História Entre ElaEles: Um segredo - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Colegial, Romance
Visualizações 29
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Capítulo 20 - Inesperado


Fanfic / Fanfiction Entre ElaEles: Um segredo - Capítulo 21 - Capítulo 20 - Inesperado

A manhã estava completamente silenciosa. A casa parecia vazia, e me perguntei o motivo. Meu pai já havia dito que ficaria de folga durante esses três dias, para irmos todos juntos. A Sra. Yanna parecia bastante empolgada no jantar do dia anterior, alegando ter feito a compra de roupas de trilha para nós quatro.

         Para ser honesta, achei aquela atitude exagerada, mas preferi não questionar. Compreendia que ela queria agradar. 

         Andei pelos corredores do andar de baixo, a procura de alguma alma viva. Encontrei Sarah na cozinha, bastante concentrada em seus afazeres. Preferi não perguntar, apenas me esgueirei para a sala, me sentando. Cruzei os braços e encostei no sofá, suspirando.

         Ainda precisava encontrar Taehyung e pensar em uma outra forma de ajudá-lo. Pelo visto, o dia seria longo para mim.

- Ah, aí está a Srta. – Ouvi quando Sarah disse, entrando na sala com um sorriso incomum. – O Sr. Miller pediu para avisar que a viagem foi adiantada para hoje, 13h da tarde. Precisa arrumar as malas o quanto antes. – Avisou, antes de fazer uma reverência e se retirar.

         Confusa com a mudança de planos, me levantei, percebendo que já passavam das 9h. Precisava encontrar Yoongi e pegar o número de Taehyung. Teria que contatar o castanho antes de ir.

         Corri escada a cima, pronta para bater na porta do carrancudo, mas este, por sua vez, abriu-a no mesmo instante.

- Preciso do número de Taehyung. – Pedi, sem hesitar.

- Depois do que disse ontem, espera mesmo que eu colabore? – Questionou.

- Foi impulso. Eu estava irritada com sua abordagem ridícula. – Expliquei.

- Se estão namorando, deveria ao menos, ter o número dele. – Passou por mim, ignorando minha impaciência.

- Yoongi! – O chamei. – Eu e Taehyung não estamos juntos. Quer parar de ficar me colocando como namorado dos seus amigos? Isso é irritante e infantil. – Ralhei. – Além do mais, porque está tão preocupado com isso? Acho que já deixei bem claro.

         Ele me encarava, com sua expressão neutra típica. Puxou o celular do próprio bolso e teclou alguma coisa. Em seguida, meu celular apitou. Curiosa, olhei para tela, percebendo que, muito provavelmente, ele havia me mandado o número de Taehyung. Como ele sabia meu número?

- Ei! – Comecei a andar em sua direção, mesmo ele continuando a descer as escadas. – Como conseguiu meu número?

- Isso não importa. – Respondeu. Depois olhou de mim para o celular. – Parecia muito urgente, porque não resolve logo o que tinha pra resolver? – Ignorando sua careta, lembrei que precisava avisar da antecipação da viagem.

- Appa adiantou a viagem para hoje de 13h. – Avisei.

- To sabendo. – Respondeu, antes de sumir de vista.

         “Aish... Garoto irritante!” – Suspirei. Não valia a pena brigar com Yoongi.

         De repente, me veio à mente que estávamos os dois agindo como irmãos de fato. Era surreal a maneira como nos tratávamos. Por um momento, me senti dentro de uma família completa. Me entristeceu lembrar que minha mãe não fazia parte de tudo isso.

         Eu não perderia mais tempo pensando no que minha mãe poderia ter sido. Já havia gasto energia demais tentando mudá-la.

         Pensativa, digitei uma breve mensagem desmarcando com Taehyung. Disse que falaria com ele na segunda, quando voltasse para o colégio, e que ele não fizesse nenhuma besteira até lá.

         No momento em que mandei, pensei o quão boba eu estava me sentindo por estar tão afeiçoada aquele castanho. Eu não poderia me apegar a ninguém.

         A ninguém mesmo.

***

 “Mas que diabos de mensagem é essa?!” – Pensava, enquanto encarava abismada a tela do meu celular.

- Que cara é essa? Parece que viu um fantasma. – Yoongi entrou no carro. Fomos avisados que Appa tinha ido na frente com a Sra. Yanna. E já nos esperavam na casa do lago.

- Seu amigo é louco. – Respondi, sem nem mesmo fitá-lo.

- Qual deles? – Olhei para Yoongi. Aquele questionamento me fez refletir. Eu teria achado graça.

- Taehyung, é claro.

- Ah... – Yoongi refletiu. Em seguida, franziu a testa. – Sobre ele...

- Hm? – Fiquei curiosa com o que tinha pra falar.

- É verdade que pediu ao Sr. Miller pra adotar os irmãos de Tae? – Questionou. Parecia constrangido.

- Como sabe disso? – Perguntei, chocada. Yoongi parecia saber de tudo.

- Seu pai me contou. – Deu de ombros, como se tivesse dito a coisa mais normal. Antes que eu pudesse questionar o motivo do meu pai contar a ele, Yoongi abriu a boca. – Estou realmente surpreso e aliviado por saber que quer ajudar o Tae.

- Ainda não respondeu minha pergunta. – Ignorei seu momento emotivo.

- Saberá o motivo quando chegarmos lá. – Respondeu, reencostando no banco do carro, à medida que o motorista informava a partida.

