eu fui trouxa!

— CALA A SUA BOCA,CARALHO!_apontei o dedo_VOCÊ ESTAVA TRANSANDO COM MINHA NOIVA!

— Por favor,Álvaro..._ouvi Blanca falar perto de mim.

Senti sua mão tocar meu braço e o afastei puxando o mesmo para longe.

— NÃO ME TOCA!NUNCA MAIS OUSE ENCOSTAR EM MIM,ENTENDEU?VOCÊ É UMA VAGABUNDA,BLANCA!EU IA ME CASAR COM UMA VADIA!

— NÃO FALA ASSIM!_ela rebateu.

Minha vontade era de gritar e xingar mais, quebrar todo aquele quarto.Aquela cama onde eu tinha dormido várias vezes com ela e provavelmente,ela tinha dormido com outros. Lembrei de todos os dias que eu passava longe e que Blanca talvez estivesse com outro. Quantas vezes isso tinha acontecido?

— EU VOU EMBORA!

Virei as costas e saí do quarto a passos largos sentindo minha mão formigar.Eu precisava me afastar dali antes que cometesse alguma loucura.Eu não bateria nela,mas precisava bater em algo.Minha vontade era de arrebentar a cara do Pedro,mas eu tinha de me controlar.Não valia à pena.

Blanca veio correndo atrás de mim, meu coração batendo rápido,minha cabeça parecendo que ia explodir e eu podia sentir minhas mãos suando tamanho nervosismo.

— Álvaro,não vai embora.Nós podemos resolver isso!

— NÃO TEMOS NADA O QUE RESOLVER,PORRA!_gritei assim que cheguei no último degrau e virei para ela_CASO VOCÊ NÃO TENHA ENTENDIDO,ACABOU!NÃO VAI MAIS ME FAZER DE OTÁRIO,BLANCA!VOCÊ E AQUELE DESGRAÇADO SE MERECEM!

Ela correu,tentou se jogar em cima de mim e agarrar meu pescoço,seus braços me envolvendo.Só que aquele toque que eu tanto queria,parecia ter se transformado ácido. Porque tudo que eu queria era distância. Segurei-a pela cintura e a afastei de mim.

— EU DISSE PARA NÃO ENCOSTAR EM MIM! CHEGA DESSA MERDA,BLANCA!ENCONTRE OUTRO IDIOTA!

Abri a porta do apartamento e a fechei com uma força desnecessária,fazendo tudo tremer.Eu fui direto para a saída de emergência e desci pelas escadas.Não queria esperar o elevador,eu queria me distanciar daquele lugar o mais rápido possível.Praticamente pulei os degraus e saí do edifício sentindo meu rosto queimar.

Entrei no carro e dei partida cantando pneu.

Tudo que eu precisava era ir para longe dali.

Dirigi pelas ruas de Gran Vía até Atocha Street praticamente no piloto automático.Meu sangue parecia fervilhar dentro das veias.

Que merda tinha acabado de acontecer?

Você foi feito de idiota,Álvaro.Foi isso que aconteceu,respondi para mim mesmo.

Blanca era a mulher com quem eu tinha decidido dividir minha vida.Nós estávamos noivos e ela já planejava o casamento como se fosse a coisa mais fantástica do mundo.E eu acreditei.Não tinha muito tempo para participar de todos os preparativos,mas fazia de tudo para estar o mais perto possível.Ligava,mandava mensagens,perguntava.Como eu tinha sido cego!

Apertei o volante desejando que isso pudesse aliviar minha raiva,mas obviamente não adiantou.Quando vi a mansão dos meus pais se aproximando,eu ainda sentia meu sangue ferver.Quando o portão abriu,acelerei o carro deslizando-o pelo caminho até a garagem e parei cantando pneu na vaga em que estava acostumado.

Vi que Úrsula e Miguel já estavam em casa.

Ótimo!Mais pessoas para presenciarem minha revolta.

Saí do carro e bati a porta com força.Dei passadas largas até a entrada enquanto eu sentia que meu coração batia acelerado.A raiva era tão grande que eu sentia que estava perto de explodir.Assim que pisei no hall,vi Úrsula e Miguel.

