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História Entre Céu e Inferno - Capítulo 5


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Notas do Autor


último capítulo antes de entramos na série pessoal 😆

Capítulo 5 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction Entre Céu e Inferno - Capítulo 5 - Capítulo Três

Atlanta/ Geórgia/ 2002


      Lílian Morningstar:


  Depois que o Samuel partiu para Stanford, Raquel foi atrás dele. Eu expliquei para ela os princípios básicos dos mundanos e disse que quando precisasse de ajuda era só me "invocar" me chamando pelo meu nome do meio, ele é bem preciso.


  Pouco depois de eles irem, Dean e seu pai, John, foram para outra missão; porque a vida deles era assim: algo ruim acontece, eles não tentam resolver, apenas ocupam a mente deles com outra missão idiota!


  Agora, eles estavam em Atlanta, num Café, deviam ser por volta das 08h00 da manhã, e daqui eles iriam direto às casas falar com as testemunhas do caso que pegaram. A única coisa que eu iria fazer antes de voltar para o Inferno uma última vez antes de residir aqui, no Inferno 2.0., era falar para o Dean que eu estaria de volta à Terra.


  O meu plano de vida seria o seguinte: Samuel, mesmo com um anjo, ainda era minha responsabilidade; então pretendia residir perto dos pombinhos para garantir que tudo correria como planejado. Só precisava terminar o que vim fazer aqui.


  Eu estava sentada na mesa do canto do Café, comendo um cupcake de morando, já não sou tão chegada em nada de chocolate fora o próprio chocolate. Estava observando John e Dean sentados um de frente para o outro, conversando sobre o caso. Só de olhar para a cara do Winchester-Pai eu sentia um ódio enorme! Não só pelo fato de ele ter transformado a vida dos filhos num pesadelo montruoso pelo fato de a sua mulher ter sido morta e não poder fazer nada para voltar atrás, mas pelo fato de ele não ter deixado o filho idiota e gostoso dele ter pelo menos se despedido da namorada dele antes de ir embora! Eu só teria que me controlar para não matá-lo ali mesmo, sem nem precisar sair do lugar.


  John se levantou para ir ao banheiro e eu vi ali a minha oportunidade de ir falar para o Dean que o Melhor sonho/ Pior pesadelo dele estava de volta à sua amada/ odiada Terra!


  Me levantei assim que o mais velho se levantou, e conforme ele foi caminhando em direção ao banheiro, eu fui caminhando em direção à mesa onde o Dean estava.


  Eu estava me aproximando da mesa quando uma das mulheres que trabalhavam ali passou com uma bandeja com duas xícaras de café e torta de limão, que entregaria para um casal pouco mais afrente. Ela olhou para o Dean e deu um piscadela e lançou um sorrisinho para ele.


  Bufei com isso e fiquei olhando fixamente para ela até tropeçar no nada, cair, espirrar café na própria cara, quebrar as xícaras, cortar o rosto com os cacos delas e depois bater ele nas fatias de torta. Ciumenta? Eu? Jamais!

  Sorri satisfeita com o que havia acabado de fazer e cheguei na mesa antes de as pessoas se levantarem para ajudá-la.


  - Fiquem onde estão. - Ordenei para todos no recinto e eles o fizeram, sem nem mesmo perceber.


  Dean estava se levantando para ajudar a moça no exato momento em que cheguei. Decidi não ordenar a ele que ficasse onde estava naquele momento, queria me divertir mais do que isso.


  - Você tá bem? - ele perguntou para a loira e se levantou.


  - Sente-se. - Falei e ele se sentou, sem notar que estava sendo mentalmente manipulado. Me sentei na cadeira onde o John estava. - Olhe para mim. - Ele olhou e ao me ver deu um sorriso tão lindo que eu tive que me controlar para não reagir aquilo, e olha que eu não manipulei ele para isso.


  - Oi... - falou de uma forma super sexy e eu não resisti, soltando uma risada e revirando os olhos.


  - E eu que pensei que você não pudesse ficar mais gato. - Comentei sorrindo, enquanto a garçonete que caiu se levantava sozinha. Eu não conseguia curtir a cara ferrada dela, enquanto olhava para ele.


