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História Entre Dois Irmãos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa fanfic vai ser curta, apenas duas partes, ela foi inspirada nessa arte, da artista @six811217, por favor, sigam no twitter e curtam as artes.

Além disso, a culpa também é de conversas e risadas sobre a arte no grupo do whatsapp de MDZS.

Aviso importante: +18, sexo grupal e gráfico virá por aqui, se não gosta, não leia.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Parte Um


Fanfic / Fanfiction Entre Dois Irmãos - Capítulo 1 - Parte Um

Jiang Cheng sentiu uma dor de cabeça infernal e nem tinha aberto os olhos ainda. A última coisa que se lembrava era de estar numa caçada noturna e encontrar o clã Lan em peso, junto com Wei Wuxian, é claro. O maldito imbecil imprudente, que claramente não tinha noção de auto preservação era o culpado, claro. Aquele idiota continuava sem nada de miolos e ele teve que impedir que o novo corpo dele se ferisse num ataque daquele fantasma estranho. Se o ataque o tinha nocauteado, o novo corpo com cultivação inferior de Wei Wuxian certamente teria perecido, ele ia quebrar as pernas desse maldito irresponsável assim que se levantasse, ou tivesse coragem de abrir os olhos sem medo do mundo girar. Hanguang-Jun ia apanhar também se ficasse no caminho, esse imprestável não servia para cuidar de seu irmão.

“A-Cheng, meu marido não é um imprestável” - Wei protestou, soando alegre demais.

Com a cabeça latejando, Jiang Cheng rosnou:

- Fale baixo, imbecil! - E, logo que se deu conta de que não tinha dito nada sobre Hanguang-Jun em voz alta, se sentou abruptamente, fazendo com que seu estômago revirasse. - O que diabos está acontecendo?

Ele notou que estava no Recanto das nuvens, seus olhos ficaram doloridos pela claridade, e logo notou a presença de Hanguang-Jun e Zewu Jun no local.

- Alguém vai explicar o que está acontecendo? Onde está Wei Wuxian? – Ele perguntou, sentindo seu corpo estranho e complemente fora de balanço.

“Bem, A-Cheng, quando aquele fantasma nos acertou fez algo muito inusual... nossos corpos e mentes se fundiram” – Wei explicou, soando bem menos animado.

            Jiang Cheng olhou para suas mãos, e estava mais macias, além disso, todo seu corpo se sentia errado, menor e mais suave em algumas partes.

- Foda-se minha sorte! – Jiang Cheng resmungou. Inferno maldito, o quão difícil seria desfazer essa maldição?

“Não sei se é uma maldição, realmente estamos presos num corpo só, o seu recebeu a maior parte do dano, porque estou aqui desperto e ouvindo esses dois conversarem há um tempo, mas, só começamos a nos mover quando você acordou também.” – Wei disse. – Até Lan Qiren passou por aqui, o velho estava preocupado, estamos desacordados há dois dias.

- Eu não quero dividir um corpo com esse degenerado! – Jiang Cheng reclamou. – Caralho, é melhor alguém arrumar um jeito de desfazer essa situação fodida.

            Zewu Jun pigarreou graciosamente.

- É proibido usar palavras de baixo calão nos recessos da nuvem. – Ele disse, sempre calmo e composto, com um sorriso tranquilo.  

            Jiang Cheng sentiu o sangue ferver, como ele conseguia ficar tão composto e dar-lhe uma bronca sobre palavrões nessa situação? Ele ia dar um soco no imbecil se pudesse se mover, mas, só soltou sarcasticamente:

- Bem, você não liga muito para essa regra quando está dizendo obscenidades enquanto me fode, não é? – Jiang Cheng resmungou, totalmente levado pela raiva e pelo desamparo da situação.

            Jiang Cheng sentiu uma tontura e logo ouvia Wei falar por sua boca.

- Desavergonhado! Zewu Jun, o que andou fazendo com meu irmãozinho?! – Ele berrou, se colocando de pé. – Lan Zhan, você sabia disso?

- Hum. – Foi a resposta, que Wei interpretou muito bem.

