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História Entre Idas e Vindas - mclennon; - Capítulo 3


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Notas do Autor


oi, dnv
bom, eu ia postar esse aqui mais cedo, mas acabou que a netflix lançou a segunda temporada de umbrella academy e eu PRECISAVA assistir. sabe, eu amo coisas desse estilo.
eu não sei exatamente o que rolou no capítulo de hoje. tive a idéia enquanto tomava banho, fui escrevendo e deu no que deu.
espero que gostem, qualquer erro lembrem-se que eu não revisei. eu nunca reviso, não gosto de ler as coisas que eu faço.
semana que vem voltam as minhas aulas, então talvez eu demore mais pra postar as coisas. a escola passa um bilhão de deveres e eu não sou a pessoa mais pontual do mundo. acreditem, eu odeio a escola.
enfim, vms pro capítulo
beijinhos, com amor,
dudda.

Capítulo 3 - Intervalo;


Fanfic / Fanfiction Entre Idas e Vindas - mclennon; - Capítulo 3 - Intervalo;

Era nove e dez da manhã e as duas primeiras aulas já haviam acabado.

Na verdade, Paul passou boa parte da aula de história pensando em John Lennon, o modelo da capital. Ele era uma grande farsa, afinal.

Na tv, era um garotinho inofensivo, que usava camisa social e cabelo tigelinha. Fazia piadas sem graça, tirando risadas das velhinhas das platéias dos programas de variedades. Usava óculos redondos, ridiculamente bonitos. Ele era um galã na tv. Ele era o garoto ideal.

E Paul se lembrou, enquanto pensava sobre John “perfeitinho” Lennon, da primeira vez que havia visto o garoto, durante um domingo entediante, quando ele ainda era um molequinho de oito anos.

Ele estava passando os canais um por um, tentando achar aquele desenho legal que ele sabia que passava às três da tarde.

Estava sem camiseta, apenas com um shorts de pijama, tomando um picolé de limão.

E, de repente, se deparou com um garotinho mais ou menos da sua idade, no canal vinte e seis, fazendo malabarismos com bolinhas coloridas.

Ele havia achado incrível aquilo, e pensou que aquele garotinho (que na época ele não sabia que era o tal John Lennon) era muito, muito, mas muito talentoso.

Paul queria fazer malabarismo também, assim como John Winston Lennon.

Ele desligou a tv e correu para o quarto de seu irmão, Mike. Ele tinha “um bilhão” de bolinhas, que ficavam guardadas em uma embalagem de plástico.

Ele treinou, treinou, e treinou. Até que conseguiu.

Mas, infelizmente, já eram oito da noite, e seu pai não deixaria ele ir a casa de Richard Starkey, seu vizinho (e melhor amigo), para mostrar o novo dote do filho mais velho.

E agora lá estava ele, andando lado a lado do garoto estrela, que, na verdade, era muito mais bonito pessoalmente, com suas roupas estilosas e cabelo vermelho. Pelo menos era isso que Paul pensava.

Ele não se culpava por pensar isso.

– E você, Paullie? – John disse como se estivesse falando como uma criança, voltando os pensamentos de Paul ao agora.

– Eu o quê? – Ele fez uma careta.

– Gosta de Rock? – George falou por John.

– Oh… – Ele olhou para os três amigos, que esperavam uma resposta. – Sim. Bastante, na verdade. Tenho um monte de discos em casa.

– Meu Deus, sim! – Agora era Ringo que falava. – Vocês precisam ver a coleção de discos do Paul. É sério, ele é um acumulador.

– Pensei que só ouvia Beethoven e Chopin. – John soltou uma risadinha.

– Enche meu saco de novo e eu juro que te mando de volta pra capital. – Paul fez uma cara muito séria. No fundo ele queria rir.

John levantou as mãos em rendição. – Tudo bem, garoto mais incrível da cidade.

Paul deu um soco leve no ombro de John.

John reclamou da “agressão”.

Eles seguiram o corredor principal, indo em direção à segunda parte do colégio. Ringo e George não paravam de tagarelar, falando sobre desenhos animados e quadrinhos de super heróis.

