História Entre kunais e bandagens - NejiTen - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Neji Hyuuga, TenTen Mitsashi
Tags Concursovwdnejiten, Day, Declaração, Dia, Dos, Namorados, Neji, Tenten, Valentine, White
Visualizações 156
Palavras 2.063
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Mais uma oneshot! Espero que gostem haha~~
Sobre ela, vi o desafio e pensei “dá tempo”, então vamos que vamos XD
Ela é uma double-shot (2 capítulos) e um foi postado hoje (dia dos namorados internacional) e o outro será postado no White Day, então segura a periquita que o capítulo do Neji já, já aparece :D

Nota: No final, tem um poema de Shakespeare. Link do site de onde foi retirado está nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Kunais


Entre Kunais e Bandagens – NejiTen

#ConcursoVWDNejiTen

---

Tenten nunca fora uma jovem lá muito prendada na cozinha. No momento, inclusive, travava uma batalha épica contra o chocolate e as forminhas de kunai que comprara no ebay.

Aquilo era difícil como o inferno e estava começando a questionar sua sanidade mental. Seria tão mais fácil comprar algo pronto e só presenteá-lo. Mas não! Ela tinha que se meter a personalizadora de chocolates. Ria-se frustrada, queria tanto dizer-lhe a verdade.

Aquele segredo, que por sinal, acabava fazendo-a guardar mais segredos, estava acabando com ela. E ele sabia, Tenten sabia que Neji sabia de sua confusão mental, talvez não o porquê, mas ele sabia.

Neji sempre exigia tudo dela e Tenten, em sua paixão desenfreada, em sua entrega total, primeiro como amiga, e agora como amante, mesmo que em segredo, dava-lhe tudo. O Hyuuga sempre exigia demais dela, mas Tenten nunca se incomodou em exceder as expectativas masculinas.

Não, eles não haviam tido nada ainda, mas ela sabia que se ele quisesse, mesmo que apenas o seu corpo, se entregaria de corpo e alma, e coração, e tudo. Porquê o amava loucamente, de uma forma que era perigosa, mais ainda do que qualquer veneno. Faria tudo por ele.

Empurrou a forminha – estranhamente, um sucesso – dentro do congelador e contou os quinze minutos, batucando na bancada, ansiosa para ver se dera certo. Imaginava a reação do Hyuuga – se ele tivesse alguma, é claro.

Tinham um treino a tarde, não sabia se entregaria antes ou depois, apenas que precisava fazer isso no momento. Havia comprado uma caixa simples para Hiashi também, afinal, mesmo que não gostasse nada do velho, eles conviviam e as vezes, até treinavam juntos os três.

O líder do clã Hyuuga sempre mostrara-se curioso sobre a sua inata capacidade de errar um alvo, quase como se desejasse ver algo que não conseguia. Observou o giri choco, chocolate dado por obrigação aos homens importantes com quem era obrigada a conviver. Este era o único que tivera que comprar.

Para Gai sensei e Lee separara um honmei choco e um family choco. O primeiro, dado aos amigos mais próximos, o segundo aos familiares. Tenten não tinha mais família, mas considerava-os parte de si, morreria se os perdesse. Qualquer um deles – exceto Hiashi, por esse não nutria qualquer sentimento, apenas desconfiança.

Ouviu o despertador e retirou os chocolates do freezer. Exceto os de Neji, comprara todos os outros. Começou a desinformar as pequenas kunais de chocolate, praguejando por quebrar algumas. Enrolou-as no papel manteiga e depois no papel alumínio. Começou a montar o embrulho, colocando-os numa caixa quadrada com algumas palhas forrando em baixo, os chocolates no meio e por fim, um pequeno cartão. Simples, simbólico. Tudo o que queria dizer, lhe diria pessoalmente.

Arrepiou-se. Só de pensar no que teria que fazer, indefinidamente, até o final do dia, a deixava ansiosa, com borboletas no estômago e todos os sintomas que uma garota prestes a se declarar para o melhor amigo – frio e que mesmo sem querer, podia ser malvado as vezes – faziam-na repensar.

“Mas não posso continuar me acovardando. Neji vai acabar querendo saber o que é, mais cedo, ou mais tarde.” – Ela mirou o embrulho mordiscando a boca e tomou uma longa respiração.

— Coragem, Tenten. Você enfrenta inimigos mortais todos os dias, o que será levar um ‘não’ do seu melhor amigo? Fichinha… – Disse fechando os olhos e choramingou. Estava aterrorizada.

[…]

— Gai sensei! Lee! – Ela chamou, vendo-os de ponta cabeça, andando Konoha de cabo a rabo.

— Tenten! O que o fogo da juventude nos aguarda hoje? Não é dia dos namorados?

— Sim. – Ela sorriu nervosamente. – Eu trouxe chocolates, que tal uma pausa?

