História Entre novas linhas - Capítulo 11


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Tags Nct Jaeyong
Visualizações 40
Palavras 3.291
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Halloween Pt 1


- Eu amo quando você sorri desse jeito. – Taeyong falou suavemente, dando a Jaehyun um enorme sorriso que fazia seus olhos sumirem.

Jaehyun piscou os olhos diversas vezes, tentando focar sua visão no lugar aonde estava. Novamente, estava dentro de um sonho e não era difícil perceber isso. Estava em uma espécie de casa abandonada, com muitas flores e matos espalhados pelo chão e pelas paredes descascadas. Estavam sentados em uma janela sem vidro, observando o vasto quintal arborizado da casa.

Os sonhos lúcidos de Jaehyun eram cada vez mais frequentes e ele se perguntava a todo momento por que diabos em todos os seus sonhos, Taeyong estava ao seu lado? Seria o famoso destino? Ou apenas uma grande coincidência decorrente do fato de ver o menino quase todos os dias? Não sabia responder.

- Aonde estamos? – Jaehyun tentou perguntar sem parecer muito esquisito.

Taeyong deu de ombros.

- Eu também não faço a menor ideia. – Respondeu olhando para fora da casa. – Mas é um bom lugar para nós esquecermos dos problemas, não é?

- S-Sim... – Jaehyun gaguejou.

Taeyong voltou seu olhar para Jaehyun, o fitando, olho a olho.

- É uma pena que eu não consiga esquecer dos meus. – Falou em um sussurro.

Tudo ficou mais escuro, como se o belo sol do sonho fosse embora em um estalar de dedos. As paredes, antes cobertas com flores e plantas, agora mostravam sombras obscuras. Taeyong havia sumido.

- Taeyong!? – Jaehyun gritou saindo da janela. – Tae?

- Não me procure, você não pode me ajudar. – Escutou Taeyong chorar por entre os cantos cinzas e escuros do cômodo em que se encontravam.

- Eu posso te ajudar! – Respondeu à procura do garoto. – E eu irei te ajudar!

Jaehyun fechou os olhos, os forçando. Colocou as duas mãos nos ouvidos, tampando todo os gemidos e choro de Taeyong.

- Isso não é real... isso não é real... – Falou ainda com os olhos fechados.

Abriu os olhos.

Aquela deveria ser a pior cena em que vivenciou em toda sua vida.

Taeyong estava ao chão, deitado. Seus pulsos cortados na vertical, sangrando. Suas artérias jorravam sangue, o deixando em uma poça vermelha. Agonizava, balançando seu corpo com o pouco de força que ainda lhe restava. Jaehyun escutava o bater dos dentes do mais velho.

- JaeJae... – Falou pausadamente. – Me salve.

Jaehyun gritou. Apenas gritou. Gritou para todo aquele pesadelo acabar.

Levantou da cama em um pulo, estava suado. Os cabelos estavam grudados em sua testa e seus olhos permaneciam arregalados enquanto respirava ofegante. Sua camisa estava molhada de suor, juntamente com as palmas das mãos.

Olhou para o lado e se viu sozinho, Taeyong não estava dormindo ali. O desespero foi real. E se aquilo não tivesse sido um mero pesadelo?

- Taeyong? – Gritou, ainda sentado à cama, esperando o mais velho chegar. – Taeyong, cadê você?

Jaehyun estava sem paciência, se levantou, cambaleando até a porta. Sentia seu coração acelerado e seu ataque de pânico e ansiedade virem ao mesmo tempo. Se segurou na cômoda, ainda forçando seu corpo a caminhar até a porta.

- JaeJae?! – Taeyong abriu a porta, correndo em direção ao mais novo. – O que está acontecendo?

Jaehyun olhou nos olhos de Taeyong e deixou seu corpo cair ao chão. Não aguentava mais estar tendo um ataque, se deixou levar... não foi forte o suficiente para aguentar.

- Jaehyun! – Taeyong segurou o menino em seus braços, ainda no chão. – Senhora Jung!

A mãe de Jaehyun veio ao quarto, correndo.

- Oh, meu Deus! – Falou colocando as mãos no rosto. – Eu vou pegar um copo de água, não deixe ele sozinho!

Taeyong assentiu e olhou Jaehyun em seus braços, respirando rapidamente e tremendo o corpo inteiro. Passou as mãos pela testa do mais novo, tirando os cabelos da mesma, refrescando o garoto.

- Me ajude a dar para ele. – Senhora Jung já estava mais calma, para ela já era comum ter que ajudar o filho naquela situação. – Levante a cabeça dele.