Tinha uma cantina, um campo de futebol com arquibancadas e outras coisas, que agregavam o local. George abriu a boca em um espanto, maravilhado com o tamanho da escola.

– Vamos comer logo, estou morrendo de fome. É sério. – George puxou os novos amigos até uma fila, que nem era tão grande.

Eles já estavam com as bandejas nas mãos quando se dirigiram às arquibancadas. Ringo mencionou sobre ser legal acompanhar o grande teatro que era o futebol. Comparou com “Hamlet”.

Enquanto passavam pelos bancos, puderam ouvir os suspiros das meninas.

– Agora vai todo mundo olhar pra gente. – Disse Paul.

– John, como é ser você? – George perguntou quando se sentaram em um dos bancos mais altos. Seus cabelos balançavam com o vento geladinho.

– Uma bosta. – Ele mordeu um pedaço de seu sanduíche.

– É sério isso? Tipo, você apertou a mão de gente milionária. Você é milionário. – Ringo enfatizou o “você” na última frase.

– Tem muita coisa que não aparece na tv, na verdade. Muita coisa que enche o saco. Se eu pudesse ter escolhido, nunca teria entrado nesse negócio.

– Mas não é você que escolheu ser modelo ou coisa assim? Você parecia uma criança bem felizinha.

– Não exatamente.

– Você vai num psicólogo? Crianças que trabalham com a mídia tendem a ter problemas psicológicos. – Quando Ringo disse isso, todos o olharam.

– Meu Deus, Ringo... – John sussurrou. Ele começou a rir em seguida.

No final, todos começaram a rir também.

Depois de tudo, um silêncio apareceu. Não era constrangedor, ensurdecedor, ou qualquer outro adjetivo negativo. Muito pelo contrário: Era como se aquilo já tivesse acontecido um milhão de vezes, como quatro amigos de longa data. Confortável.

Parecia que era para acontecer.

– George, você é hétero? – Paul interrompeu o silêncio.

Ringo engasgou com o suco de laranja.

– Eu não acredito nisso… – Falou, entre tossidas fortes.

– Você desacreditou do meu radar! – Ele apontou para o peito de Ringo.

– Eu nunca disse que não acreditava! – Ele empurrou a mão de Paul.

– Radar? Que merda é essa? – John perguntou.

– Quando você não é hétero, você tem um radar que te ajuda a identificar quem também não é hétero. – Paul gesticou com as mãos.

– EU SABIA! – John estralou os dedos. – Sabia que você não era hétero.

– Então você não é hétero?! – Paul franziu as sobrancelhas. Olhou John de cima a baixo.

– Não. – Ele simplesmente disse.

John não era hétero.

A tv não sabia disso.

– Viu?! O radar nem sempre funciona. – Ringo interrompeu o silêncio.

– Cala a boca, encubado.

Ringo deu a língua para Paul.

– Mas, enfim… – Ele virou seus joelhos para George. – Gê, você é hétero?

– Que intimidade é essa? – Ringo interrompeu.

– Shiu! – Colocou o dedo indicador na frente do rosto de Ringo.

Todos olhavam para George esperando uma resposta.

– Não. – Ele enfiou as mãos entrelaçadas entre as pernas, olhando para a tábua sob seus pés.

– Viu, Ringo? Eu sempre tenho a razão. – Paul jogou o seu cabelo imaginário para trás.

– E se eu te empurrasse dessa arquibancada? – Ele levantou as sobrancelhas, como se cogitasse nessa opção.

– Nossa, mas que braveza! – Ele empurrou o ombro de Ringo.

Depois desse momento, George não falou muita coisa. Ele permanecia calado, claramente desconfortável com a situação. E então, quando Paul e John estavam entretidos demais entre si, Ringo sussurrou no ouvido de George:

– Quer dar uma volta? Dá pra ver que você tá desconfortável aqui.

George apenas balançou a cabeça, concordando com a idéia.