— Álvaro?_ouvi a voz do meu irmão longe, afinal,eu estava imerso em meus próprios pensamentos depressivos.

Eu tinha sido um bobo.Tinha sido enganado do jeito mais ridículo possível.Por quanto tempo? Ela continuaria me traindo depois do casamento?Com quantos homens faria aquilo enquanto eu estivesse longe?

— EU IA ME CASAR COM UMA VAGABUNDA!_gritei tentando expulsar de mim parte daquilo.

— O que aconteceu?

Para piorar a situação,meu pai tinha acabado de aparecer junto com minha mãe.O circo estava armado,mas eu não conseguia encontrar forças para me acalmar.Tudo que eu precisava era gritar,expelir aquela raiva.Eu não estava triste, estava irritado.Ser feito de trouxa é a pior sensação do mundo.Só de pensar em Blanca me enganando,eu tinha vontade de quebrar coisas.

— AQUELA PIRANHA QUE SE DIZIA MINHA NOIVA ESTAVA ME TRAINDO!

Chutei a mesinha no canto do hall e o vaso de flores balançou até se espatifar no chão.O som pareceu ecoar por todo o ambiente. Sinceramente,eu nem mesmo tinha noção dos meus atos,não fazia ideia de que estava exagerando em minhas reações.Tudo que eu precisava no momento era me livrar dessa raiva presa em mim.

— Álvaro,se acalme._ouvi a voz da minha mãe_Não será assim que vai resolver as coisas.

— COMO QUER QUE EU ME ACALME?EU FLAGREI MINHA MULHER FODENDO COM OUTRO!

— ÁLVARO!_dessa vez meu pai levantou a voz.

— SABE O QUE ELA QUERIA DE MIM?_olhei para ele_A PORRA DO MEU DINHEIRO!_bati no meu próprio peito com força exagerada,mas isso não me importava_ELA QUERIA A VIDA DE PRINCESA ÀS MINHAS CUSTAS E ENQUANTO EU FICAVA SEMANAS FORA, ELA TREPAVA COM MEU AMIGO!DOIS TRAIDORES!

Cuspi as palavras,eu estava no meu limite e todas as vezes que a imagem de Blanca voltava à minha cabeça,gemendo e cavalgando sobre um cara que se dizia meu amigo,o meu sangue parecia ferver.Soltei um grito frustrado desejando ter outro vaso ali perto para eu quebrar,talvez ajudasse a liberar toda essa tensão.

— Álvaro,vá para o seu quarto.Está assustando a sua mãe.

A voz do meu pai era rígida e aquilo era uma ordem da qual ele não gostaria de ser contrariado.Despejei um palavrão e fui em direção as escadas passando por todo mundo que me olhava incrédulo.Subi pulando os degraus com uma pressa surpreendente e fui em direção ao meu quarto.Assim que entrei,bati a porta com força,despejando parte da minha raiva.

Meu quarto parecia o lugar perfeito para descontar minha frustração.Havia dois jarros que logo foram jogados contra a parede e o abajur também teve o mesmo fim.Quando vi os cacos de vidro espatifados pelo chão,eu sentei em uma poltrona,apoiei os cotovelos nos joelhos e respirei fundo.A sensação de ter sido enganado era horrível e eu nunca tinha experimentado nada parecido.

Não sei quanto tempo passou até minha respiração se normalizar e minha cabeça parar de girar.Agora,deixei que as coisas clareassem para mim.Eu tinha acabado de terminar um noivado porque a mulher que eu amava estava com outro.Era uma dor que eu não conseguia pôr em palavras.A sensação de ter sido enganado parecia me rasgar por dentro e fazia a raiva aumentar de novo.

Lembrei-me da aliança em meu dedo e olhei para ela.Brilhava de maneira inocente, chamando a atenção.Quantas vezes eu estive sozinho no meu quarto de hotel girando a mesma distraidamente pensando em Blanca e decidindo não ligar por conta do fuso horário.

Eu tinha sido um bobo!

Nunca me imaginei nessa situação,sempre me considerei esperto demais.Porém,a vida prega peças na gente para mostrar que nunca devemos estar seguros de nada.

Arranquei a aliança puxando do meu dedo com força e a segurei na palma.Respirei fundo e a arremessei contra a parede,ouvindo o baque surdo do ouro contra a superfície dura e caindo em seguida para rolar até um lugar qualquer.

