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História Entre Irmãos (Nova Versão) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Segundo Capítulo


~ 2016, Casa dos pais, Brasil ~

O proibido aguça o ser humano. É uma mistura de adrenalina com medo e prazer. O que Miguel sentia era uma atração sexual. Não havia amor. Nenhum sentimento que pudesse expor suas emoções. Apenas o fato que de alguma forma o fazia ver o seu irmão com outros olhos. Na infância eram apenas duas crianças inocentes, mas como Miguel amadureceu primeiro, ele já começara a sentir algo entre as suas pernas. Um ano antes, foi quando começou a ver filmes adultos que tinham as representações falsas e exageradas de incesto. O que ele mais observava eram dois irmãos. Imaginava Eric e sempre terminava com as mãos sujas do gozo noturno.

Como um maníaco sexual que encara a sua vítima no meio da noite, em alguns momentos, Miguel entrara no quarto do irmão apenas para vê-lo dormir ou de uma forma grosseira, se masturbar no quarto escuro aproveitando de que seu irmão estava dormindo e não iria despertar. Quando conseguia o que queria, saía do quarto e retornava ao seu. Um sentimento de culpa e vergonha tomou conta de sua mente. Ele começou a julgar os próprios atos libidinosos. Se perguntou se aquilo realmente era errado e por qual motivo. Se afundou nos estudos para evitar pensar em Eric e se afastar gradativamente da presença do irmão. No entanto, naquela noite, subiu um desejo em sua carne que o fez olhar novamente o vídeo adulto. Por coincidência, Eric o viu naquela situação e enlouquecido pela imaginação sexual, ele não resistiu.

No dia seguinte, os dois estavam sentados à mesa com os pais que comiam depressa para não se atrasar para o trabalho. Eric não conseguia olhar para Miguel. Sempre se lembrava do ocorrido e sentia vergonha. Por outro lado, o seu irmão agia naturalmente e Eric se perguntou como ele poderia ser tão frio e sério. De qualquer forma, os dois tiveram uma relação sexual. Mesmo que tenha durado poucos minutos, mas aconteceu algo entre eles. E isso já bastava.

Eric temia o que poderia acontecer naquela tarde de sábado. A sua mãe iria para o hospital e seu pai iria resolver uns trabalhos pendentes no escritório. Os dois irmãos iriam ficar sozinhos. Eric sentia que Miguel não passava de um demônio que já tinha tudo em mente. Evitando qualquer contato, ele optou em ir até a casa do amigo assim que seus pais saíram. Pedro morava ao lado e havia ganhado um videogame novo. Caminhando no jardim da frente e indo em direção à casa vizinha, Eric avistou Miguel o encarar como um psicopata através do vidro da janela de seu quarto. Ele baixou a cabeça e acelerou os passos.

Miguel sabia que Eric estava fugindo dele. Afastou as cortinas deixando a luz natural entrar e se encaminhou até a escrivaninha iniciando os estudos. Afinal, o fim do ano estava chegando e iria ter que fazer a prova do intercâmbio para conseguir uma vaga na faculdade de sua escolha. O estudo durou cerca de duas horas. Olhou para o relógio e saiu do quarto. Eric ainda não retornou. Pegou o binóculo que tinha guardado dentro da gaveta da escrivaninha e se deslocou até o quarto dos seus pais. O que ele estava querendo fazer, só podia enxergar dali, pois a visão era melhor. No entanto, não era perfeita, por isso levou consigo o binóculo. Através do vidro da janela, com o objeto sendo focado na busca, Miguel parou no seu alvo. Presenciou de longe Eric ajoelhado e fazendo oral em seu amigo moreno.

Não sabia como aquilo chegou à esse ponto. Talvez ele fosse dizer que foi sem querer assim como o beijo. No fundo, Miguel se sentiu desconfortável. Franziu o cenho e se afastou da janela. Retomou os estudos de novo, mas não conseguia tirar a cena da cabeça. Zangado, rasgou uma das folhas do caderno. Fez algo que nem os seus pais sabiam. Tirou um cigarro do maço e acendeu com o isqueiro. Deixava guardado dentro da mochila. Fumava quando ficava nervoso. Era uma forma de relaxar. Sentou-se no sofá e ficou ali pensativo, no silêncio da sala de estar.

Cuspiu a água da torneira que usou para lavar a boca. A relação que tinha com o amigo não era um romance, apenas uma diversão. Uma forma que os dois encontraram para descobrir e se aventurar na sexualidade daquela idade. Eric se despediu do amigo ou parceiro. Pouco importava. Retornou para casa quando encontrou Miguel fumando. Sem dizer nada, apenas seguiu até seu quarto, mas parou no início da escada quando escutou o seu irmão. A voz estava tão fria quanto a sua própria face. Fez Eric gelar. Não apenas pelo tom, mas pelo que ele estava dizendo. As pessoas acham que podem esconder os segredos, mas cedo ou tarde ele será revelado.

— Você está namorando com o Pedro?

— Por que diz isso?

— Porque eu acredito que sim.

— Não mesmo! — Se virou para subir e fugir das perguntas.

— Então por que não respondeu logo?

— Por que eu não devo satisfações à você!

— Eu vi o que você fez. — Ele tragou o cigarro e encarou o irmão. — Por que com os outros você é uma puta e comigo não?

Eric ficou assustado com o termo usado, mas também irritado. Se aproximou do irmão.

— O que quer de mim? Vai me chantagear? Vai contar aos nossos pais? E você que não passa de um pervertido?

Ele apagou as cinzas do cigarro no cinzeiro.

— Primeiro, eu sinto atração por você e talvez eu queira algo há mais. Segundo, eu não vou te chantagear porque não tenho nenhuma prova contra você. E terceiro, sim! Eu sou um pervertido que deseja foder o próprio irmão assim como você que chupa às escondidas. — Miguel cruzou os braços e inclinou o corpo para trás encostando confortavelmente nas costas do sofá. — Nesse caso, acho que estamos quites, não é mesmo?

— Você é um demônio! — Murmurou virando o rosto. — Não acha errado ter atração por mim?

— Vai dizer que você não tem?

— Não mesmo! Você é meu irmão!

— E se eu não fosse? Faria o mesmo o que faz com o seu amigo íntimo?

Eric baixou a cabeça. Procurou uma forma de sair da situação. Miguel levantou do sofá e se aproximou. Ele era alto e Eric teve que erguer a cabeça para olhar em seus olhos. A mão de Miguel pousou em seu rosto.

— Eu não farei nada contra você. Apenas… quero que pense. Você é capaz de ter algo comigo? Ignore o fato de eu ser o seu irmão. Se a resposta for sim, vá para o meu quarto. Se for não, então eu deixarei você em paz.

Sem esperar qualquer protesto, Miguel subiu a escada e foi até seu quarto.



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