  Dean estava escrevendo algo em um pequeno bloco de notas, enquanto olhava para mim com aqueles seus lindos olhos verdes, ele colocou a caneta entre os lábios, que formavam um sorriso. Ai, que desgraçado!


  - Você... tem algo planejado para hoje a noite? - perguntou, obviamente me cantando, e por mais que eu quisesse cair, não era para aquilo que eu estava ali.


  - Não se lembra de mim, não é? - indaguei e ele se recompôs.


  - A gente se conhece? - perguntou e eu suspirei. 


  Pisquei os olhos e, como dizem quando faço isso, o meu olho direito ficou completamente vermelho-vivo e o esquerdo ficou completamente branco. Depois pisquei de novo, e eles voltaram a sua cor castanho-escuro natural. Dean estava espantado, mas foi atingido por uma onda de nostalgia.


  - Lily? - indagou incrédulo.


  - Oi, Winchester. - Falei e sorri fraco.


  - V-você voltou? Quer dizer, vai... eu... - ele estava nervoso, com uma ansiedade enorme e visível, e se sentia culpado.


  - Sim. - Falei o interrompendo e ele se calou. - Sim, eu voltei. Vou... ficar na Terra por um tempo. Só... queria que soubesse - dei de ombros e ele respirou profundamente, tentando se acalmar. 


  - Isso... isso é... bom, né? - disse sem jeito. - E... o seu pai concorda com isso?


  - Bom, eu fiz isso justamente para sair de lá, então... Ele sabia que eu ia transformar aquele inferno num inferno se não concordasse. - Comentei e ele riu.

  Sorri, observando ele, e então me recordei da lembrança eterna que ele me deixou e soube que não deveria ficar ali.


  - Tem... tem uma coisa que eu preciso te contar. - Falei respirando profundamente, tentando manter a calma.


  É como se toda vez que estou perto dele, ficasse sem jeito e vulnerável. É involuntário e irritante!


  - Pode falar - ele disse, e pareceu ficar na expectativa.


  Olhei discretamente na direção do banheiro e vi John saindo de lá. Imediatamente, voltei a olhar para o Dean e disse:


  - Eu tenho que ir. - Ele me olhou confuso. - Te conto outra hora.


  Me levantei e me afastei um pouco da mesa. O loiro se levantou de súbito e me segurou pelo pulso, sem apertar nem nada que pudesse me deixar irritada.


  - Você não me disse onde vai ficar. - Ele falou quando me voltei na sua direção.


  - E eu não vou dizer. - _Adoro joguinhos!_ - Até mais, D-Dog! - Falei sorrindo e coloquei a mão em seu rosto.

  Por um milagre, eu estava sem as luvas.


  Eu iria me inclinar na direção dele para beijá-lo (eu sabia que não conseguiria vê-lo sem fazer isso), mas não precisei, pois ele me puxou pela cintura e me beijou. O beijo for intenso, carregado de fervor, paixão e nostalgia. Era como quando éramos adolescentes, porém mais gatos.


  Me separei o mais rápido possível, mesmo que fosse difícil fazer isso, e vi John já muito próximo de nós.


  - Não fala para o seu pai sobre mim. - Falei rápido e dei um selinho nele, sorrindo animada e me separando do loiro. - A gente se vê por aí! - Acenei e saí do Café.


  Assim que passei pela porta, me teleportei de volta para o Inferno. Literalmente, a porta foi tipo um portal. Cheguei no Inferno e já pude sentir o cheiro forte de enxofre, o mormaço e pude ouvir os gritos das almas torturadas dali; tudo bem, essa parte eu gostava.


  Caminhei um pouco entre os muitos demônios que ali estavam e as almas bondosas que dividiam a moradia com a gente. Uhuu! Super divertido! Mal podia esperar para cair fora dali. Não queria ficar igual ao papai, sem querer ofender a situação dele, claro.


  - Lucy - ouvi a voz maravilhosa do meu pai, me chamando assim que cheguei na Sala do Trono.

