História Entre Flores e Espinhos - Capítulo 1


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Palavras 2.704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Helloooo genteeee!!! Eu juro que tentei, mas não resisti em postar mais uma de minhas ideias mirabolantes kkkkkk, e a coceira tava tanto pra escrever essa ideia que cá estou eu trazendo a vocês mais uma nova fic, agora, Morrilla! Será curta, e será uma história cheia de emoções envolvendo uma pessoa que ta dando o que falar devido ás interações da Lana: Tennessee Martin! Espero que gostem e aproveitem! Leiam as notas finais, por favor!

Boa leitura!

Capítulo 1 - A proposta


Fanfic / Fanfiction Entre Flores e Espinhos - Capítulo 1 - A proposta

“Duas almas que se completam podem separar-se e unir-se diversas vezes, sem saberem se estão ou não destinadas a ficarem juntas...”

 

(T.L.)

 

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(Lana Parrilla)

 

Ás vezes olho para minha vida atual, e penso: seria um absurdo de minha parte não ser extremamente grata por tudo o que aconteceu e vem me acontecendo desde o término de Once Upon a Time! Eu jamais esquecerei os sete anos que passei interpretando Regina, ela foi e é uma personagem que estará para sempre gravada em meu coração e minha memória. Regina Mills faz parte de minha alma e minha história, e ter me doado a interpretar essa mulher fantástica durante tantos anos foi uma grande honra, saber que ela conquistou e levou magia a milhares de fãs ao redor do mundo me faz uma pessoa e atriz totalmente realizada e feliz!

Once Upon a Time divulgou a mágica e cativou corações ao redor do mundo, e jamais me esquecerei de tudo o que vivi dentro dessa série e levarei para sempre comigo todos os meus colegas de trabalho e envolvidos! Sofri demais com o cancelamento do show, arriscando-me mesmo a entrar em uma depressão devido a enorme tristeza e vazio que senti quando soube da inevitável notícia. Não foram sete dias, foram sete anos... e sete anos é uma vida e você forma uma família dentro deste trabalho.

Sinto falta de todos os meus amigos, Ginny, Colin, Josh, Rebecca, que é como uma irmã para mim, e... Jennifer.

Superar Jennifer foi o pior dos meus desafios, o mais doloroso de todos. Desde sua saída da série ao final da sexta temporada, até a ultima cena entre Emma e Regina na sétima, onde Jen voltou para gravar aquela cena SwanQueen comigo, foi um martírio. Na verdade, eu não achei que ela viria, e, ao ter o deslumbre dessa noticia e de como a série iria terminar, com uma linda cena entre Regina e Emma, meu coração saltou pela boca. Saltou pela boca de felicidade e de nervosismo. Felicidade por finalmente darmos aos fãs um final no mínimo digno para nossas personagens e para um shipp tão amado, e nervosismo por vê-la novamente, coisa que não estava nos meus planos.

E naquele momento, quando Jennifer Morrison chegou ao set, eu me perdi novamente... me perdi e me encontrei, como sempre acontecia quando os acasos da vida me colocavam novamente frente a frente com a linda loira dos olhos verdes intensos, que me desarmavam de qualquer muralha que me envolvia. E ali, naquele instante do palácio fictício, durante as gravações, com todos os diretores, produtores, atores e personagens reunidos como testemunhas, éramos as duas uma mescla de Emma e Regina, e Lana e Jennifer, como ocorria todas as vezes quando estávamos juntas. Eu me perdia nela e ela se perdia em mim, e nós duas nos perdíamos uma na outra, e era isso que acabava, eu acho, por tornar nossas personagens tão conectadas e especiais, com aqueles olhares intensos que tantos notavam e o que levou uma legião de fãs a querer ver as duas juntas, não apenas as personagens, mas também as atrizes. Na verdade, todos percebiam e desconfiavam o que tínhamos, principalmente nossos colegas e diretores. Não havia como esconder. Para Rebecca, realmente contei toda a verdade.

E naquele dia, após as últimas filmagens, em meu trailer, lá estávamos nós novamente, eu e Jen, nos enroscando na cama e matando nosso desejo ardente e saudade como se fosse a primeira vez... com ela sempre parecia a primeira vez. Era sobrenatural, arrepiante e sempre inesquecível. E depois dessa despedida na cama, nunca mais a vi...

