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História Entre Dois Mundos - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Cap 5


Fanfic / Fanfiction Entre Dois Mundos - Capítulo 5 - Cap 5

Pov. Sun-Hee

Acordei no dia seguinte e olhei para lareira crente de que veria o fogo ainda, mas quando não vi, senti que o choro viria.

Eu: Não!

Segurei o choro, pois, sabia que aquilo só me tornaria um alvo fácil para comentários maldosos. Segurei firme o cordão que tinha ganhado de Baekhyun dias antes da partida dele.

Quando me lembrei de algo.

Flashback On *

Baekhyun e eu ainda éramos crianças quando brincávamos perto do mar, naquele dia encontramos uma casa abandonada, tomada por plantas e bem velha.
Éramos curiosos então entramos na casa, e quando pensamos que não tinha ninguém, encontramos uma mulher sentada na janela observando o mar.

— A senhora está bem? — Baekhyun perguntou.

Ela nos olhou e sorriu, saiu da janela e veio até nós.

— Uma bruxa sempre está bem! — Ela respondeu.

Baekhyun por instinto se pôs em minha frente e levantou as mãos, na época eu não tinha sido marcada como sua alma gêmea, então apenas ele tinha o poder da luz.
A mulher ao ver esse movimento dele, sorriu e se afastou.

— O portador da luz. — Ela disse olhando para Baekhyun com certo amor.

— Como sabe? — Baekhyun perguntou.


Ela cuidadosamente deu um passo até nós. 


— Posso? — Ela perguntou?

Ele ficou meio receoso, mas deixou que ela se aproximasse, e foi o que ela fez. Chegou mais perto, se ajoelhou, segurou nossas mãos e as colocou juntas.

— Vocês vão ficar juntos para todo sempre, serão muito mais que amigos. — Ela disse.

Baekhyun e eu nos olhamos e sorrimos.

Depois daquele dia, íamos lá sempre que despistávamos os guardas e todas às vezes conversávamos com aquela mulher que nunca disse seu nome.

Flashback off *

Me troquei rapidamente.

Sai de meu quarto sem olha ou cumprimentar alguém, estava indo em direção ao estábulo quando encontrei Kai.

— Princesa, preciso fala com você. — Disse Kai, vindo em minha direção.

— Agora não Kai. — Respondi.

Cheguei ao estábulo, com ele atrás de mim, fui até meu cavalo.

— Mas… — Ele tentou dizer, mas, pela raiva usei meu poder para afastar ele.

— Eu disse AGORA NÃO! — Disse, montei no cavalo e sai em disparada para a floresta.

Depois de passar pela floresta cheguei na areia, indicando então que o mar estava perto.

Avistei a outra parte da floresta, onde se encontrava a casa daquela mulher. Desci do cavalo e comecei a andar olhando para as onde agitadas, era como se elas soubessem que o portador da água estava morto e ninguém mais poderia as controlar, até porque Mi-Cha ainda não tinha total controle do poder.
Parei em uma área com mato, para Meu cavalo.

Olhei para a casinha de novo, respirei fundo, ergui a cabeça e fui até lá.

— Cadê você? — Disse assim que entrei na casa.

Não obtive nenhuma resposta e isso me irrito mais.

— Sei que você tá aí! Então apareça. Vamos APAREÇA — Gritei com toda minha força, mas nada.

Então cai de joelhos, respirei fundo e sem tirar os olhos do chão eu disse.

— Você disse que ficaríamos juntos. Acreditei em você, acreditei que tudo seria fácil que seríamos felizes... — Senti meu rosto molhado e percebi que estava chorando.

— No final das contas, você não é uma bruxa, não sabe de nada e isso me faz pensar o quão idiota fui de acredita no que você disse. — disse e por fim fiquei quieta.

— Eu não menti! — Ouvi a voz dela.

Olhei para ela e me levantei.

— Ele está morto! Meu irmão e os amigos dele também, então como tem coragem de dizer que não mentiu. — disse enquanto me aproximava dela e parando em sua frente.

— Vocês vão ficar juntos, nunca teria dito se não fosse verdade! — Ela disse convicta.

— Não tente me convencer de novo, você não passa de uma pobre mulher vagando por aqui e mentindo para as pessoas. Tem sorte de eu não ser como o rei, caso contrário mandaria você para a forca. — Disse e dei as costas prestes a ir embora.

— Você vai precisar ser forte, para onde você e seus amigos vão tudo, pode acontecer e eles precisaram de você. — Ela disse.

Parei próximo à porta.

— Não vamos a lugar nenhum, não quero ver você nunca mais, pois, se isso acontecer não pensarei duas vezes antes de te mandar para a forca. — Disse e sai de uma vez daquele lugar.

Fui até meu cavalo, montei e fui embora.

Pov. Kai

Depois de Sun-Hee usar seu poder contra mim, eu a segui mesmo sabendo que poderia ser atacado de novo já que ela estava visivelmente nervosa, mas eu precisava saber para onde ela iria e se ficaria bem.
Quando a vi entrando numa casinha em um lado das terras que até então não conhecia, estranhei e fiquei escondido por perto para escutar algo. Estranhei a conversa toda, não sabia quem era a mulher com quem ela falava e não entendia o assunto que falavam, vi Sun-Hee sair da casa e apenas observei ela ir até o cavalo.

