História Entre dois mundos - Capítulo 37


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Categorias Asa Noturna, Batman, Homem de Ferro (Iron Man), Liga da Justiça, Mulher Gato, Superman
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bruce Wayne (Batman), Dick Grayson, Helena Wayne, Pepper Potts, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Batman, Catwoman, Terrorpsicológico
Visualizações 46
Palavras 1.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Menos de um dia, hein? Já estou postando novamente porque eu estou louca pra dividir essa história com vocês. OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS, AMORES ❤❤❤

Meu objetivo desde o início foi mostrar a intensidade dos sentimentos, as questões psicológicas e emocionais dos personagens envolvidos na trama. E eu acho que esse capítulo vai mostrar um pouco da fragilidade que a violência pode causar.
Um lado ainda desconhecido de duas personagens vai ficar mais evidente. O lado humano, o lado frágil de duas garotas, com o mesmo nome, mas que estão em lados opostos da história.
A Hel é tão invencível a ponto de suportar as novas descobertas? As cicatrizes emocionais já foram curadas?
E Bertinelli? Seu coração é tão duro assim a ponto de nada importar a não ser sua vingança?

Mais um Cap, com carinho.

Capítulo 37 - Desolação


Helena atravessou o hall de entrada da mansão, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Bruce, Selina e Dick desciam as escadas ao seu encontro, preocupados.

- Filha, por que você nos seguiu?- Bruce aproximou-se  temendo que ela houvesse descoberto tudo.

-Por que você mentiu pra mim?- a pergunta dura da garota, deixou Selina assustada.

-Como assim? Helena, o que aconteceu?

Não houve resposta. A herdeira Wayne apenas sentou-se em uma poltrona, com a cabeça entre as mãos. - Hel, eu não sei exatamente o que você viu, mas nós precisamos conversar… - Bruce se aproximou e pegou as mãos da filha.

Dick fez sinal de que voltaria no outro dia e os deixaria conversar. Selina olhava, confusa, para o marido e a filha.

- Por que você não me contou, pai?- agora mais calma, levantou a cabeça

- Nós descobrimos há pouco tempo. James estava sem dar notícias nos últimos meses, inclusive para os pais…

Helena fitou a parede por alguns instantes, antes de falar:

- É verdade? As notícias sobre o Vingador… as torturas?

Selina estava em choque. Torturas? Vingador? Do que ela estava falando? Elas a recém haviam chegado de outra realidade e o mundo parecia ter virado de cabeça para baixo.

-Como você ficou sabendo disso? - Bruce pareceu preocupado. - Você acessou meus arquivos, foi isso? Ela acenou levemente a cabeça.

-Pai, por favor… é verdade?

Após um profundo suspiro, respondeu:

-Sim, Helena…

Uma angústia muito forte apertou seu peito e ela imediatamente começou a chorar.

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No subúrbio da cidade, em um apartamento abandonado

 

Lauren havia roubado de uma ambulância itens de primeiros socorros e agora tentava fazer um curativo em Steven

-Devagar, Lauren! Devagar! - ele reclamou, com dor

-Me desculpe… Eu vou ter que dar alguns pontos, a cartilagem esta destruída… - disse, enquanto segurava uma lanterna para iluminar o rosto do parceiro. Não podiam acender as luzes sem ser descobertos.

Ele balançou a cabeça, irritado. Ficaria com uma cicatriz pelo resto da vida e o maldito zumbido no ouvido ainda o incomodava.

-Eu preciso que você vire a cabeça um pouco pro lado… assim.

Lauren aplicou uma injeção de anestésico no lóbulo da orelha e com uma gaze, limpou um pouco do sangue que havia escorrido pelo pescoço.

-Quem diabos era aquela garota? - Steven, perguntou,  irritado. - Quem é “Jamie”?

Lauren, que estava preparando a agulha pra fazer a sutura, paralizou por um momento e ficou em silêncio. Não era uma boa hora.

-Abaixe um pouco a cabeça… mais um pouco.

Com a destreza de quem recebera treinamentos médicos, Lauren deu alguns pontos firmes na orelha de Steven, enquanto ele apenas olhava fixamente para o chão, parecendo buscar algo na memória. Com cuidado, ela terminou os pontos e fez um curativo com gaze e fita com microporos. Era uma área delicada. Precisavam ter cuidado para não acontecer uma contaminação.

