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História Entre guitarras e trombones - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi oi pessoinhas! Cá estou com o segundo capítulo da fanfic, muitissimo obrigada a todo mundo que favoritou e comentou no capítulo anterior, eu fiquei bem feiz XD
Boa leitura!

Capítulo 2 - Maldita mensagem


80 a 79.

Este havia sido o placar tão esperado pelos jovens músicos.

Foi como em um filme, no momento que Shouto Todoroki ouviu seu nome e o dos colegas serem chamados ele sentiu seu peito encher de alegria.

O bicolor não podia acreditar naquilo.

Vencer a tão bajulada orquestra era como ganhar o mundo e, mesmo que fosse por um mísero ponto, aquela continuava sendo uma vitória.

O guitarrista encarou o jovem de óculos redondos cheio de confiança à frente de si, era como se seus olhos estranhamente o parabenizassem, mesmo que sem uma única palavra.

Aquela era como uma revanche ao evento do ano anterior. Evento esse em que Midoriya e seus companheiros venceram a banda com uma diferença avassaladora de 20 pontos, tudo graças a uma grande confusão causada entre o esverdeado e o membro mais explosivo dos cinco.

Naquela época o grupinho de baderneiros ainda eram novatos na escola, o que lhe tornaram um bom alvo de chacota pelos alunos mais endiabrados. Os cinco só conseguiram reerguer a reputação depois de Todoroki e Katsuki selarem uma amizade com o antigo fanfarrão do colégio, Hitoshi Shinsou.

— Aqui está! — Toshinori entregou o prêmio ao líder dos roqueiros, o parabenizando pela bela apresentação — Também sou um grande fã de Foo Fighters — o diretor sussurrou baixinho, vendo um riso singelo se formar no rosto do garoto.

Alguns professores viraram a cara ao ver a cena. Como uma caixa de marimbondos daquela podia ter ganho o troféu? Isto era uma calúnia, um tremendo desgosto.

Todoroki até pensou em lançar um saudoso agradecimento para os alunos, mas antes que ele tivesse tempo de falar algo foi impedido por Bakugou, que tomou o microfone de sua mão.

— Isto é pra vocês que riram de nós — o loiro por pouco não lançou seu precioso dedo aos colegas de classe, isso graças a Kirishima.

— Calma, calma — o ruivo murmurou para o baterista, o puxando para trás.

Katsuki — que já estava mega puto com o vocalista— apenas resmungou, empurrando a mão do outro para longe de si. Ele não podia acreditar que a breguice de Eijirou tinha estragado seu agradecimento digno de um rockstar.

— Gostaria de chamar aqui nossos alunos participantes, e também nosso representante da orquestra, que levou o segundo lugar. Você fez bem muito bem Izuku!

O diretor convidou os outros participantes para subirem ao palco e pediu que os colegas os aplaudissem. O que não agradou muito os roqueiros de lápis pretos.

—Tsc! Nós que ganhamos e ele quem é bajulado? — Kaminari retrucou, visivelmente irritado.

— É um grande puxa-saco — Sero completou.

— Ele é fofo! —Eijirou falou enquanto observava o esverdeado todo tímido no palco.

Aquela foi uma fala que fez todos os parceiros de banda o encararam, que merda o ruivo estava dizendo?

Todoroki apertou os lábios, incomodado com o elogio sem sentido do vocalista.

— Fofo? Não exagere, Kirishima — o guitarrista falou, embora no fundo também achasse Midoriya um tiquinho bonitinho.

— Hey, calma. Ele é fofinho e nós somos gostosos! —Eijirou disse aquilo, divertido os amigos —Além do mais, nós temos isso aqui —o ruivo levantou o troféu, sorrindo.

Os cinco acabaram por rir, sem nem prestar atenção nas outras baboseiras que o diretor falava junto de Uraraka.

Mais ao fundo, um certo trombonista de óculos redondos os observava, invejando-os.

Não pelo troféu que carregavam em mãos, mas sim pela união que pareciam ter.

 

(...)

 

A comemoração seria com pizza, fazendo ali um jus ao nome demasiadamente estranho da banda de encrenqueiros.

O pequeno porão sujo, alugado por alguns trocados pelo próprio líder, servia como uma suíte de luxo para a melhor noite da vida dos cinco adolescentes.

ㅡ YAAASSS BABY! Isso que eu chamo de vida — disse Kaminari ao abrir a caixa gordurosa que carregava.