— Para aonde vão o eclipse é diferente, Sun-Hee e as amigas precisam ficar juntas caso contrário a raiva vai falar mais alto e os poderes ficarão descontrolados. — A mulher continuou dizendo, mesmo depois da princesa sair e achei estranho até que.

— Elas vão precisar de você e do seu amigo, esteja preparado, portador do teletransporte. — Ela disse, fiquei assustado e decidi entra na casa, mas já não tinha mais ninguém lá.

Pensei um pouco e me lembrei sobre A rebelião do povo e que deveria contar a Sun-Hee, sai da casa correndo e no meio do trajeto me teletransportei.
Quando apareci de novo no estábulo, logo vi Sun-Hee chegando e fui até ela segurando o cavalo para que ela descesse.

— Preciso falar com você Sun-Hee. — Disse assim que ela desceu.

— Preciso usar meu poder em você para me chamar pelo nome e não com toda aquela formalidade? — Ela disse sorrindo meio triste.

— Sei que deveria parar com as formalidades, mas é costume. — Disse a ela rindo.

Ela riu um pouco.

— De qualquer maneira, me desculpe por ter feito aquilo. — Ela me disse.

— Tudo bem! Você tava nervosa e... — Ela me interrompeu.

— Não importa o quão, nervosa eu esteja Kai, não é motivo de usar meus poderes. — Disse ela que agora estava séria.

Concordei.

— Mas, o que queria me dizer? — Ela perguntou.

Ela começou a andar sem rumo, respirei fundo e me pus ao lado dela.

— O povo está planejando atacar seus pais essa noite. — Disse de uma vez.

Ela parou de andar e me olhou.

— O que? Porque vão fazer isso? — Perguntou ela.

— Pelo que parece, sua mãe ordenou que somente o Chanyeol fosse cremado como um verdadeiro soldado. Os outros provavelmente vão ser jogados no mar. — A respondi com a cabeça baixa.

Teve uns segundos de silêncio, até ver a mão dela estendida em minha frente, levantei a cabeça e a olhei confuso.

— Me leve até eles. — Ela disse.

— Não! — Respondi.

Ela cemicerrou os olhos.

— Como princesa exijo que me leve até eles Kai. — Sun-Hee disse decidida.

A olhei por um tempo, esperando que ela desistisse dessa ideia, mas isso não aconteceu. Então peguei sua mão e a teletransportei para frente da casa onde viva a mãe de Baekhyun, ela olhou por um tempo, respirou fundo e entrou e então o silêncio tomou conta naquele momento.
A senhora Byun tomou a frente e deu um passo até ela, Lay ficou ao meu lado logo atrás de Sun-Hee.

— Então temos traidores entre nós, não é mesmo? — Senhor Byun disse oscilando o olhar entre mim e Lay.

— Não são traidores, acharam certo me contar sabendo que também não concordaria com a decisão de minha mãe. — Sun-Hee a respondeu sem perder a pose.

— Ou estão tentando não te colocar como nosso alvo? Porque se for isso... — A senhora Byun disse, mas Sun-Hee a cortou.

— Não me disseram que queriam me matar e sinceramente eu não ligo se fizerem isso. — Sun-Hee respondeu.

Todos ficaram surpresos.

— Quer livrar a culpa de matar os filhos das pessoas que estão aqui? Da culpa de MATAR MEU FILHO? — Senhora Byun se revoltou.

Se aproximou mais de Sun-Hee, tentei entrar na frente, mas Sun-Hee me impediu.

— Eles eram meus amigos, eu nunca os mandaria para morrer! Meu irmão estava entre eles, eu NUNCA, faria algo que os machucassem. — Sun-Hee respondeu olhando para todos ali e depois sustentando o olhar da mãe de Baekhyun ela continuou.

— Eu amava seu filho... — Sun-Hee disse maia foi cortada pela Sra.Byun.

— Se o amasse de verdade, não teria mandado ele para essa maldita guerra. — Sra.Byun disse entre dentes.

— Se conhecesse seu filho de verdade, saberia que ele não desiste de um objetivo. Ele imaginou que conseguiria o respeito do rei quando a guerra acabasse. — Sun-Hee disse sem tirar os olhos dela.

— Sei que estão sofrendo, vejo isso nos olhos de cada um presente, mas essa marca... — Sun-Hee mostrou a marca do poder da luz.

— Essa marca queima o tempo todo, desde que ele foi para essa batalha ela queima como se me lembrasse que ela está ali e que não importa o que aconteça a ele… Ela vai continuar ali queimando até que ele volte. — Disse Sun-Hee, já cansada de tudo isso.

— Eu não deixaria os amigos de meu irmão serem descartados como indigentes, eles lutaram ao lado de meu irmão e merecem descansar como ele. — Ela disse e então respirou fundo.

— Tenho um plano e se me deixarem pôr em prática prometo que todos terão seu descanso. Confiam em mim? — Sun-Hee perguntou.

Todos, inclusive a Sra.Byun ficaram desconfiados, então as meninas se levantaram e ficaram ao lado de Sun-Hee fazendo assim todos aceitarem o pedido da Princesa.
Eu não fazia ideia do que poderia acontecer, tudo estava acontecendo rápido demais e isso me assustava.

CONTINUO?


Notas Finais


Comentem o que estão achando da história, voltei a ativa com fanfic nova e muitas ideias novas pra essa.


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