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História Entre o Amor e a Honra. - Capítulo 22


Escrita por: con_stela_tion2

Capítulo 22 - A proposta injusta de Jabu


—Ora, é mesmo?— perguntei, sarcástica. Obviamente ele conhecia, o moletom era dele. Se soubesse antes, o teria retirado. Preferiria sair nua a vestir alguma roupa de Jabu. Ele havia me chamado de garota? Aquilo me assusta, mas não posso deixar transparecer.
— Claro que sim, esse moletom é meu.— ele diz, chegando mais perto com uma sobrancelha erguida e um sorriso de canto. Meu rosto perde gradualmente a cor, e minhas mãos suavam. No fundo, tinha medo. — Como se não bastasse dormir na minha cama, ainda se sente no direito de usar as minhas roupas.
Olho para ele de cima abaixo, não acreditando no que acabo de ouvir, e retruco:
— Se não quisesse que eu usasse as suas, não teria me tirado as minhas!— e aquilo o surpreende. Ele me olha, parecendo confuso. Aquilo dura uns poucos instantes, e ele entra no quarto, me puxando pelo pulso e fechando a porta de forma estrondosa.
— Como ousa me puxar assim?— Elevo a voz, lutando para escapar de suas garras. Penso em alguma forma de ameaça-lo, mas sinto que não foi efetivo — Você não deveria encostar em mim! Por um acaso, sabe quem eu sou?
— Não, e pouco me importa agora. Apenas me escute, garota.—  Certamente Jabu sabia do meu segredo, então ele havia me dado as rosas brancas? Ele me segurava com força tamanha que privava meu sangue de circular plenamente pela mão. Eu mostro o dedo médio para ele. Seus olhos eram cortantes e frios, intimidadores, e ele me deu mais um tapa no rosto — Acho melhor você deixar de grosserias!
— E o que você quer de mim?— Pergunto, ainda tentando libertar meu pulso que beirava à dormência. Ao ver que minha palma estava pálida, ele o solta. Tímida, agradeço, chacoalhando o membro recém liberto. Jabu respira fundo algumas vezes, deixando o silêncio ensurdecedor reinar entre nós por breves segundos.
— Quero te fazer uma proposta e uma pergunta. — ele respondeu, mais calmo. Sentou-se em sua cama e deu alguns tapinhas no colchão, me chamando como se eu fosse seu bichinho de estimação. Quando me recuso a atender seus chamados, ele se levanta e me puxa novamente pelo pulso, que agora tinha marcas vermelhas. Me jogou na cama, e o rápido gesto me fez dar um grito baixo. Assustada, olho para ele, que estava por cima de mim, sorrindo de canto mais uma vez — Parece até que você gosta... Qual seu nome mesmo?
Eu nunca responderia. Ele não era digno de saber quem eu era. Permaneço em silêncio, e ele me olha com uma sobrancelha erguida, dizendo:
— Vamos, você não vai gostar se eu tentar arrancar isso de você.—  Em pensamento, eu o condenava. Agora você se preocupa com meus gostos? Idiota! A cada instante naquele quarto, apenas me sentia enojada. Mantenho-me calada e de braços cruzados, e aquilo o estressa. Ele fecha o punho com força. Sai de cima de mim e se senta na beira da cama. Seus olhos queimavam de fúria, e eu sentia o mesmo ódio por ele — Estou começando a pensar que você gosta de me ver irritado.
— Você parece uma criança mimada.—  digo, e aquilo o faz avermelhar de raiva. Sento-me e prossigo, enquanto faço biquinho — Quantos anos você tem? Quer um docinho?
— Calada!— ele exclama, e voa no meu pescoço, fazendo-me deitar novamente. Começamos um embate naquela cama, e ele estava por cima. Deu-me uma bofetada. Permanecemos nos empurrando e rodando sobre o colchão, revezando o tempo de ficar em cima. Dei-lhe arranhões nos braços e nas costas, e também socos. Ele me agredia no rosto e tentava me morder. O puro ódio reinava naquele cenário, até que cansamos. Ele tinha marcas das minhas unhas e eu de suas mãos, e estávamos tão exaustos e feridos que nos deitamos. Olho para seu rosto, ele olhava para o teto. Mesmo o odiando, precisava admitir que ele era dono de uma aparência bela. Quando nossos olhos se encontram, percebo que estou olhando para ele tempo demais, e aquilo me faz corar e virar o rosto.— Você tem certeza que me odeia?