- Desavergonhados, os dois! – Ele disse, pensando em cenários onde seu cunhado tão bem portado e bem quisto no mundo da cultivação podia machucar Jiang Cheng, que devia ter os sentimentos protegidos, Zewu Jun estaria brincando com ele? Ah, ele ia ver só uma coisa.

“Eu não sou uma donzela em perigo, Wei Ying, pare de besteira, e como foi que trocou comigo?! Esse é corpo é meu, pare com isso!”

- Bom, o corpo é nosso, tecnicamente. – Wei disse, em voz alta. E pensou apenas para Jiang Cheng ouvi-lo “Além disso, estava todo preocupado comigo há um minuto, tenho o direito de ficar irritado de descobrir que meu cunhado esteve te mantendo como um segredinho sujo.” Wei disse, sem esconder como saber que Jiang Cheng se preocupava com ele, mesmo após aquelas brigas horríveis o deixava feliz. A última vez que se viram antes de toda a situação com Jin GuangYao, a briga tinha sido tão intensa que Wei tinha começado a sangrar pelo nariz e orelhas de pura vontade de gritar com Jiang Cheng, tinha doído tanto pensar que nunca mais poderiam se falar, que seu amado A-Cheng o odiava tanto.

            Jiang Cheng ficou em silêncio, sobrecarregado pelas emoções de Wei, que inundavam o corpo que habitavam, ele não queria pensar naquele dia, ou em como se sentiu ao descobrir que o estúpido tinha lhe dado o núcleo dourado que o permitia usar Suibian. A vergonha e a tristeza se misturaram dentro dele, fazendo com que os dois Lan percebessem que nada bom podia estar acontecendo dentro da cabeça dos dois.

- Wei Ying. – Lan Zhan chamou a atenção do marido.

- Sim, marido? – Wei Ying respondeu, sorrindo de forma coquete. – Já pensou num jeito de nos separar?

- Não, o tio está pesquisando. – Lan Zhan disse, se aproximando para checar o pulso do núcleo dourado do novo corpo do marido. – Humm.

- Estávamos certos? – Xichen perguntou.

- Sim.

            Jiang Cheng revirou os olhos internamente.

“Diga ao inútil que não somos fluentes em monossílabos.” – Ele disse, venenosamente.

“Bem, eu estou um pouco fluente nos gemidos dele, sabe?” – Wei provocou de volta, mas, verbalizou a dúvida do líder da seita Jiang.

- Querem dividir o que confirmaram sobre nós? – Wei terminou por perguntar.

- O tio tinha teorizado que seus corpos se fundiram apenas porque os dois compartilham a mesma essência. Dois núcleos diferentes? Eles teriam se destruído, a situação especial dos dois permitiu que sobrevivessem. – Lan Xichen explicou, calmamente. – O vínculo que carregam salvou suas vidas... mais uma vez.

            Wei tocou o peito, onde ainda sentia a cicatriz do chicote que Wen Chao tinha usado em Jiang Cheng, e como sempre, isso o enchia de ódio. Aquele verme tinha tido o que mereceu, mas, às vezes, Wei desejava ter tido mais tempo para torturá-lo, a audácia de marcar Jiang Cheng, de torturá-lo...

- Wei Ying. – Lan Xichen o chamou, parando os devaneios do cultivador demoníaco.

- Sim?

- Wanyin está ouvindo?

- Sim. – Wei respondeu. – Mas, não descobri ainda como destrocar.

- Oh, que pena. – Foi a resposta do líder da Gusu Lan. – A-Cheng, por favor, não se preocupe com Jin Ling, nem com os assuntos da seita, já avisei seus discípulos que estaria em um retiro para aumentar seu núcleo como fachada. E, não se irrite muito, tudo bem? Mas, mandamos o General Fantasma de guarda-costas para os meninos.

            Jiang Cheng deu alguns gritos no interior do corpo, o que fez Wei rir, porque podia sentir como saber que o sobrinho tinha o cadáver feroz mais temido do mundo a seu serviço o deixava mais tranquilo. O tio zeloso se se lembrou de quantos ataques ao jovem herdeiro Jin teve que abortar e de quantas vezes teve que usar zidian para “conversar” com os anciãos mais corajosos da Lanling Jin, que insistiam em querer derrubar Jin Ling.

- Ele está gritando um pouco. – Wei avisou ao cunhado. – Mas, daquele jeito sem raiva real.

