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História Entre estantes - Capítulo 5


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Notas do Autor


Estava inspirada!!

Não sei se vocês conseguem ver os gifs que eu coloco na capa ou é apenas comigo que eles não funcionam... Pra garantir, a foto de capa é uma foto do nosso querido Scorpius! Quem quiser procurar mais, o ator é Jesse Spencer e estou me baseando no personagem Robert Chase da série House. :)

Sem mais delongas, o capítulo está grande!

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Recesso


Fanfic / Fanfiction Entre estantes - Capítulo 5 - Capítulo 4 - Recesso

O recesso começaria no dia seguinte e, apesar de já ter dito a seu pai que não iria pra casa, Scorpius não conseguia evitar o sentimento de que ele se arrependeria se não fosse. Por mais difícil que seria o feriado, ele não poderia deixar seu pai passar por aquilo sozinho. Começou a preparar sua mochila logo após o café da manhã, escreveria uma carta quando terminasse, avisando seu pai sobre a mudança de planos. Quando finalmente desceu as escadas para o almoço, encontrou Rose o esperando. 

Scorpius vinha pensando bastante sobre a conversa que teve com ela na última semana, principalmente em seu convite de visitá-la. Scorpius já conhecia alguns dos primos da ruiva, então não sentiria tão deslocado, como Albus, que costumava se juntar a eles no almoço junto com Alice, e Fred II, um primo que Rose geralmente não passava muito tempo junto, o que era bom considerando o que acontecia quando os dois se juntavam.  

Pegadinhas. 

O alvo era quase sempre a prima deles, Dominique Weasley. Aluna do sétimo ano da Grifinória, assim com Fred, Dominique era popular e às vezes meio esnobe. A vez que eles convenceram Dominique que quinta feira era na verdade sexta feira, o que a fez faltar as aulas da manhã seguinte pensando ser sábado, era a pegadinha preferida de Scoprius. 

Rose decidiu se sentar na mesa da Grifinória junto do irmão e os primos. 

Scorpius havia sido recebido muito bem pela família da ruiva, para sua surpresa. A conversa era leve, todos bastante excitados para as festas de fim de ano. 

— Decidi ir pra casa. — Scorpius confidenciou a Rose no meio da refeição. 

— Mesmo? — Ela o olhou com um sorriso no rosto. 

— Você tinha planos de ficar aqui? Por quê? — O irmão de Rose, Hugo, perguntou. 

— Deixa de ser intrometido, Hugo! — Rose respondeu por Scorpius. 

— Ai, credo, eu só fiz uma pergunta...  

Rose virou-se para o loiro que sorria pra ela.  

— Obrigado. 

— Seja sincero, foram as tortinhas, não foram? — Rose perguntou baixinho. 

Scorpius riu. 

— Digamos que foi... — Ele deu uma garfada em seu bife. Quando terminou de comer, virou-se novamente para Rose— Eu tenho que mandar uma carta pro meu pai, quer ir comigo? 

— Claro. — Rose, que já tinha terminado comer antes dele, levantou-se e vestiu seu casaco. 

Depois de se despedirem, eles seguiram para o corujal. Scorpius tirou do bolso algumas sementes de girassol e deu assoviou, chamando a atenção de sua coruja, que piou alegremente com os petiscos. Rose observou Scorpius prender um envelope na perna da coruja enquanto esfregava as mãos e se balançava pra tentar se esquentar, logo em seguida conjurando um feitiço de aquecimento que se espalhou pelo ambiente. 

Sendo o corujal no alto de uma torre aberta, havia bastante neve acumulada, o que tornava o chão, e principalmente a escada, bastante escorregadios e perigosos. Quando a coruja saiu voando, Scorpius virou-se para a janela, a acompanhando com os olhos e admirando a paisagem nevada. 

— Eu adoro essa vista. — Scorpius passou a mão no batente da janela pra tirar o gelo. — Dá pra ver boa parte dos terrenos da escola. 

Rose se aproximou dele, o vento gélido batendo em seu rosto a fazendo encolher-se. 

— Prefiro a primavera. É quente e florido. — Ela falou ao lado dele, também observando os campos completamente brancos de neve. — Dá pra sentar no jardim, pegar um pouco de Sol, mas sem torrar como no verão... 

— Acho que deveríamos voltar pra dentro do castelo. — Scorpius falou alguns minutos depois quando o vento gelado bateu novamente.  