Jennifer e eu vivemos entre flores e espinhos. Tivemos, desde o começo, uma conexão imediata, que aos poucos se tornou uma atração irresistível, uma paixão arrebatadora e um amor além dos limites. Foram encontros e mais encontros e noites de sexo ás escondidas no trailer uma da outra, juras e mais juras e promessas de ficarmos juntas, o que na verdade, nunca aconteceu. Jennifer vinha de uma família conservadora, e isso a fez crescer em uma redoma de vidro recoberta por medos e amarras. Ela tinha muita dificuldade de se aceitar e de assumir qualquer coisa com uma mulher, e isso foi motivo de muitas brigas entre nós. Ela se incomodava em demasiado com a adoração dos fãs por SwanQueen e Morrilla, irritando-me com seu exagero e por ela não saber lidar com isso de forma profissional. Os fãs jamais imaginaram que, o que tanto eles fantasiavam a nosso respeito, realmente acontecia: eu e Jen nos beijávamos, nos atracávamos, nos desejávamos a todo momento, fazíamos amor noites e noites sem cansar, vivíamos realmente dentro de toda aquela tensão que muitos diziam perceber. E Jennifer vivia com medo disso tudo vir a tona, de sua família saber, de sua carreira sofrer. Por fim, cansada e exausta de Morrison sempre estar em cima do muro, cometi o pior dos meus erros: terminei com ela e conheci Alfredo D’Blásio, com o qual me casei meses depois. Magoei Jennifer profundamente e meu coração se dilacerou com isso. Vê-la se afastar cada vez mais e não ter nem sua amizade, me machucava e me fazia sangrar... mas o que eu poderia fazer, ou dizer? Tive uma parcela grande de culpa também.

Assim fui sofrendo com seu afastamento e sua frieza, até Jen resolver sair da série e me matar ainda mais por dentro, restando poucos dos cacos que ainda insistiam em ficar no meu coração. Gostava de Alfredo, mas na verdade, eu não o amava, percebendo isso tarde demais. Eu amava, e amava profundamente, Jennifer. Meu casamento com Fred já vinha se deteriorando e morrendo aos poucos, jamais o traí, mas assim que me separei dele as escondidas, e Jennifer voltou para gravar uma cena da sexta temporada, nós nos entregamos novamente. Choramos ao nos despedir, eu notara que a loira dos olhos esmeraldas não me perdoara totalmente por ter me casado. Ela estava ainda profundamente e terrivelmente magoada. Ambas erramos uma com a outra, e muito. E a última vez que ficamos juntas, no período de gravações do último capitulo que encerraria de vez a série, foi como um doloroso adeus... ficamos horas deitadas uma no peito da outra, nuas, chorando baixo, cada uma perdida em seus próprios pensamentos.

Eu e Jennifer Morrison fazíamos parte de uma eterna montanha-russa, com seus altos e baixos, encontros e desencontros, onde, no final, nunca conseguíamos nos encontrar e tomar as decisões precisas. Talvez não fosse realmente para ficarmos juntas... cada uma estava em um momento da vida e da carreira,  abrir feridas que estavam tentando se fechar não era o certo naquele momento, e sabíamos disso. Por isso, por mais que fosse doloroso, seguimos em frente... deixando para trás uma parte de nós mesmas, uma parte que hoje era apenas passado e lembranças. Uma parte de nossos corações que mesmo não querendo, ainda pertenceria uma a outra.

E hoje cá estou eu... dois anos após o término de Once Upon a Time, no tapete vermelho, em mais um evento comemorativo com minha namorada: a roteirista e diretora, Tennessee Martin, ou, como eu a chamo, apenas Tess.

Tess era a roteirista do filme Tax Collector, que fui convidada a estrelar um tempo após o cancelamento da série. Tess me conquistou com seu jeito e estilo próprio, e, apesar do jeito Tom Boy de ser, ela é uma verdadeira romântica convicta quando se trata de relacionamentos, do estilo que leva flores, bombons e puxa a cadeira do jantar. Assim que nos conhecemos começamos a flertar e confesso que eu adorava as nossas brincadeiras nas redes sociais, escrevendo indiretas para instigar as pessoas se estávamos juntas ou não. Nos demos bem logo de cara, e isso nos divertia, mas, com o passar do tempo, o que era brincadeira virou verdade, e começamos a nos relacionar realmente, assumindo assim  publicamente o nosso namoro.  Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que apareceram em todos os tabloides a nossa primeira foto juntas e abraçadas, oficialmente como um casal e assumindo perante a mídia, eu estava em minha nova  casa em Los Angeles  após um evento e...

 

 

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FlashBack On, quase dois anos atrás...