ㅡ Ainda não acredito que levamos esse prêmio, caras! — Sero sorriu animado enquanto envolvia os braços em dois dos amigos.

ㅡ Nós ganhamos daqueles nerds filhos da puta.  Eu realmente achei que os professores votariam neles — Bakugou continuou, se ajeitando na mesinha improvisada do galpão.

ㅡ A senhora Kaguya realmente nos encarou feio —Sero voltou a falar, se lembrando do olhar tenebroso da professora de matemática

— Eu já sabia que levaríamos essa, confio no nosso líder! — Eijirou sorriu, dando um tapinha nos ombros de Todoroki.

ㅡ Ganhamos por nós todos. Somos um time, não? — Shouto falou sonolento, esperando sua única fatia de pizza.

ㅡ É claro que sim! — quatro dos roqueiros falaram juntos.

ㅡ Sem dúvida —Katsuki foi o último a falar, ainda que de boca cheia.

ㅡ Ei, o pessoal já deve estar vindo — Kaminari levantou novamente, tratando de engolir sua segunda fatia de uma só vez — É melhor arrastarmos esses móveis velhos daqui!

O pessoal ao qual Kamirari se referia nada mais era que os amigos dos cinco, amigos estes que também eram músicos, também roqueiros e claro também revoltados.

O principal dos amigos era justamente o antes citado Shinsou, já os outros se tratavam de colegas e companheiros do jovem, além da banda de Kyoka Jirou, que havia tocado no evento de mais cedo.

Não foram precisos nem dois minutos para que as fatias pizza dessem espaço aos numerosos fardos de bebidas.

Denki logo sorriu animado, levando os fardos até um cantinho do galpão. Logo ao lado um certo ruivinho o encarava com um olhar de reprovação. Kirishima realmente havia pensado que a breve comemoração não passaria das dez da noite, afinal, no dia seguinte eles tinham algumas provas a fazer na escola; porém, quando o ruivo piscou os olhos o porão antes vazio logo se encheu de jovens rebeldes carregados de álcool.

 — Ei, Denki —o vocalista puxou o amigo, que trocava algumas paqueras com Kyoka.

Denki logo bufou irritado, Eijirou tinha ideia do quanto ele havia lutado para conseguir trocar miseras palavras com Jirou? Quer dizer, a garota não era lá a pessoa mais sociável do mundo e o guitarrista vinha mantendo seus olhos em si desde o fundamental, mas, sua difícil trajetória parecia estava prestes a ser destruída por um roqueiro metido a engomadinho.

— Porra, Kirishima! Justo agora?  —ele sussurrou baixinho, se referindo a garota.  

— Quem é essa gente toda aqui? —questionou, ignorando tudo que o amigo havia dito —Você disse que viriam só umas cinco pessoas!

— Heh — o loirinho riu travesso — Eu não convidei tudo isso. Relaxa, cara, relaxa —aquelas foram as últimas palavras do guitarrista antes dele ser puxado por uma outra colega de sala, deixando um Kirishima puto atrás de si.

O ruivo bufou irritado, talvez ele fosse o único a não gostar de toda aquela aglomeração ali.

Do outro lado do porão estava justamente o maior causador das intrigas do colégio e do desgosto do ruivinho; Hitoshi Shinsou.

Shinsou era dois anos mais velho que o grupinho de baderneiros e, depois de bons anos refazendo o terceiro ano do ensino médio ele havia conseguido se formar.

O garoto de fios roxos era conhecido por seu gênio persuasivo e pela capacidade de manipular qualquer um que chegasse perto de si. O encrenqueiro era quase que como um mentor para o líder dos roqueiros, quer dizer, quando Shouto ainda estava no primeiro ano o grande fanfarrão da escola era justamente o mais velho. E, foi também o arroxeado que ajudou o bicolor e seu amigo explosivo a ganharem algum respeito de seus colegas além de tê-los ensinados ainda mais coisas sobre o mundo das guitarras afiadas.

— Vocês realmente estão se saindo bem — o mais velho falou para Shouto, enquanto bebericava aquele que deveria ser seu sexto copo de bebida.

— Foi por um ponto — Todoroki retrucou — O baixinho ficou me encarando, realmente não sei qual a dele — ele completou, se referindo ao trombonista de óculos redondos.

— Talvez ele tenha ficado furioso por perder. Cara, esses moleques são um porre — terminou o arroxeado.