De repente, Steven, puxou o braço de Lauren, apertando seu pulso.

-Espere… você me chamou de James.

-O quê?

-Você me chamou de James! Há meses atrás, você me acordou me chamando por James!

Lauren tentou manter a calma. Como que ela poderia contar toda a verdade? Contar quem ele realmente era, que ele sofrera torturas severas há mais de um ano atrás? Como falar que aquela garota que o atacara era Helena Wayne, a outra sobrevivente do sequestro e que ela provavelmente estaria desesperada, procurando-o?

A confusão mental seria devastadora.

Ela o segurou pelos ombros, com calma e olhou em seus olhos confusos:

-Steven… calma.

-Calma?! O que diabos esta acontecendo? Por que você e ela me chamaram de James?!

-Era sua antiga… identidade.

Ele a encarou, com as sobrancelhas levantadas, sem entender

-Antiga identidade? Do que você esta falando?!

Ele não podia ser exposto à verdade dessa forma. Ela estudara psicologia o suficiente para saber que James poderia nunca mais se recuperar.

-Você… você usava um disfarce. James era seu falso nome. Você perdeu essas memórias no acidente...

Controlou-se a tempo de não demonstrar nenhum sinal duvidoso. Ele sacudiu a cabeça, confuso.

-Eu… eu estou cansado. Tudo esta muito estranho. Preciso tomar um ar.

Lauren o viu dar as costas e sair pela janela. Suspirou fundo e sentou-se em um sofá velho, no canto da sala. A noite fora terrivelmente estressante e  o cansaço apoderou-se dela.

Duas horas haviam se passado, e Lauren acordou do que parecia ser um cochilo de 15 minutos. A luz da lua iluminava o pequeno cômodo, permitindo que ela visse Steven dormindo em uma poltrona, em um sono agitado.

Sentiu pena pela primeira vez em todo o tempo em que estava convivendo com o rapaz e uma pontada de culpa… Ela jamais pretendera lhe causar sofrimento. Mas, sua busca cega por vingança estava tendo um custo.

Cobriu-o com um cobertor e colocou um travesseiro apoiando sua cabeça. Sentou novamente no sofá e ficou pensando nas consequências de suas últimas ações. Seu amigo de longa data, Carlo, estava morto e agora sua prima provavelmente estaria também.Aquele inocente garotinho quase pagara com sua vida, inclusive, por sua causa. O preço cobrado pela vingança não era nem um pouco doce.

 

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Mansão Wayne

 

Eram quase 4h da manhã. Selina entrou na cozinha, onde encontrou o marido, também acordado

-Como ela esta?- ele perguntou

-Desolada. Não faz muito que dormiu- Selina encostou-se no balcão americano, ao seu lado. - Ela esta confusa, com medo… Disse que chegou a chamá-lo, mas ele não a reconheceu. Bruce, o que esta acontecendo?

-Eu não sei exatamente, Selina. Há uns meses atrás todos comentavam que ele havia se mudado para a Europa, com a namorada e que esse era o motivo de seu sumiço. Eu e Dick descobrimos que essa moça é uma vigilante. Uma garota chamada Helena Bertinelli que esta determinada a exterminar a máfia. Ela vinha agindo sozinha há cerca de três anos. Sempre o mesmo modus operandi: execução rápida e discreta de criminosos envolvidos com o crime organizado. Responsáveis pelo tráfico de mulheres, crianças, traficantes de drogas…

Selina ouvia atentamente

-Mas, então, nos últimos meses ela passou a agir juntamente com um parceiro que se autodenominou “Vingador”. E as execuções começaram a ficar cada vez mais violentas… torturas durante interrogatórios, mutilações…

-Meu Deus, por que ele faria isso?

Bruce não sabia a resposta. Realmente o comportamento de James não parecia condizente com sua índole.

-Você acha que ele sofreu algum tipo de lavagem cerebral? Isso é possível? Porque Helena disse que ele não a reconheceu… como nunca a tivesse visto antes.

-É possível. Ou talvez uma reação psicológica ao que ele passou durante o sequestro. Ele e a Helena sofreram muito...- Bruce parou de falar. Estava revoltado consigo mesmo.

-Querido, por favor… a culpa não foi sua.

Ele se afastou do balcão a passos largos e pesados, enquanto sacudia a cabeça.