         Voltei minha atenção para a mensagem do celular: “Não sei como te agradecer, Jiwoo! E não preciso esperar pra segundo por isso. Até logo!”

***

         A casa do lago parecia exatamente a mesma. Desde muito pequena não vinha aqui. Havia me esquecido de como o clima era bom. Principalmente na primavera.

         De longe, eu já podia ouvir os cantos dos pássaros nas árvores mais altas. O Jardim estava impecável, como sempre. Papai havia cuidado muito bem nos últimos anos. Mas o som de crianças brincando não existia antes...

- Hyung! Hyung! – Ouvia vozes animadas ao se aproximarem de Yoongi.

- Ei! – Yoongi se agachou, recebendo abraços de duas crianças. Eu teria debochado da situação, se não estivesse surpresa com o que via.

         Duas crianças...

         “O que estava acontecendo? Porque elas pareciam que conheciam ele? Ou melhor... o que estavam fazendo aqui?”

- Jiwoo! – Me assustei com a voz de Taehyung de repente, tão próxima.

- O-o que faz aqui? – Perguntei, no momento em que ele se aproximou, cumprimentando Yoongi igualmente.

- Seus amigos vão passar o final de semana com a gente. – Ouvi meu appa dizer, sorridente.

         Apesar de gostar do fato de poder ver Taehyung feliz com os irmãos, eu ainda não conseguia me sentir aliviada. Sabia que logo depois, eles iriam se separar novamente. Papai deve ter pensando que seria bom que os irmãos tivessem um momento para eles. Ele estava fazendo uma boa ação. Talvez a única a seu alcance para me ver feliz.

- Oh, meus queridinhos, entrem para lanchar! – A Sra. Yanna pediu, chamando-os para si. Eles foram, de muito bom grado, logo depois que a Yanna me cumprimentou com seu típico sorriso motivador.

         Yoongi abraçou o amigo, antes de caminhar para dentre da casa, deixando eu e meu pai a sós. Taehyung acenou para mim, e parecia mais elétrico que o normal.

- Parece feliz. – Papai observou. Senti que estava sorrindo, e foi completamente involuntário. Olhei para ele.

- O senhor está proporcionando um momento feliz para Taehyung e os irmãos. – Sorri. – Talvez esse seja o último momento juntos.

- Porque acha isso? – Appa sorria, me deixando curiosa com sua expressão divertida.

- Não é esse o plano? – Questionei. – Porque quando a segunda-feira chegar, eles vão se separar novamente. – Suspirei.

- Hm... – Appa tocou meu ombro. – Estive pensando em sua sugestão. Mas decidi que posso ajudar sem precisar adotar essas crianças.

- Como?

- Taehyung é um garoto inteligente, e aparentemente, muito determinado. – Refletiu. – Há uma boa chance de oferecer uma vaga em minha empresa, logo após os estudos. Enquanto isso, ofereci bolsa de estudo para seus irmãos, até que Taehyung seja capaz de pagar as próprias despesas e as deles. Serei a referência dele para retomar os irmão assim que possível.

- E o casal que quer adotar as crianças? – Questionei.

- Não se preocupe. Já resolvi isso também. – Sorriu. – Ser um renomado CEO tem suas vantagens. Apesar de não gostar de dizer isso, não posso negar que dinheiro pode comprar quase tudo.

         De fato, meu pai odiava acreditar que dinheiro era a fonte de tudo. Preferia suas boas filosofias de vida. E eu o admirava por isso.

- Uau... O senhor pensou em tudo? – Fiquei realmente feliz com a notícia.

- Yanna me ajudou um pouco. – Fez gesto com a mão esquerda, como quem media o tamanho da ajuda.

- Ele já sabe disso, não é?

- É óbvio que sim. – Papai riu. – Além disso, para ter certeza de que fiz o certo, passei no colégio mais cedo e peguei o histórico do seu amigo. Ele de fato fala a verdade, e o diretor tem o apoiado desde então. Eu realmente fiquei tocado. – Pós as mãos no peito.

- Taehyung é uma boa pessoa. Fico feliz em apoiar a causa... – Suspirei. – É a primeira vez que faço algo realmente importante por alguém.

- Isso não é verdade... – Appa retrucou. – Quando era pequena, quis adotar TODOS os animais que via pela frente. Dizia: “Eles não tem amor da rua, appa” E em seguida, abraçava-os com verdadeiro drama. – Riu. – Esse foi o dia que achei que fosse seguir o mesmo ramo da sua mãe... – Crispou os lábios. Não falávamos muito sobre ela. – Tive que achar abrigo para todos os animais que você encontrava. – Completou, cortando o assunto da minha mãe.

- Eu não me lembrava disso. – Falei, deixando que o assunto da minha mãe passasse despercebido. Não era uma boa hora para lembrar-me dela.  

- Hm... – Assentiu. – Mas eu lembro, e sei que, apesar de todos os problemas que passou ao lado da sua mãe, seu coração não endureceu.

         Dei um meio sorriso à medida que seguimos para dentro da casa.

         Papai tinha um terço de noção dos problemas que eu enfrentava quando minha mãe bebia demais. E imaginei como reagiria se descobrisse os motivos que ME levaram a beber. Eu era tão impura quando a minha mãe.

         Por enquanto, eu apenas rezava para que as coisas continuassem como estão. Eu não precisava de mais motivos para me sentir pior. E meu pai não precisava de motivos para se sentir envergonhado por ter a filha que tem.



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