História Entre Mundos - Capítulo 1


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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Toca do coelho


Acordar cedo em um domingo nunca é agradável, não foi no passado, nem é agora. Mas infelizmente me acordei com um ruivo desgraçado me chamando. Me sentei e abri a janela irritada.

-QUE É?!-rosnei pro de cabelos alaranjados acompanhado de um grandalhão de cabelo castanho e um tatuado ruivo avermelhado.

-Anda logo! Hoje é o aniversário da Inoue, lembra?!-o alaranjado, ou no caso, Kurosaki Ichigo, berrou pra mim me fazendo me apressar.

Me levantei, tomei um banho apressado de oito minutos, meu recorde pessoal, me sequei, coloquei a roupa que preparei noite passada, um vestido branco justo no meu corpo, mas ainda muito confortável, uma jaqueta jeans por cima, a parte do tronco da jaqueta acabava no começo de minhas costelas, coloquei uma sapatilha preta, os brincos delicados de pérola que ganhei dela de aniversário, peguei minha bolsa preta que era pequena num formato quadricular com uma alça longa, mas fina, penteei meus cabelos e desci. Logo que desci, Ichigo pegou minha mão e começou a me puxar pra gente ir logo. Sujeito apressado...

Logo que chegamos no local da festa, um salão afastado, num tipo de sítio, vimos Inoue conversando animadamente com duas pessoas que não conhecia. Ao nos aproximarmos, vimos Inoue usando uma básica branca, calça de brim que ia até os joelhos, salto baixo rosa choque, tinha três pulseiras simples de ouro, prata e bronze no pulso esquerdo e uma de coração no direito, ela usava brincos de sorvete. O estilo dela era meio juvenil pra idade, mas não era esquisito como o paladar dela.

Vimos que as pessoas que ela conversava eram uma de cabelo alaranjado e longo, ela tinha olhos castanhos, usava um vestido de estampa florada rosa escuro e sandálias marrom, ao lado dela estava um garoto de cabelos rosados e espetados, ele tinha olhos verdes, usava uma regata preta e calça da mesma cor junto de tênis também da mesma cor, o maluco usava um cachecol de escamas bem no meio do VERÃO. Sujeito estranho.

-Kuchiki-san, essa é minha prima Nami e esse é o namorado dela, Natsu!

-Muito prazer em conhecê-los. -falei com um sorriso simpático.

-Digo o mesmo pra você!-falou Nami animada.

-Fala!-disse Natsu descontraidamente estendendo a mão na minha direção pedindo por um "toca aqui", nunca resisti a essas informalidades, dei um "toca aqui" animado, diferentemente de Ichigo que deixou o cara no vácuo, tal como Chad e Renji. Bando de gente antipática! -É sério?! Só a menina que vai me dar toca aqui!?

-Nem liga, esse bando de gente é séria demais!-falei.

-Calada. -contestou Ichigo.

Ah sim, esqueci de me apresentar, me chamo Kuchiki Rukia, tenho dezessete anos, tenho cabelos curtos e pretos, olhos violetas e no momento, estou no aniversário de uma de minhas amigas mais chegadas como puderam ver. Eu adoro Inoue, mas ela sempre tenta me arranjar alguém. Primeiro foi o Renji, depois o Ichigo... Agora foi o Ishida! Ishida no caso era um cara mais alto que eu de cabelo preto e olhos cor azul escuro, esse usava óculos e era sério feito os outros. Só ignorei esse fato e aproveitei a festa. Estava legal e tudo mais, mas em determinado momento, precisei me afastar URGENTEMENTE. Ichigo e Renji beberam demais e começaram a cantar "Blue Suede Shoes" do Rei (Elvis Presley).

Por mais que eu gostasse e achasse essa música engraçada, não precisava de mais doideira. Inoue sempre tinha a festa estragada por algum bêbado estúpido, dessa vez foram Ichigo, Renji e o Rei. Eu me afastei e fui pra um carvalho afastado do local, que era um tipo de sítio afastado, vi alguém sentado lá em cima, mas quando pisquei, era só um amontoado de galhos da árvore. Minha visão tem estado estranha, tenho visto vultos estranhos, sempre penso ver alguém me observando quando não tem ninguém... Tem sido esquisito meu dia a dia. Essa semana eu vou marcar um oftalmo pra mim. Mas de repente fui surpreendida com alguém me chamando.