Observei meu dedo.Tudo estava diferente.A marca do anel estava lá,mas o metal brilhante tinha desaparecido.Fiquei satisfeito em me sentir livre depois de alguns anos.Era uma sensação boa.Senti que não precisa dar satisfações a ninguém,ir até onde eu quiser porque não tem ninguém exigindo que você esteja presente.

Ouvi batidas na porta do quarto e suspirei.Pensei que seria meus irmãos, certamente eles estavam doidos para me perguntar os detalhes de como tudo aconteceu.Ao abrir,dei de cara com meus pais.Eu sabia que eles viriam conversar comigo,eu só não fazia ideia do que exatamente falaríamos.Eu fui traído,fim da história.

— Podemos entrar?_meu pai perguntou em uma das raras ocasiões em que pedia permissão.

— Claro.

Afastei-me para o lado e deixei que os dois passassem.José Antônio estava sério e minha mãe com um olhar preocupado.Ela chegou perto de mim e tocou meu rosto.Eu era uns bons centímetros mais alto que ela já que era tão alto quanto meu pai.

— Está mais calmo,meu amor?_perguntou.

— Sim,quebrar coisas ajuda a aliviar a raiva.

— Parece que arremessar objetos na parede é uma das características que você puxou de mim._meu pai caminhou pelo quarto observando a bagunça_Nós viemos para conversar sobre o que aconteceu.

Olhou para mim com as mãos nos bolsos.

— Pai,sinceramente,não tem muito o que conversar.Encontrei minha noiva na cama com outro e tenho certeza de que aquilo já acontecia há um bom tempo.

— Entendo.Você deixou Blanca explicar alguma coisa?

Não sei onde meu pai queria chegar com esse tipo de pergunta.Como assim explicar?Não tinha explicação nenhuma o que aconteceu,estava mais do que claro para mim.Suspirei cansado e me joguei na poltrona.

— Eu não quis ouvir Blanca,não tinha explicação.O que eu vi naquele quarto dispensa qualquer tipo de desculpa,pai.

— Entendo que foi difícil para você,Álvaro.Mas não acha que é melhor ouvir o que ela tem a dizer?O motivo de ter feito isso.

— Pai...

— Eu não estou dizendo que você deve perdoá-la,não é meu papel te dizer isso._interrompeu-me_ Mas acho que até mesmo para terminar esse relacionamento sem pontas soltas é você saber tudo que aconteceu.Sei que tem perguntas,Álvaro.

— Meu amor,acho que seu pai tem razão._minha mãe falou se aproximando de mim e tocando meu ombro_Fale com Blanca.Pelo menos vocês resolvem isso e se você preferir,cada um segue sua vida.

— Sei que você não vai reatar esse relacionamento e esquecer tudo,mas acredite,esclarecer é muito melhor.

— Não estou pronto para conversar com Blanca,pai._neguei com cabeça._Eu entendo seu ponto de vista,mas não quero olhar para ela.Fui traído com um cara que eu julgava ser meu amigo.É uma traição dupla.

— Uma traição nunca é fácil,meu amor._pude sentir que minha mãe me deu um beijo no alto da cabeça_Dói bastante,mas depois passa.Sei que com o tempo,você vai parar de pensar na Blanca e no que ela fez com você e vai seguir sua vida.Você é um rapaz bonito,inteligente e tenho certeza de que vai encontrar uma mulher especial.

— Chega disso,mãe.Não quero um relacionamento mais.Essa merda só me trouxe problemas e eu não quero passar por isso de novo.Eu vou continuar viajando como um louco e sem tempo para uma namorada.Vou ser solteiro para sempre,é melhor.

— A gente sempre acha que vai ser imune aos relacionamentos,Álvaro.Acredite,não somos.Sempre acaba aparecendo a mulher certa._vi que meu pai desviou o olhar para minha mãe._Mais cedo ou mais tarde,não tem como fugir.


Notas Finais


Jet lag:É uma expressão usada para definir a alteração do ritmo biológico de vinte e quatro (24) horas consecutivas que ocorre após mudanças de fusos horários em longas viagens de avião.


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