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História Entre mil e um oceanos - eremin - Capítulo 2


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Notas do Autor


como prometido, trouxe o cap no sábado, mas um pouco atrasado. eu fiz na pressa então pode estar ruim, e peço desculpa desde agora, tudo tem estado meio difícil por aqui, o que acabou dificultando um pouco a entrega. eu vou "consertar" este capítulo quando arrumar um tempo, e, bem, se virem alguma mudança na próxima vez que entrarem, pode ser que eu tenha mudado algumas coisas.


boa leitura !!

Capítulo 2 - Capítulo dois


Fanfic / Fanfiction Entre mil e um oceanos - eremin - Capítulo 2 - Capítulo dois

ENTRE MIL E UM OCEANOS

@yelenails

 

Eren, fechou os olhos quando as portas se abriram, mostrando um pequeno grupo os aguardando. as pessoas que dançavam graciosamente pararam adquirindo semblantes curiosos, a música perdeu afinação, se pôs de pé para caminhar até os que o esperavam. foram puxados para recanto do salão, sentando nas mesas livres esperando a próxima ordem para voltarem a dançar. se perdia nas milhares de vozes alegres que tomavam conta da festa, até não poderia ser tão ruim quanto imaginou. os passos da valsa foram contados por cada integrante, errando um ou outro por falta de experiência, mas a harmonia do local deixava os mínimos detalhes mais chamativos. a mulher que adivinhou ser a criada que trataria de cuidar destes, os chamou para guardar a pequena maleta que carrega suas mudas de roupas. 

 

era tudo um tanto entediante para seus olhos ver nada novo. sempre as mesmas decorações, a mesma rotina de dançar e conversar com seus conhecidos de alta classe. teria de admitir, a visão do jardim era tentadora para o yeager. se jogar no meio das tulipas pode ser uma opção, mas evitar situações constrangedoras é o ponto mais alto agora.

 

 o príncipe se deu a permissão de olhar atentamente os convidados, a aura assustadora que emanava é surpreendente. está de bom tamanho continuar no canto claramente gritando para sair de lá. 

 

chuviscava a fora, as pequenas gotas de água caindo na janela de vidro. de longe lembra quando imaginava uma corrida entre os respingos de água. os vagalumes formando quase “pisca-pisca” nos arbustos da plantação de rosas. grisha e carla conversavam sobre assuntos triviais que não eram de sua conta no meio da sala enorme, dando um ar fui abandonado pelo os meus próprios pais.

 

a manga da sua blusa branca bufante, o deixava belo, essa declaração é mais que óbvia. seu cabelo sedoso caindo sob seus ombros, enfeitando com uma rosa da mesma cor, sentado desastrosamente na cadeira. 

 

— argh. — resmungou. se pôs de pé e sem nenhuma objeção. saiu de fininho pelo os recantos do cômodo grande. 

 

a bela visão que adquiriu naquele momento, agradeceu ao céus por estar vivo.

 

no sereno do jardim de árvores fartas de maçãs, o dançarino solitário vestido a uma capa esverdeada, compôs os passos de dança com perfeição. o cabelo tão dourado quanto ouro puro rodopiava graciosamente por volta da nuca branquela e as melodias surdas davam um toque especial, sem contar o reluzente brilho que destacava nas peças de folhas que penduravam a árvore.

 

os olhos fechados em contemplação, assemelhava uma ovelha prestes a ser sacrificada.  

 

o dançarino solitário deu-lhe um fim na dança, dando mais uma volta com as tulipas nas mãos gélidas, que ainda sim com as luvas de algodão, elas eram tão frágeis quanto a pétala de uma rosa.

 

sua bota afundava no monte de grama, os laços do sapato prendidas com rigor, dificultando os desmanchamento delas em uma corrida.  

 

o coração do garoto gritava por um aquecimento, por um momento pensou que seus esforços foram em vão. não seria tão tarde que voltaria para sua rotina como um mero peão. faltavam apenas um ano e dois meses para se tornar um garoto qualquer sem opiniões, completo. parecia uma grande ilusão, quem imaginaria um desperdício tão grande na sua vida. todo mundo parecia vivenciar algo ótimo, ele perdeu algo. não pode evitar gostar de ficar sozinho, isso pode parecer triste, mas é assim. como foi parar ali? pensou que a festa fosse divertida, mas tudo que pôde fazer é ficar sentado ali na beira da árvore. 

 

é uma bela noite iluminada pelo o clarão das estrelas, e seu deus, a lua. sentia-se como esta, tinha medo de  cair, perder seu brilho próprio por um ataque do sol, alguém tão perfeito. seria apenas uma mera estrelas em tantas, ou um grão de areia nas milhares, bilhões. 

 

até quando iria se rebaixar tanto? é o costume de ser assim, fazer ser assim. 

 

numa explosão de cores, do calor que era e é sentir a tinta fresca entrar no contato da sua pele, essa é a sensação que mais desejava encontrar.

 

sabia que precisava estar no meio da barulhenta e grudenta multidão no salão principal, na verdade, é a sensação da noite, mas só estaria sozinho vendo todos se divertirem. 

