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História Entre estantes - Capítulo 7


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Notas do Autor


Demorei mas cheguei!

Capítulo 7 - Capítulo 6 - Natal


Fanfic / Fanfiction Entre estantes - Capítulo 7 - Capítulo 6 - Natal

 

O Natal era, com certeza, a época do ano preferida de Rose. Na manhã do dia 24, ela pulou da cama, animada para o jantar na casa dos padrinhos mais tarde e o almoço de natal n'A Toca no dia seguinte.  

Ao descer as escadas, após ter lavado o rosto no banheiro e vestido seu roupão fofinho, ela ouviu a playlist de músicas natalinas trouxas de sua mãe tocando e quase rodopiou no meio da sala. 

— Walking in a winter wonderland... — Ela cantarolou indo em direção à cozinha, onde seus pais estavam ao redor de uma enorme cesta enfeitada com laços vermelhos. 

— Não seja assim, Ron! — Hermione repreendeu o marido, que resmungava algo. 

— O que é isso? — Rose perguntou. Ao se aproximar, viu se tratar de uma cesta de natal repleta de coisas.  

— Draco Malfoy nos enviou uma cesta de agradecimento por termos deixado Scorpius usar nossa lareira. — Sua mãe respondeu, virou-se para a cesta e pegou uma pequena caixinha embrulhada em papel azul celeste. — Isso veio junto. 

Rose pegou a caixinha e viu uma pequena nota anexada com seu nome escrito. Ela reconheceu a caligrafia de Scorpius. Ela desembrulhou seu presente com cuidado, ciente dos olhares que seus pais trocavam. Abriu a pequena caixa de veludo também azul, revelando uma fina corrente prateada com um pingente redondo de pedra rosa, dentro de um aro que formava pequenas orelhinhas de gato.  

Rose franziu a testa, apesar de ela adorar gatos, não se lembrava quando havia contado ao amigo.  

— Ele te deu joalheria? — A voz de seu pai fez Rose se sobressaltar.  

Rose revirou os olhos e fechou a caixinha, com medo que seu pai fosse tirar de si. Foi apenas horas mais tarde, quando se arrumava para a janta, que Rose lembrou da noite em que a conversa com Scorpius havia acontecido.  

Estava tão frio que eles decidiram estudar junto à lareira da sala comunal. Rose vestia um moletom laranja cuja estampa tinha o rosto de um gato. Ela argumentou ser o mais quente que tinha, mas que gostava porque a lembrava do velho gato da família.  

Sorrindo com a lembrança, Rose fechou a corrente ao redor do pescoço, porém escondeu o pequeno pingente por dentro da roupa, para não chamar atenção e provocar mais uma crise de ciúmes em seu pai. 

 

 

 

A manhã de natal na casa dos Malfoy foi mais quieta que o normal. Isso porque, para a felicidade de Scorpius, seu avô não estava lá para gritar com seu pai. Infelizmente pra ele, sua avó estava ainda bastante abatida pela morte do marido.  

O café da manhã foi harmonioso, e a abertura dos presentes na sala foi completamente maravilhosa. Por um momento, Scorpius sentiu-se culpado e insensível. Porém seu avô havia feito tantas coisas para desestabilizar o casamento de seus pais e o afastar deles, que Scorpius não conseguia sentir nada além de alívio. Ponderou se isso o fazia uma pessoa ruim, mas quando a felicidade dos que amava estava em jogo, ele realmente não se importava.  

Sentado em frente à lareira, ele desembrulhou o pesado presente de Rose com um grande sorriso no rosto. Era uma coleção de livros. Seu olho bateu nos títulos, Beethoven, Lizst, Bach, Chopin... Ele franziu a testa e logo abriu a carta que havia junto. 

 

Caro Scorpius 

 

Passei muito tempo pensando em qual seria o melhor presente, mas acho que encontrei a coisa perfeita que irá acabar com seu tédio nas tardes de verão. 

 

Com Carinho, 

Rose. 

