História Entre flores e gondoleiros - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 35
Palavras 3.519
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii gente!!!
Mais um anjinho pra vocês! Espero que gostem.
Dessa vez esse anjinho se passa na Itália.
Eu admiro muito a Itália tipo "MDS ITÁLIA" então eu coloquei minhas paixões nessa pequena one shot. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único: Veneza e Você


Fanfic / Fanfiction Entre flores e gondoleiros - Capítulo 1 - Capítulo Único: Veneza e Você

Veneza, Itália.

Mais um dia baixo de venda. Jimin recolhia os quadros da calçada e colocava-os em sua bolsa especial para aquilo. Estava arrasado, seria o segundo mês que não vendia sequer nenhum mísero quadro. Sua paixão por pintura lhe fez vir para a Itália, estudar arte e a fez chegar onde está hoje; Vendendo quadros feitos a mão com todo o seu coração. Não, não pense que Jimin odeia o que faz, pelo contrário, ele ama! Sua outra paixão era Dante Alighieri. Dante era um escritor de poemas, que nasceu na velha Itália de 1265, um pouco longe do século que estamos. Dante e seu amor platônico Beatriz Portinari, são a verdadeira inspiração de Jimin. Adora o fato de que Dante apaixonou-se por Beatriz sendo ainda criança e mesmo não se falando ou tento um relacionamento Dante nunca deixou de ama - lá. Era um pouco triste, mas, Jimin sonhava em encontrar um amor que lhe consumisse, assim como o amor de Dante e Beatriz.

Assim que terminou de apanhar todos os quadros da calçada e guardá-los, Jimin respirou fundo, olhou para as pessoas indo e vindo pela Praça de São Marcos; Era tudo lindo, o movimento, como o pôr-do-sol deixava tudo com um tom mais lindo. Então deixou a multidão da Praça e foi-se para casa. Passou pelos tão conhecidos canais de Veneza, vendo as gôndolas flutuando sobre a água, os casais apaixonados se declarando sob a luz do luar, era romântico. Jimin gostava de Veneza por conta disso. Quando saiu de Busan não se recorda muito de ver casais se declarando, pedidos de casamentos ou ate mesmo de namoro, já em Veneza era diferente, casais tinham seus jantares românticos e corriam para as gôndolas e faziam ali mesmo, sob presença do Gondoleiro suas confissões de amor. Aquilo trazia inspiração para o pequeno artista.

Jimin chegou em casa, guardou seus materias de trabalho, organizou seus livros da faculdade a qual sua mãe pagava com todo o sacrifício do mundo, pois segundo ela; Só queria ver Jimin sorrir. Saiu de Busan com um sonho que foi totalmente apoiado por sua mãe. Jimin sorriu lembrando-se da ultima coisa que sua mãe lhe disse: "Vá ser feliz meu filho, você é forte e vai conseguir tudo que quiser". Ele a amava tanto. Tirou seus devaneios da mente quando o alarme do seu celular tocou, eram 18h30min, estava atrasado para mais um dos seus empregos. Sobreviver na Itália não é uma das coisas mais fácies que existe, Jimin é a prova viva disso, possuindo um estágio da faculdade como orientador dos novatos na semana de arte, vendendo seus quadros na praça central e como um verdadeiro romancista, ele vendia algumas flores do seu pequeno jardim, na frente de um restaurante famoso em Veneza.

Arrumou-se com uma roupa qualquer, penteou seus fios marrons, pegou a cesta de flores que havia colhido naquela manhã antes de sair para a faculdade, em cima da mesa pequena que tinha no meio de sua casa e saiu. Enquanto caminhava com a cesta de flores ao seu lado, ele avistou um casal saindo de uma gôndola com sorrisos que iam de um canto do rosto ao o outro. Ele aproximou se perto eles com um sorriso simpático no rosto e estendeu uma flor de Lótus, era a única de seu jardim.

- Tome - Entregou para a moça - Significa amor e proteção. - Ele sorriu e foi correspondido com um sorriso.

- Obrigado moço, muito gentil de sua parte - O aparentemente noivo da moça respondeu em seu lugar - Tome aqui - Quando o rapaz iria pegar algumas moedas para dar ao Park em troca de sua bela ação o mesmo interrompeu.

- Não! Não, precisa me dar nada. É um presente ao noivado. Felicidades - Ele sorriu e foi embora para seu ponto de costume.