Os dois perderam mais bons minutos retrucando sobre os alunos certinhos da escola, Hitoshi de fato já havia se ferrado muito por conta de suas artimanhas e por isso seu ódio pelos nerds era ainda maior que o do bicolor.

Ainda mais a frente dos dois estavam Sero e Bakugou e, enquanto o loiro se perdia fumando um de seus cigarros, Hanta mantinha os olhos fixos num outro loirinho a alguns passos de si.

Denki parecia ter dado um passo a mais com sua quase namorada Jirou e talvez esse fato incomodasse um tiquinho o baixista.

Não era como se Sero a odiasse. Quer dizer, o moreno conhecia Kaminari mais que ninguém no mundo, os dois eram clichês amigos de infância e tudo que Hanta Sero mais temia era que o loiro pudesse se magoar com uma garota qualquer; embora Kyoka parecesse perfeita para si.

— Por que aquele imbecil tá sozinho? — Bakugou retrucou enquanto tragava seu cigarro, não recebendo nenhuma resposta do moreno.

O “imbecil” ao qual ele se referia era nada mais que o ruivinho da banda.

Katsuki, assim como Sero talvez não soubesse muito bem lidar com seus sentimentos em relação ao amigo e, isso acabava quase sempre ocasionando em uma intriga entre os dois.

Tudo graças as diferenças de suas personalidades.

Mas, ainda sim, algo os unia e Kirishima sentia que deveria cuidar daquele loiro cabeça oca, afinal, ele era o único com quem o outro se sentia confortável para se abrir um pouquinho.

De todo modo, o maior traço do baterista ainda era justamente seu orgulho.

Orgulho este que o impedia de lançar qualquer pedido de desculpas ao ruivo e que o mantinha parado feito uma estatua no bendito sofá velho, apenas o observando.

(...)

As horas iam se passando e cada vez mais os convidados ficavam mais bêbados, a essa altura Kaminari já havia tirado quase todas suas roupas, sendo acompanhado dos amigos.

Kirishima ainda era o único a permanecer com sua cara emburrada, o ruivo não costumava a ficar assim, no entanto, a bendita frase de Bakugou não saia de sua mente.

"Você deveria estar lá e não aqui".

Infelizmente as palavras do baterista pareciam estar certas.

Ironicamente o estilo de vida dos jovens da orquestra parecia se adequar mais ao estilo de vida do ruivinho. Kirishima não era lá muito fã das badernas de seus amigos e vez ou outra o vocalista se permitia observar a admirável delicadeza de seus rivais, não era como se ruivinho quisesse abandonar a banda, quer dizer, não agora...

 

Mais horas se passaram e Eijirou acabou por se juntar aos amigos, tentando ao máximo se desviar dos benditos pensamentos e das palavras de Katsuki; que parecia arrependido consigo.

Pouco a pouco o pequeno porão foi esvaziando e a notícia de que a polícia passaria por ali dispersou os jovens baderneiros.

— Eu tô morto! — Denki resmungou baixinho, caindo no sono logo em seguida.

Não só ele, mas quase todos os roqueiros caíram no sono.

Kirishima, Bakugou e Denki acabaram por dormir os três em um mesmo sofá, enquanto Sero apenas se jogou em um dos tapetes velhos do lugar, nem se importando se teria uma bela dor na coluna no dia seguinte.

O jovem de cabelos bicolores acabou por se render ao soninho enquanto escrevia uma letra contra seu pai distante, dormindo como um bebê.

Todoroki só despertou quando ouviu seu celular vibrar, isto em plenas três horas da manhã.

E, diferente do que ele pensou não era nenhum maluco o ligando

 Número desconhecido [8 mensagens]:

SOU DA PAZ!

Olá, meu caro Rockeiro! Nós nunca nos falamos pessoalmente, mas senti que deveria avisá-lo antes que seja tarde.

O prêmio do Show de Talentos, na verdade, não pertence a sua banda e sim a orquestra da escola :(

<3 <3 Estou colocando corações para você não me matar <3 <3 

<3 Amanhã...bem... amanhã você deve devolvê-lo <3

Obrigado pela atenção :D

(não me mate, por favor...<3 )

Ah, sou eu, o Midoriya. Estarei te esperando na sala do diretor :)

 

O bicolor por pouco não jogou seu celular longe, não acreditando no que havia acabado de ler...

 


Notas Finais


é isso pessoinhas! espero que o capítulo não tenha ficado muito confuso
me digam o que vocês acharam pois será um prazer responde-los e me avisem se tiverem errinhos perdidos

inté!


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