            Lan Xichen sorriu e assentiu, levantando-se.

- Eu preciso ajudar o tio a pesquisar, tente se esticar um pouco para se acostumar com o novo corpo, sim? Não queremos que fiquem indefesos se precisarmos sair para buscar uma solução. – O mais velho dos jades de Lan disse, hesitando um pouco antes de sair.

            Wei suspirou, ele tinha percebido que seu senso de equilíbrio estava ruim, a mesma coisa que ocorreu quando acordou pela primeira vez no corpo do jovem mestre Mo. Olhando para suas mãos, percebeu que estava usando Zidian e sentiu-se mais musculoso, mais parecido com seu antigo corpo, totalmente diferente da percepção de Jiang cheng. Curioso, ele deu alguns passos até o espelho de bronze que ficava em todos os quartos dos Recantos das Nuvens. O rosto que viu era um muito parecido com o de Jiang Cheng, mas, suavizado pelos traços juvenis de seu corpo atual, o corpo também não era tão musculoso quanto o do líder da Yummeng Jiang, e ele ainda era mais baixo que Lan Zhan, que pairava protetoramente atrás dele.

- Oh, estamos tão fodidos, A-Cheng. – Ele disse em voz alta, e o outro concordou. Como iam viver assim se a coisa se prolongasse a longo prazo?

 

X~x~X

 

            Lan Qiren provou continuar tão severo e obstinado como sempre foi. Ele havia mandado chamar os sobrinhos para testar o corpo fusionado de seus amantes tão logo soube que eles acordaram. O corpo fusionado foi testado com diferentes amuletos e poções,  enquanto o estudioso ia anotando os resultados cuidadosamente. A cada tentativa falha, Wei sentia a raiva de Jiang Cheng aumentar exponencialmente, até que ele explodiu chamando os testes de inúteis e clamando para chamar seu próprio médico, mesmo sabendo que o homem claramente pediria ajuda a Lan Qiren, um dos melhores cultivadores do mundo.

- Hum. – O mais velho dos Lan disse, sem se deixar afetar pela explosão de Jiang Cheng. – Os dois trocam de controle quando estão irritados ou com emoções fortes.

Como o estudioso que era, o cultivador responsável por criar os dois jades de Lan estava reflexivo, fazendo anotações e consultando livros, como se tudo fosse um fato muito interessante pra catalogar. Jiang Cheng sentiu seu sangue latejando nas têmporas, ia terminar dando umas chicotadas em seu antigo mestre.

- E, o mestre Jiang é bastante destemperado. – Completou de forma afiada.

            Wei sentiu o embaraço do irmão ao notar a desaprovação nos olhos daquele que era a figura paterna de seu primeiro amante. Wei engasgou ao perceber que seu irmão tinha sido intocado até cair nos braços do cunhado, ele rilhou os dentes mentalmente torcendo para Lan Xichen ter sido delicado e tratado bem Jiang Cheng, se ele fosse como Lan Zhan, ia chicoteá-lo com zidian pela audácia de vilipendiar o corpo puro de Jiang Cheng. “Pare de pensar nisso, seu maldito pervertido”, Jiang Cheng gritou mentalmente, sentindo o rosto esquentar, e forçando-se a não pensar no tema, pensando em batalhas.

- Wanyin, está sangrando. – Lan Xichen disse, usando um lenço para evitar que mais sangue caísse na roupa do amante, vindos de seu nariz e boca.

- Tio, ele pode descansar agora? – Lan Zhan perguntou e a resposta foi uma ceno de mão, despachando os meninos.

“Tente se acalmar, A-Cheng, vai acabar tendo um desvio de Qi desse jeito.” – Wei disse, meio brincando, mas, claramente preocupado.

- Cale a boca! Isso é tudo culpa sua! – Jiang Cheng disse em voz alta, fazendo os dois Lan olharem para ele com curiosidade.

“Acha que esses dois já entraram numa briga de socos por causa de uma pipa ou pelo último doce?” – Wei perguntou, de repente, incapaz de pensar nos dois rolando no chão pela última tigela de sopa como ele e Jiang Cheng fizeram várias vezes enquanto cresciam. “Como é que que eles terminaram com dois baderneiros como nós?”