   Ele preferia me chamar pelo apelido do nome do meio, porque já chamava a mamãe pelo apelido do primeiro nome. Sim, Lucy é apenas um apelido. Qual é? Pensaram que Lilith ia ser boazinha na hora de escolher o nome da sua primogênita? Lilth? Jura? Ela é tipo a Arlequina do Inferno: loura, gata, louca e psicopata. 


  - Falando no Diabo - brinquei sorrindo, enquanto caminhava na direção do meu pai.


  - Hahahaha - ele fez e eu só fiz sorrir mais de forma brincalhona. - Essa nunca perde a graça.


  - Não, não perde. - Falei e o abracei. - Oi, pai.


  - Oi, minha princesa. - Disse quando nos separamos. - Puniu muitas almas desprezíveis lá encima?


  - Não tantas quanto eu queria - comentei e ele sorriu. - Mas relaxa, vou fazer isso logo. - Sorri. - Ah, tenho uma novidade - comentei e ele arrumou a sua postura em seu trono negro.


  - E qual seria? - indagou escutando com atenção. Sabia que era algo importante.


  - Eu vi a tia Raquel lá. - Ele perdeu a postura imediatamente.


  - C-como ela está? Está bem? - perguntou apressado e aflito, e eu pude ver o quanto ele se importava com ela, mesmo tendo sido trancafiado nesse inferno pela eternidade pelo próprio irmão; o favoritinho do Céu!


  - Está... bem - falei pensativa. - Melhor agora que fizemos um acordo. - Comentei animada.


  - Lílian... que você fez? - perguntou em palavras lentas e analíticas.


  - Relaxa, não fiz nada demais. - Falei soltando risos despreocupados. - Nada que vá prejudicar os anjos, nem os demônios. - Lúcifer fez cara de deboche, já sabendo que eu tinha aprontado alguma. - É sério isso?


  - Estou escutando. - Falou simplesmente e eu revirei os olhos.


  - Sugeri um acordo para que ela ficasse de olho no eleito do Inferno e eu no eleito do Céu. - Falei animada, como se fosse uma idéia genial.


  - Vai ficar de olho no eleito do Céu? - indagou incrédulo e eu permaneci imóvel, até ele entender os meus princípios. - É o tal Dean Winchester, não é? - eu assenti. - Sabe que não vai conseguir apenas observar sem se relacionar, não sabe? - questionou e eu apenas assenti novamente.


  Lúcifer suspirou, apoiou o cotovelo no braço do seu trono, e colocou a cabeça entre as mãos, balançando-a em sinal de negação.


  - Ah, qual é? - falei incomodada. - Não é tão ruim assim. - Fiz uma pausa até ele olhar para mim com aquele olhar "É mesmo?". - Olha, eu notei que a sua irmãzinha é bem ingênua em relação aos humanos, então... nós concordamos que ela vigiaria o Samuel, e como ele ainda é minha responsabilidade, eu vou ficar com os dois. - Ele apenas ficou me observando, esperando eu fazer algo que me entregasse, mas eu não ia me arrepender da decisão que tomei, e o pior é que ele sabia disso.


  - Tá - cedeu ele -, só não...


  - Chame a atenção para mim. - Completei entediada. - Tá, eu já sei disso.


  - Não vai parar de vir aqui, vai? - perguntou a mamãe, chegando e se sentando em seu trono.


  - Não, é claro que não... - falei analisando a situação. - Estava escutando a nossa conversa?


  - Ah, sim - falou simplista. - Raquel, aquela pobre alma angelical. - Comentou só para confirmar o seu conhecimento sobre o que falávamos. - Subestimada e subjugada por ser mulher. Eu melhor do que ninguém sei como é isso.


  - Claro - concordei sabendo dessa plena verdade. - E eu não sinto nada por isso.


  - Ei - exclamou a loira, já abrindo um sorriso risonho sabendo que eu diria algo como uma justificativa convencida.


  - Se você não tivesse tomado os seus direitos e vindo parar aqui - expliquei -, essa belezinha aqui não teria nascido, Srta. Deusa Demoníaca! - ela apenas riu.


  - Seu Mortal Gracinha vai precisar de sorte para lidar com essa Belezinha! - brincou a loira e eu sorri.