 

O telefone toca. Atendo. Sei de quem é o número na bina.

─ Alô? – digo, trêmula.

Nada. O outro lado da linha está mudo, apenas consigo ouvir sua respiração pesada e um leve choramingar. Silêncio.

─ Jennifer... eu sei que é você!  - falo um pouco mais alto, com uma lágrima já rolando pela face. – por favor, pare com isso... eu tive que seguir em frente, Jen! Eu... eu tive que seguir... – minha voz morreu devido ao choro que começava a me acometer, e eu a escutava chorar do outro lado agora também, mas ela nada dizia. – Por favor... siga também... nós tivemos a nossa chance... – falhei a voz miseravelmente de novo. – nós tivemos a nossa chance, e não demos certo... siga em frente, Jen... assim como eu segui... Eu estou feliz... – não tinha tanta certeza disso naquele momento. – e quero que seja feliz também... não me ligue mais, por favor, não me procure mais!  - e eu desliguei o telefone com força, e tudo o que ficou na minha cabeça o restante daquele dia foi o choro de Jennifer do outro lado da linha, por ela ter ficado sabendo do meu relacionamento assumido com Tess e por ter visto nossa foto juntas... por mais que ela não me dissesse o motivo, claro que eu a conhecia e sabia a razão do seu pranto. Mais uma vez, eu me sentia despedaçada e quebrada.

Eu dei uma desculpa para não ver minha namorada a noite, pois estava estourando de dor de cabeça. Tudo o que mais queria, eu fiz, que era chorar e chorar, até não sobrar mais uma gota de água dentro de mim. E Jennifer Morrison atendeu ao meu pedido. Ela nunca mais me ligou ou me procurou...

 

 

FlashBack Off

 

 

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O que mais me chamou a atenção em Tennessee foi o fato de ela ser uma mulher assumida em relação a sexualidade e não ter medo ou problema algum relacionado a isso. Tess era livre e falava o que pensava, sem frescura, e eu adorava isso, confesso.

Claro que tivemos muito apoio e alvoroço quanto assumimos o namoro, mas também tivemos muitos fãs sem noção que nos mandavam hates por achar que ou eu devia estar com Sean Maguire, ou com Jennifer Morrison. Com o passar do tempo, como era o esperado, tudo isso se amenizou e eu e Tess seguíamos felizes a nossa relação.

O filme Tax Collector foi um sucesso estrondoso e isso alavancou muito a minha carreira, ganhando participações em séries importantes e eventos deslumbrantes. Virei embaixadora de várias causas sociais. Eu não poderia estar mais feliz. Tinha uma carreira brilhante, minha família e amigos por perto, e uma namorada maravilhosa ao meu lado, a qual eu era muito apaixonada e ela fazia de tudo por mim e para que eu estivesse sempre bem. O que mais eu poderia querer?

E agora, encontrava-me em frente ao grande espelho do meu quarto em minha casa em Los Angeles, me arrumando para um jantar elegante em que Tess me levaria. Pediu-me para estar estonteante, e sorri ao lembrar de seu pedido, com uma carinha manhosa. Ela me disse que não seria qualquer jantar, e sim, que teria uma surpresa para mim. Era típico dela, deixar-me ansiosa, me falou isso a dez dias atrás e eu já quase não possuía unhas de tanto que as roí, tamanha era a ansiedade e curiosidade que me acometia. Disse-me que era algo importante e que levantaria ainda mais a minha carreira. Uma proposta irrecusável, segundo ela, e eu estava louca para saber o que era.

Coloquei o meu vestido mais sensual, vermelho com um belo decote em V, longo, com uma grande fenda na perna direita. Deixei meus cabelos naturais levemente cacheados, sapatos altos de cor preta e maquiagem forte nos olhos, realçando com o vermelho vivo de meu batom.

Faltando vinte minutos para as nove, horário da reserva, Tess apertou a campainha e eu a recebi com um caloroso beijo nos lábios. Minha namorada trajava um terninho branco com bordas pretas e os cabelos curtos loiros estavam levemente despenteados. Sorri para ela. Adorava seu estilo alegre e seu jeito despojado de ser. Ao bater os olhos em mim, olhou-me dos pés a cabeça em um sorriso malicioso, beijando minha mão.

─ Maravilhosa, como sempre... vou adorar arrancar esse vestido depois... – piscou e rimos juntas, e nos direcionamos ao seu carro. No horário pontual, já estávamos no chique restaurante, onde Tess puxou a cadeira para que eu me sentasse. Uma verdadeira romântica.