Jimin gostava da vida noturna que ele tinha. Gostava de coisas como essa que aconteceu, mulheres e homens felizes ao receberem uma flor e seu significado. Jimin era um romancista que nunca soube o verdadeiro sentido amor.

Passaram alguns minutos. Jimin havia vendido algumas flores e havia distribuído outras. Naquele pedaço de noite havia ganhado mais sorrisos sinceros do que dinheiro. Ele sabia que precisava de dinheiro senão a dona do apartamento que morava iria lhe colocar para fora em apenas um mês; estava preocupado? Sim muito, mas, Jimin leva uma lição de vida que seu pai lhe ensinou: "Torne a vida mais linda, faça alguém sorrir! Ninguém sabe como foi o dia aquela pessoa". E era exatamente o que fazia desde que veio morar na Europa.

Ao fluxo de casais do restaurante diminuir e na cesta de Jimin sobrar apenas uma única flor, A rosa vermelha. Jimin trouxe cinco flores daquela em sua cesta, e só achou três casais e uma criança que mereciam mesmo aquela flor e seu significado. Entregou aquele, ao um casal de velhinhos que comemoraram seu aniversário de casamento, ao casal de lésbicas, a uma criança que queria entregar a sua mãe e moço que estava com sua amada no hospital. Jimin não era muito de perguntar os nomes das pessoas, mas aquele homem parecia precisar desabafar com alguém sua angústia, então Jimin escutou tudo, desde que se conheceram até ele falar que sua amada estava sendo levada dele pelo câncer. Jimin lhe deu um abraço e mandou ele aproveitar cada minuto que restava com ela, falou também para  deixar claro que a amava mais que tudo, e ele foi.

Voltando para casa Park passou em sua cafeteria 24hrs preferida e pediu-lhe um café para rosé, sua amiga e também garçonete que lhe atendeu. Sentado em uma das mesas ao ar livre em frente ao canal sob a luz do luar, Jimin observava novamente o mesmo Gondoleiro que lhe encantou noites passadas com sua linda voz. Soube por rosé que ele era coreano também. Este cantarolava uma música desconhecida enquanto jogava pedra na água do canal. Ele estava ao lado do seu Barco tocando em seu violão. A voz do jovem rapaz era perfeitamente suave, transmitia calma. Jimin acreditava que poderia escutar ele cantar daquele jeito por toda sua vida. A musica que cantava acabou e o jovem gondoleiro resolveu logo em seguida cantar outra. E foi essa que mexeu com o coração do jovem Park.

"How much sorrow can I take?

Blackbird on my shoulder

And what difference does it make

When this love is over?

Shall I sleep within your bed

River of unhappiness

Hold your hands upon my head

Till I breathe my last breath. “

Jimin que tomava seu café parou naquele exato instante. Ele tomou o resto de coragem que lhe tinha. Ele falava mentalmente para si que não poderia perder mais uma noite sem saber o nome dele, precisa saber o nome daquele que mexia com seus sentimentos. Então se levantou da cadeira, deixou uma gorjeta para rosé, apanhou seu cesto e andou em direção ao gondoleiro.

Ele estava tão perdido em seus pensamentos enquanto cantava a canção que Jimin teve muita pena de atrapalhar, por isso esperou até o fim de tal. Sem saber o que falar ou como agir, Jimin apenas estendeu sua mão na com a flor que havia sobrado do dia de hoje na frente do rapaz. O Gondoleiro assustou-se de primeira, pois aquilo nunca havia acontecido em sua estadia na Itália.

- Significa admiração - Jimin disse quebrando o silêncio entre eles, dando um sorriso simpático em seguida.

- Oh Muito obrigado - Ele pegou a flor e a levou até seu nariz e a cheirou. - Muito gentil de sua parte, não vejo pessoas fazerem isso em pleno século 21.

Jimin percebeu cada detalhe dele naquele momento. O rapaz, sentado ao seu lado, tinha cabelos negros e a pele bem pálida. Os olhos eram bem desenhados, grandes, e escuros. A sua boca, que no momento se ocupava de um sorriso, era cheinha e rosada. Sua voz não era só delicada e calma quando cantava, apenas ao ditar tais palavras o jovem Park quase se desmanchou todo.

- Gosto de fazer as pessoas sorrirem - Afirmou - Posso? - Referiu-se a sentar ao lado do mesmo, recebendo uma confirmação com a cabeça em seguida.

- Pensava que rosas significavam amor, paixão essas coisas. - Indagou olhando nos olhos de Jimin.

- Quando se ama alguém você já admira, não é mesmo?

- Claro - Sorriu - Com certeza.

