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História Entre Balas e Beijos - Park Jimin - Capítulo 3


Escrita por: Sugaphilic

Notas do Autor


Olá amores, tudo bem? :))



Boa leituraaaa

Capítulo 3 - Estranheza


Park Jimin

 

Meu corpo soa. O tremor que cria quando meu pulso acerta o saco, me instiga ainda mais a bater como louco. Estou quase uma hora e meia, deferido socos e mais socos no saco de boxe, usando-o como uma maneira de aliviar todas as merdas que consomem minha mente todos os dias.

Eu nunca fui um cara que pensa demais, afinal, cresci agindo mais rápido que meu próprios pensamentos e isso foi primordial para meu treinamento. Até eu conhecer ela. Porra. A responsável pelos meus pensamentos tem nome e sobrenome: Charlotte Durand. Seu nome é a conotação positiva e negativa mais forte em qualquer língua, ou ele me acende ou me deixa dias em agonia.

Todos os dias eu me perguntava se trazê-la para meu mundo foi o certo a fazer, a pergunta nunca tinha uma resposta concreta, porque eu ficava entre: foi um erro e não foi. Eu sabia que fui um filho da puta me afastando dela, mas porra, depois que perdi minha mãe, a sensação que me tomou foi a pior de todas, me destituiu. Óbvio que as circunstâncias entre a morte de minha mãe e o incidente com Charlotte foram complemente diferentes. Minha mãe faleceu de morte natural e Charlotte levou a porra de um tiro do meu irmão.

Eu nunca pensei em amar mais alguém além de minha mãe, nunca cogitei que amar fosse mostrar o melhor e pior de mim. Meus chefes gostavam minha frustação emocional, porque ajudava muito em meu desempenho nas missões, mas essa merda estava acabando comigo a cada dia. E não importava em quantas bocetas em enterrasse meu pau, não diminua o que sentia por Charlotte, por Deus, só servia como um lembrete colorido, me avisando que não existe outra como Charlotte.

Ela era tudo, era vida, alegria, felicidade era a parte de mim. É, amar é uma merda.

Quando soube que Charlotte havia sido recrutada para a Ordem, eu pedi minha transferência de departamento para o mais longe, e eu sei, foi pura covardia e assumo que sou um covarde. Mas eu me conheço o suficiente para saber que, ter Charlotte no mesmo ambiente que o meu, respirando o mesmo ar, e sem poder agarra-la, beija-la e ama-la, já bastava como tortura.

Um amigo próximo e seu informante, me contava como ela se adaptou bem e como é boa em seu trabalho, mas que assim como eu, não é complemente feliz.

 

— Ei Park. — Ouço a voz do meu treinador, me fazendo parar. — Se continuar batendo assim, vai furar a porra do saco.

— Eu lhe compro outro. — O vejo abrir um sorriso antes de volta aos socos. Peter é um velho de quarenta anos e um ex lutador profissional, e apesar de ser uma montanha de músculos, tem um coração mole.

— Ei! — Ele me chama de novo, fazendo-me lhe olha feio. — Não faça essa cara feia para mim, garoto. Tem um cara querendo falar com você no escritório.

— Um cara? — Arqueio a sobrancelha.

— É. Ele disse que sou nome é Kim Seokjin. — Assim que ouço o nome ser pronunciado, começo a tirar as ataduras de minhas mãos e sigo até o escritório.

— Obrigado Peter. — Digo quando passo pelo velho.

Assim que adentro, encontro meu informante sentado e com uma maleta no colo, ele se levanta e estende a mão assim que vê entrando e fechando a porta.

— O que faz aqui? — Pergunto apertando sua mão em um cumprimento.

— Trabalho. — Ele responde rápido e volta a se sentar.

— Eu estou de férias.

— Não mais. Ordens de Joseph. — Mordo meu lábio para evitar soltar um palavrão.

— Não podemos falar disso aqui. — Abro a porta do escritório. — Vamos para o meu carro.

— Nós não temos tempo.

— E não quero envolver Peter nessa merda e meu carro está perto. — Digo e saiu. — Peter! Estou saindo!

— Até mais, garoto. — Ele grita de volta e acena.

 

Assim que adentro em meu Audi A3, Jin abre a maleta e me entrega uma pasta, começa a falar a missão de resgate do filho do governador de Budapeste. A pasta tem tudo que preciso saber sobre a família dele, fotos e mais informações a parte.

Como estou próximo á Hungria, já reservo meu voo para está madrugada.

 

 

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

 

 

A mesa de jantar de Andras é farta de comida, e eu me pergunto por que daquele banquete para tratar de negócios sérios que deixava qualquer um com indigestão.

 

— Senhor Fejer, devemos falar de negócios agora? — Lanço a pergunta, recebendo uma olhada divertida dele.

Estranho.

— Não até nossa convidada chegar.

— Convidada? — Ao indagar outra pergunta, ouço o som de saltos bitucando o chão amadeirado. Quando a governanta sai do meu campo de visão e deixa a convidada amostra, meu corpo treme, minhas mãos começavam a soar e luto para não arregalar os olhos. A convidada esperada é Charlotte Durand em carne, curvas, beleza e ossos. Eu não posso deixar de notar o quão linda ela está, e ainda mais desde a última vez que nos vimos. Seu cabelo está longo e tingido de castanho claro, sua pele parece mais pálida, seu corpo está com mais curvas e sua boca uma tentação. Noto que ela não conseguiu esconder a surpresa de mim vê ali sentado, seus olhos se arregalar e seu corpo fica rígido.

