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História Entre Dois Mundos - Capítulo 33


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Notas do Autor


AVISO: INSINUAÇÃO DE SEXO, CLASSIFICAÇÃO PARA MAIORES DE 18 ANOS.

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Chii_Elo
otakusocial
Meu muito obrigada!

Capítulo 33 - Kakarotto Vira o Jogo.


 

Por Chichi:

 

Como num piscar de olhos estávamos em Bejita. Bem ao lado de Bardock e Tarble.

Pelo olhar deles. Não esperavam me ver por  lá. Pelo olhar deles e de alguns outros próximos, eu estava causando o efeito desejado.

-Senhorita. Tarble pega a minha mão e a beija. Fazia tempo que ele não me chamava assim.

Kakarotto nem se importou. Acho que ele tinha preocupações maiores do que as provocações do irmão, que continuou. -Você está especialmente bonita hoje.

-Você também está muito bonito. Retribuo o elogio.

-A ocasião merece. Palavras de Bardock.

Só agora me atento aos outros Saiyajins. Estavam todos muito bem trajados, machos e fêmeas. Mas apenas 4 se destacavam pelos uniformes: O Rei, o príncipe, o general, e Kakarotto? Melhor amigo do rei compartilha da honra? Poderia perguntar, mas prefiro não forçar uma conversa. Por mais que tenhamos dado uma trégua, não me sinto à vontade para interrogar sobre a sua vida particular. Nosso único assunto em comum era Gohan. Que, aliás, já não estava mais ali. Onde se meteu aquele garoto?

-Vamos nos sentar? Agora fora Kakarotto quem falou.

Pergunto por Gohan. Ele parece não se importar. Coisa de Saiyajins. São relaxados mesmo.

A uma altura dessas Bulma já estava ao lado de Vegeta. Para aquela ali não tem hora e nem lugar.

Ainda deslocada, sigo Kakarotto.

Acompanhamos todos até uma mesa e logo nos sentamos. Todos parecem alegres. Nunca os tinha visto assim. Quebrei a primeira regra de etiqueta e coloquei o cotovelo sobre a mesa, debruçando a minha cabeça sobre a mão, enquanto os observava.

Distraída, senti uma mão deslizar sobre a minha. Não a que estava sobre a mesa. A outra. No meu colo. Estremeci por dentro. Sem mexer nem um milímetro a minha cabeça movi os olhos para o lado mais provável e lá estava ele conversando divertidamente com os outros. Nem arrisquei olhar para o Saiyajin sentado do meu outro lado. Fui logo me afastando da mesa e espiando de quem era. Kakarotto. Agora eu suspirei aliviada e o olhei diretamente. Desta vez, ele retribuiu o olhar com um cafajeste sorrindo de canto. Ainda piscou o olho para mim. Fui flechada!

Ele retirou a mão. Nãaao. Estava bom. Eu nem reclamei, reclamei?! Meu Kami, o que eu estou fazendo? O jogo é meu. Eu deveria ditar as regras.

Bem a tempo, bebidas servidas à mesa. Não conhecia os drinks Saiyajins. A oportunidade era agora. Peguei uma taça e inalei a bebida. O álcool quase queimou as minhas narinas. Mas já estava ali. Não iria ficar com a boca seca. Com toda a convicção do mundo levei a taça à boca e a virei.

Minha cara não deve ter sido das melhores porque todos os que estavam à mesa pararam de conversar voltando suas atenções para mim.

-Tudo bem para você? Novamente ele, educadíssimo, sussurrou próximo do meu ouvido. Não precisava falar assim, precisava?

Sem graça, fiz uma careta, enquanto a bebida ainda descia faringe adentro dissolvendo tudo.

-Eu vou pedir outra para você. Ele estava sendo gentil, mas eu juro que o vi segurando um riso cínico nos lábios.

O garçom encheu as taças novamente. Exceto a minha. Água gasificada. Boa pedida, Kakarotto!  Minha noite estava começando bem... Bem fora dos meus planos. Cadê a Chichi ousada e destemida de agora a pouco?

A música ambiente parou, ouvindo-se apenas vozes até que o silêncio geral predominou no grande salão.  Bardock e Kakarotto se levantaram dos seus lugares, nos deixando ali. No sentido contrário ao deles, Bulma. Senta-se ao meu lado.

-Vai começar. Dispara ela.