— Não podemos pausar, Tenten! – Lee exclamou horrorizado. – Precisamos continuar com o nosso fogo…

— Da juventude, blá, blá, blá. – Tenten disse girando os olhos e entregou-lhes duas sacolas simples. – Esses são meus chocolates para vocês.

— Tenten-chan… – Lee disse com um bico. – Talvez, uma pausa, Gai sensei?

— Apenas uma Lee! E se demorarmos mais que 5 segundos, teremos que dar 1000 voltas em Konoha!

— Sim, senhor!

— Kami-sama, daí-me paciência. – Tenten implorou aos céus.

Os dois homens se colocaram de pé, abrindo a sacolinha e vendo ambos os chocolates. Tenten viu com divertimento as lágrimas escorrerem pelos olhos dos dois homens, todo ano era igual.

— Vocês não mudam nunca?

— Nem você também, Tenten. – Neji disse calmamente, caminhando para onde estavam. Tenten sentiu o coração na garganta e com sacrifício, olhou o amigo. – Não tem nada para mim? – Ele perguntou estranhando a falta de presentes.

— Ah… hm… eu pensei em te dar, digo, entregar… é… é… de-depois do treino.

— Você está bem? – Lee perguntou preocupado. – Será que o fogo da juventude…

— Cale-se Lee! – Gai mandou numa voz altiva. – Tenten faça o que tem que fazer e use o seu fogo da juventude para algo! Vamos Lee, nos faltam 21000 voltas agora.

— Sim, senhor! – Lee disse batendo continência e seguindo o sensei sem demora.

— Ele disse 21000 voltas? – Tenten perguntou chocada.

— Disse. – Neji respondeu, dando de ombros.

— Neji, são 21000 voltas! – Tenten estava chocada.

— E daí? Eles sempre fazem isso, relaxe.

— Re-la-xe? Quem é você e o que fez com Hyuuga Neji?  – O Hyuuga girou os olhos e presenteou-lhe com um sorriso de lado.

— Vamos logo e deixa de bobagem. Temos que treinar.

— Ufa… – Ela disse com a mão no peito. – Já estava ficando com medo de você não voltar nunca mais.

Neji mirou-a enfadado, Tenten riu e a risada tornou-se uma gargalhada fácil, divertida que acabou por contagiá-lo. Só um pouco, afinal, ele é Hyuuga Neji.

[…]

Hiashi bebericava seu chá com divertimento. Nenhum dos dois parecia muito focado no treino. Neji derrubara a menina uma porção de vezes e tivera o cabelo solto outra porção de vezes.

Tenten parecia divertir-se toda vez que ele praguejava e ia atrás de uma fita para o cabelo e Neji parecia gostar muito de jogá-la ao chão, mas ainda segurar a jovem para que não batesse na terra dura.

“Jovens.” – Pensou, sem esboçar nenhuma reação. – “Tão fáceis de ler e ainda tão cansativos.”

Tenten o derrubou com uma rasteira, mas o Hyuuga a puxou ao chão junto. Eles quase se beijaram no impacto. Hiashi levantou-se, mas não conseguiu sair de lá quando ouviu-os rindo e se levantando novamente.

— Chá? – Neji questionou ofegante.

— Chá? O que você é? Uma velha?

— Bebemos chá o tempo todo, Tenten. Por que continua ralhando comigo sobre isso?

— Porque é divertido, oras. – A moça dos coques disse e apoiou-se nos joelhos. – Rola um suco gelado?

— Quem é você e o que fez com a maníaca dos refrigerantes?

— Engordei um quilo. – Tenten queixou-se, ficando em pé direito. – Um quilo, Neji! Tenho que fazer dieta. É uma droga, mas fazer o quê, né?

— Pedirei um suco. – Hiashi disse, saindo da área de treinamento dos Hyuuga.

— Valeu, seu HH. – Neji a olhou feio para o apelido. Tenten sussurrou: — O que foi? Ele curte.

— Cara, sério…Você não me disse ainda porque não ganhei nada. Eu não sabia que estávamos brigados…

— Não estamos, é só que… queria deixar para o fim do treino. Sabe como é né? E você nem de chocolate gosta.

— É verdade. – Neji concordou, sentando na varanda. A jovem o seguiu, sentando perto de sua bolsa. – Mas eu gosto de ser lembrado.

— Lembrado? Ou mimado?

— Não é o mesmo? – O Hyuuga mais jovem questionou-a bebericando sua xícara de chá.

— Bom… Neji. – Ela o chamou, vendo que, como em raros momentos, detinha total atenção do gênio Hyuuga, continuou: — Eu sei que ficamos um pouco estranhos nos últimos dias…

— Um pouco? Você tá me escondendo algo… O que foi? Tá namorando, é isso? – Ele não parecia feliz em admitir as palavras, mas isso passou despercebido pela jovem ansiosa e preocupada.

— Não! Claro que não… é que… bem… eu gosto de você. Digo, eu realmente curto você.