-Selina, ela… Ela foi espancada, torturada. E ela estava sozinha. Sozinha. Sem que ninguém pudesse defendê-la. Quando eu a encontrei… -

Todo o estresse emocional do último ano vieram à tona e o inabalável Bruce Wayne deixou que lágrimas caíssem - Quando eu a encontrei, eu mal pude reconhecer seu rosto. Estava cheio de cicatrizes e hematomas. Várias escoriações e fraturas. Ela estava sangrando tanto…

Selina se aproximou e limpou as lágrimas do rosto do marido, delicadamente, com o dorso das mãos.

-Me perdoa, Selina, por favor. Eu falhei. Eu quase perdi nossa filha, me perdoa

Ela inclinou a cabeça, e fez com que ele a olhasse nos olhos

-Bruce. Me ouça.  Eu vi as cicatrizes no corpo dela, eu sei o que aconteceu. E sim, eu fiquei furiosa quando descobri, porque não aceitava que isso tivesse acontecido com nossa filha. Mas, eu sei que você fez tudo que pôde para salvá-la. E sabe por que eu sei? Porque você sempre esteve aqui por nós, Bruce. Sempre.

Ele suspirou, pesadamente.

-Desde que nós nos conhecemos, mesmo depois de eu ter dado todos os motivos para que você se afastasse de mim… você se importava comigo. Você me protegeu e confiou em mim. Você deixou tudo para trás, por mim. E quando a nossa pequena Hel nasceu, eu soube naquele momento, que você era dela, pura e totalmente. Eu sei, eu também fui hipnotizada por aquele pedacinho de gente de olhos azuis.

Um pequeno sorriso tomou seus lábios.

-E você prometeu naquele dia que daria sua vida por ela, se fosse necessário. Eu nunca duvidei disso. Então, não se desculpe por simplesmente ser o melhor marido e o melhor pai que o mundo poderia conhecer.

Bruce afastou os cabelos negros do rosto de Selina e por alguns segundos apenas admirou cada detalhe de sua beleza, da delicadeza e do encanto que fizeram seu coração parar na primeira vez que a vira. Apesar de tudo, ela estava ali ao seu lado, era sua âncora, a base de tudo que ele se tornara.  

-Eu te amo Selina. Eu te amo e vou te amar até meu último suspiro.

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Residência dos Stark- dia seguinte

 

Tony encarava as imagens que obtivera dos arquivos nacionais da Itália. Enfim, as únicas em muitos meses. Isso poderia lhe render alguns anos em prisão federal, caso fosse descoberto, mas não importava.

A imagem de média resolução não deixava dúvidas. Era James. Com alguns músculos a mais, cabelos compridos e uma postura muito mais confiante e desafiadora. Mas, era James. E somente isso importava.

 

-PEPPER! - sua voz ecoou pela mansão. - Pepper! Venha aqui.

Nada mais interessava. Não importava se James havia escolhido se afastar, se ele decidira ficar sozinho. Tempo demais já havia passado e estava na hora de esclarecer tudo. Agora que conseguira localizar seu filho, nada o impediria de ir atrás dele.

 

A ruiva desceu as escadas, lentamente, apertando o roupão contra o corpo.

-O que houve?

-James… Eu o encontrei, Pepper…

Uma pequena faísca de esperança surgiu em seus olhos.

-O-onde? Ele esta bem? Tony, nós precisamos trazê-lo de volta. Eu não posso mais aguentar isso, deixe eu ver…

O apelo de Pepper foi interrompido por uma chamada com caráter de urgência de Bruce Wayne. Tony autorizou a conexão por vídeo e logo uma imagem clara do rosto tenso do outro homem apareceu na sala.

-Stark, precisamos conversar sobre seu filho. Venha o mais rápido possível para Gotham, sem alertar ninguém. Apenas venha o mais cedo que puder.



 


Notas Finais


Vocês sabem que eu sou muito fã desse casal maravilhoso que é o Bruce e a Selina. Não podia deixar de dar um momento mais carinhoso e sério entre eles.

Eu sei, eu sei que vocês querem James e Helena reunidos... Mas a vida é difícil. Muito obstáculo ainda vai ficar no caminho... Mas esperem. Tenham esperanças ahaahahahaha

COMENTEM, POR FAVOR! Não me deixem escrever sozinha.

Mil Beijos


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