— Senhorita Durand. — Andras se levanta e vai ao seu encontro, dando-lhe dois beijos em cada bochecha. — É um prazer conhece-la.

E assim com eu, sei que Charlotte nota o cumprimento fora do comum de dois beijos na bochecha para um nativo da Hungria.

— Igualmente senhor Fejer. — Ela abre um sorriso nervoso. Sua voz doce e seu sorriso batem direto no meu coração e percorrem até o meu pau. Meu corpo clama por ela.

— Por favor, junte-se a nós. — Ele indica uma cadeira ao seu lado e ela se senta sem me olhar ou cumprimentar. — Esse é Park Jimin, ele é...

— Eu o conheço, senhor Fejer. — Ela educadamente o corta.

— Ótimo. — Ele sorri. — Vamos aos negócios.

— Contratou nós dois simultaneamente? — Começo, abrindo o guardanapo e colocando em meu colo. — Por quê?

— Eu solicitei dois dos melhores agentes e Joseph me enviou vocês. — Ele responde e vejo Charlotte franzi o cenho.

— Como você conhece Joseph?

Boa garota.

Ninguém que contrata os serviços da Ordem tem contato direto com Joseph, ele é quase que existente para os agentes e um fantasma para os clientes.

— Bom... — Andras limpa a garanta. — Josh e eu somos amigos de longa data e quando soube do sequestro de meus dois tesouros, ele não hesitou em ajudar.

— Entendo. — Digo. — Qual sua relação com os Marcellos, senhor Fejer?

— Quase nenhuma, na verdade. — Ele responde enquanto levanta a mão para a empregada e faz um sinal para servir o vinho a nós. — Eles sabem que o país tem regras severas sobre drogas e armas, e para não ser mal educado, deixei que eles abrissem restaurantes típicos de seu país. Mas com o tempo, Dante Marcello me pressionava toda a reunião para, como ele disse, abrir as portas para o dinheiro.

Andras bebeu um gole de vinho e continuou:

— Tanto a resposta do presidente quanto a minha era não, e isso deixou Dante muito irritado. E mesmo sabendo da resposta, o desgraçado trouxe suas merdas para o meu país e quando soube, fui de imediato confronta-lo.

— O que aconteceu? — Charlotte pergunta.

— Prendi alguns dos homens dele que foram pegos com cocaína e dei uma semana para ele ir embora daqui.  — Andras engole a seco e vejo seus olhos marejarem. — Foi quando ele as sequestrou.

— Desgraçado. — Ouço Charlotte sussurrar.

— Ele usou o tempo que deu ao seu favor. — Comento. — Eu sinto muito, senhor Fejer. Mas não se preocupe, vamos encontrar sua mulher e filha.

— Onde elas foram vistas pela última vez? — Charlotte pergunta.

— Na Galeria Nacional. — Ele sorri de lado, fitando a comida mal tocada. — Minha mulher gosta muito de arte e queria fazer com que nossa pequenina também apreciasse. Estava tendo um evento privado, com alguns sócios.

— Nenhuma imagem pela câmera de segurança? — Pergunto antes de dar um gole no vinho.

— Sim. Dois dos envolvidos foram identificados. Está tudo na pasta que enviei a Joseph.

— É, eles nos deu. — Charlotte diz me olhando de lado.

— Qual o preço de vocês? — Ele pergunta.

— 600 mil. — Charlotte diz ao mesmo tempo que digo:

— 900. — Ela me olha e quero rir da careta que me lança.

— 600 ou 900? — Andras pergunta confuso.

E ainda olhando para Charlotte respondo:

— 600.

 

 

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Ao final do jantar, Andras nos acompanha até a saída, e há um homem a espera de Charlotte com o carro. Ela se despede de Andras e me ignora, seguindo até seu carro, mas antes de pega meu carro com o manobrista, eu a chamo:

— Charlotte. — Ela para e se vira, mas permanece calada. Com ela agora mais perto de mim, me perco ainda mais em sua beleza, seus olhos brilham e sua boca entreaberta me deixa insano.

— Você vai falar alguma coisa? — Sua voz me tira dos devaneios.

— Eu...Eu... — Me praguejo por esta gaguejando que nem um adolescente. — Você está bem?

Ela rir irônica enquanto olha para céu e depois para mim.

— Estou perfeitamente bem, Park. — Meu sobrenome demora em sua fala e tudo que quero é abraça-la. — Mais alguma coisa?

— N-Não. — Limpo minha garganta. — Podemos almoçar juntos amanhã?

Ela arqueia a sobrancelha e antes que responda, continuo:

— Para discuti sobre a missão e monta um esquema.

— Ok. — Ela diz enquanto abre a pequena bolsa. — Mande o nome do restaurante para esse número. — Charlotte me entrega um cartão e nossos dedos ralam um no outro. Esse pequeno toque faz meu coração vibrar. — Nos vemos amanhã, Park.

— Até amanhã, Charlotte. — Vejo seus olhos brilharem quando abro um sorriso escárnio e digo seu nome. E é como se meu coração tivesse parado por alguns milésimos de segundos e toda insegurança veio abaixo, pois tudo ficou intenso e maior do que era antes.


Notas Finais


Hum..... fiquem de olhos abertos em hsjhdjedhjkgekgdk

Desculpem qualquer erro e até o próximo capítulo
beijooooos

Minhas outras obras-----> https://www.spiritfanfiction.com/perfil/f689e4f2525a42b9aa02a21509bfe4/historias


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