-Rukia, certo?

-WAA!-me virei pra trás e vi a tal da Nami. -N-não me assuste assim... Hum... Nami-dono, certo?-perguntei tentando me recuperar do susto.

-Exato! E, foi mal, não era minha intenção. Mas, você está sozinha hein. Que foi?

-Não é nada demais... Eu só não sou fã de coisas agitadas...

-Sei mais ou menos como é. Bem... Não muito. Sabe, eu moro em uma fraternidade... Dia após dia é uma festa mais doida que a outra, sem descanso. Quando não tem festa é o pessoal economizando pra dar "a" festa. Com o Natsu é mais ou menos o mesmo. Ele faz estágio numa comunidade e sempre tem festa por lá também. Apesar de ele admitir comigo que a tranquilidade é mais agradável... Irônico, não?

-Onde quer chegar com essa conversa?

-O que quero dizer é que, mesmo que queira sossego...-ela aponta para Renji e Ichigo que agora estavam fazendo striptease. -Sempre vai ter um que vai ser a agitação da casa. Mas sabe, com isso nos sentimos mais cheios de amigos. Não precisa ficar isolada assim.

-... Ok, tenho que perguntar. Que foi que falaram de mim pra pensar isso?

-O tal do Ichigo falou que você tem se isolado deles.

-Por uma razão simples. Tem um clima esquisito entre mim e Renji...

-Como assim?

-Bem, começou umas duas semanas atrás. Ele chegou até mim no colégio e do nada se declarou. Até então não falo direito com ele.

-Hum, e por causa dessa declaração você ficou sem jeito, é?

-O pior é que eu deixei o cara no vácuo.

-Não falou o que sente.

-Não... Na verdade, Renji sequer é meu tipo...

-Hum... Entendi! Sabe, se quiser eu posso te arranjar alguém! A irmãzinha do Natsu tem um namorado que tem um irmão que tá solteiro e...-eu a interrompi.

-Não, obrigada!-respondi bruscamente, céus, parece que todo mundo ao meu redor quer me juntar com alguém!

-Ok...

-Mas, você tá certa... Mesmo com esse clima tenso entre mim e Renji, eu acabei ficando fria com o resto do pessoal... Será que virei antissocial?

-Ou então é falta de glicose no sangue.

-Hã?

-Sabe, talvez a sua taxa de açúcar tenha baixado um pouco que seja. Já é suficiente pra deixar as pessoas sem ânimo.

Ela estava certa. Fazia quase dois meses que eu não comia doces e desde cheguei, só o que fiz foi comer enroladinhos de salsicha e tomar refrigerante. Concordei com ela e me despedi falando que ia comer alguns doces. A dica dela estava certa, logo que comi uns doces, me senti um pouco melhor. O que açúcar não faz com as pessoas...

De noite a festa se acabou. Nós todos voltamos para nossas casas. Cheguei, tomei banho, coloquei uma camisola de seda bege que eu tinha, era bem leve e confortável. Tentei dormir, mas não tinha sono. Me levantei e comecei a caminhar pelo jardim. Era um espaço agradável. Aliás, minha família, os Kuchiki, era uma família rica e da nobreza. Morávamos em uma mansão ENORME... Ao me levantar, coloquei um casaco fino cinza de se usar em casa. Comecei a andar pela grama bem cortada sem meus chinelos.

Eu olhava pra uma noite fracamente iluminada pela luz da lua. Eu tinha certeza de ter visto um vulto estranho e pequeno ir correndo por aí... Eu segui esse vulto e me dei de cara com uma árvore de aparência morta e velha... Eu sentia uma energia negativa e sufocante vindo dessa árvore. Eu pude ver um buraco no tronco da árvore. Eu me aproximei desse buraco, me ajoelhei e comecei a olhar o buraco fundo. "É idiotice isso..." pensei. "Só o que me falta é eu escorregar e cair nesse buraco." O que foi exatamente o que aconteceu na verdade.