— Cale a boca!—  eu exclamo, virando as costas. Aquilo o faz rir, e ele me abraça pelas costas. Sussurrando em meu ouvido, ele faz sua proposta. Aquilo me deixa enojada, mas tenho medo de ser agredida novamente, então permaneço quieta.
— Escute, garota. — ele diz, com um tom que não me pareceu odioso, mas soube que aquilo me seria nocivo. — Se você vier sempre que eu chamar e fizer o que eu quiser, eu deixo você e seus amigos em paz.
— Deixe-me ver se eu entendi...— inicio, virando-me de frente e tentando realçar a idiotice naquele pedido. Sabia que Jabu era mais velho que eu, aquilo poderia ser problemático para ambos, e ele certamente não ligava para nenhum dos meus pensamentos — Você quer que eu seja sua escrava ou algo assim?
— Se você quer enxergar assim...— ele diz, desdenhoso. — É pegar ou largar, e se largar eu faço da sua vida ainda pior.
— Sendo sincera, não vejo muitas formas de como isso pode piorar.— eu digo, mais para mim.
— Ah, existem muitas maneiras.— ele diz, passando um polegar pela minha bochecha enquanto dava um sorriso tímido — Eu sei de cada uma delas.
— Como que você consegue ter um rosto tão bonito e uma alma tão...— balbucio, pensando alto. Minhas palavras arqueiam suas sobrancelhas e coram seu rosto. Em seguida ele solta um riso alto, porém puro.
— Bonito?— ele diz, entre suas gargalhadas que traziam lágrimas aos olhos —Não leve a mal, estou rindo de nervosismo.
Vê-lo admitir aquilo me fez questionar se ele realmente estava tão à vontade ou se apenas queria me persuadir a aceitar sua proposta absurda. Seu sorriso seria maior se eu não o tivesse machucado no rosto, mas mesmo limitado era muito brilhante. Naqueles breves momentos, Jabu não me parecia tão cruel. Era só um adolescente do pavio curto, que tinha dificuldade com elogios. Pensar que ele estava totalmente vulnerável na minha frente me fez sorrir tímida. 
Enquanto ele secava suas lágrimas risonhas, escuto vozes familiares vindas do lado de fora.
— Ainda não acredito que você acordou, irmão.— disse quem eu pensei ser Shun.
— Ele está aqui dentro?— perguntou a voz inconfundível de Ikki. Eu continuaria a ouvir, se Jabu não me fizesse focar totalmente nos lábios que eu subitamente senti tocarem a minha boca.
E então eu entendi. "Existem várias maneiras, eu sei de cada uma delas". Eu ainda não tinha aceitado a proposta, e quando a porta se abriu eu soube que era o meu fim.
Ele se afastou sorrindo, como se soubesse que estava tudo feito, e ainda se achou no direito de me dar um selinho.
— Shion?— eu ouvi Ikki, em um sussurro tão vazio que eu pude ouvir o eco quando seu coração rachou.
— Não acho que ele seja quem vocês pensam.— ele diz, olhando por cima do ombro, e eu puxo seu rosto de volta. Dou nele um tapa que o faz cair ao meu lado, e enquanto ele se queixa de dor eu tento explicar.
— Ikki, não é o que você está pensando.— eu digo, sentando na cama e jurando inocência com as mãos erguidas. Shun, que andava ao seu lado, mantinha a boca coberta com as duas mãos, e o leonino apenas disse umas poucas palavras que me feriram.
— Se faria isso comigo, por que se aproximou de mim?— ele disse, não acreditando. Eu apenas pude me calar, sem saber como justificar o ocorrido. Eu nunca trocaria Ikki por um garoto tão ridículo como Jabu, por que diabos ele não confia em mim?
Antes que eu pudesse verbalizar um pedido de desculpas, Ikki virou as costas e antes de sair andando com seu irmão, olhou por cima do ombro e declarou:
— Você não precisa dizer nada, Shion. Eu já entendi.
Eu estava totalmente sem reação, e Jabu apenas sorria quando saiu do quarto e gritou "Vai pela sombra, bosta no Sol seca!".
Grito pelo garoto que eu havia perdido, tomada pelo desespero. Sabia que ele não voltaria. Enterrei a cabeça no travesseiro e me escondi debaixo das cobertas, apenas podendo ouvir a risada debochada do loiro, totalmente diferente de quando ele se disse nervoso por ter recebido um "elogio".
Ele fecha a porta, e eu o escuto girar uma chave. Viro de um lado para o outro na cama, tentando escapar daquele pesadelo. Ele caminha, até o lado da cama, me descobre e diz, no meu ouvido:
—Ei, bolinho.— ele tira a minha face do travesseiro com um tom de riso, e eu luto contra suas mãos. Indiferente, ele prossegue sua fala — Vai aceitar ou não?
— Se eu aceitar você deixa os dois em paz?— eu pergunto sem olhá-lo, já me arrependendo do que estava prestes a fazer. Ele diz que sim, e que manteria meu segredo à salvo. Eu não consigo pronunciar, então sem pensar muito apenas faço que sim com a cabeça. Meu coração pesa, mas sei que seria melhor para Ikki e Shun. Jabu sorri e diz apenas "Não se preocupe. Eu posso ser o diabo para você, mas ainda tenho palavra".
Ele mantinha uma mão na minha cintura, e eu não gostava do seu toque. Apenas com ela, me virou para cima.
— Jabu...— chamei, não acreditava que havia me submetido a algo assim. Quando ele olha para mim, prossigo — Sendo sincero, quantos anos você tem?
— Dezesseis, e você?— ele pergunta. Eu deixo alguns segundos de silêncio e depois respondo.
—Treze.— eu respondo, e ele diz apenas "É, não tem problema". Perguntou o meu nome, dessa vez eu sabia que era obrigada a dizer. Declaro, a contragosto — Hanako.
—Que nome bonito...— ele diz, passando os dedos pelas minhas mechas. Aquilo me faz sentir timidez, então me encolho e coro, o que o faz rir. — O que houve, bolinho de arroz?
— Por que você me chama assim?— eu perguntei, perto de abraçar meus joelhos de tanta vergonha. Tinha vontade de chorar, mas talvez eu nem tivesse mais lágrimas para isso.
— Por que você está toda enrolada, e parece um bolinho.— ele disse, dando de ombros. — E você é branca, como um bolinho de arroz.
— Meu corpo é igualmente sem cor, não é?— perguntei, mas a questão implícita era se ele havia me visto daquele jeito.
— Até agora não entendo porque você diz essas coisas.— aquilo me pareceu muito cínico, então resolvo confrontá-lo.
— Pois eu entendo muito bem!— exclamo, iniciando — Você me adormece, me traz até o seu quarto e algumas horas depois eu acordo seminua.— aquelas palavras o deixaram espantado. Seus olhos se abriram mais e suas sobrancelhas se curvaram — Você deveria ter vergonha de mentir assim, Jabu.
— Eu te deixei aqui e fui resolver assuntos com meus amigos.— ele deu sua versão dos fatos gaguejando enquanto se deitava na minha frente, eu parei para ouvi-lo. —Demoramos muito. Tive medo que você tivesse acordado e fugido ou algo assim, então voltei correndo para cá assim que pude. Quando cheguei, dei de cara com você vestindo meu moletom na porta.— ele diz, se inocentando — Sei exatamente o que parece, mas eu deixei você aqui, vestida.
— Ora essa...— digo, ainda digerindo a informação. — Então quem diabos...
Eu acreditava nas palavras de Jabu, não aceitava que ele poderia ter me largado seminua em sua cama. Não até olhar bem em seus olhos e vê-lo rir de mim.
— Bonita e inocente...— ele disse — Você deveria confiar menos.
Aquelas palavras me enraivecem e eu o ofendo, o chamando de mentiroso. Ele diz que não ouviu e eu não consigo falar mais alto. Ele me obriga a falar me puxando para perto, e nossos lábios a centímetros de distância me faziam ter certeza de que ele forçaria um beijo, assim que fosse de sua vontade. Chamo novamente o garoto de mentiroso, e disse que o odiava.
— Quer goste ou não, você depende de mim para guardar seu segredinho.— ele responde ao meu ódio, colocando um dedo sobre meus lábios como se me calasse — Então deveria agradecer pelas minhas mentiras.
Em seguida me dá um selinho que tinha gosto de menta, e apesar de gostar da menta, tenho nojo do beijo. Jabu prossegue sua crueldade, com uma ordem:
— Como meu primeiro pedido, já que você aceitou minha proposta, hoje você vai dormir aqui.


Notas Finais


capítulo escrito pela força do meu ódio pelo jabu
meio pesado mas não me apedrejem, a culpa é dele
até eu tenho vontade de fzr o ikki meter um pedaço de madeira com um prego na cara do escrotinho lá, só pelo meme
mas enfim ne, a história tem q seguir o seu rumo
=(


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