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História Entre Dois Reinos - Capítulo 43


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Notas do Autor


HEY, Batatinhas Ambulantes o/

Ainda estou sem confirmação da data da maratona, está bem? Não consegui terminar de escrever a história ainda, por mais que só falte menos de 5 capítulos pra eu finalizar KKK

Mesmo assim, ainda acredito que num tempo muuuuito breve eu vá confirmar e dar início ksks e bem, vai que eu pegue vocês de surpresa semana que vem? u.u KKK nunca sem sabe u.u

No capítulo de hoje - o resultado do banho de néctar o.o

Tenham uma boa leitura o/

Capítulo 43 - Sou chamada de "senhor"


Fanfic / Fanfiction Entre Dois Reinos - Capítulo 43 - Sou chamada de "senhor"

Tenho quase certeza absoluta que estou morta enquanto recupero a consciência. Seria até esquisito estar dizendo que a minha consciência estava retornando, mas é essa a sensação que eu tenho. Afinal, é assim que as pessoas morrem? De repente elas se sentem vivas “do outro lado”? Bem, isso era o que estava começando a descobrir naquele momento. Havia sido minha tentativa final de ver o príncipe e provavelmente eu tinha falhado miseravelmente. Já podia imaginar o Trevor chorando pela minha morte e pedindo meu corpo para enterrar. Isso se fosse permitido que uma escrava como eu pudesse ser enterrada.

 

Eu nunca descobriria.

 

Sentia-me dormente da cabeça aos pés. Devia ser um efeito colateral da morte. Quanto mais o tempo ia se passando, mais eu sentia o meu corpo. Até que a consciência pediu que eu abrisse os olhos. Essa tal consciência veio em forma de uma voz conhecida, como se a deusa Alexia estivesse sussurrando no meu ouvido para que eu despertasse. Porém meus olhos pareciam pesados demais para isso acontecer.

 

Então eu ouvi a sua voz de novo, baixinho. Ela dizia “levante-se”. Uma ordem suave. Meu corpo custava obedecer. Ouvir a sua voz significa que eu tinha chegado até o céu, lugar do Olimpo? Era difícil saber quando não se tinha forças o suficiente para abrir os olhos.  Enquanto isso, algo úmido e quente tocou minha testa e as forças para acordar foram surgindo bem devagar.

 

Meus olhos se abriram com dificuldade.

 

Pisquei diversas vezes até conseguir me acostumar com a claridade. A primeira pessoa que eu vi foi um homem de terno, arrumando a coberta sobre o meu corpo. Observei ele até que seus olhos encontrassem os meus.

 

— Boa tarde, senhor — cumprimenta ele.

 

Achava estranho ter alguém me chamando daquela forma.

 

As palavras pareciam estar travadas na minha garganta, por isso não consegui responde-lo. Preferi me distrair com o ambiente. Até porque ele não era o Trevor. Não fazia ideia de quem era aquele homem.

 

A propósito, a decoração não tinha nada a ver com a cabana de madeira do Trevor. Pelo contrário, me lembrava a decoração do castelo da princesa Marilene. A cama onde eu estava deitada era grande e espaçosa. O quarto era enorme e as paredes bem detalhados com tons de dourado e um azul bem escuro, ainda com um toque de branco pra neutralizar.

 

— Como se sente? — questiona o homem depois de um tempo.

 

O encarei por um segundo. Me sentia meio perdida da mesma forma quando o Trevor havia me encontrado. Ele não pareceu esperar pela minha resposta. Apenas pegou uma pequena bacia com água quente e caminhou até uma porta dentro do quarto. Seria aquele o banheiro?

 

Ouvi barulho de água caindo antes dele retornar para perto de mim, usando as costas da mão para verificar a minha temperatura pela bochecha e pelo pescoço.

 

— Você ainda está bem fria. Preciso saber como se sente.

 

Silêncio foi a minha primeira reposta, mas depois de um tempo, eu limpei a garganta e balbuciei as minhas primeiras palavras depois de ter acordado enfim:

 

— Está tudo dormente — comento.

 

Sua expressão revelou uma preocupação ligeira. Novamente mediu a temperatura com as costas da mão.

 

— Vamos tomar um banho quente. Vou esquentar a água e já volto, senhor.

 

Assenti com dificuldade e o homem de terno saiu do quarto. Continuei observando o ambiente, curiosa. Quando ele voltasse, perguntaria onde estava. Ainda me lembrava do que aconteceria caso sobrevivesse ao banho de néctar. Eu tinha mesmo vencido ou estava morta? Minha cabeça estava uma confusão naquele momento.

