História Entre Mares e Canções - Capítulo 2


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Mãe da Raquel, Professor, Raquel Murillo
Tags Florença, Palawan, Raquelmurillo, Sergiomarquina, Serquel
Visualizações 63
Palavras 1.785
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Buenas, este capítulo não era pra existir, PERO me empolguei e tiveram alguns pedidos então está aqui... Eu amei escrever, espero que gostem de ler... ✨❤
Desculpem qualquer erro!

Capítulo 2 - Capítulo Final - Vida


Fanfic / Fanfiction Entre Mares e Canções - Capítulo 2 - Capítulo Final - Vida

Sérgio acordou por instinto, sentindo falta do perfume doce de seus cabelos e do calor de seu corpo junto ao dele, abrindo os olhos lentamente e constatando o que seu corpo já havia lhe dito - Raquel não estava na cama - desde que a barriga começou a crescer dormir se tornou um tarefa ardua e quase impossível, depois de muitas idéias fracassadas e inúmeras noites mal dormidas, Raquel chorou de exaustão - tinha passado por isso com Paula, mas agora tudo parecia dez vezes mais difícil de suportar - Sérgio a prendeu junto a seu corpo, em um emaranhado de pernas e braços, Raquel o segurava tão forte que por várias vezes enquanto dormia, Sérgio pudia sentir em sua pele Florença se mexer e poderia jurar que ela o empurrava para longe de sua mãe.  

      Naquela noite não foi assim, ainda sonolento Sérgio senta-se na cama e observa a luz do luar que entra como pequenos raios entre as cortinas, pegando seus óculos do criado mudo ao lado cama ele conferi as horas - 3:15 da madrugada - com um toque de  preocupação, Sérgio saiu a procura de suas meninas.

  Raquel teve enjoos noturnos até entrar para seu oitavo mês de gestação, mesmo Sérgio implorando para que ela o acordasse quando se sentisse doente, ela não o fazia, " pelo menos um de nós deve estar com o sono em dia " dizia ela sempre que ele a apegada sentada ao lado da privada, com uma leve camada de suor sobre a pele e tão pálida quanto qualquer um dos dois gostaria que estivesse.  Caminhando silenciosamente pela casa, Sérgio passa pelo quarto de Paula e lhe observa dormindo, suas bochechas estavam rosadas, seus labios levemente abertos e seus cabelos sobre o rosto, dormia exatamente como sua mãe. 

Sérgio é tirado de seus pensamentos quando ouvi um barulho estridente de vidro vindo da cozinha - Raquel - e corre em sua direção. Ela está parada com as duas mãos apoiadas no balcão da pia e a cabeça baixa  

- Cariño, esta bem? Se machucou? 

Sérgio a toca procurando por qualquer machucado aparente e com olhos cheios de preocupação, Raquel o olha culpada. 

- Oh me desculpe Sérgio, não queria acordar ninguém, so precisava de uma xícara de chá, o que aparentemente nem isso consigo fazer mais … 

 Raquel bufa em frustação e se abaixa para juntar os cacos de vidro do chão, mas Sérgio a puxa e a envolve em um abraço suave, passando as mãos por seus cabelos, seus ombros, suas costas e por fim com as mãos apoiadas em seu quadril a beija, um beijo leve, doce e apaixonado, passando os braços em volta de seu pescoço Raquel retribui o beijo o puxando para mais perto - pelo menos o quão perto a sua barriga protuberante permitia - até serem interrompidos por vários chutinhos o que para Raquel era adorável ja para Sérgio era um misto de alegria e tristeza.

- Cariño, eu andei pensando e acho que talvez ela não goste quando chego perto de vocês… Ela sempre fica tão assim agitada e …  

 Sérgio fala em um sussurro, tentando se afastar, como para que Florença não escute suas incertezas e frustações, Raquel segura seu rosto com duas mãos fazendo ele olhar em seus olhos…  

- Cariño, me desculpe… Por vezes eu esqueço que isso tudo é novo pra você…

  Ele a olha com ar interrogativo e Raquel percebi que talvez o momento ao qual ela esperou pacientemente - nem tanto - tinha chegado. Sabia que tudo isso de família, filhos, gravidez, uma vida a dois era novo pra ele e que em algum momento ela deveria esclarecer as coisas, do contrário suas paranóias e incertezas acabaria soterando aos dois. 

- Que tal você nos preparar duas xícaras de chá de camomila com uma gotinha de mel  ... 

Raquel nem bem termina sua frase e Florença se mexe visivelmente, arracando um pequeno riso de sua mãe… 

- Tudo bem, duas gotinhas de  mel ... 

Com as xícaras de chá prontas Raquel sugeri aproveitar a brisa da noite, sentando na rede e acomodando Raquel entre suas pernas, Sérgio aproveita o momento de silêncio que é quebrado apenas pelo som das ondas. Saboreando seu chá Raquel senti a filha chutar quando Sérgio apoia as mãos sobre sua barriga o que faz um sorriso preguiçoso nascer em seu lábios, Sérgio tenta afastar as mãos e Raquel o impedi. 

- Cariño, não se afaste. Devo pedir lhe perdão, por vezes eu esqueço que tudo isso é novo pra você e parto do princípio de que entende o que esta acontecendo… 

- Raquel, você não precisa me pedir perdão, ela apenas gosta mais de você do que de mim…  

 Sérgio soa um pouco mais triste do que achou que soaria, mas sua expressão muda quando Raquel começa a rir e se curva para beijar sua boca … 

- Cariño acredite Florença é louca por você, assim como Paula.  

