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História Entre Lobos e Raposas. (Kai) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Pensaram que teria hot 𝕒𝕖𝕖𝕜
Era pra ter mesmo, mas pensei em por um conteúdo a mais na estória.
Um porquinho de drama.
Espero que gostem.
Não revisado.
Boa leitura nini's♡
Pra quem não tá entendendo nada é uma fanfic com híbridos.
(Sou louca, vcs sabem!!)

Capítulo 2 - Orgulho e Preconceito.


Fanfic / Fanfiction Entre Lobos e Raposas. (Kai) - Capítulo 2 - Orgulho e Preconceito.

Entre Lobos e Raposas.

Orgulho e Preconceito

Infelizmente o inverno estava chegando ao fim; amanhã era seu último amanhecer em plenitude. Os últimos flocos de neve já caíam sobre minha cabeça e a dos meus três irmãos mais novos, eles eram da ninhada da primavera passada, por esse motivo eu, a mais velha, tinha que tomar conta dos pestinhas quando estávamos nos arredores da vila. Perto da floresta, brincando juntos. Jeongguk era o mais novo, mas nem parecia ser. Mas Jimin era o mais mimado; e Yoongi. Bem, esse apenas gostava de dormir muito, mais muito mesmo. Nunca vi uma criança para dormir como essa raposinha.

— Noona!! — Move as orelhas de um lado para o outro tentando identificar da onde viria o ataque. Eu me encontrava camuflada. Jeongguk gritou, vindo na nossa direção apressado, a pequena raposinha corria tropeçando nas próprias patas dianteiras devido a sua pouca idade e da camada de neve ainda grossa. Ele se atirou, literalmente voando como um pequeno pato desastrado sobre mim, subindo nas minhas costas passando a morder minhas orelhas de levinho. Seus dentes eram pequeninos, quase não os tinha ainda… então aquilo só deixava meu pelo todo babado. — Eu sou um lobo feroz, noona! — Imitando um rosnado ele me arrancou uma gargalhada fervorosa; aquilo estava mais para ganido de filhote de lobo.

— Lobinho feroz, hum! — Derrubei o menor no chão, empurrando o focinho em sua barriguinha cinzenta. Fazendo-lhe cócegas. — Eu que te peguei, vou devorá-lo!

— Não, noona!

— Aigoo, era a minha vez de ser o lobo feroz, Kooki! — Jimin resmungou um pouco magoado, eles adoravam brincar de ser lobos quando estávamos só nós quatro. Longe dos nossos pais e das outras raposas que moram na vila. Se eles ouvissem essas coisas, e visem isso iriam dizer com toda certeza que a má influência é minha. Que andava com um lobos e, estava incentivando meus irmãozinhos a gostar deles também.

— Da próxima vez podemos ser dois lobos ferozes, Jiminie. — O de pelagem mais amarelada consentiu contente. — Mas agora, vamos atacar nossa presa… o dorminhoco! — Ambos deram um pulinho sobre Yoongi, puxando sua cauda, mordendo suas orelhas e muito mais. — Acorda, acorda! — Os dois praticamente gritavam. — Noona, o hyung está morto? Vamos devorá-lo. — Kooki brincou fazendo o soninho despertar.

— Aigoo, vou contar pra omma. — Bocejando Yoongi virou-se para mim com seus pequenos olhinhos ainda fechados. — Quero voltar pra casa noona, para o colo quentinho da omma. — O mais branquinho dentre os três filhotes falou manhoso ao se empurrar, tentando mergulhar debaixo da minha barriga para se aquecer mais entre a pelagem fofa.

Às vezes era um pouco cansativo bancar a babá dos meus três irmãos mais novos, você tem sempre que ficar de olhos e ouvidos bem atentos o tempo todo. Outras nem tanto assim. Eles eram divertidos.

— Já está tarde mesmo, devemos voltar antes que o appa mande o tio Nam vir atrás de nós quatro… — Falei olhando para o céu, a tarde estava caindo rápido demais hoje.