 

O homem voltou com a bacia cheia de água e se dirigiu à portinha dentro do quarto. Com certeza aquilo deveria ser um banheiro e não eram todos que podiam ter o luxo de ter um banheiro dentro do próprio quarto. Se eu que possivelmente era uma desconhecida para o dono dessa propriedade, imagina o quão rico essa pessoa deve ser.

 

Ouvi outra vez barulho de água caindo antes do homem engravatado voltar e dessa vez retirar as cobertas do meu corpo. Estava vestida com uma espécie de camisola bege.

 

Ele me pegou no colo e me carregou até a portinha, onde tive a confirmação daquilo ser de fato um banheiro. O homem colocou meu corpo dentro da água morna e tirou a coisa úmida da minha testa — um pano! Encheu um caneco e derramou a água sobre a minha cabeça. Sentia meu corpo melhor, mas deixei ele continuar me banhando com calma.

 

— Como se chama? — achei voz para perguntar.

 

A essa altura ele estava me deixando apenas de molho na água.

 

— Edwin Ward. E o senhor?

 

— Na verdade eu sou uma garota — comento enfim. — Então é senhorita.

 

Vejo seu cenho se franzir.

 

— “Senhorita” soa estranho, senhor.

 

— Mas me chame de senhorita — insisto num choramingo.

 

Edwin suspira como se eu tivesse se rendido ao meu argumento.

 

— Como está se sentindo agora?

 

— Melhor — confesso, me sentando devagar dentro da banheira.

 

Ele se levanta e pega uma toalha para que eu pudesse usar para me secar. Ao lado, observo outra roupa preparada para mim. Era de uma cor azul-claro. O mordomo me ajuda a sair da banheira e acabo tirando a camisola para que ele me ajudasse a secar meu corpo também. Ainda era esquisito, pois tinha vindo de uma sociedade apenas de mulheres. Entretanto, ele me auxilia com indiferença, não se importando.

 

Pelo menos o tempo com o Trevor eliminou parte do meu súbito preconceito sobre os homens. Nem todos iriam querer me matar pelo simples fato de sermos inimigos, certo? Bom, assim esperava.

 

Enfim ele pega o vestido azul-claro e acho uma graça como era delicado. Após seca, coloco o vestido e ele amarra a parte atrás, deixando bem firme ao meu corpo. Não sabia que existiam vestidos para mulheres aqui do lado dos homens, penso internamente.

 

O mordomo pega uma escova de cabelo e pede para eu me sentar num banquinho de frente para um espelho enquanto penteia meus fios curtos.

 

— Quem foi que cortou o seu cabelo? Está completamente torto.

 

Encolho os ombros num sorriso sem graça. Tinha sido o Trevor, mas decidi fazer ele pensar que havia sido eu mesma. Pelo espelho, vejo ele balançar a cabeça em negação, como se estivesse decepcionado comigo.

 

— Vou refazer o corte.

 

Mordo o lábio, pensando se ele não acabaria deixando meus cabelos ainda mais curtos. Entretanto, não reclamei quando ele pegou a tesoura e começou a aparar mais alguns fios. Decidi fechar os olhos, com medo do resultado que poderia surgir.

 

— Pronto — anuncia o término do corte depois de alguns curtos minutos.

 

Abro os olhos de maneira hesitante. Acabo não evitando um sorrisinho ao me dar conta do resultado. Realmente os fios antes estavam bem tortos comparado com agora. O comprimento não mudou quase nada. Só foi acertado.

 

— Adorei, senhor Ward.

 

Vi um pequeno sorriso surgir nos seus lábios antes dele voltar a pentear meus cabelos, preferindo deixar eles soltos.

 

— Para quem está me arrumando? — questiono enfim.

 

— O príncipe deseja vê-la, senhor...rita — responde a última palavra de mal jeito.

 

Acho graça, porém, acabo percebendo a importância da sua resposta segundos depois. Meu coração começa a acelerar de nervosismo no peito. Aperto uma mão na outra e uma expressão de espanto invade meu rosto. Me olho no espelho, esperando estar apresentável para o príncipe. Não estava acreditando que o próprio havia me chamado. Ele queria me ver!

 

— Então é verdade mesmo? Sabe, sobre aquilo de sobreviver ao banho de néctar.

