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História Entre dois do mesmo - KakaSaku - Capítulo 14


Escrita por: Gaia_hatake

Capítulo 14 - Você é minha, Você é meu!


Haruno Sakura

Se eu pudesse definir meu estado de espírito durante a segunda semana em Suna seria:

Frustração.

A vida é cheia de frustrações. Desde as pequenas irritações até os grandes fracassos e perdas, todos um dia teremos esse sentimento dentro de nós. A frustração é um sentimento associado a uma sensação de impotência e de desânimo, que ocorre quando algo que era esperado falha ou não acontece. Meu relacionamento mal começou e já dava sinais de fracasso. Faz 5 dias e nada de Kakashi me responder!

Será que está com outra?

Será que me esqueceu tão rápido?

Por que merdas eu não assumi nosso relacionamento, por que não pressionei ele á tornar publico nosso amor?

Mas ele disse que me ama e essa é a única gota de esperança que me faz continuar com minha rotina em Suna, então enfio tudo no fundo do poço da minha mente, não deixaria isso atrapalhar mais nesse dia!

Por tudo que já estudei sobre o comportamento humano, Algumas das respostas "típicas" à frustração incluem raiva, desistência, perda de autoestima e autoconfiança, estresse, depressão e muitos problemas graves que podem trazer grandes prejuízos à vida do indivíduo.

Bem, eu estou na fase da raiva e perda da autoconfiança.

Tenho tentado não deixar meu humor interferir na qualidade do meu trabalho, mas Kami-sama, como está difícil! Chega! Foco mulher!

O único momento que me sinto capaz de usar meu modo gentil é na ala infantil do hospital. Gaara está sendo uma benção ultimamente e acatando todos os meus pedidos. Já foram iniciadas as reformas em algumas alas e a construção de um espaço recreativo para as crianças está cada vez mais avançado, assim como uma pequena biblioteca para iniciar-se clube do livro entre os pacientes de mais idade.

Hoje apesar de ser um dia ruim para meus sentimentos, é um ótimo dia para o hospital. Pois chegaram os novos equipamentos cirúrgicos e teremos a inauguração de 4 salas de cirurgias novas. Estou neste momento em minha sala aguardando Gaara chegar para iniciarmos o pequeno evento.

Uma coisa que aprendi com o tempo gerindo hospitais é que a autoestima e bem estar dos funcionários é essencial para que o ambiente continue funcionando organizadamente. Então fazer esses pequenos momentos, agradecendo a luta de cada e as pequenas vitórias conquistadas em grupos acaba sendo uma quebra no cotidiano e um estimulante á continuar lutando todos os dias.

Pois a vida de quem trabalha com saúde é isso, uma luta diária.

E nem sempre conseguimos vencer todas as lutas.

Ouço uma suave batida em minha porta e fico surpresa pelo Kazekage pedir permissão para adentrar algum local, horas ele era dono de tudo aqui. Devo admitir que Gaara é muito humilde e diferente dos demais Kages, ele já tentou me matar? Sim, mas estava em uma fase péssima e se eu consegui perdoar Sasuke, consigo perdoá-lo também. O Raikage por exemplo é um demônio, faz o que quer quando quer não se importando se vai magoar alguém, então agradeço a Kami-sama por estar ajudando Suna e não o Relâmpago.

Vou até a porta e abro, dando de cara com aqueles olhos tão peculiares de Gaara.

- Entre, na verdade na próxima vez não precisa bater! A casa é sua afinal de contas.

- Oras, minha educação não permite tal coisa. Está pronta?

- Hai!

Vou até a prateleira onde deixei quatro pequenos troféus que mandamos confeccionar para dar dos médicos e enfermeiras que tornaram possíveis a aquisição dos materiais. Porém Gaara não sai do lugar, parece estar ponderando se deve falar algo ou não.

- Sakura, gostaria de saber se amanhã a noite está livre para um jantar? Tem algo que gostaria de lhe dizer.

- Hai Gaara, não tenho nada pra fazer aqui, desde que Temari anda sumida com Shikamaru sabe-se lá fazendo o que, venho passando minhas noites ou sozinha ou trabalhando. Então será um prazer acompanhá-lo.

- Fico horado, vamos?