— Ainda tá cedo, vamos brincar mais.

— Não, Jimin,  não está cedo. Brincamos mais amanhã.

— Noona, é verdade que você gosta daquele lobo? — Apertei os olhos, prestando atenção no que Kooki, dizia. — O tio Nam contou ao papai que viu vocês dois juntos, brincando de um jeito estranho… do que você e ele estavam brincando, noona? Eu também quero brincar.

— Como você sabe dessas coisas, Kooki?

— Eu ouvi sem querer…

— Estávamos brincando de esconde esconde quando o tio Nam foi ver o appa, e contou essas coisas. Ele disse também que era bom o appa arrumar um companheiro pra você logo… o que é um companheiro, noona?

— Você ainda é pequeno, Jiminie, não precisa saber disso…

— Há…

— Vocês ouviram mais alguma coisa?

— Tae…

— O que murmurou aí em baixo, Yoongi?

— Há é! Nós ouvimos o nome do primo Tae.  

— Taehyung? — As três pequenas raposinhas consentiram. — Bem, está tarde, vamos voltar pra casa; vocês ainda são muito pequenininhos para ficar fora até uma hora dessas. Não queremos o tio Nam, vindo ver do que brincamos, queremos?

— Não! Mas não somos pequenos, somos lobos selvagens, au!! — Sorri com o pequeno uivo do KooKi.

— Vamos logo lobo selvagem, ou vou te deixar para trás…

Me pus a andar levando Yoongi pelo pescoço, suas pequenas patinhas encolhidas; enquanto os outros dois corriam entre pelinhos, tropeços, e brincadeiras na nossa frente.

Não demoramos muito, e quando chegamos na vila onde moramos, nosso tio já estava perto do portão, junto com seu filho mais velho, Taehyung.

— Onde vocês estavam até uma hora dessas?

"É incrível como ele queria saber tudo que fazíamos, ele é nosso tio de consideração, não nosso pai."

— Brincando. — Botei Yoongi no chão. — Eu estava brincando com os filhotes nos arredores da vila. Vamos pra casa agora.

— Tae vai com vocês…

— Não vai, eu não pedi, sei muito bem o caminho de casa sozinha. Vamos filhotes! — Iniciei passos novamente mas aquilo me fez parar.

— O Jin já concordou, você será a companheira do meu filho. Então pode negar a companhia dele agora mas quando a primavera chegar…

— Quando a primavera chegar vou continuar negando. O appa não pode escolher isso por mim!

"Até porque não gosto de nenhuma raposa desse jeito."

— Vamos.

Empurrei o focinho nos corpinhos dos filhotes incentivando-os a andar, olhei para trás uma vez, vendo a cara de descontente do tio Nam e de tristeza do Tae. Ele não tem culpa de nada, mas não posso aceitar ser companheira dele porque meu pai e o dele querem. Eu gosto de um lobo. O que tem demais nisso?

— O Tae ficou triste… tadinho dele.

— Ele supera, Yoongi.

Eu não era insensível, apenas não gostava do Tae como ele queria.

— Noona, você gosta mesmo de um lobo?

— Porque está perguntando isso agora, Jimin?

— Porque tem um bem grandão na porta da nossa casa.

— O quê?! — Em choque levantei rapidamente a cabeça, era mesmo um lobo, Kai. Senti quando o cheiro dele veio certeiro trazido junto com a brisa fria até encher minhas narinas. — O que ele está fazendo aqui? Tínhamos combinado de nos encontrar nas fontes termais amanhã.

— Noona? — Travei no mesmo lugar quando aqueles olhos grandes e amarelos miraram-me. Nem ouvi meus irmãos me chamando. O que ele estava fazendo aqui? Aqui no meio do meu povo que odeio o dele com unhas e dentes. — Noona, quando eu crescer quero ser como ele…

— Como?

— Quero ser grandão assim!