 

— Sim — diz ele veemente. — Nosso príncipe jamais mentiria. Ele prometeu e cumpriu. Agora quer conhecer a campeã.

 

Mordo o lábio de nervoso e vejo o Edwin apenas me observar com curiosidade pelo gesto.

 

— Por que está nervosa? — questiona ele.

 

Provavelmente era bem visível o meu nervosismo e eu não sabia como escondê-lo naquele momento.

 

— Nunca pensei que pudesse encontra-lo algum dia — murmuro, mexendo uma mão na outra.

 

Meu estômago se revirou dentro da barriga. Olhei no espelho outra vez, querendo ter certeza de estar um pouco apresentável. Será que ele me receberia mesmo ou tudo não passava de uma brincadeira? Terá Trevor armado isso tudo somente para me ver feliz? — ao menos ele estava certo sobre a quarta semana. Passo os dedos pelos fios dourados, esperando estarem suficientemente alinhados ao gosto do príncipe. Não acreditava que ele realmente queria me ver.

 

Edwin pega sapatos para mim. Ganhei sapatilhas da cor do vestido. Dei um sorrisinho, satisfeita e ele me ajudou a levantar do banquinho, segurando a minha mão. Acabo girando com o auxílio dele, esperando que avaliasse como eu estava.

 

— Apresentável? — perguntei.

 

— Imagino que sim. Vossa Alteza que escolheu.

 

Uma batida falhada no peito foi o suficiente para me fazer desequilibrar. Só não caí no chão porque ele me segurou bem a tempo. Isso fez as batidas fugirem do ritmo por causa do susto. Ele escolheu a minha roupa..., esse pensamento não abandonava minha cabeça inquieta. O príncipe escolheu.

 

— Você está bem? — perguntou novamente.

 

Afirmei com a cabeça, voltando a ter equilíbrio ao me apoiar nele. O mesmo me soltou e caminhamos juntos até a porta do quarto. Nervosismo me deixava completamente desnorteada, mas eu me forcei a parecer o mais calma possível. Os corredores do castelo eram todos feitos em pedra escura com um carpete de um azul mais escuro que o tom do meu vestido para enfeitar o chão. Alguns quadros ficavam pendurados na paredes. Eram de paisagens e me lembravam um pouco das flores chamativas do castelo da princesa Marilene.

 

Talvez esses quadros estivessem ali para compensar a falta de cor que existia no suposto jardim do castelo aqui de Mateh.

 

As portas de madeira escura as quais passávamos, estavam todas fechadas enquanto andávamos pelo corredor. Haviam outros corredores que levavam para outros caminhos, porém, no momento, eu só estava autorizada a seguir Edwin e duvidava que ele me levasse por um passeio no castelo agora. Quem sabe mais tarde? Tentaria convencê-lo. Isso se o príncipe não decidisse te levar primeiro, uma emoção ansiosa cresceu no peito. Um sonho não tão impossível de acontecer.

 

Os Cavaleiros estavam sérios enquanto vigiavam uma porta de madeira escura, semelhante às outras. Entretanto, esta era bem mais larga e era vigiada, diferente das demais. Edwin cumprimentou aqueles homens e eles deram permissão para passarmos, saindo do caminho e abrindo finalmente a grande porta de madeira, revelando um imenso ambiente de jantar.

 

De costas, vi um homem alto, observando uma das pinturas da parede. Uma coroa enfeitava os fios dourados do próprio cabelo. Suas roupas combinavam com meu vestido. Apesar do tecido mais chamativo ser de um azul escuro, os detalhes eram de um ar mais claro. A coroa de prata combinava com os detalhes claros do seu gibão e, apesar de todo o ambiente do seu castelo ser escuro e gélido, o culote era branco.

 

— Príncipe Matthew de Mateh, nascido em Yancey. Apresento-lhe sua convidada.

 

Meu coração começou a ficar irregular novamente quando o príncipe Matthew se virou na minha direção e eu enfim vi seu rosto realmente pela primeira vez na minha vida.


Notas Finais


KKKKK se vocês já ficaram bravos comigo por causa do capítulo anterior, eu não quero nem ver o que vão querer fazer comigo depois desse final HSUAHSAUSAUH mas acreditem, é tudo porque eu amo vocês <3

E não se esqueçam de responder a perguntinha da semana no insta ksks @kashinabifarron

No próximo capítulo - o almoço

Até o próximo capítulo o/


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