 

 

Scorpius sorriu, deixando a carta de lado e começando a folhear o primeiro livro. Grande foi sua surpresa ao reconhecer partituras. Muitas e muitas partituras em todos os livros. Folheando, encontrou pequenos pedacinhos de pergaminho presos às páginas, sugestões de Rose.  

— O que ganhou? — Sua vó perguntou quando ele se levantou. 

— Partituras novas, vó Cissa. — Respondeu depositando o resto dos livros com cuidado em cima da mesinha de centro e sentando-se ao piano com um dos volumes em uma das páginas marcadas aberta. 


Clair de Lune, uma das minhas favoritas de todos os tempos... 


Ele passou os olhos sobre a partitura antes de começar a tocar. O ritmo calmo e harmonioso o permitia ler e tocar ao mesmo tempo sem muitas dificuldades.   

— Sempre me encantei com seu talento... — Comentou a senhora com olhos marejados.  

— Tem um só de músicas natalinas. — Draco entregou um livro menor que os outros, que parecia não pertencer à mesma coleção que os outros.  — Não conheço nenhum desses autores... 

— Tenho certeza que são trouxas. — Scorpius comentou enquanto lia mais uma nota de sua amiga, quase não percebendo o pequeno arquejo de surpresa de sua vó. 


Se aprender esta, talvez eu dance junto... Só talvez. 

 

Scorpius franziu a testa, tentando imaginar o que aquilo significava quando sua vó interrompeu. 

— Se Lucius estivesse aqui, não gostaria nada disso!  

— Que bom então que ele não está. — Scorpius pensou alto, felizmente não o suficiente para que seu pai ou sua vó ouvissem. Se repreendeu por tal pensamento antes de começar a tocar mais uma vez. 

— Afinal, quem lhe deu tal presente? — Narcisa o interrompeu tão logo tocara a primeira linha.  

— Rose Weasley. — Ele respondeu, perdendo-se por um segundo. 

— Weasley? Qual deles? — Narcisa parecia um pouco alterada. — Vocẽ sabia disso, Draco. 

Scorpius suspirou pesado antes de virar-se para sua avó e interromper seu pai. 

— Filha de Hermione e Ronald Weasley. 

Viu sua avó perder a cor por um momento, a mão no peito e a boca aberta num perfeito O.  

— Uma sangue ru... 

— Mãe! — Draco a interrompeu, o rosto ficando vermelho. 

Scorpius levantou-se ofendido. 

— Sim, vó! Nascida trouxa. — Ele começou a recolher seus livros e a carta de Rose.  

— Eu sabia que aquela mulher não era boa influência para Scorpius, veja isso! — Narcisa virou-se para Draco, que teve tempo apenas de abrir a boca antes de Scorpius o interromper novamente. 

— Minha mãe foi e sempre será uma pessoa melhor que a senhora e seu marido jamais serão! 

— Scorpius, já pro seu quarto! — Seu pai gritou novamente, com as mãos na cabeça. 

— Como ousa ser mal criado comigo, menino?  

Scorpius não respondeu, subindo as escadas de dois em dois degraus, deixando sua vó gritar sozinha. 

Bateu a porta do quarto com força, sentindo lágrimas de raiva descer por seu rosto. Apertou forte seus livros contra o peito, jogando-se na cama. Ele fechou os olhos esperando que quando abrisse já fosse dia 27 e pudesse encontrar Rose novamente.  

Seriam dois longos dias... 

 


Notas Finais


Aqui estão as versões que eu imagino que Scorpius tocou, apesar de que ele não tocou muito de Dance of Sugar Plum Fairy.

Clair De Lune de Claude Debussy
https://open.spotify.com/track/1wkUAyD29RopqYnvLK5lZt?si=evvY_PyWTTiAYRxmW62ARA

Dance of the sugar Plum Fairy de Pyotr Ilyich Tchaikovsky
https://open.spotify.com/track/6RW76DDCF7rT2Rnr8TFgT5?si=LuQUtyHsQlONLX1ary-PvQ


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