— Tenten… você me ama? – Neji perguntou lentamente e engolindo em seco, ela assentiu timidamente.

— Olha, eu não disse isso pra, sei lá, ter uma resposta ou sequer esperando algo. Pelo menos, não algo bom. É só que nós não temos segredos um com o outro, você me diz tudo e eu te digo tudo. Achei que devia saber. – Tenten explicou rapidamente e tomando uma respiração longa e revitalizadora se ergueu, ficando de pé. – Aqui seu presente. Feliz dia dos namorados.

— Obrigada. – Neji disse sem olhar o presente, observando a jovem que não o encarava, olhava o chão. – De verdade, Tenten.

— Não tem de quê. Eu acho que eu já vou…

— Tudo bem. – Neji disse, levantando-se também.

— Não precisa me levar no portão, eu sei o caminho. – Ela sorriu-lhe brevemente e pôs-se a correr.

Neji se sentou, ouvindo o piso cantar e seu tio vir com uma bandeja com a jarra de suco e dois copos.

— Aonde foi sua amiga matreira e confessadora de sentimentos?

— Se ouviu isso, sabe que ela correu. – Neji disse dando de ombros e abriu o presente.

Um sorriso pequeno formou-se em seu rosto, vendo as kunais feitas com esmero e que estavam horríveis. Um cartão pequeno e singelo no canto. Ele provou um dos doces, oferecendo ao tio, enquanto abria o cartão e lia.

Perguntei a um sábio ,

a diferença que havia

entre amor e amizade,

ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível,

a Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas ,

a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,

na Amizade compreensão.

O Amor é plantado

e com carinho cultivado,

a Amizade vem faceira,

e com troca de alegria e tristeza,

torna-se uma grande e querida

companheira.

Mas quando o Amor é sincero

ele vem com um grande amigo,

e quando a Amizade é concreta,

ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo

ou uma grande paixão,

ambos sentimentos coexistem

dentro do seu coração. – Shakespeare, Amor e Amizade.

 

Eu não sei falar coisas bonitas, Neji, mas eu sei o que eu sinto.

Espero que isso não mude as coisas entre a gente,

Meu grande e querido amigo.

Tenten.

Neji não tinha reação ante o poema ou as palavras de Tenten. Relembrou suas palavras. Olha, eu não disse isso pra, sei lá, ter uma resposta ou sequer esperando algo. Pelo menos, não algo bom. Fechou o cartão e mirou o céu, desconcertado. Não sabia o que fazer.

— Se você está confuso Neji, você tem um mês para pensar numa resposta. – Hiashi disse observando seu sobrinho. – Mas eu não esperaria demais, afinal, aquela é uma boa garota.

O mais velho de levantou, pegando a bandeja e deixando na sala, aonde suas duas filhas brincavam com os chocolates e viam um filme na televisão grande. Hiashi as observou com um sorriso e não confidenciou ao sobrinho, mas conseguia ver Akemi, sua amada e falecida esposa, na garra e nas vontades de Tenten. E sabia, pois estava velho e calejado, que ela era pura de coração. Algo que aprendera a valorizar mais do que a pureza de pele ou do sangue.

Neji observava os pássaros voarem no céu, se perguntando o que fazer. Ele tinha um mês. Sabia o que tinha no próximo mês, o White day. Seria tempo suficiente para obter aquela resposta? Fechou os olhos, saboreando o chocolate e sentindo-se ansioso.

“Um mês.”

Seria um mês interessante.

[…]

Tenten lavava a louça de casa sorrindo. Sentia-se leve. Não sabia como seria amanhã, quando teria de vê-lo e trabalhar com ele de novo, mas estava leve. Não tinha mais nenhum segredo guardado e sabia que podia confiar aquele importante momento em sua memória. Mesmo que não passasse disso, uma linda e bela memória.

“Quem sabe como vai ser. Só espero que ele não me afaste.” – Mas, nas profundezas de seu jovem coração de 20 anos, ela sabia que Neji jamais a afastaria. Não Neji, ele era o centro do seu universo e mesmo que não pudesse ser como antes, trabalharia para que fosse ainda melhor.

Tenten sorriu fechando a torneira e secando as mãos. Sim, trabalharia até que não pudesse mais respirar para que o dia de amanhã fosse sempre melhor que hoje. E quem sabe, se um milagre acontecesse, daqui a um mês poderia ouvir algo além de um ‘não’. As palavras dele, proferidas tão gentilmente vagavam em sua memória.

Obrigada, Tenten. De verdade.

— Não tem de quê, meu amigo. – Sussurrou, saindo da cozinha. Estava subitamente feliz e não podia dizer que era devido aos restos de chocolate que comera.

---


Notas Finais


Oi gente! Essa é a parte 1. Como eu disse, daqui a um mês (14 de março), eu posto a resposta do Neji lindo <3
Link do poema: http://amoravida.blogs.sapo.pt/28015.html
Espero que tenham gostado e comentem o que acharam, por favor :D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...