 Analisando o rosto sério e confuso de Sérgio, Raquel continua… 

- Quando engravidei de Paula, era tudo novo para mim, assim como esta sendo pra você… Paula ficava tão agitada quando ouvia a voz da minha mãe, que algumas vezes acabava me deixando enjoada. No início eu me afastava quando isso acontecia mas depois percebi que Paula se agitava por que gostava de ouvi-lá, de tê-la por perto…

  Raquel sorri com a lembrança e Sérgio acaricia seus ombros, sabia que agora mais do que nunca ela sentia muita falta de Mariví, a via chorar sentada na areia em frente ao mar quando a saudade chegava derrubando todas suas defesas. Sérgio ficava de longe, a observando e cuidando para que nada saísse de seu controle, sabia que ela precisava daquele espaço pois ele sentia o mesmo sobre Andrés e por mais que amasse Raquel com toda as células de seu corpo, ele precisava ficar sozinho e sentir.  

- Alberto ficou feliz com a gravides estávamos em um momento bom de nossas vidas, mas ele nunca foi muito carinhoso, não conversava com ela, passava muito tempo longe então Paula não tinha a mesma euforia quando ouvia sua voz… 

 Raquel o tirou de seus pensamentos, ainda com a mão sobre sua barriga Sérgio começou a acariciar com a ponta dos dedos, e logo obteve alguns chutinhos em resposta.  Com um tom duvidoso e com um toque de esperança em sua voz Sérgio pergunta…  

- Então, você esta dizendo que Florença se agita porque gosta quando estou perto ? 

- Sim cariño, Florença ouvi sua voz e começa a " dançar " aqui dentro…

  Raquel sorri, e coloca suas mãos sobre as de Sérgio. 

- Pensei que ela não me quisesse perto Raquel, que minha filha não gostasse de mim, como sou…  

- Não Sérgio, você não é nada além de um Pai de primeira viagem, ainda a muito o que aprender, não se culpe ou se julgue por não saber…  

 Sérgio pronúncia as palavras " pai de primeira viajem" como se experimentasse-as e então como se entendesse - ou não - o que aquilo significava.   

- Mas tenho a Paula, não seria minha primeira viajem … 

 Raquel gargalha alto e logo tapa a boca com as duas mãos para não acordar Paula, virando para Sérgio e sentando de frente para ele, Raquel nunca pensou que seria mãe pela segunda vez em sua vida e não poderia ser mais feliz.  

- Sérgio,  como eu te amo, obrigada por isso, por considerar Paula sua filha, por ser este homem incrível e adorável, por ter me devolvido a vida. 

 Pego de surpresa, Sérgio arruma os óculos e lhe da um sorriso tímido, se Raquel soubesse o que significava para ele, toda a cor e entusiasmo que ela trouxe para sua existência - sim - Sérgio apenas existia antes dela, comia porque seu corpo e sua mente necessitavam, dormia porque seu corpo precisava do sono, acordava para que pudesse honrar a memória de seu pai e sinceramente não havia pensando no que fazer da sua vida depois de realizar o plano ao qual deticou sua existência. 

Até conhecer a devastadora ventania e a calmaria de uma brisa leve e doce de verão que era Raquel murillo, se perdendo nas profundezas de seus olhos castanhos, em seus longos cabelos cor de mel, que mais pareciam raios de sol cortando as nuvens cinzas de uma dia nublado, nas curvas do seu corpo pequeno e delicado, nos lábios doces e provocante. Raquel lhe deu a vida, uma família, por ela e com ela, Sérgio saboreava uma boa refeição, dormia porque a tinha em seus braços, acordava para viver mais um dia ao seu lado, aprendia coisas novas todos os dias para que quando Paula e Florença não soubesse ele estaria ali para ajudá-las. 

 Sérgio nunca havia sentido medo antes, da morte, da vida, da prisão, muito menos da solidão que era sua fiel amiga e confortável companheira, mas depois dela, o pensamento de ficar só, era torturador, o medo de perder sua família o sufocava duramente.  

Raquel acariciou seu rosto, fazendo Sérgio voltar sua atenção para ela. 

- Raquel, nada que eu faça ou diga será suficiente para que entenda a importância vital que tem em minha vida," vocês são a minha vida " você e as meninas são tudo pra mim, se algo acontecesse a vocês eu não teria nada. 

Sérgio a beija com carinho, transmitindo naquele gesto tão corriqueiro - mas que sempre o acendia como se fosse o primeiro - todo seu medo de perde-lá, mas acima de tudo a certeza de que as protegeria acima de tudo e todos.

 Sérgio saiu da rede, apesar dos protestos de Raquel, pediu que ela deita-se, sentando no chão e ficando com o rosto bem perto de sua barriga… 

- Olá minha menina, desculpe por não estar perto o bastante, mas a partir de agora, lhe prometo que sempre estarei aqui mesmo quando não quiser, juro ficar dois passo de distância, mas não me pesa mais que isso.  

Sua palavras fizeram Raquel sorrir, com os olhos marejados ela passa a mão sobre os cabelos de Sérgio, enquanto ele sussura um pequeno segredo para Florença. O dia ja estava amanhecendo e pequenos raios de sol ja eram vistos brilhar por sobre as ondas, admirando a bela vista da varanda de casa, ainda acariciando a barriga de Raquel, Sérgio aproxima seu rosto e canta quase em um sussurro mas o suficiente para sua menina saber que é pra ela…      

   " Una mattina…  mi sono alzato,   O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao…                         Una mattina mi sono azalto… "   

Desta vez e para o resto de sua vida, Sérgio seria a resistência mais um vez, mas agora, por elas e para elas... 

                            


Notas Finais


Obrigada!
O final achei bem clichêzinho ta, mas que seja eu sou bem toda clichê! Kkkk
Me digam o que acharam, amarei saber! 💕


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