Eu fui caindo, caindo, caindo e caindo naquela escuridão, mas em determinado momento, uma luz cegante se abriu em meu horizonte. Eu tapei meus olhos com meus braços evitando levar algum dano à retina. Quando olhei novamente, eu estava em uma floresta escura e aparentemente isolada de tudo... Eu estava assustada com o lugar. Ouvia risadas sinistras e passos vindo em minha direção. Saí correndo dali. Logo mais me dei de cara com mais floresta, eu estava perdida. Mas de repente... Um garoto de cabelo branco saiu da floresta... Ele estava... Coberto no próprio sangue... Ele usava um kimono preto coberto de sangue, andava se apoiando na espada de punho estrelado que ele carregava, quando pude enfim ver os olhos cor de anil dele, vi que tinham uma expressão morta, aquele garoto estava à beira da morte... Ele acabou desmaiando.

-/-/-

Horas depois, ele acordou, eu tinha cortado um pedaço de minha camisola e estanquei o sangue dele, depois usei pra fazer um curativo nele. Ele acordou e me olhou, ele tentou se sentar, mas só gemeu de dor, acho que a ferida doía.

-Não se mova! Você está bastante ferido...

-Tch. Quem é você pra falar isso? É minha médica agora? E, eu não preciso ser tratado com uma criança, xô, xô. -falou usando a mão pra indicar pra eu ir embora.

-...-não acreditava em tamanho desrespeito que esse idiota tinha! Eu salvei a vida dele e ele me agradece sendo rude comigo. -C-como foi que disse?!-disse com a voz trêmula de raiva.

-O que ouviu... Ai!-ele coloca a mão no abdômen e fazia uma expressão de dor na face.

-Ah, não se agite muito...

-Calada pirralha!

-Pi... PIRRALHA?! Que insolência, escuta aqui, se eu não tivesse estancado seu ferimento e feito um curativo em você, você teria morrido de hemorragia, seu nanico!!

-QUEM É NANICO?!

-VOCÊ!

Eu e ele olhamos para lados opostos ao que estávamos. Nossa, esse guri é irritante. Comecei a falar com ele há uns cinco minutos e já odiei ele.

-... Mas...-ele falou e eu o olhei curiosa.

-O que é?-perguntei impaciente.

-...-ele coloca a mão na ferida do abdome dele. -Obrigado... Por estancar meu sangramento.

-...-agora eu o olhava surpresa. Pelo o pouco que conheci da personalidade dele na conversa de a pouco, imaginei que ele não fosse do tipo que agradece. -N-não foi nada...

Ele olhou pra mim e viu a parte da camisola que eu rasguei. A camisola ia até meus tornozelos, mas rasguei de modo que fosse até pouco abaixo do joelho.

-Você usou o tecido da sua roupa pra fazer esse curativo em mim?

-S-sim, mas... Não foi nada demais, na verdade nem era a minha camisola favorita...

-Camisola?-ele me perguntou confuso.

-Sim...-afirmei.

-O que é isso?

-... Fala sério.

-É sério, o que é uma camisola?

-...

-Que foi?

-Você... Tá falando MESMO sério?!

-Estou. -ele falou de forma impaciente.

-B-bem, camisola é tipo um pijama.

-E um pijama é?...

-AH PELO AMOR DE DEUS!

-O que?

-Não fique se fazendo de idiota! Você SABE dessas coisas básicas, só tá se fazendo de tonto!

-NÃO ESTOU NÃO!! Aliás, como é que um Youkai deveria conhecer as modas que um humano inventa!?-ele perguntou já sem nenhuma paciência e com uma veia saltando na testa dele.

-... Youkai?-perguntei assustada, afinal Youkais são demônios do folclore japonês.

-Sim. You-ka-i.

-"Não, isso só pode ser um sonho, Youkais não existem!!" B-bem, trocando o assunto... Que lugar é esse?-perguntei olhando em volta tentando esquecer o que ouvi.

-Kuramori. -falou num tom calmo.

-Kuramori?

-Sim. É uma floresta infestada de Youkais de nível baixo. No geral, não são difíceis de derrotar, mas... Pelo o que ouvi... Tem algum tipo de "força" escondida vinda de outro lugar que dá um instinto selvagem neles e que os deixa sedento de sangue. Ironicamente, não afeta Youkais do meu nível, mas admito... É estranha essa energia. Não é humana, não é Youkai... Não é nada disso. É algo completamente diferente de tudo que já vi.