 

se fosse para ser um príncipe, por que escolheria ficar preso distante das maravilhas do mundo? oh, como almejava o dia em que poderia, finalmente, ver seu reflexo nas água do mar, sentir as gotas escorregaram no seu corpo. cada mínima sensação que aquilo poderia lhe proporcionar é como um sonho.   


 

não tem nada a ver com o fato de ser um rei algum dia, ele não escolheu, ele não quer ser o boneco de porcelana frágil que muitos pensam que nem existe. poderia mesmo viver uma vida onde precisava roubar, passar fome algumas vezes e usar roupas costuradas a mão? querendo ou não, bem no fundo sentia que tudo que ele deseja ser é impossível a seus olhos.

 

sim, ainda temos mais um ponto. a marca do sol presa em seu pulso, escondia sempre que tem oportunidade, por de trás de uma luva de algodão. sei lá onde encontraria as respostas para tal.

 

mais alguns minutos para entrar novamente, e..

 

— você dança tão bem. — a figura quente do yeager se deu permissão para elogiá-lo. 

 

sabia, no fundo de ambos de seus coração, algo os aquecia, desbloqueando todas as más sensações que podiam fazer parte. de alguma forma, a junção dos jovens príncipes era como a lenda do fio vermelho.

 

— ah, obrigado. — a voz saiu rouca, porém leve. sorriu com ternura, sincero.

 

o silêncio se estabeleceu no lugar aberto. se vivia só uma vez, não é? rezou uma última vez, antes de soltar a bomba que prendia na garganta. podia ser só fogo no rabo para pensar em algo assim, mas só está fazendo o que sua mãe sempre dizia, “siga seu coração”. sabe tão bem quanto qualquer pessoa a merda que pode dar, mas é estupidamente melhor do que escutar mil e umas ladainhas lá dentro.  

 

armin também sentia seu estômago revirar numa explosão de ansiedade.

 

— você-

 

— você- 

 

riram sem graça.

 

— fale primeiro. — o yeager cedeu, achando graça com a atrapalhada forma de armin se comunicar. 

prendeu a respiração, qualquer resposta é de bom tamanho, só necessita uma distração longe. o príncipe se pôs a observar atentamente cada detalhe do rapaz baixinho . sua companhia é estranha, mas ainda sim, confortável , havia apenas duas pessoas no jardim, ele e o dono dos olhos cor oceano, mas se pudesse apostar eren diria que suas orbes são a própria salvação. O jovem príncipe se arrepiou da cabeça aos pés como este o encarava. As roupas não eram nem de longe o que se veste em bailes, se assemelhavam a roupas que deixam alguém mais a vontade, apesar de ser diferente de como os jovens príncipes. Armin reparou na lua cicatrizada no pulso de eren, adivinhou que fosse uma coincidência fodida, e reparou também na flor que por incrível, está natural e viva. o moreno está tão nervoso com a chegada e bastante feliz, que por pouco, ainda não se deu espaço para fazer algo tão constrangedor quanto pensou; mas então uma troca de olhares aconteceu. foi subindo de pouco em pouco, até reparar nas curvaturas harmoniosas que faziam seu semblante belo. 

sentiu uma carga elétrica causar em ambos dos corpos, formando cores vivas no redor. até serem interrompidos. inconscientemente, xingaram tal pessoa que os interrompeu. 

 

— vossa majestade, o que está fazendo aqui fora com o.. príncipe arlert!? — deu ênfases a seu sobrenome. — oh, senhor arlert, me desculpe, eren pode ser desatento quando se trata de pessoas novas. atrapalhei algo? eu sinto muito.

sim, atrapalhou.

eren está a passos de revelar isto, mas sua educação fala mais alto, o que é uma surpresa.

— tudo bem, não atrapalhou. — armin disse casualmente, sorrindo ladino. 

por alguns minutos, eren sentiu uma pontada dolorida no seu peito, gostaria de dar-lhe o prazer de ficar apenas mais algumas horinhas a sua companhia.

a mulher de cabelo esbelto, segurou nos braços de eren yeager, o puxando para dentro. seu laço desmanchou, acabou caindo no chão a rosa, sem que ao menos notasse.


estava de cabeça baixa, não queria entrar no palácio de novo. 

o cabelo naturalmente loiro voando pela sua testa por conta do vento frio. não tinha imaginado o quão estava vidrado. pegou a flor deixado acidentalmente na calçada, guardando no bolso da sua capa. queria tanto saber o que iria lhe dizer se não fosse pela mulher cortando sua fala. algum elogio? declaração? pedido? não sabia. intrigado com a marca preso na mão alheia esquerda, rezou ao universo para que tivesse respostas o mais rápido que conseguisse.

armin ficou por mais tempo no jardim florido vazio antes de entrar no edifício brilhante, sendo recebido bem por ser literalmente o príncipe. quem saberia se falasse mais uma vez com eren? seu coração torna a dizer "sim", mas gostaria de imaginar que fosse só imaginação de sua parte.
 

 

 


Notas Finais


sinto que apressei o momento em que eles se encontraram, espero que tenham se agradado da mesma forma. :(


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