            Jiang Cheng não respondeu, mas, Wei teve a visão de uma lembrança dele, de quando Lan Xichen o encontrou nadando muito à vontade, refrescando-se após um treinamento duro, e o fez corar quando notou que o cultivador de maior talento do mundo o olhava com interesse e não com repreensão, fazendo-o se sentir estranhamente quente por dentro. O sorriso malicioso de Wei ecoou em sua mente até o quarto onde tinham acordado, que não pertencia a nenhum dos irmãos Lan. Jiang Cheng se perguntou como tinha sido a escolha de onde alojariam o corpo fusionado dos dois.

“Não sei como é meu honorável cunhado, mas, Lan Zhan certamente tentou me manter por perto” – Wei disse, reflexivo.

- Wangji, por favor, providencie algo para ele comer. – Lan Xichen pediu, e o irmão assentiu, desviando-se para o caminho das cozinhas.

- Se me ele me der algo insosso vou atirar na sua cabeça. – Jiang Cheng avisou, sentando-se.

- Wangji cozinha o tempo todo para o jovem mestre Wei, tenho certeza de que vai gostar da comida. – Foi a resposta do líder do clã. – Deseja um chá enquanto isso?

- Não. – Jiang Cheng respondeu, irritado.

- Vou tocar para você.

- Faça como quiser, é seu clã. – Jiang Cheng disse, apesar de por dentro achar extremamente doce o fato dele achar tempo para tocar a flauta para ele e acalmá-lo, como já tinha feito várias vezes desde que começaram a se ver depois de alguns meses do fiasco com Jin Guangyao.

“A-Cheng, devia dizer isso, seja mais fofo, os Lan gostam de amantes fofos... mas, já deve saber disso.”

- Desavergonhado! – Ele sibilou.

- Mestre Wei, por favor, não o provoque muito. Não queremos que tenham um desvio de Qi, não é? – Lan Xichen pediu, sorrindo para os dois, claramente achando a briga interna divertida.

            Jiang Cheng revirou os olhos para as palhaçadas de Wei, que teve a decência de parar de tagarelar quando Zewu Jun começou a tocar. Jiang Cheng estava cansado e a música do amante o fez flutuar numa nuvem de calma, e, por costume, se aproximou do outro homem, descansando a cabeça em sua coxa. Quando Lan Zhan voltou com uma bandeja de comida, foi assim que os encontrou, e Wei pensou divertido que fazia um tempo desde que não via a cara de vinagre do marido, que aparecia quando ele estava com ciúmes.

- Eu tenho documentos para analisar antes da hora de dormir, vou deixá-los nas mãos do meu querido irmãozinho ciumento. – Lan Xichen disse, sem esconder a diversão.

            Wei estava gargalhando dentro da cabeça de Jiang Cheng, adorando ver que o cunhado também provocava o irmão, e notando que as orelhas de Lan Zhan estavam levemente coradas.

- Coma. – Lan Zhan disse, colocando a bandeja na frente de Jiang Cheng, que o olhou com a mesma animosidade de sempre.

“Por que vocês têm que ser assim?” – Wei se lamentou.

“Porque ele acha que é o único que sofreu quando você morreu, que a dor dele é pior que a dos outros.” – Jiang Cheng não conseguia esconder nada dividindo o corpo com o Wei e isso o amargurava sem fim.

            Wei suspirou, e o pensamento que Jiang Cheng e Lan Zhan eram parecidos demais fez o líder de seita desejar socar a si mesmo, mas, em vez disso, ele pegou a tigela e começou a comer.

“Agradeça por ele cozinhar, os criados aqui nunca fariam comidas assim por medo do Lan Qiren.” – Wei pediu, lembrando-o dos bons modos que sua mãe e irmã tinham incutido nos dois.

- Obrigada pela comida, está bastante adequada. - Jiang Cheng disse, fazendo Wei bufar internamente com um toque de diversão.

“Pirralho impertinente, eu devia te dar umas palmadas”.

“Eu vivi mais que você, sou o mais velho agora”

“Nunca!”