Taeyong fez exatamente o que foi pedido enquanto a mãe de Jaehyun colocava o remédio e despejava água em sua boca.

- Essa parte é dolorosa, mas vou precisar que faça isso por ele, Taeyong. – Disse colocando o copo longe.

- Qualquer coisa por ele. – Taeyong também estava nervoso.

- Segure a boca e o nariz dele. – Continuou, séria. – Vou segurar os braços.

Taeyong começou a tremer, não sabia como fazer algo do tipo..., mas tinha que fazer, era o único jeito de livrar Jaehyun daquele sofrimento.

Tampou a boca e o nariz do mais novo, fazendo o mesmo se debater. Senhora Jung segurava seus braços para o mesmo não se machucar ou machucar Taeyong.

- Desculpa, JaeJae... – Os olhos de Taeyong encheram de lágrimas. – Me desculpa...

Após algum tempo relutando, Jaehyun não teve outra opção a não ser engolir a água e o remédio. Quando finalmente ele fez isso, Taeyong tirou suas mãos do garoto, o deixando respirar. Jaehyun tossia, tentando recuperar o ar que havia perdido.

- Ele vai melhorar? – Taeyong ainda segurava o corpo do garoto.

- Sim... – A mãe do garoto limpava a testa suada. – Fazia tempo que ele não tinha uma crise tão forte ao ponto de termos que tampar a respiração dele.

Taeyong olhou Jaehyun apertando seu braço, com os olhos fechados, como se não conseguisse controlar seu próprio corpo.

[...]

Após algum tempo, Jaehyun já se sentia bem melhor, como se nada tivesse acontecido. Tomou um banho com a ajuda de Taeyong e ficou na cama, esperando a crise passar totalmente.

- Tae? – Jaehyun abriu os olhos por completo. – Você está aí?

- Ei! – Taeyong se aproximou do mesmo, se sentando na cama. – Sim, eu estou aqui. – Sorriu.

- Ainda bem... – Jaehyun pareceu aliviado. – Achei que tinha te perdido, de novo.

Taeyong o olhou confuso.

- Perdido?  - Pareceu confuso. – O que quer dizer com isso?

Jaehyun suspirou.

- Eu tive um pesadelo muito realista em que você havia morrido. – Jaehyun passou a parte de cima de sua mão pela testa. – Foi horrível.

- Por isso teve sua crise... – Taeyong olhou para baixo, preocupado. – Mas... eu estou aqui! Não se preocupe!

Jaehyun se sentou na cama e segurou as mãos de Taeyong. Era bom passar as mãos pelos seus pulsos e não ver nada além de algumas antigas cicatrizes ali, nem um corte profundo que o fizesse... morrer.

- Aonde estava essa manhã? – O moreno perguntou. – Normalmente eu sempre acordo primeiro que você...

- Está vendo aquelas malas ali? – Taeyong apontou para o canto do quarto, ao lado da escrivaninha. – Eu busquei minhas coisas hoje mais cedo na minha casa, aproveitando que o otário não estava lá.

Jaehyun apertou as mãos de Taeyong.

- Como foi? – Questionou.

- Ah, normal. – Taeyong suspirou. – Minha mãe tentou me convencer a ficar, mas eu não dei ouvidos.

O quarto permaneceu em silêncio. Os dois se olhavam e se faziam carinho, mas não abriam a boca. Era difícil ter o que falar em situações como aquela. Tudo deveria ser feito com cautela, para que não houvessem maiores problemas.

- Bom... hoje começam as festas de Halloween! – Taeyong disse se levantando e vendo os adolescentes fantasiados passarem na rua, pela janela do quarto de Jaehyun. – Quer assistir algum filme de terror para comemorar?

- Eu quero ir à festa da escola. – Sorriu.

Taeyong o olhou, um pouco chateado.

- JaeJae... Você passou por muita coisa hoje...

- Não me importo, eu estou me sentindo bem para sair. – Jaehyun deu de ombros. – Então eu quero sair.

- Tem certeza? – O questionou esperando ele pensar direito. – Sério, eu não me importo em ficar aqui com você e...

- Tae! – Jaehyun riu. – Eu posso sair, não estou doente!

Taeyong sorriu, passando a mão direita pelo rosto.

Era quinta-feira, dia de festa na escola.