Rose concordou, virando-se pra ele. Suas bochechas, assim como a ponta de seu nariz estavam avermelhados, os olhos cinzas ainda mais evidentes com o céu nublado ao fundo. Rose sentiu seu rosto esquentar quando percebeu que estava começando a encará-lo por mais tempo que deveria (o que até parecia ser uma coisa boa, visto que estavam a ponto de congelar). Felizmente, Scorpius não percebeu. 

 

 

 

No dia seguinte, Scorpius embarcou no trem com Rose, seguindo até a cabine em que estavam Albus, Alice, Hugo e Lilly.  

— Quantos livros você está levando pra casa dessa vez, Rose? — Hugo alfinetou a irmã. — Vinte? 

— Só dois. — Ela tentou responder num tom que demonstrasse que ela não se importava.  

— Ano passado ela levou todos. — Hugo explicou a Scorpius enquanto os outros ocupantes da cabine davam risadinhas ao lembrar do incidente. — Estudou o feriado inteiro para os N.O.M.s. 

— E a única matéria que eu não tirei Ótimo foi poções, que eu tirei Excede Expectativas. — Rose se defendeu. 

 — Impressionante. — Scorpius comentou, mas Lilly começou a falar antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa. 

— Vocês ouviram falar sobre Jenna McLaine e Jason Lewis?  

— Fofoca, Lilly? — Albus repreendeu a irmã. — Não, obrigado. 

— O que aconteceu? — Alice ignorou o namorado, que revirou os olhos.  

— Eles foram pegos num armário de vassouras, fazendo vocês sabem o quê. — Ela deu uma risadinha. 

— Não acredito! — Alice cobriu a boca com as mãos. 

 Albus revirou os olhos novamente enquanto Lilly voltava a fofocar com Alice e Hugo. Ele virou-se para Scorpius, subitamente lembrando de algo.  

 — Ei, Scorpius, você gosta de quadribol, né? 

Scorpius assentiu, lembrando-se de uma conversa que tiveram em Hogsmeade cerca de um mês antes.  

— Eu tenho um ingresso sobrando pra um jogo agora no recesso, Holyhead Harpies contra Ballycastle Bats. Quer ir junto? 

— Claro! — Scorpius respondeu animado.  

— Ah, é mesmo! — Rose exclamou ao lado de Scorpius. — É dia 27, não é? 

— Sim, logo depois do natal. 

Scorpius, Rose e Albus continuaram conversando sobre quadribol, os outros três se juntando à conversa eventualmente.  Logo já estavam na Estação King Cross, em Londres.  

Scorpius procurou o pai pela estação, mas a primeiro momento não o encontrou. Os Potter e Weasley acenavam para seus filhos e sobrinhos, e Scorpius se despediu prometendo escrever e combinar de se encontrarem para o jogo. Levemente preocupado que seu pai não tinha respondido sua carta, Scorpius começou a andar pela estação, o procurando. Caso seu pai estivesse de plantão no St. Mungus e não tivesse visto a carta, ele não teria como voltar pra casa.  

Cerca de cinco minutos depois, com a estação já consideravelmente vazia, Scorpius estava começando a se desesperar. Por sorte ele ainda conseguia ver o mar de cabelos ruivos. Os pais de Rose e Scorpius estavam conversando. 

— Scorpius! — Rose o chamou quando ele se aproximou, Hugo acenou ao lado dela. — Você ainda está aqui. 

Ronald, que conversava com Harry Potter, desviou os olhos para o garoto momentaneamente. 

— Meu pai não veio.  

—  Como assim, ele não veio buscar você? —  Hermione, que estava a alguns metros de distância deles, perguntou. — Desculpe, não puder deixar de ouvir a conversa. 

  Scorpius sentiu suas bochechas queimarem de vergonha. Ele também não queria ter de se explicar, mas percebeu que os Potter estavam indo embora, o que o levou a acenar para Albus, e agora a atenção de Ronald Weasley estava toda nele. Ele não parecia nenhum pouco feliz com a presença de Scorpius ali. 

— Eu disse a meu pai que passaria o feriado em Hogwarts, mas mudei de ideia. Ele provavelmente estava trabalhando e não viu a minha carta. — Ele suspirou levemente.  

— Você pode vir com a gente e usar nossa lareira. — Hermione sugeriu, fazendo seu marido a olhar com uma expressão levemente indignada. —Oras, Ronald, não vamos deixar um menor de idade sozinho numa estação de trem!  

Scorpius sorriu agradecido e ainda bastante envergonhado.  

— Tá bom... — Ele respondeu de mau humor. — Vamos.  

Os cinco caminharam num silêncio levemente constrangedor até o estacionamento da estação.  