            Enquanto eles comiam, continuaram discutindo o tema e mal notaram Lan Zhan saindo e voltando com grandes baldes de água fervendo para seu banho. Jiang Cheng agradeceu entre dentes e deu graças aos deuses quando o homem saiu dos aposentos dele, estava tão cansado e com câimbras que não sentia desde que sua mãe o treinava.

“Madame Yu era uma fera, realmente, era tão divertido ver os rapazes correndo dela”

- Sim.

            Jiang Cheng tirou as roupas e largou as vestes da Gusu Lan no chão, quando entrou na água, a temperatura quente o ajudou a relaxar, e ele pensou que dormiria tão logo se deitasse, o que se mostrou impossível. Wei Wuxian não estava dizendo nenhuma palavra, mas, sua ansiedade impedia o corpo exausto dos dois de descansar.

- Oh, pelo amor dos deuses! – Jiang Cheng disse. – O que foi? Está preocupado com o quê?

“Você vai achar ridículo”

“Eu já te acho ridículo há anos” – Jiang Cheng disse, revirando os olhos mentalmente.

“Ei, mais respeito, pirralho!” – Wei disse, soando ofendido e ficando em silêncio pesaroso.

“Se não disser o que está havendo e finalmente dormir, vou pensar na cadelinha do Jin Ling te atacando” – Jiang Cheng ameaçou.

“Cruel!” – Wei o acusou, lamurioso e em vingança revisitou suas lembranças recentes, de que nunca dormiu sem Lan Zhan desde que voltou a vida, ele simplesmente não conseguia pegar no sono sem a presença calmante do outro, fez questão de lembrar as primeiras noites, quando adormecia paralisado em cima do outro, uma almofada muito boa.

“Não, definitivamente não” Jiang Cheng pensou. “Só recite mantras ou algo assim, além disso... não é como se estivesse sozinho, eu estou aqui.”

            Jiang Cheng se ajeitou para dormir, mas, o silêncio cheio de inquietação de Wei era como se fosse seu, ele se viu exausto sem poder descansar e o mesmo ocorria com o outro. Rilhando os dentes ele se levantou e colocou as botas.

“Ei, onde está indo?”

“Ainda não são nove horas, eles vão estar acordados”

“Se eu não durmo com o meu Lan, você também não dorme com o seu!”

            Um flash de embaraço passou por Jiang Cheng quando se deu conta que Zewu-Jun nunca ficou para dormir com ele... sempre partindo, não que tivessem feito aquilo tantas vezes assim, mas, teria interessante acordar com algo mais que um traseiro muito dolorido.

“Esse filho da puta!” – Wei exclamou.

“Pare de besteira, não preciso dessas coisas”

“Você pode não precisar, mas, você merece.” Wei disse, emburrado.

            Jiang Cheng estava chegando ao quarto de Lan Zhan quando os dois irmãos Lan surgiram, claramente vindo da fonte fria do local. Os dois tinham os cabelos úmidos e as roupas finas de dormir se grudavam nos peitos largos e fortes.

- Está tudo bem? – Lan Xichen perguntou.

- Wei Wuxian não me deixa dormir! Seu irmão o enfeitiçou ou algo assim, ele não consegue dormir sem ele e estamos exaustos! Faça alguma coisa, me dê algo para dormir.

            Lan Xichen ladeou um pouco a cabeça, mas, logo sorriu dando um tapinha no ombro do irmão caçula.

- Lan Zhan, faça o jovem mestre Wei dormir como todos os dias.

- Seu degenerado! O que pensa que está fazendo dizendo coisas assim na frente do Jiang Cheng? – Wei gritou, claramente tomando o controle do corpo, muito irritado.

- Irmão, não o irrite.

- Agora eles vão dormir melhor. – Lan Xichen disse. – Boa noite a todos.

            Wei entendeu que Zewu-Jun tinha dito algo para irritá-lo só para forçar a personalidade de Jiang Cheng para segundo plano, já que ele nunca relaxaria para que os dois dormissem no controle e com Lan Zhan.

- Não sei se é justo com o Jiang Cheng. – Wei disse, fazendo beicinho e se jogando nos braços do marido. – Lan Zhan, diga ao seu irmão para ficar, vocês dois terão que nos dividir.

 

 

 

 


Notas Finais


E, foi isso, nos lemos na segunda parte.


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