Ringo deu um tapinha no braço de Paul, dizendo algo como “estamos indo ao banheiro”. Eles desceram das arquibancadas.

Andaram em silêncio. Ringo sabia de um lugar ideal para conversar e espairecer. George o seguiu.

Eles foram até um corredorzinho, que ficava entre o armário de limpeza e os banheiros das crianças menores. Havia uma janelinha que contribuía com a lâmpada fraca. O pequeno cômodo tinha cheiro de lavanda.

Sentaram-se no chão, apoiados em paredes diferentes.

– Não liga pro Paul, ele não pensa antes de falar. – Ringo mexia em um anel no seu dedo anelar.

– Deu pra perceber. – George soltou uma risadinha.

– Ele é muito extrovertido, acha que todo mundo é igual ele.

– Ele é legal.

– É. – Ringo apoiou os pés na outra parede. – Mas às vezes merece um pito.

George riu.

Eles ficaram em silêncio.

George apreciava muito o silêncio, na verdade. Era o oposto de Ringo, que estava sempre falando sobre alguma coisa.

Eles perceberam a porta do banheiro das criançinhas se abrir. Pensaram que era algum aluno da educação infantil, mas se surpreenderam quando um adolescente e uma jovem tão velha quanto ele saíram de lá.

Ela tinha cabelos loiros curtos, bagunçados e com frizz. Usava uma blusa de gola alta preta, calça jeans e botas de cano baixo.

Ele tinha um maxilar perfeito, com uma boca perfeita e um corpo perfeitamente perfeito também. Seu cabelo era perfeito, os olhos, o nariz...

Ele era o senhor perfeição, na verdade.

O senhor perfeição se chamava Stuart Sutcliffe.

– Hm… Oi Stuart. – Ringo acenou com a mão esquerda.

Stuart fez uma cara de surpresa. – Ringo! E aí, cara? Como foram suas férias? – Ele sorriu.

– Muito bem. – Ringo sorriu também. – E você é Astrid, certo? – Ele apontou para a moça.

– Oh, sim. Muito prazer. – Ela sorriu educadamente.

– E você é…? – Stuart se referia à George.

– George Harrison, muito prazer. – Ele esticou seu braço. Eles se cumprimentaram com um aperto de mão amigável.

– Você é novo, certo?

– Sim, vim da cidade vizinha.

– Oh! Sim, sim… Claro. – Eles ficaram constrangidos demais para falar alguma coisa. – Bom, já vamos indo.

– Tchau, Stuart.

– Me chame de Stu, Ringo. Somos amigos, não? – Ele falou na porta. Metade de seu corpo estava no cômodo ao lado.

– Claro. – Ringo acenou com a cabeça.

– Uau. – George disse logo após a saída de Stuart. – Ele é tão perfeito que me dói.

– Não fique assim, todos nós nos acostumamos com o “senhor perfeição”. E, afinal, você é tão bonito quanto ele, não reclame. – Ringo falou tudo isso em um fôlego só.

E depois de segundos, Ringo reparou o que tinha dito.

Para sua sorte, o sinal batera logo após sua pequena confissão. George parecia tão constrangido quanto ele. Era tímido demais para falar alguma coisa a respeito.

Ringo deu um pulo, puxando George pelo braço. – VAMOS! – A fala alta ecoou pelo pequeno corredor. – O sinal bateu. Temos aula de ciências agora.


Notas Finais


sim, stuart faz parte do grupo seleto de pessoas que eu acho perfeitamente bonitas. mas ele tem potencial pra ser vilão, então não confiem nas minhas descrições adoráveis sobre seu rosto perfeito.
bom, eu decidi compartilhar uma música cada vez que eu posto um capítulo de alguma coisa. acho bem legal, na vdd.
a da vez é dust in the wind, do Kansas. eu não sou fã número um da banda, mas acho as músicas fantásticas. essa em específica tem tudo o que eu mais amo: muitas vozes e violino.
https://youtu.be/tH2w6Oxx0kQ
enfim, aguardo vocês em uma próxima vez, queridos
com amor,
dudda


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