-E-entendo... Mas, como faço pra chegar a Karakura?

-Karakura?-ele me perguntou me olhando confuso. -Que lugar é esse?

-Não conhece? É um estrangeiro?

-Acho que o estrangeiro aqui é você. Eu treinei em cada canto possível do Makai, nunca nem ouvi falar desse lugar que você chama de "Karakura".

-... Makai?

-Sim.

-Nunca ouvi falar...

-Ok... Acho que não estamos indo a lugar nenhum com essa conversa inútil. Me fale, o que aconteceu exatamente com você antes de vir aqui?

-Ah... Eu saí da cama pra arejar a cabeça... Vi um vulto negro pequeno sair correndo... Corri atrás dele e... Cai num buraco de uma árvore.

-... Me diga, no seu mundo, tem pessoas vestidas como eu? Usam espada como se não fosse nada demais?-ele me perguntou ansioso.

-Não é permitido espadas no Japão há muito tempo, e só velhos se vestem como você.

-Que rude. -falou para si mesmo bem baixinho. -De toda forma...-ele se levanta com certa dificuldade se apoiando na espada.

-E-ei!

-Vamos. Vou te dar uma ajuda.

-Como assim?

-Vou te acompanhar até essa tal árvore.

-HÃ!? Nesse estado!?

-Calada! E, já estou melhor. -ele começou a tirar as bandagens.

-Ei!

Quando ele tirou as bandagens, seus terríveis ferimentos desapareceram... Como que?... Ele só dormiu por umas poucas horas... Ele me acompanhou até a árvore onde cai.

-O-obrigado. -falei.

-Não foi nada.

-... Ei... Não quer... Vir comigo?-perguntei.

-Pra que?

-P-pra te oferecer uma janta... É meio tarde, mas...

-Não quero. Eu já comi.

-Entendo...

-Até por que... A única mulher que tem o direito de me cozinhar... Já não existe mais...

Parece que tem alguma ferida grande no passado dele. Uma ferida não só grande, mas profunda e sangrenta. O que será que aconteceu no passado daquele garoto? Nossa conversa havia sido interrompida por um monstro enorme e parrudão.

-O-o-o-o-o-o que é isso!?-perguntei assustada.

-Tch! Você é persistente!-falou o garoto.

-Meio-Youkai!!

O garoto pareceu se irritar ao ser chamado disso... Meio-Youkai?

-Maldito, vai me pagar por ter matado meus companheiros!!

-Tch, a culpa é deles por escolherem alguém forte como eu.

-MALDITO!!

Ele tentou nos atacar, mas o garoto me empurrou pra trás e se pôs à minha frente, ele deu um golpe com a espada que congelou o inimigo.

-Humpf. Patético.

-... Incrível...

-Incrível? Uáu. Você realmente não é daqui, humana.

-Hã?

-Esse tipo de coisa é comum aqui. Me diz, você é do Ningenkai?

-... D-de onde?

-Ningenkai. Aonde os humanos vivem.

-Ah... A-acho que sim, porque?

-Você não conhece sobre os Youkais ou sobre esse lugar. Se impressionou com o que acabara de acontecer... Você definitivamente não é daqui.

-...

-Ei... Já... Ouviu falar de uma Youkai das neves chamada Irie?

-Hã? Quem?

-Exato. Essa é a principal prova de que você não é daqui. Esse nome... É conhecido em todo lugar. É a Youkai mais poderosa que já existiu.

-Entendo...

-Agora, vá voltar logo para seu mundo e... Agh!-ele gemeu de dor colocando a mão sobre a ferida... Ela se abriu.

-E-ei, sua ferida...

-Cale-se. -ele me chutou para dentro da árvore em que caí.

Eu fui caindo e saí justamente no mesmo lugar em que estava antes de cair. Estava tudo completamente normal... Ah sim... Não perguntei o nome dele... Bem, provavelmente não vou vê-lo novamente...


Notas Finais


sim, tive inspiração em InuYasha


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