Por mais que Jaehyun fosse distante dos grupos famosos da escola, ele sempre gostou de ir até a festa de halloween da escola. Depois da festa “light”, os alunos normalmente sempre seguiam para a festa de alguém para comemorar o famoso clima tenebroso que assombrava a cidade nessa época do ano. Jaehyun quase nunca ficava muito tempo na festa dos outros, ele, Doyoung e Taeil sempre davam um jeito de fugir para ficarem bebendo em paz em algum parque da cidade.

Mas agora ele estava com Taeyong e com pessoas que considerava seus melhores amigos. Queria viver seus últimos momentos como aluno do ensino médio da melhor forma possível, aproveitando com seus amigos e bebendo mais do que deveria apenas por diversão.

- Ok, bonitinho. – Taeyong riu. – Com que fantasia nós iremos nessa festa?

- Hum, isso é uma boa pergunta. – Jaehyun coçou a cabeça. – Com que fantasia você foi no ano passado?

- Coringa. – Sorriu. – Foi engraçado... e você?

Jaehyun sorriu, nervoso.

- Pode parecer engraçado, mas... eu fui o príncipe do filme “Enrolados”. – Jaehyun escondeu o rosto no travesseiro e gritou.

Taeyong gargalhava.

- Você era o príncipe... –Parou de rir, arregalando os olhos. – Eu havia me esquecido disso... você estava, muito, mas muito bonito... eu te namorei a festa inteira. – Parecia chocado. – Só depois Johnny me disse que era você.

- Eu também me lembro do coringa chato e bêbado da festa. – Jaehyun falou, debochado.

- Não começa! – Taeyong caminhou até a cama, fazendo cosquinha no mais novo. – Me respeita porque eu sou mais velho que você, pirralho!

Para Jaehyun, era bom ter o mais velho ali. Não conseguia imaginar viver sem aquelas palhaçadas e risadas gostosas que o mesmo dava quase todos os dias.

- Então, com qual roupa iremos? – Taeyong se afastou do garoto, se sentando na cama de novo. – A festa é daqui a uma hora!

Jaehyun continuou a pensar, quando seus olhos arregalaram e o mesmo pareceu ter uma brilhante ideia.

- Já sei! – Levantou da cama e foi até seu guarda-roupa.

Fuçou algumas gavetas que quase nunca eram abertas e encontrou o que procurava.

- Eu já tenho minha fantasia! – Sorriu. – Agora só falta você.

Taeyong estava totalmente perdido.

- O que? – Indagou. – Você só pegou uma camisa cinza, uma calça e um colete preto...

- Só me espera colocar essa roupa... – Jaehyun sorriu. – Quer saber, acho que devemos nos vestir longe um do outro, para ficar mais divertido!

- Desafio aceito. – O mais velho sorriu.

Jaehyun pegou tudo que deveria pegar e correu para se trocar no banheiro. Colocou a camisa social cinza, um colete preto e uma calça também preta. No final de tudo, pôs uma gravata vermelho vinho. Vasculhou praticamente o banheiro inteiro atrás da maquiagem de sua mãe, mas falhou.

Saiu do banheiro, olhando para todos os lados, evitando que Taeyong o visse ou vice e versa. Seguiu até o quarto de sua mãe e pegou a maleta com todas as maquiagens que ela utilizava. Não queria sair do quarto, então, se maquiou no espelho do mesmo.

- O que é isso? – Sua mãe se aproximou com um cesto de roupas para dobrar. – Está se maquiando para o que menino?

Jaehyun riu, passando o pó mais branco que havia encontrado, em todo seu rosto.

- Vou a uma festa a fantasia... – Respondeu, concentrado na maquiagem.

Sua mãe começou a dobrar as roupas.

- Está se sentindo bem o suficiente para isso? – Questionou.

- Sim, aquilo foi... momentâneo. – Continuou a passar o lápis pelo rosto.

Finalmente, depois de parecer que ficou no espelho por três horas, Jaehyun saiu da frente do mesmo realizado. Estava exatamente do jeito que queria. Bagunçou os cabelos e saiu do quarto.

Caminhou até aonde viu Taeyong pela última vez e bateu na porta.

- Posso entrar? – Perguntou, sorrindo.

- Só se prometer que não vai rir de mim! – Respondeu.

- Eu prometo. – Falou com os dedos cruzados, pois provavelmente, ele iria rir.

Abriu a porta do quarto e viu Taeyong se olhando no espelho. O mais velho virou de frente para Jaehyun, mostrando seu visual, porém, ficou surpreso com a fantasia do mais novo.

- Uau, você está incrível... – Estava boquiaberto. – Já sei quem você é! Jack Esqueleto... não é?