— Já andou de carro alguma vez? — Hermione perguntou gentilmente após estarem acomodados no veículo.   

— Não, essa é a primeira vez. — Ele respondeu, observando as luzes passando rapidamente pela janela. 

Os Weasley começaram a conversar sobre algo que Scorpius não prestou atenção.  Estava maravilhado com aquele mundo completamente novo. Ele gravou em sua mente a imagem da enorme roda gigante pela qual passaram, assim como a ponte por cima do rio Tâmisa, segundo a placa que ele leu.  

— Você parece uma criança na manhã de natal. — Rose comentou ao lado dele, num tom de voz baixo, mas sorrindo. — Chegamos. 

— Por que vocês não aparatam? — Ele perguntou, também num tom de voz baixo. 

— Viajar de carro é mais legal. — Ela deu de ombros.  — E também porque moramos bem perto da estação. 

Scorpius assentiu enquanto Hermione estacionava o carro em frente a uma casa grande e bonita. Assim que eles entraram, Scorpius se deparou com uma sala de estar repleta de objetos que ele não conhecia, mas um enorme espelho negro e sem moldura pendurado em uma das paredes lhe chamou a atenção.  

— Se chama televisão. — Hugo tinha algo na mão que fez o espelho se iluminar.  

Scorpius chegou mais perto. 

— Isso é tipo um... portal? — Ele pergunto quando percebeu som vindo do artefato. 

Hugo fez seu máximo pra não rir, mas felizmente a voz de sua mãe chamou a atenção do loiro. 

—Gostaria de ficar para o jantar, querido? —  Ela ignorou o comentário irônico do marido.  

“Querido?” 

— Muito obrigado pelo convite, mas acho que seria melhor eu ir logo pra casa. — Scorpius se dirigiu aos dois adultos. — Muito obrigado pela carona e desculpe o incômodo. 

— Imagina, não foi incômodo algum! — Hermione respondeu enquanto Ron resmungou algo, ainda com a cara amarrada. — Mande  um abraço pra sua mãe por mim, faz tanto tempo que não vejo ela. 

— Você conhece a minha mãe? — Scorpius estava confuso. Claro que Hermione conhecia sua mãe de Hogwarts, mas ele não sabia que elas eram íntimas o suficiente pra se mandarem abraços. 

— Você era muito pequeno na época, mas seu pai deu vários testemunhos que ajudaram a prender ex-comensais foragidos.  — Ela respondeu e seu marido assentiu, sua expressão se suavizando um pouco. 

Scorpius assentiu com a cabeça. Seu pai nunca falava da guerra ou de qualquer coisa relacionada ao Lord das Trevas, não era surpresa que ele tivesse ocultado seus testemunhos. O orgulho que Scorpius sentiu de seu pai foi o suficiente pra desviar seus pensamentos do aperto que sentiu à menção de sua mãe.  

— Rose, mostre a lareira pra ele. — Ron pediu à filha. 

Rose assentiu, acenando para Scorpius acompanhá-la até o outro cômodo o qual Scorpius não reparou, pois Rose o abraçou. Meio sem jeito, Scorpius a abraçou de volta. 

— Nos vemos semana que vem, no dia da partida de Quadribol? — Ela perguntou sem olhar diretamente pra ele, seu rosto num tom escarlate.  

— Claro. — Ele respondeu sentindo suas bochechas queimarem, certo de que também estava vermelho. 

Eles passaram alguns segundos num silêncio constrangedor, quebrado apenas quando Scorpius pegou um punhado de pó de flu e entrou na lareira. 

— Residência Malfoy. — Ele foi consumido por chamas verdes, mas ainda pôde ver Rose acenando para ele. 

A sala de estar do casarão em que morava estava escura. A única luz acesa era a da cozinha, de onde Scorpius ouvia vozes. 

— Pai? — Ele chamou enquanto ia até o cômodo. 

Seu pai apareceu no batente da porta de pijama, o rosto pálido como se tivesse acabado de ver um fantasma. 

— Scorpius? O que faz aqui? Como chegou aqui? 

Scorpius estava prestes a responder quando a dona da outra voz que ouviu apareceu por trás do corpo de seu pai. Uma mulher que ele nunca tinha visto antes. 

— Quem é ela? 


Notas Finais


Parece que alguém já está criando um crush (aquela carinha)

Draco Malfoy tem uma amante?!
Com certeza esse capítulo foi o que eu mais gostei de escrever até agora, espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Beijinhos e até o próximo! 💙


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