Ele oferece seu braço e acabo engatando o meu no dele, andamos assim até onde a pequena organização estava sendo feita, era na entrada do hospital, á frente da bancada de recepção.

Havia uma faixa pendurada escrito: Nós conseguimos!

E alguns doces e tortas dispostos em mesas dobráveis, nessas havia balões atados aos pés.

Simples contudo perfeito. Gaara toma a frente dos funcionários e alguns pacientes que estavam participando da comemoração.

- Nós aqui de Suna sabemos o quanto foi difícil levantar nosso hospital das cinzas, por anos o sistema de saúde da nossa vila foi ignorado, mas hoje fico feliz em ver esse espaço incrível. É graças a vocês que tudo foi possível! Em especial, doutora Haruno e eu gostaríamos de entregar um pequeno lembrete pelo trabalho duro que vocês vêm fazendo, e mais uma bonificação á mais de férias! Por favor, Doutora Saori, Enfermeiro Kenzji, Enfermeira Akemi e Doutor Yu, venham á frente.

Entrego a cada um o pequeno mimo juntamente com um abraço, em poucos dias essas pessoas acabaram se tornando uma grande família para mim.

Após isso alguns profissionais foram dispersando e voltando aos seus afazeres, fiquei socializando por um tempo com os demais até que deu minha hora de ir para casa. Ajudei a recolherem a bagunça antes de ir e me despedi de Gaara, que ficou até o último minuto.

Cheguei em casa exausta emocionalmente, me arrastei para o banheiro e tomei uma ducha rápida, colocando um vestido soltinho para me sentir mais a vontade. Decido prontamente pular meu jantar, deitando-me na cama suspirando profundamente.

Há algo de errado, eu sei que há. Posso sentir, talvez ele não tenha recebido minha carta, talvez ela tenha se perdido no caminho.

É foi isso que aconteceu, minto para mim mesma.

Do nada uma imagem aparece em minha mente, de quando Kakashi me comeu em sua mesa de Hokage. Com todas aquelas folhas importantes sendo amassadas como se não fossem nada, seu olhar faminto e o jeito que mordia seus lábios quando metia com força...

Um calor surgiu no meio das minhas pernas. Segurei a barra do vestido e subi o tecido até as coxas, expondo minha pele imaginando o o ar frio do escritório e aos olhos famintos do outro lado da mesa.

Passei a ponta dos dedos pela alça da cinta-liga, percorrendo a pele até chegar ao cetim da minha calcinha. Nada – nem ninguém – conseguia fazer eu me sentir tão sexy quanto ele fazia. Era como se ele agarrasse todos os meus pensamentos sobre meu ser, minha vida e meus objetivos e dissesse: "Isso tudo é muito bom, mas veja essa outra coisa que estou oferecendo. Será pervertido e muito perigoso, mas você vai implorar por isso. Você vai implorar por mim".

Sorri em sua direção, imaginando ele bem a minha frente, estávamos em seu escritório, eu estava mordendo o lábio. Ele respondeu com um sorriso diabólico. Meus dedos subiram ainda mais e envolveram meu seio, apertando-o. Com a outra mão, puxei a calcinha para o lado e passei dois dedos sobre minha pele molhada.

Comecei a mover minha mão, pensando em seus longos dedos que brincavam com a caneta. Pensei naquelas mãos agarrando meus quadris, cintura e coxas quando ele me penetrara na mesa aquele dia.

Aumentei a velocidade, meus olhos se fecharam e minha cabeça caiu para trás na poltrona da sala. Tentei manter o silêncio, mordendo os lábios quando um pequeno gemido escapou pela garganta. Imaginei suas mãos e os braços fortes, os músculos enrijecendo enquanto seus dedos se moviam dentro de mim.

Suas pernas na frente do meu rosto na sala de conferência, firmes e esculpidas, tentando resistir ao impulso para estocar. Aqueles olhos, colados em mim, sombrios e suplicantes. Olhei para cima e encontrei aqueles olhos exatamente como os imaginava, não observando minha mão, mas com sua expressão faminta mirando meu rosto enquanto eu caía no abismo, cada vez mais fundo e mais fundo.

Meu clímax foi ao mesmo tempo arrebatador e frustrante: eu queria que fosse o toque dele, e não o meu.