Conversávamos animadamente sobre assuntos diversos, até que eu não me aguentei mais de curiosidade, e, enquanto comíamos nossa pasta, puxei o assunto que tanto me intrigava.

─ Então, amor... qual é a surpresa que você queria me fazer?

Minha namorada sorriu para mim, mas, no fundo de seus olhos, pude notar uma certa apreensão. Intriguei-me ainda mais.

─ Bem... – ela começou. – amor, eu pensei muito a respeito de uma ideia que eu e Richard estávamos tendo a um tempo... confesso que de inicio eu relutei, mas permiti que minha mente se esvaziasse e eu pudesse apenas ver o lado profissional e o seu brilhante futuro como atriz. Nós dois estamos trabalhando em um roteiro de um filme que, se você aceitar, temos a plena certeza de que será um estouro mundial.

Richard Callis era o melhor amigo de Tess e braço direito em parcerias com ela. Depois de Tax Collector, os dois se uniram e passaram a trabalhar juntos em vários programas, roteiros e ações. Sorri abertamente, já sentindo meu coração transbordar de animação, ansiedade e excitação. Tess e Richard eram excelentes diretores e roteiristas, e, se eles garantiriam que seria sucesso, é porque seria mesmo.

─ Por favor, Tess, me diga logo! – parei de comer e minha voz saiu praticamente esganiçada de tanta alegria. Tess riu da minha euforia.

─ Bom, vamos lá... – ela e seus suspenses. – você sabe o quanto amo escrever roteiros LGBT. E você tem uma legião enorme de fãs LGBT, Lana, e sabe disso. Muitas pessoas sonham em te ver fazer um papel que os representasse nas telas, não só esse público, como muitos outros. Você representa muito todos os públicos e é muito amada. Portanto, eu gostaria muito que você aceitasse ser a estrela principal de meu mais novo projeto junto com Richard. Você faria uma personagem lésbica.

Paralisei e olhei fundo nos olhos azuis de Tess. Uau! Uma personagem principal e gay... ela tinha razão. Isso iria representar muito para meu público, e, de alguma forma, para mim também. Sempre fui uma grande lutadora pelos direitos LGBT. Como poderia negar? Sorri misteriosa para ela, querendo vingar-me de todo suspense que fizera comigo segundos antes.

─ Vamos, Laninha, diga alguma coisa... você aceita? Gostou da ideia? – disse ela apreensiva e nervosa.

─ É claro que eu aceito! E adorei a ideia!

Tess deu um gritinho e praticamente pulou no meu pescoço por cima da mesa, me fazendo rir.

─ Você não sabe como isso será maravilhoso para sua carreira, amor! –disse ela animada.

─ Sei disso, amor! Confio totalmente em você e Richard... – voltei a comer agora, mais tranquila. – agora, me diga... todo filme de personagem gay tem romance... já tem ideia de quem irá contracenar comigo e ser minha co-estrela e namorada no filme? Qual vai ser a gata?  – brinquei.

Notei que o sorriso de Tex deu uma amarelada e ela coçou a nuca. Droga! Aí tinha coisa... ela só coçava a nuca daquela forma quando não sabia o que dizer em determinadas situações. E isso quer dizer: podia envolver algo que eu pudesse não curtir.

─ Tess? – ergui uma sobrancelha.

─ Erh... na verdade... sim, nós já temos a atriz que será sua co-estrela e será seu par no filme.

─Verdade? – sorri. – pois estou muito curiosa. Me diga, quem é a atriz? Sandra Bullock? Juliane Moore? Salma Hyek? Penélope Cruz? – fui chutando, em tons de divertimento. Quem sabe eu não acertava?

─ Não... 

─ Desisto, então... – ri. – quem é ela?

Mais uma vez ela coçou a nuca. E pigarreou.

─ Jennifer Morrison.

 

 

 


Notas Finais


E então amores??? Paro? Ou continuo? Mas justo essa atriz Tess, kkkkkk? Vai dar bom isso não, rsrs! Sobre o filme Tax Collector, que Lana ainda vai estrelar e que vai demorar para chegar aos cinemas, não entrei em muitos detalhes porque ainda não sabemos como vai ser, e, como na história passaram-se dois anos após ele, apenas deduzi que foi um sucesso, até para também mandar boas energias para nossa Lana nesse novo trabalho! Aguardo ansiosamente os comentários de vocês! Quero saber o que acharam!

Um beijão!!!


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