- Park Jimin - Apresentou- se enquanto esticava a mão.

- Jeon Jeongguk- Respondeu apertando-a.

- A música que cantava era linda, combinou com sua voz suave. - Jimin elogiou o rapaz que teve como reação as bochechas vermelhas.

- Obrigado. Não sabia que estava cantando alto. - Respondeu sem jeito ao elogio.

- Qual era o nome? 

- Da música?  - Park assentiu - Mystery of lover.

- Mistério do amor? Acredita que o amor é um mistério? 

Jeongguk sorriu. Pensou a mesma coisa enquanto escutava a música pela primeira vez.

- Não sei bem. Nunca amei, então não posso responder ela. Mas, acredito que sim. Como um nobre Gondoleiro admito que já vi e ouvi todos os tipos de amores, e todos eles eram um mistério.

- Por que eles eram um mistério?

- Por que não sabemos quando irá acabar ou se irá durar por toda a vida. - Respondeu com um tom simples e claro.

- Acredito que todo o amor dura para sempre, o que não dura é uma paixão.

- Para um florista você sabe muito sobre o amor. - Jeongguk brincou.

- Nem sei tanto. - Deu uma risada - Eu apenas sei o que vejo em todo dia que vendo minhas flores. Vejo o amor em alguns olhares e outros paixão.

- Gostaria de tomar um chá, Sr. Park? - Jeon perguntou - Eu moro aqui perto, e eu realmente gostaria de saber mais sobre suas experiências com o amor.

Jimin assentiu e agradeceu pelo convite e apenas seguiu o outro. Aquela área era menos movimentada, os não havia muitos gondoleiros, muito menos casais. Havia vários postes de luz acessos, e uma musica que tocava baixa no rádio de uma das casas.

Os dois entraram numa casa que ficava a cinco minutos de onde estavam. O cheiro fascinante impregnou o ar assim que adentraram o lugar. Jeongguk guiou até uma cozinha. Ele despejou o chá em uma xícara azul para ele e Jimin.

- Por que veio aqui? Digo, porque Itália? - Jeongguk perguntou.

- Ah - Jimin sorriu com a pergunta. Nunca haviam lhe perguntado aquilo. - Bom, eu sou apaixonado pela cultura, arte e como um humilde romancista, pensei "Porque não Itália?" E cá estou eu. Também por que fui aceito na Universidade. - Falou a ultima parte sem jeito.

- Então você ainda é estudante? - Os dois riram. - O que estuda? 

- Arte.

- Arte? Tem tantas artes por aí.

- Estudo pintura.

- Ora ora, o jovem Park além de florista é pintor. O que mais Você faz? - Jeon fez pela primeira vez na noite Jimin sorrir, ou melhor, gargalhar e ele amou aquilo.

- Sou um pintor amador e um péssimo "florista" - Fez aspas com as suas duas mãos.

- Que nada. Pelo o que observei hoje, és um florista incrível e com certeza um pintor super talentoso.

- Estava me observando?

- Talvez - Ambos sorriram.

<♡>

- Já lhe avisei Park Jimin! Se eu não receber o pagamento de seu aluguel, irei jogar todas suas coisas canal a fora! Fique avisado - A senhora Viollet berrou pela terceira vez naquela semana. Jimin já não aguentava mais tanta reclamação, todo dia era um alerta diferente que a mulher lhe dava. Ele sabia que tinha as coisas para ser pagas, e não podia ficar assim, mas também, não queria pedir mais dinheiro a sua mãe. Jimin sabia das situações que sua mãe vivia na Coréia e ele não queria lhe dar mais coisas para a mesma pagar. O problema era que seus quadros ultimamente não vêm lhe dando tanto dinheiro como antes. Hoje mesmo só consegui vender um.

Bem naquela tarde de quinta feira, saiu de casa apenas com uma mochila que dentro possuía seus materiais de pintura e um quadro em branco. Andava pelas ruas da Itália com a cabeça fervendo de preocupações. Não tinha muito dinheiro, mas precisava comer alguma coisa. Olhava o celular e as mensagens de Jeongguk, mas apenas se limitou a responder que estava perto da Praça de São Marcos, o que não era mentira, e que estava bem.

Sentou-se na mesma calçada que sentava todas as tardes, organizou seus matérias em ordem de cor e tamanho, jogou sua mochila ao seu lado e logo depois posicionou o quadro. Começou pelo esboço em uma folha de papel simples. Todos que passavam olhavam suas mãos ágeis dando forma a alguma coisa naquele pedaço branco de papel.