Mas então tudo acabou, olhei em volta e minha fantasia foi se transformando no quarto sem graça, não estava mais na cadeira e sim na cama, toda abarrotada e melada. Porra, não sei quanto tempo mais irei aguentar nessa agonia.

.

.

O dia seguinte passou como uma tartaruga de 3 patas, parecia que cada segundo era um minuto e cada minuto uma hora. Eu não aguentava mais essa situação e já me arrependia de ter aceitado jantar com Gaara, queria só deitar em minha cama e sentir pena da minha situação com um pote de sorvete de morango bem artificial.

Mas Gaara não merece isso, apesar de tudo estou muito curiosa sobre o que ele tem á me dizer, recebi um recado dele hoje falando que iriamos á um restaurante super chique da vila então cá estou me arrumando adequadamente á um encontro amigável com um velho companheiro ninja, que por coincidência é um Kage.

Só espero que as pessoas não tenham uma impressão errada disso. Desço até a entrada da casa e vejo o ruivo me aguardando pacientemente. Estava com suas vestes de Kage habituais, era sexy não da pra negar, mas como já comentei: não é meu número.

Andamos até o restaurante conversando sobre banalidades, Gaara reservou um andar do restaurante só para nós e se justificou dizendo que as pessoas costumam tentar ouvir suas conversas em troca de favores e afins.

Vida de Kage deve ser foda. Entendo pois Kakashi já me contou vários dos perrengues que já passou, até mesmo AMBU's se metiam na vida dele para descobrir fofocas ou trocar informações por dinheiro. Chega a ser ridículo.

O jantar foi deveras agradável e a comida?

Kami-sama, muito gostoso, parecia ter feito pelos deuses.

Bom considerando que a deusa Kayuga era uma cuzona... acho que não foi a melhor analogia.

- O que eu tenho que lhe dizer não é fácil Sakura, na verdade eu nem sei por onde começar...

- Nos conhecemos a anos Gaara, não precisa ficar apreensivo, que tal iniciar pelo começo?

Ele parece suspirar aliviado e rir da minha frase redundante.

- Bem, como sabe o cargo em que estou costuma a ser exaustivo, a maioria das vezes é por causa das constantes pressões do conselho. Ultimamente venho sofrendo muita coerção, eles até me deram uma data limite para acatar seus pedidos. Estou um tanto desesperado e não queria fazer as coisas do jeito que estou fazendo, agindo com pressa.

Uma pausa, para ser sincera não estava entendendo nada que o ruivo a minha frente estava falando, contudo, estou acostumada com as pessoas virem desabafar comigo, acho que me consideram amigável suficiente para isso, então se eu puder ajudá-lo ouvindo seus problemas que seja.

- Quero que saiba que não estou fazendo isso porque não quero, na verdade quero, e muito, no caso não a obrigação formal em si mas estar com alguém que verdadeiramente gosto e sempre admirei. Ah! Perdoe-me o nervosismo.

- Gaara, tudo bem relaxe, estou compreendendo, você quer estar com alguém que gosta e não com qualquer pessoa, acredito que todos nós merecemos isso! Amor e carinho recíprocos.

- Pelos deuses eu fico muito aliviado por estares entendendo o que quero dizer. Você sempre foi tão inteligente.

- Oras obrigada, pode continuar!

- Então, é por isso Haruno Sakura que gostaria de saber se me daria a honra de...

E eu paro de ouvir o que Gaara estava dizendo quando sinto um chakra familiar se aproximando, 10 metros, 5 metros, 2 metros e então, vejo o homem de mais de um metro e oitenta, cabelos prateados e corpo escultural que vive em meu coração. Ele se aproxima da nossa mesa, surpreendendo não só á mim como o ruivo a minha frente, se inclina e apoia sua mão no encosto de minha cadeira.

- Infelizmente caro Kazekage, Sakura não poderá acatar seu pedido. Veja bem, Sakura já está noiva.

Estou?

- Kami-sama, perdoa-me Sakura, eu não sabia. Deveria ter perguntado antes e ...

- Poupe suas desculpas Kazekage, deveria ter questionado antes de enviar o convite de casamento e o pedido formal pela mão de Sakura. Meio apressadinho você não?

Muita informação em pouco tempo. Espera, então Gaara fez isso tudo para me pedir em casamento? Era isso que estava tentando dizer a minutos atras?