Eu não sei o que Kakarotto tinha a ver com isso, mas estava curiosa.

Ao comando de uma única voz todos se levantaram dos seus assentos e prestaram uma reverência. Não sei a quem se dirigia, ainda assim eu me inclinei.

Entrou, o Rei Vegeta precedido por seu filho, príncipe Vegeta. Depois o General Bardock, precedido por Kakarotto.

Todos se ergueram novamente. E eu os imitei.

Outro Saiyajin entrou carregando um Livro em suas mãos. A forma como o carregava era tão honrosa que até parecia ser sagrado. Parou em frente ao Rei Vegeta e se prostrou oferecendo-lhe o Livro.

O Rei o pegou e o abriu ali mesmo, diante de todos, numa página que já estava demarcada.

Pôs se a ler:

“Fique registrado. Hoje, Ano 2020, Mês Março, Dia 16. Em letras por mim mesmo escritas à mão. Na forma de Decreto. A passagem da Coroa do Grandioso Império Saiyajin para o meu único herdeiro, o Príncipe Vegeta. Em reconhecimento aos serviços prestados a esta Coroa e a este Povo. E pela minha livre e espontânea vontade. Eu assino. Está feito!”

 

Outro Saiyajin entra carregando uma Coroa, a nova coroa de Vegeta. Agora ele é oficialmente Rei de Bejita.  E sob uma salva de aplausos a Coroa lhe é colocada sobre a cabeça.

 

-Silêncio, por favor. Pede o novo Rei. Estava tão educado que soava estranho até aos meus ouvidos.

 

O novo Rei pega o Livro das mãos do seu pai, rei antecessor, e prossegue. Segura-o, mas ainda não lê. Apenas fala.

-Eu, Vegeta, Príncipe e agora Rei de Bejita, os faço cientes do meu primeiro Ato, no mesmo dia em que sou coroado.

Olha, então, para a página demarcada do Livro e a lê:

“Fique registrado. Hoje, Ano 2020, Mês Março, Dia 16. Em letras por mim mesmo escritas à mão. Na forma de Decreto. A passagem do Comando das Poderosas Tropas Saiyajin à Kakarotto, o novo Oficial-General de Bejita. Faço isso de livre e espontânea vontade, com a Aprovação do anterior General, e também seu pai, o Saiyajin Bardock, em reconhecimento aos serviços prestados a esta Coroa e a este Povo, em forma de Honra e Prestígio pela sua Coragem e Lealdade. Diante de todos aqui presentes. Eu assino. Está feito”.

Outro Saiyajin entra trazendo um Distintivo de Comando. Bardock o pega. E se pronuncia:

"Eu, Bardock, oficializo, a entrega do Comando das Tropas Saiyajins à Kakarotto, meu filho, novo Oficial-General de Bejita". Bardock fixa o Distintivo no uniforme de Kakarotto.

Pai e Filho prestam reverência um ao outro.

“Eu, Kakarotto me apresento ao Rei, ao Povo e às Tropas Saiyajins como seu novo Oficial-General”. E, então, Kakarotto chama as tropas, já sob seu Comando para se apresentarem, prestando mais reverências.

Muitos aplausos.

Fim da Solenidade.

O agora Rei Vegeta desce do Trono e vai até Kakarotto lhe prestar os cumprimentos. Os dois ficam um tempo por ali conversando.

 

 

...

 

 

Adivinha quem mais tá chamando a atenção na festa? Kakarotto! Com todos aqueles olhares sobre ele. Inclusive o meu. Fiquei enciumada. Mas não por esse motivo.

Lá vem ele.

-Parabéns! Falei por falar. -Não me disse que seria o novo General.

-Achei que não era importante.

-É o pai do meu filho. Fico feliz por você.

Nossa conversa pararia por ali. Logo os outros que estavam conosco antes da Solenidade também se sentaram à mesa. E estávamos cercados.

Pararia.

-Vem, vamos dançar. Ele me puxou pelo punho e me arrastou dali. Não foi uma pergunta. Foi uma intimação.

Eu nem sabia que os Saiyajins gostavam de dançar. Embora Kakarotto fosse diferente. Talvez esses Saiyajins tenham aprendido alguma coisa com os terráqueos.

Andamos bastante. Na verdade eu corri de vez em quando, para acompanhar os largos passos dele.