- Na mosca. – Jaehyun sorriu, vendo seu namorado com um visual mais badboy do que nunca. – Estou tentando reconhecer a sua fantasia.

- Sério mesmo? – Taeyong revirou os olhos. – Cabelo vermelho, jaqueta preta, camisa de caveira, calça com uma corrente... não faz ideia?

Jaehyun colocou cruzou os braços, colocando uma mão no queixo, pensativo.

- Eu não acredito. – Pareceu surpreso. – Não acredito que você recriou o ícone dos ícones!

- É, acho que você acertou... – Taeyong riu, se olhando no espelho.

- Taeyong, você é um gênio! – Jaehyun correu, o dando um abraço. – Quem mais no mundo pensaria em recriar o Castiel do “Amor Doce”? Ninguém!

- Eu já sou parecido com ele, então, foi fácil. – Taeyong sorria grande.

A mãe de Jaehyun adentrou o quarto com uma câmera em mãos. Ela estava sorridente e pronta para tirar uma bela foto.

- Meus meninos! – Sorriu. – Se juntem, vou tirar uma foto para eternizar esse dia!

Jaehyun fez cara de bravo, para incorporar o personagem, enquanto Taeyong cruzou os braços, fingindo não estar interessado. Se aquilo não era um cosplay legitimo de Castiel, eles não sabiam o que era.

- Prontinho! – Sua mãe sorriu olhando para o visor da câmera. – Perfeitos!

- Agora podemos ir! – Taeyong falou colocando seu celular no bolso.

- Espere! – Jaehyun correu até sua escrivaninha, pegando a câmera instantânea. – Vamos tirar uma “selfie” com essa aqui.

Taeyong sorriu e foi para o lado de Jaehyun, fazendo novamente, sua cara de desinteressado.

Jaehyun tirou a foto, verificando o resultado. Colocou a polaroide em cima de sua mesa, perto de outras fotografias que tinha com Taeyong. Pegou seu celular e partiu para fora de casa, esperando que a caminhonete estivesse pronta para irem a festa.

- Merda. – Taeyong disse olhando para a rua vazia.

- O que foi? – Jaehyun o olhou, confuso.

- Então, digamos que aquela caminhonete não era só minha... – Respondeu com medo. – Basicamente, estou sem carro.

Jaehyun bufou.

- A culpa não é sua, Tae. – Tentou pensar em algo. – Mas como iremos até a escola? Ela é muito longe para irmos a pé!

Taeyong olhou para o chão, batendo as mãos nas pernas, pensando.

- Johnny. – Falou como se uma lâmpada acendesse em sua cabeça.

Não demorou muito para Johnny chegar com aquela van que ele tinha. A van preta e talvez um pouco pichada com símbolos aleatórios e um som alto estacionou na frente da casa de Jaehyun. A porta foi aberta e mostrou que a viagem até a escola seria uma completa bagunça. Doyoung, Jungwoo, Lucas, Yuta, Winwin e Mark estavam no grande espaço de trás da van.

- Ei! – Johnny gritou. – Entrem ai! A festa já vai começar!

- Tem certeza que cabem tantas pessoas assim aqui? – Jaehyun perguntou olhando o pouco espaço sobrando na van.

- Certeza eu não tenho, mas com um pouco de esforço a gente consegue fazer tudo. – Johnny sorriu debochado.

- Oi, Jaehyun! – Taeil gritou do banco da frente, aonde estava com Ten e Johnny.

- Oi... – Jaehyun achou estranho Taeil estar no meio do casal que ele abominava.

Entraram na van, cumprimentando todos os meninos e analisando cada uma das fantasias. Os meninos estavam alegres e animados com a festa. Nada podia dar errado naquela noite.

- Caralho. – Lucas falou chegando na quadra da escola, vendo todas as pessoas e as grandes decorações.

Todos ali presentes olharam ao mesmo tempo para os garotos parados na entrada da quadra. Garotos, garotas, absolutamente todos estavam de boca aberta ou apenas cochichando sobre os meninos. Jaehyun estava se sentindo o centro das atenções e isso não era muito bom..., mas era inevitável não olharem para os garotos, afinal, todos estavam muito bem arrumados e é claro, eram bem conhecidos na escola.

- Estou me sentindo no próprio F4. – Doyoung falou se desesperando, porém, rindo.

- Nesse caso seria F11. – Johnny riu. – Os mais otários da escola.