Algumas pessoas que passavam por perto pararam e elogiaram seu talento que segundo elas, era único.  Jimin gostava desses tipos de elogios espontâneos. Não fazia seu ego aumentar, claro que não. Ele gostava, pois se tomava conta que o dinheiro que sua mãe lhe dava estava valendo à pena.

- Eu lhe falei. És um talentoso pintor.

Jeongguk sorriu e o olhou para o pintor em seu frente. Vestia uma blusa branca com listras vermelhas, em estilo italiano, calças jeans pretas, os cabelos negros um pouco bagunçados e um lenço amarrado ao seu pescoço, como todo bom Gondoleiro. Seu violão estava em suas costas dentro da capa de proteção.

- Obrigado, Senhor Gondoleiro. Estou lisonjeado por seu elogio. - Sorriu. Parando de pintar. -  Cante algo bom, e me dê inspiração.

- Se isso vai lhe ajudar a produzir uma nova monalisa, faço tom todo o prazer.

O Gondoleiro sentou-se em um dos brancos da praça em sua frente e com um sorriso tímido dos dois, começou a tocar a mesma música a qual fizeram lhe se conhecer, semanas atrás. 

"Oh, to see without my eyes

The first time that you kissed me

Boundless by the time I cried

I built your walls around me

White noise, what an awful sound

Fumbling by rogue river

Feel my feet above the ground

Hand of God, deliver me"

Jimin sorriu ao escutar a escolha da música. Então decidiu por ventura, pintar os que estava sem sua frente. Desenhou o homem que cantava a música que fazia seu coração bater mais rápido.

"Oh, oh woe-oh-woah is me

The first time that you touched me

Oh, will wonders ever cease?

Blessed be the mystery of love"

Sem atrapalhar a melodia que saía da boca do Gondoleiro, Jimin o acompanhou enquanto pintava. Quando Jeon terminou sua música e Jimin seu quadro, várias pessoas aplaudiram. Jeon se levantou fez reverência como forma de agradecimento e ajudou Jimin a pegar todas suas tintas.

- Que quadro incrível - Jeon sussurrou para o Park.

<♡>

- A senhora Viollet me deu dois dias para deixar o apartamento ou ela disse que irá jogar tudo canal a fora. - Jimin desabafava para Jeon enquanto o Gondoleiro terminava de lavar o chão do seu Barco. Na noite anterior, o mesmo lhe contou que uma moça havia enjoado e colocado todo seu jantar para fora. Jimin caiu na gargalhada quando viu Jeongguk com raiva de ter que limpar de novo o que tinha limpado na semana passada.

 

- Você pode ficar comigo por uns dias.

Jimin exclamou um "wow" surpreso. Fazia quatro meses que tinham se conhecido e Jeongguk já estava lhe propondo aquilo.

- Minha casa é grande e às vezes se torna vazia demais.

- Jeongguk você tem certeza disso? Tipo, minha nossa isso é a maior gentileza que alguém fez pra mim.

- Eu tenho toda certeza do mundo. - Sorriu. Terminando de lavar seu barco. Saindo do mesmo em seguida e se aproximando do Park.

- Muito muito obrigado. - Sorriu. - Eu nem sei o que dizer - Jimin sorriu mais uma vez e se aproximou do Gondoleiro e lhe abraçou.

<♡>

Jimin acordava cedo naquele dia. Já fazia cinco semanas que convivia na mesma casa que Jeongguk. Estava adorando a convivência, era tudo tranquilo, ainda não tinham brigado ou discutido, o que era super bom! Mostrava que eles se gostavam. 

Hoje era um dia muito especial para qualquer amante de flor ou florista que ame sua profissão, começava a primavera. Em toda a Itália, havia sempre eventos feitos para admirarem as flores, porém Jimin não tinha muito gosto em ir para tais eventos, ele gostava mais de ir para uma área onde as glicínias cresciam e tornava tudo àquilo em tons de violeta. Por isso, Jimin naquele ano arrastou consigo o Gondoleiro. Queria lhe fazer uma surpresa, pois naquele tempo de convivência com o mesmo, ele lhe disse que glicínias eram suas flores favoritas e que lhe traziam boas lembranças.

Estavam dentro do trem e Jimin sentia o coração palpitando. Já Jeongguk estava quase tendo um ataque de tão ansioso que estava.

- Shh.. O rapaz sorriu. - Você disse que gosta das glicínias.