  - E aí, Malévola? - ouvi a voz da minha meia-irmã gostosa, Maze e olhei para o lado, vendo ela vindo até nós.

  - Tenho que ir. - Falei descendo os degraus e indo até a morena gostosa. - Como foram as coisas lá encima? Teve a conversa com o seu mortal estúpido?


  - O Dean não é estúpido - defendi fazendo bico e ela arqueou a sobrancelha. - Só é... tolo.


  - E têm diferença? - questionou, enquanto andávamos para longe da sala do trono, e eu bufei, revirando os olhos. - Precisa falar para ele sobre o Steve. Vai esperar ele morrer e vir parar aqui para contar?


  - Eu não tinha pensado nessa opção ainda... - Falei calmamente, analisando a lógica, como se fosse a solução para o meu problema.


  - Lílian - ela disse -, não. - Bufei novamente. - Mas e aí? O quê vocês fizeram enquanto estava lá? - perguntou com malícia e eu mordi o lábio inferior.


  - Nada, ele só me beijou. - Falei e ela mem se dispôs a esconder a sua cara de decepção. - O pai dele estava lá, sabe o que eu penso sobre ele.


  - Não quer matá-lo para não magoar os filhos, mas se ele souber o quê você é vai querer te matar. Eu não entendo isso! - Explicou com as minhas palavras ditas várias e várias vezes.


  - Eu até queria matar o John, sabe? - falei considerando a possibilidade. - Porque ele tirou o Dean de mim quando eu tinha 15, mas... é isso aí que você disse.


  - Fez algo divertido pelo menos? - Perguntou entediada, enquanto andávamos.


  - Fiz a garçonete que piscou para ele cair e cortar o rosto com os cacos da xícara de café, isso conta? - falei e olhou para mim e sorriu.


  - Essa é a minha garota! - exclamou e nós demos um "toca aqui" com as mãos.


  - Ei - ouvi uma voz infantil dizer e eu já sabia quem era. - Nós olhamos para trás e vimos o garotinho de cachos negros correndo na nossa direção. - Eu quero morar com você na Terra. - Falou Steve quando chegou até Maze e eu.


  - Quem te falou sobre isso? - perguntei olhando para a morena, que negou com a cabeça.


  - O tio Jimmy me disse que você ia morar na Terra, e eu quero ir junto. - Falou decidido e eu me enfureci, claro que não de verdade.


  - JAMES!! - gritei o Inferno literalmente tremeu.


  - Eu quero ir com você! - protestou o garotinho e eu olhei para baixo.


  - Vou passar a maior parte do tempo indo de um lado para o outro, e você não vai ficar sozinho numa casa mundana no mundo dos mortais. Fora que você seria uma fraqueza minha se te descobrissem. - Falei decidida, mas parece que ele tinha mesmo o meu sangue.


  - Como o tio Jimmy me contou, nada mais justo do que ele ficar lá comigo. - Sugeriu o moreno. - E eu posso ficar escondido, apenas olhando. - Fez uma pausa, me vendo pensar. - Por favor - implorou se agitando em seus pés. - Deixa eu ir com você.


  Olhei para a Maze, que estava apenas observando a nossa discussão de relacionamento, e desviou o olhar dele para mim e disse:


  - Não olha para mim, ele é problema seu. - Levantou as mãos em sinal de rendição. - Você fez, você cuida. - Argumentou quase como se fosse o meu slogan e se retirou.


  Bufei e voltei a olhar para baixo, vendo o garotinho com sua pele branca, pequenos cachos negros caindo sob os olhos castanhos e a posição destemida de um adulto com a insistência de uma criança irritante. Mas ele era fofo, e isso era outro ponto fraco.


  - Eu odeio você! - falei revirando os olhos e ele pulou para comemorar, sabendo que eu havia cedido. Essa é a minha forma de demonstrar amor.


  - Eu também te amo, mamãe! - falou abraçando as minhas pernas.


  - Mas se o seu tio me irritar, eu mando os dois de volta para o Inferno! - alertei quando ele me soltou e o moreno deu uma garalhada fofa de criança. Droga!



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