Será que me trouxe até aqui não pelo meu trabalho, mas para me desposar?

Mas. Que. Merda

- Como assim? Gaara me explica melhor essa porra pois estou começando a ficar furiosa.

- Oh por favor, não confunda as coisas Hokage. Infelizmente o conselho me pressionou e já marcou a data do meu casamento, seja ele com quem for e mandou os convites adiantadamente sem minha aprovação. Após isso mandei a carta para amenizar a situação, isso tudo porque conversei com Naruto semana passada e o mesmo disse que Sakura estava solteira, o mesmo não deve saber que está envolvida com alguém. Peço desculpa Sakura, por essa confusão.

- Então você me chamou até aqui para isso?

- Não, Sakura, por Kami, não, nós realmente precisamos de você no hospital, apenas iria aproveitar que estava por perto, ou iria até Konoha em outro momento conversar com você. Eu não sabia, Naruto me disse... que você falava bem de mim e... Posso saber pelo menos com quem irá se casar?

Oras esse Naruto! Instantaneamente fiquei com pena de Gaara, tentando justificar suas ações, não estou brava com ele, fez o que achou certo a partir da pressão sofrida pelo conselho.

- E-eu... é...

- Sakura é minha noiva Gaara, e apesar de perceber que ela já aceitou suas justificativas e desculpas devo admitir que sou um homem particularmente ciumento, não gostei de encontrá-lo aqui sozinho com a futura primeira-dama de Konoha.

Puta. Merda.

Eles não iriam brigar aqui e agora ne?

Sinto uma onda de eletricidade sair da mão esquerda de Kakashi, automaticamente coloco minha mão acima a dele e acaricio. Sinto sua tensão diminuir cada vez mais e ele quebra o concurso de encarar "quem é o mais macho" com Gaara para me analisar.

- Kakashi, chega, isso não é necessário.

Ficamos nos encarando por vários segundos até sermos interrompidos por Gaara:

- Se me derem licença, acho que a vergonha de hoje já paguei, podem ficar o tempo que quiserem aqui, paguei para ninguém ousar subir sem ser chamado, mais uma vez peço desculpa á você e somente á você Sakura pela confusão. Irei conversar com Naruto assim que possível.

- Gaara, peço que mantenha descrição, Naruto é meu melhor amigo e gostaria de contar a noticia em mesa.

- Entendo. Boa noite, á, vocês. Ah, e Hokage, apesar da sua atitude rude, saiba que Suna está de portas abertas á você e a sua estadia á cidade, fique o tempo que desejar, irei liberar Sakura de seus afazeres semana que vem, assim que as reformas forem concluídas. Licença.

Nos dois assistimos o Kazekage da areia sair de cabeça baixa do ambiente.

- Agora quase fiquei com pena do garoto – Kakashi diz com um tom debochado.

- Você está maluco? Iria estragar uma aliança estável por causa de um mal entendido? Ele não teve culpa por Kami-sama!

Me levanto da cadeira e dou dois passos para trás querendo dar ênfase a minha insatisfação pelo seu showzinho de possessividade desnecessário.

- Ah vai defender ele?

- Não estou defendendo-o! Shannaroo!

Ele dá um passo á minha direção.

- Você deveria ser punida por suas atitudes, sabe como eu me senti quando vi você aqui, sozinha com ele? Tudo que se passou em minha cabeça?

Outro passo, agora suas mãos estão em minhas cintura.

- Ah, acho que o único que deveria ser punido é você senhor Hatake! Não respondeu minhas cartas, sumiu por dias! Isso tudo poderia ser evitado se tivesse me respondido.

E eu pulo nele, enlaço minhas pernas em torno de sua cintura e rasgo a maldita máscara do seu rosto, iniciando um beijo faminto.

- Você é minha futura sra. Hatake.

- E você é meu Rokudaime!


Notas Finais


E ai galeris, alguém ficou com pena do Ruivinho de Suna?
Tadin, já basta ser rejeitado e ainda se meter nessa baita confusão.
Queria dizer que EU AMEI ler os comentários de vcs ontem, RI D+ com alguns, cara vocês tem uma criatividade absurda!
E agr, vcs querem hot? Ou deixa pra próxima? hehehe
Tenho uma fic com o shipp GaaSaku pra quem ficou com pena dele e quer ler!


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