História Entre o Agora e o Nunca - Sprousehart - Capítulo 59


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Categorias Riverdale
Visualizações 142
Palavras 1.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa leitura❤

Capítulo 59 - 5.9


LILI

ONTEM FOI UM dia exaustivo. De um jeito bom. Boas notícias pareciam chegar de todos os lados, e ainda estou pilhada com tudo. Isso só vai deixar ainda mais empolgante a noite no nosso bar favorito em Houston.

Cole e eu começamos a nos apresentar em alguns bares aqui e ali há pouco mais de um mês, e eu adoro. Antes de Cole, jamais na minha vida me imaginei cantando ao vivo em bares. Cantando ao vivo em qualquer lugar, aliás. Isso nunca me passou pela cabeça. Mas o gosto que adquiri pela coisa em Nova Orleans abriu um novo mundo para mim. Claro, a presença de Cole teve uma importância enorme para que eu curtisse tudo, e isso continua valendo até hoje. Duvido que conseguiria continuar fazendo isso, se não fosse por ele.

Mas cantar em público não é o que eu realmente gosto; cantar em público com ele é o que eu adoro.

Falo um pouco com minha mãe sobre minha volta para casa daqui a uns dias, e ela está superempolgada em me ver. Ela e Roger se casaram no México! Fiquei meio puta por não poder estar presente, mas agora que pensei mais nisso, não ligo. Eles estavam sendo espontâneos. Fizeram o que sentiram que seus corações queriam e foram fundo. Aprendi, no meu tempo com Cole, que ser espontâneo e se libertar das convenções muitas vezes é uma coisa boa. Afinal, nós não estaríamos juntos hoje se eu mesma não tivesse alguma experiência pessoal em ser espontânea.

E quanto à data do nosso casamento, bem, ainda não marcamos. Falamos disso uma noite e concordamos que vamos nos casar quando e onde acharmos que é certo. Nada de datas. Nada de planejamento. Nada de vestido de 5 mil dólares que só vou usar uma vez. Nada de buquê combinando com a decoração. Nada de padrinhos ou madrinhas. Tudo isso estressa a gente só de pensar.

Vamos nos casar quando estivermos prontos, e ambos sabemos que a espera não tem nada a ver com não  termos certeza. É o que ambos queremos, não há como negar.

Ouço Cole enfiando a chave na porta do apartamento e vou encontrá-lo na entrada. Salto em cima dele, cruzando as pernas apertado em sua cintura, e o beijo com força na boca. Ele fecha a porta com o pé e me abraça, mantendo os lábios grudados nos meus.

— Por que isso tudo? — ele pergunta, se desvencilhando.

— Só tô empolgada.

Suas covinhas ficam mais fundas.

Me agarro a ele com os braços ao redor do pescoço enquanto ele me carrega pela sala de estar até a cozinha.

— Queria ter levado você pra casa mais cedo — ele diz, pondo-me em cima do balcão. Ele fica no meio das minhas pernas erguidas e joga as chaves na bancada.

— Nada de culpa — retruco, dando-lhe um selinho nos lábios. — Vou sentir falta do Texas se ficar na Carolina do Norte tempo demais, tenho certeza.

Ele sorri, mas não parece convencido disso.

— Não precisa decidir nada agora, mas quero que você escolha onde vamos morar, e não quero que seja o Texas só por minha causa. Adoro minha mãe, mas não vou ficar com tanta saudade quanto você.

— Por que acha isso?

— Porque já moro sozinho há um tempo — ele explica. — Você não teve a oportunidade de fazer isso antes de partir de Raleigh.

Ele sorri, se afastando um pouco, e acrescenta:

— Além disso, você tá saturada dessas porras de hormônios e doida, por isso vou fazer tudo o que você  quiser sem discutir.

Eu lhe dou um pontapé de brincadeira, mas erro de propósito.

Ele se debruça entre as minhas pernas, levanta a barra da minha camiseta e aperta seus lábios quentes na minha barriga.

— E Billy Frank? — pergunto quando ele se endireita. — Se você deixá-lo de novo, talvez ele não te contrate mais.

Cole ri e dá a volta no balcão, rumo aos armários. Giro sobre o balcão para ficar de frente para ele, jogando as pernas do outro lado.

— Billy Frank é meu chefe ocasional desde meus 16 anos — ele conta, pegando uma caixa de cereal. — Somos quase parentes, portanto, não é um emprego normal de mecânico. Preciso dele mais do que ele precisa de mim.

— Por que você continua fazendo isso? — pergunto.

— O que, consertando carros?

Balanço a cabeça.

Ele serve o leite no prato de cereal que acaba de fazer e o coloca de volta na geladeira.

— Gosto de mexer em carros — Cole explica, dando uma colherada monstruosa. Com a boca cheia, continua: — Acho que é meio que um passatempo. Além disso, gosto de sempre ter dinheiro no banco.

Eu me sinto um pouco diminuída por ainda não ter um emprego. Ele sente isso, como parece sentir praticamente tudo. Engole a comida e me aponta com a colher.

— Não faz isso.

Olho para ele, curiosa, fingindo não entender que ele captou tão rapidamente o que eu sentia.

Ele se senta num banco perto de mim, apoiando os sapatos na base.

— Você se dá conta de que trabalha, certo? — ele pergunta, me olhando de lado. — Semana passada a gente ganhou quatrocentos paus, na noite em que tocamos no Levy’s. Quatrocentos numa noite não é pouco.

— Eu sei — admito —, mas não parece um emprego.

Ele ri baixinho, balançando a cabeça.

— Não parece um emprego simplesmente porque você gosta de fazer. E porque não tá batendo ponto. 

Ele tem razão, mas eu ainda não terminei de explicar.

— Se a gente estivesse sempre na estrada, sem aluguel, contas pra pagar e um bebê a caminho, seria diferente. — Respiro fundo e vou direto ao assunto. — Quero ter um emprego que seja um passatempo. Como o seu.

Ele balança a cabeça.

— Maravilha — Cole responde e dá mais uma colherada, o tempo todo sentado casualmente, com os braços apoiados no balcão, ao redor de sua tigela. — O que você gostaria de fazer? — Ele aponta para mim: — Note a palavra-chave da pergunta: gostaria.

Penso por um momento, apertando os lábios em contemplação.

— Bom, gosto de fazer faxina, então talvez pudesse trabalhar num hotel — começo. — Ou seria legal trabalhar no Starbucks ou algo assim.

Ele balança a cabeça.

— Duvido que você vá gostar de limpar quartos. Minha mãe fazia isso antes de o meu pai ter o negócio dele. As pessoas deixam umas merdas bem nojentas em quarto de hotel.  

Eu faço uma careta.

— Bom, vou pensar em alguma coisa. Assim que a gente chegar em Raleigh, vou procurar emprego.

A colher de Cole para acima da tigela.

— Então você decidiu se mudar de volta pra casa?


Notas Finais


psiu: amanhã tem maratona


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