Logo passaram sob as um arco de glicínias lilás. Jeongguk estava super emocionado. Depois que Jimin entrou em sua vida todos os dias era uma surpresa, mas naquele momento Jimin superou suas expectativas. Jeongguk derramou algumas lágrimas olhando aquilo. Realmente aquela pequena ação de Jimin havia lhe trazido boas lembranças. As cores, as pessoas e as flores lilás; era como reviver a época mais feliz da sua vida, só que agora ao lado do pintor

- Obrigado... - Jeongguk murmurou - Muito obrigado... - Jeon se aproximou e virou o outro para si e sussurrou:

- Esse é o dia mais feliz da minha vida.

E então, com cuidadon Jimin colocou a mão no rosto do outro, enxugou suas lágrimas e deixou um beijo em seus lábios gelados.

<♡>

Fazia um mês desde que começou a ficar com Jeon. As lembranças vinham à cabeça de forma assustadora. Todos os dias iam a algum lugar e Jeon, depois de muito tempo, teve a coragem de pedir Jimin em namoro. Park lembrava-se como se fosse ontem, quando Jeon lhe levou para Jantar naquele mesmo restaurante onde Jimin vendia as flores. O jantar foi agradável, conversaram sobre todos os assuntos que lhe viam a mente, Jeon elogiava o sorriso de Jimin a cada trinta minutos. Ele estava perdidamente apaixonado. Depois de um agradável e romântico jantar, Jeon levou Jimin a seu barco, e lhe disse que faria a noite de Jimin a mais especial que já viveu. Então em seu barco a canal a fora, Jeon recitou um poema de amor do seu escritor favorito e disse tudo o que sentia por Jimin, disse que ele era o amor que preenchia sua alma e que desejaria viver com ele para o resto de sua vida, só então fez o pedido. Jimin acabou-se em lágrima quando finalmente aceitou.

 Naquela noite os seus dedos de Jimin tocavam sua pele, os seus lábios deixando um trajeto de chupões e marcas roxas. Às vezes se distraía pensando naquela noite e como ela foi inesquecível, pensando no sussurrar de Jeon, pensando na leveza de Jeon, pensando em sua pele bonita.

Hoje fazia um mês que tudo aquilo acontecido. Um mês de amor incondicional que tanto Jimin almejava. Hoje eles iriam para um piquenique no parque. As flores enfeitavam todo o lugar e Jeon estava ansioso para isso, queria passar um dia inteiro ao lado do seu amado.

Estavam no parque e as flores estavam por todo o chão entre a grama verde. Foi comoa primeira vez que se beijaram. Jeon segurava o violão e sorria ao ver o namorado sentado com um cesto, colhendo flores caídas.

- Aqui está tão lindo. Eu estou apaixonado. - Jimin falou enquanto esticava a toalha xadrez na grama verde.

- Achei que estivesse apaixonando por mim. - Jeon falou brincando com o mais velho.

- Eu estou perdidamente apaixonado por você, é diferente. - Jimin sentou sobre a toalha, batendo ao seu lado para Jeongguk sentar. O mesmo sentou e apressou para pegar a garrafa de champanhe que tinha dentro da cesta.

- Você é um bobo apaixonado - Sorriu enquanto abria um champanhe da cesta. - Vamos fazer um brinde. - Colocou o líquido dentro de duas taças entregando uma ao Jimin.

- O que quer brindar?  - O agora loiro, perguntou.

- Brindar ao namorado incrível que eu tenho - Sorriu. - Saúde - Falaram em uníssono.

Jeon fez careta quando terminou de beber o líquido da taça.

Depois de alguns minutos conversando, Jimin se proximou do outro e sentou-se de frente, deixando vários selinhos em seus lábios, um atrás do outro, sorrindo entre um e outro.

- Eu Jeon Jeongguk - começava a dizer entre o intervalo dos beijos. - Quero ... dizer.. que te... amo.

 Na última palavra, Jeon deixou um beijo mais longo.

- Eu amo você. - Sorriu e deixou outro beijo.

O beijo agora durou mais e Jeon segurava na nuca do outro, que sorriu depois, contra seus lábios.

-Obrigado pela rosa vermelha daquele dia.


Notas Finais


MUSICA: https://www.youtube.com/watch?v=4WTt69YO2VI
OBAAAA terrminou!!! O que acharam? Gostaram? Eu repeti muito a palavra gondoleiro? Sim ou claro? Lasjsksksk espero que tenham gostado. Comentem o que acharam 💕
Até a próxima.


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