— Você não pode, Kooki, somos espécies diferentes. — Virei ao mesmo tempo que o menor, mirando a raposa ao nosso lado, Tae. — Ele sempre será lobo e nos raposas. Não é?

— Olha os meus irmãos pra mim?

— Claro, sua omma está na minha casa, vamos filhotes!

— Mais e a noona?

— Vou depois…

— Ouviram, ela vai vir depois.

Assim que os filhotes foram com o Tae, eu dei passos lentos e receosos até nossa casa. Quase todas as raposas, moradores da vila estavam do lado de fora. Elas miravam o enorme lobo negro com medo e receio. E a mim com nojo. Alguns até murmuravam com eu, uma raposa, tinha a coragem de ser amiga de uma coisa monstruosa como aquela.

— Appa… — Comecei, não, tentei começar a falar mas fui interrompida com a voz três tons mais alta do maior e mais velho.

— Onde estava até essa hora? Sei que não era com ele, pois tem meia hora que esse rapaz está parado na porta de nossa casa, insistindo numa sandice!

— Com os trigêmeos. — Falei baixinho olhando com os cantinhos dos olhos para o lobo à alguns poucos centímetros de mim. — Eles estão com o Tae, agora. Ele os levou para casa dele.

— Sua omma  está lá, vá também. Depois conversamos.

— Mas… — O olhar do meu pai sobre mim era severo, só isso já me deixava amedrontada. Como se ele estivesse me culpando  por uma coisa que nem fiz ainda. Talvez pensasse na tal brincadeira estranha mencionada pelo tio Nam. — Appa, eu… — Respirei fundo tomando coragem, se Kai estava alí alguma coisa realmente importante tinha dito. O que fez meu pai não gostar nem um pouquinho. — Eu…

— Não diga uma coisa dessas! — Minha coragem sumiu, a engoli na hora.

Onde eu estava com a cabeça para admitir uma coisa dessas? Tae tinha mesmo razão. Sempre seríamos lobo e raposa. Espécies completamente diferentes.

— Volte para sua casa, lobo. Minha filha não irá se misturar com você. Ela já tem um companheiro escolhido por mim. Ele sim, é digno dela, e é da mesma espécie…

— Mais ele não há ama como eu. Posso lhe assegurar isso, senhor.

De repente um burburinho tomou conta da vila, muitas raposas achavam aquilo loucura, um lobo amando uma raposa. Era improvável, impossível, uma sandice como meu pai havia dito. Mas ouvir aquilo da boca do Kai, fez meu coração pequeno pulsar loucamente dentro do peito. Ele gostava de mim como eu dele. Mais que amizade.

— Garoto, não diga loucuras. Vá embora agora. O fato de você e minha filha continuarem amigos não significa um sentimento desse patamar, somos e sempre seremos espécies diferentes.

— Ela tem dois olhos, duas orelhas, quatro patas e uma calda. Eu também tenho. E quando tomamos forma humana, a diferença é apenas de sexos.

Meu pai arregalou os olhos, e olhou pra mim. Aquilo que Kai tinha dito possuía muitos significados. Poderia ser interpretado como se ele já tivesse me visto em forma humana.

— Porque não pode aceitar meus sentimentos por ela? Vim aqui, deixei de lado o orgulho de lobo, para enfrentar o preconceito das raposas, reneguei meu povo, minha alcatéia por esse sentimento. Porque o senhor não pode me dar valor por isso?

— Porque alguém que dá as costas para a família não merece minha filha. Ela nunca abandonaria nosso lar por um sentimento desses.

Antes que eu pudesse dizer algo dentro daquele diálogo KooKi veio correndo, se enfiou entre minhas pernas dianteiras, eu não poderia deixar minha família por um amor renegado?

— Pequena…

— Você abandonou mesmo sua alcatéia?

— Sim. E quero que venha comigo já que seu pai não aceita meus sentimentos por você. Você virá, não é? Pra sempre, lembra?


Notas Finais


Gostaram??
Será que a nossa personagem vai com ele??


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