Decidiram caminhar pela quadra, ver o que de interessante estava acontecendo por ali. Normalmente, aquela festa era só o aquecimento para o que viria depois. Era quinta-feira, véspera de halloween.  No halloween de verdade, as crianças se destacavam por pedirem doces e se divertirem durante a noite, mas a véspera sempre costumava ser a pior época de todas. A época em que os adolescentes faziam todas as verdadeiras “gostosuras ou travessuras”.

- Jaehyun! – Ouviu uma voz doce vir de uma barraca. – Quer um pouco?

Jaehyun parou de caminhar, olhando para o lado, verificando de quem era aquela voz. Era Jisung.

- Ei, Jisungie! – Jaehyun sorriu. – Está servindo ponche?

- Preciso de ponto em algumas matérias... – Falou decepcionado. – Mas eu não estou sozinho!

Apontou para o lado, mostrando Jeno largado na cadeira, ao lado de Jaemin.

- Estou vendo. – Jaehyun riu. – Bom, agora eu não quero tomar nada, mas prometo que depois eu venho aqui, ok?

- De boas! – Disse sorrindo. Jisung era mesmo um anjinho.

Jaehyun viu que seus amigos não o esperaram, o que o incomodou. Apressou os passos por entre a multidão de pessoas. As luzes vermelhas não deixavam claro o rosto de nenhuma pessoa, o que dificultou Jaehyun de encontrar seus amigos e o seu namorado.

Enjoy the Silence do Depeche Mode estourava as caixas de som da quadra. Jaehyun estava começando a se sentir sufocado pelas pessoas que não saíam da sua frente. Pegou o celular, mandando mensagem para Taeyong, que não o respondeu. Seu desespero aumentava a cada batida da música, passava por entre as pessoas, as empurrando. Ouviu centenas de comentários maldosos por estar sendo agressivo ao se afastar das pessoas, mas ele não ligava, apenas queria sair daquele inferno.

Achou uma mesa longe da multidão e se sentou na mesma, recuperando o ar.

- Jaehyun! – Taeyong o gritou, passando por entre as pessoas. – Jaehyun, aqui!

Jaehyun abriu os olhos, lentamente, olhando com raiva para Taeyong.

- Você me deixou sozinho. – Jaehyun estava com os punhos cerrados. – Por que fez isso?

Taeyong pareceu confuso.

- Jaehyun, estamos na merda da quadra da escola. – Falou se sentando. – Não estamos em um lugar desconhecido!

- Vocês sequer me esperaram. – Respondeu sério.

- Ficamos longe de você por dois minutos no máximo, não foi como se tivéssemos te abandonado! – Taeyong estava ficando irritado.

Jaehyun saiu de seu transe. Relaxou por completo e começou a pensar no que havia acabado de acontecer ali. Não sabia da onde aquela raiva havia vindo, ele não era daquele jeito. Estava fazendo um drama desnecessário para uma coisa totalmente boba. Permaneceu parado, movendo os olhos, tentando voltar ao normal.

- JaeJae, tem certeza que está bem? – Taeyong segurou nas mãos do mesmo.

- E-Eu estou... – Focou seu olhar em Taeyong, que agora sorria. – Me desculpe, eu não sei o que aconteceu... os minutos que passei longe de vocês pareceu uma eternidade.

- Talvez seja porque você ainda não esteja bem o suficiente para uma festa depois do que aconteceu hoje. – Taeyong fez carinho em suas mãos. – Podemos chamar um taxi e ir embora...

- Não. – Jaehyun respirou fundo. – Estou bem.

Taeyong suspirou, parecia preocupado.

- Bom, ainda bem que está bem... – Falou. – Com essa maquiagem do Jack, você ficou ainda mais assustador que o normal.

Jaehyun gargalhou.

- Idiota. – Deu um tapa leve no braço do mais velho. – Agora vamos, preciso me movimentar.

A festa da escola foi uma festa comum, acabando as dez da noite. Nada de bebidas e muito menos putaria rolando à solta. A festa de verdade não havia nem começado. Aproveitaram a festa da escola, como se fosse um aquecimento. Logo depois, com o charme de Johnny para cima de algumas garotas, ele descobriu aonde seria a próxima festa.

- Preparados? – Johnny disse ligando o carro.

- Não. – Jungwoo falou segurando os braços de Lucas e Doyoung.

- Assim que eu gosto. – Riu. – Próxima parada, Hell Hills.


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui!
Até o próximo capítulo!
XOXO

Trailer da fic: https://www.youtube.com/watch?v=mkLtSncDWb0&feature=youtu.be


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