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História Entre Dois Mundos - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Começo de uma nova vida


Fanfic / Fanfiction Entre Dois Mundos - Capítulo 2 - Começo de uma nova vida

No dia seguinte, acordei perto das nove da manhã e me levantei, info até o banheiro e logo depois desci as escadas da nova casa, sim, o meu quarto era no piso de cima agora e não mais no primeiro piso de minha antiga casa, caminhei até a cozinha onde encontrei a minha mãe preparando o café da manhã, ela estava fazendo waffles com calda de chocolate, então me sento na cadeira e ela logo me olha com um sorriso gentil, muito feliz, então  questiono o motivo da alegria:

– Por que está tão feliz mãe? 

– Não é nada demais, apenas estou feliz pela nossa nova casa, esse bairro é ótimo .

– Aliás, depois vamos conhecer os novos vizinhos - Continuou ela animada.

– Conhecer os vizinhos? - Fiquei um pouco surpresa, não sabia que mesmo tendo chegado a um dia, teríamos que fazer isso.

– Sim Julie, então trate de comer o seu café e vir para  fora de casa, tudo bem?

– Tudo bem mãe - Respondi sarcástica por não estar  animada com isso.

Enquanto tomava o meu café, estava olhando para a janela que era refletida pelo sol da manhã, logo também podia se ver outras casas em nosso bairro, casas parecidas e outras totalmente diferentes da nossa, mas uma coisa que era mantida era a estrutura de dois pisos na maioria delas. Logo me levanto colocando as coisas na pia e lavando as mesmas, então logo depois disso vou caminhando para fora de casa, onde minha lá estava, me esperando animada para nós conhecermos a nossa nova vizinhança. Então começamos a caminhar pelo bairro e fomos em cada casa conhecer os vizinhos, não gostei daquilo, mas não tinha o que fazer.

Passamos por várias casas, conhecemos vários vizinhos e, por mais que tudo estivesse chato, uma família foi a que chamou minha atenção, eram os Johnson's, seu filho Robert havia me contado uma história, que se tratrava de uma antiga lenda urbana daquela cidade. Essa lenda dizia que em certas ocasiões, sombras podiam ser vistas durante a noite e, que essas sombras não eram humanas, pois possuiam olhos amarelados, como de um gato e em certas vezes, os olhos eram vermelhos como sangue, então depois de ouvir isso fiquei com essa história em minha cabeça, pensando se tratar  de uma história de terror qualquer.

O céu estava escurecendo aos poucos e quando peguei o meu celular, o horário marcava que eram seis da tarde, então eu e minha mãe fomos voltando para casa, agora aquelas ruas antes comuns como qualquer outra estavam ganhando um aspecto sombrio, mas não ligamos para isso por cada casa ser iluminada com postes de luz, então chegamos em casa e minha mãe foi preparar o jantar. Fui para a sala de estar e me  sentei no sofá ligando a televisão, procurando algo de interessante para assistir na mesma, logo enquanto procurava algo para ver, a transmissão foi interrompida por um aviso da polícia de Jersey, fiquei surpresa com aquilo.

No aviso dos policiais, diziam que fortes trovoadas podiam chegar e caso alguma pessoa estivesse na rua quando isso começasse, deveriam entrar imediatamente em sua casa, pois metrologistas já diziam que isso poderia causar um grande estrago e, que aquilo tudo era muito raro de acontecer, já que estávamos no verão. Logo depois do comunicado a programação voltou ao normal, fiquei pensativa por alguns segundos e logo suspirei desanimada, lembrando que agora o verão estaria acabando e logo teria que lidar com uma nova escola e com novos alunos, tudo aquilo para mim me deixava muito triste.

Depois de ter passado por tanta coisa, ter sofrido tanto bullying dos meus colegas por usar aparelho e ser tímida, ser chamada de esquisita e ser humilhada todos os dias, sem ninguém saber pelo que eu passava, já não tinha esperança de alguém sequer ser o meu amigo ou amiga, já havia desistido disso. Minha mãe logo me chama para jantar e eu desligo a televisão, indo para a cozinha, então me sento desanimada na cadeira, minha mãe percebe minha expressão e logo me pergunta:

– Julie.. Você está bem filha?

– Estou sim mãe, apenas estou um pouco cansada - Disfarcei não querendo a preocupar por causa dos meus problemas.

Ela se levanta e vai até mim me dando um abraço, me confortando enquanto dizia:

– Não sei pelo que você está passando, mas sempre estarei aqui para te ajudar.

Eu não conseguia esconder que não estava bem, mas ela respeitava meu espaço, então suspirei um pouco aliviada e disse:

– Obrigada mãe.

Ela me soltou do abraço e começamos a jantar, aquela era nossa primeira refeição na nossa nova casa e estava muito boa, minha mãe sempre soube fazer uma comida boa. Depois que jantamos nós duas lavamos a louça e decidimos dormir mais cedo, pois assim poderíamos aproveitar mais amanhã, subimos as escadas e antes de entrar no meu quarto, minha mãe me abraçou e beijou a minha testa, me desejando boa noite, mesmo com um pouco de vergonha, agradeci e entrei no meu quarto fechando a porta e fiquei olhando para o teto até pegar no sono, dormindo tranquila em minha cama, pensando naquela história que Robert contou.

De repente acordo no meio da noite e percebo que não podia me mexer, meu corpo estava paralisado, podendo mexer apenas um pouco a minha cabeça e meus olhos, então logo tento gritar, mas sem sucesso. Vejo que no canto do meu quarto uma figura estava em pé, totalmente negra dando para ver apenas os seus olhos, vermelhos como sangue me olhando fixamente, quando pude finalmente gritar, nada saiu e acabei desmaiando de cansaço, aquela noite tinha sido uma das piores da minha vida, mas logo pela manhã não me lembrei de nada, apenas lembrava de ter visto uma sobra e ter desmaiado na cama, então me levantei ainda sonolenta e depois de passar no banheiro, fui descendo as escadas procurando a minha mãe meio confusa. Ao encontrar ela,  vejo que ela estava assistindo o jornal da manhã, olho em meu celular e seriam sete horas naquela manhã, segundo dia na nova casa em Jersey.






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