O ambiente mudou e tive a convicção de onde estava. A música era alta. Quase ensurdecedora. A luz estava aconchegante. Iluminava o suficiente para nos apreciarmos.

-O Rei Vegeta não perdeu tempo. Soltei surpresa.

-Bulma sabe como conseguir as coisas. Ele disse tudo!

Não éramos os únicos ali. E eu estava feliz por isto.

-Você tava dançando mais cedo? Perguntou enquanto se aproximou do meu corpo e pegou a minha mão esquerda a erguendo na altura do tórax dele, colando nossos corpos um ao outro com a ajuda da outra mão dele que já repousava na minha cintura.

-Você percebeu? Eu respondi com outra pergunta. Estava ocupada demais me concentrando no meu corpo reagindo ao contato com o corpo dele.

Ele colou o rosto do lado do meu. E começamos uma conversa ao pé do ouvido.

-Eu te conheço. Sussurrou com aquele tom rouco.

Eu pensei em dizer a ele que não conhecia não, mas para que contrariar. Estava tão bom sentir a respiração dele bem ali. Talvez ele fizesse de propósito. Respirar tão pesadamente.

Ao ritmo da música dançamos. Um repertório inteiro. Enquanto contávamos a nossa vida um ao outro. E trocávamos algumas carícias.

Fechei os olhos e me deixei ser conduzida pelas fortes e habilidosas mãos dele.

“Nós só estamos dançando”. Tentei me convencer disso e relaxei. Experimentando de novo todas aquelas sensações.

Nossa dança tornou-se num jogo de sedução em que nos insinuávamos um para o outro. Eu não chamaria nem de dança mais. Chamaria de amor mesmo. Fazendo amor na pista de dança diante de todos, mas só ele e eu sabíamos. Sexo por telepatia.

Estávamos excitados demais. A ereção dele me incomodava e ele não fazia questão de se afastar. Estou a ponto de ter um orgasmo. Está tão bom e...

Sinto outro toque envolver as minhas pernas. Paraliso imediatamente. Gohan? Ele estava ali há quanto tempo? Melhor nem perguntar.

-Eu to com sono. A voz arrastada dele confirmava as próprias palavras.

Eu me abaixo na altura dele para encarar aquele rostinho sonolento. –Vamos para casa. Falo me virando para Kakarotto. Meu lado mãe aflora.

Ele só sorri.

 

Outro piscar de olhos e já estamos em casa. Ou quase.

Kakarotto nos teletransportou para a Terra localizando o Ki do Sr. Briefs. Ele estava no quarto. Dormindo. Que alívio!

Saímos dali de fininho. E voamos. Mas só no sentido literal da palavra mesmo porque não tivemos pressa alguma para chegar. Enquanto Gohan já sucumbia carregado pelo pai, mantemos-nos em silêncio, trocando alguns olhares.

 

Entrei no Ap pela forma convencional: o elevador. E Kakarotto se teletransportou com Gohan.

Ele ficou ali parado na porta me olhando por um tempo.

–Não vai entrar? Pergunto já o convidando.

Enfim, ele entra e vai direto para o quarto de Gohan.

Fico na porta do quarto de braços cruzados, observando e sacudindo a perna, só esperando. Ele coloca o filho na cama com a maior paciência do mundo e depois o cobre.

-Ele se divertiu muito hoje. Eu puxei assunto falando baixinho.

Ele me cercou com aqueles braços fortes. E eu fiquei imóvel, só esperando o bote. Pelo menos eu tentei ficar.

Umedeci os lábios enquanto ele mirava a minha boca.

Mas ele ainda queria jogar. -Você dançou muito bem!

Eu entrei na brincadeira. -Até que você dança bem!

Ele deu uma gargalhada silenciosa e gostosa.

Foi aproximando nossos lábios bem lentamente e reflexivamente deixamos as nossas bocas entreabertas, permitindo que nossas línguas se tocassem. Um único toque de línguas. A satisfação de sentir o gosto. Afastou os lábios dos meus.

-Já está tarde. Amanhã conversamos melhor. Falou baixinho olhando nos meus olhos. Depois levou os dois dedos à fronte, desaparecendo dali.

Suspirei desejosa, igual uma adolescente que deu o seu primeiro beijo. Cai na minha própria armadilha.

 


Notas Finais


Por hoje é só!
💘💘💘💘💘💘


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