História Entre o amor e a razão - Capítulo 16


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Categorias A Seleção
Personagens Ahren Schreave, America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Eadlyn Schreave, Gavril Fadaye, Kaden Schreave, Kile Woodwork, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, Osten Schreave, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Shalom Singer
Tags A Seleção, Ahren, Camille, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeeeeei!

Capítulo 16 - Admitindo o óbvio


─ Como vocês já devem ter percebido, rebeldia não foi o que motivou esse ataque, já que em nenhum momento houve qualquer tentativa de invadir o salão. Eles vieram atrás de informações, e conseguiram algumas bem consideráveis.

O rei explica.

─ Como um dos livros da biblioteca? Porque sei que eles tiraram algo de lá.

Comento.

─ Sim, está faltando a enciclopédia original de Alexander, mas esse nem é tão problemático assim. Eles copiaram alguns arquivos confidenciais, entre eles um projeto que Meri está coordenando, o que me leva a crer que os invasores foram pagos pelos russos.

Ele responde. A Rússia parece mesmo estar disposta a tudo para ganhar a guerra.

─ O 14?

A rainha pergunta.

─ Exatamente.

─ Bem, já mandei o serviço de inteligência rastrear os que conseguiram escapar. Os russos estão bem desesperados com as sucessivas derrotas que estão enfrentando.

O presidente diz enquanto mexe no interfone, eu acharia bastante irritante ter um aparelho desse preso ao ouvido na maior parte do tempo.

─ Garanto que eles ainda não viram nada. Quero saber quem conseguiu entrar no computador central e copiar meu projeto. Ainda estou em dúvida se esfolo pela audácia ou se condecoro pela capacidade.

A rainha diz com um sorrisinho um tanto quanto sádico, ela parece já ter passado do nível de simples raiva, seja lá de que se trate esse projeto, ter sua segurança violada mexeu bastante com seu ego. Ela mexia freneticamente em um tablet.

─ Vou supervisionar a troca de senhas e o tamanho do estrago. Aqui, Meri, extravase. Só vê se não declara a quarta Guerra Mundial.

 

O rei diz entregando o anel real para a esposa. De modo que ela poderia fazer praticamente o que quisesse, era um símbolo de poder. O mesmo que dar permissão para os atos dela.

─ Obrigada, mas não garanto que não farei isso.

Anotação mental para mim mesma “Não provocar a rainha de Illéa” as consequências disso podem ser bem graves, como as chamas em seus olhos mostravam.

─ Aquele que não possuírem o sobrenome Schreave, Sauveterre ou Leger podem voltar para seus aposentos, imediatamente.

O rei decreta. Os pretendentes de Eadlyn saem do salão em uma fila desordenada. Ela parecia aliviada por ter se livrado. Poucas pessoas restaram no salão. Uma garota que não conheço estava praticamente dormindo em uma das cadeiras, creio que seja a filha do presidente, pois se parecem muito. Ela usava um longo vestido preto, os cabelos estavam desalinhados, mas ela parecia tão cansada que não se importou com isso. Só agora foi que vi a princesa Isabelle no fundo do salão, dormindo, assim como os dois irmãos mais novos.

─ Não a deixe sair distribuindo um kit de mísseis como cortesia para os russos.

O rei diz ao presidente antes de se retirar, provavelmente para verificar o andamento da investigação mais de perto como ele mesmo tinha dito.

─ Ele não disse nada sobre bombas atômicas.

A rainha comenta. O presidente sorri e abre a boca para responder, mas acho que ouviu algo no interfone.

─ A França é responsável indireta pelo vazamento desses tais dados confidenciais.

Digo com um pedido de desculpas implícito em minha fala.

─ Não se preocupe, não é você quem está na linha de fogo.

A rainha responde ainda concentrada no tablet.

─ No meu tempo o serviço de inteligência era mais rápido!

Ela reclama para o presidente.

─ E no meu tempo a guarda real não precisava da DEOE.

Ele rebate enquanto tira o interfone do ouvido.

─ Daysi Leger, venha aqui agora!

O presidente grita. A garota de vestido preto ergue a cabeça e se aproxima com as bochechas coradas de vergonha.

─ Eu posso explicar, pai!

Ela diz.

─ Ah, mas você vai explicar. Assim que chegamos em casa vamos nos acertar! Acho bom a senhorita ter uma ótima justificativa, mocinha!

Ele diz. Eadlyn dá um sorrisinho.

─ A senhorita também me deve explicações, amanhã você e Ahren não me escapam!

A rainha diz ao notar o sorriso de triunfo da filha, sorriso esse, que logo se desfez. Foi a vez de Daysi debochar da princesa.

─ Filho é um ser que vem ao mundo para dar duas coisas, orgulho e dor de cabeça, algumas vezes na mesma proporção, né Daysi? Quer trocar, América?

O presidente sugere. A filha dele brinca com as pontas dos cabelos fingindo inocência. Após ouvir a parte da troca ela olha fixamente para o pai.

─ Quero. Leva a Eadlyn e me dá a Daysi.

A rainha brinca. Eadlyn se aproxima da mãe com uma expressão de ofendida. Ahren, que ouvia tudo perto da janela se aproxima e ri da irmã.

─ A Eadlyn você pode ficar, dá dor de cabeça demais. Deus me livre! Eu quero o Ahren ou a Isabelle, até o Kaden a gente negocia...

Ele brinca. Eadlyn dá um soco no braço do irmão que estava rindo a valer as custas dela. Eu mesma não resisti e comecei a rir também.

─ Minha própria mãe querendo me trocar!

Eadlyn protesta. O rei volta ao salão bem nessa hora.

─ Onde já se viu? Me trocar por essa princesinha aí? Que ofensa!

Dayse protesta. Eadlyn faz cara feia para ela. A rainha começa a rir a valer do drama da filha.

─ Podemos fechar acordo, Maxon? Eu dou a Dayse e escolho entre o Ahren, Kaden ou Isabelle...

O presidente pergunta. A brincadeira aliviou um pouco o clima pesado do ambiente.

─ Por mim pode levar todos menos a Isabelle, Eadlyn vai de brinde e não aceito devolução!

A resposta do rei surpreendeu a todos.

─ Nem meu próprio pai me quer?

Eadlyn dramatiza.

─ Trocar você eu entendo, mas e eu? Absurdo! E por que só a Isabelle fica?

Ahren pergunta fingindo estar ofendido. Eadlyn ri do irmão. Isabelle acorda e vem se sentar perto dos pais.

─ Porque é minha única filha comportada, exemplo de menina. Nem parece que estava fingindo dormir para ouvir a conversa, né princesinha?

Maxon diz acariciando os cabelos da filha.

─ Nossa, pai! Precisa prestar atenção em TUDO mesmo? Mas ainda assim eu sou a favorita, viu mana?

Ela diz toda convencida. Era tão diferente ver cenas assim. Em casa tais brincadeiras seriam levadas a sério.

─ Cresce primeiro, pirralha.

Eadlyn responde.

─ Bem, chega de brincadeiras. Tenho trabalho a fazer, esganar algumas pessoas, por exemplo. Então, vão dormir, crianças!

A rainha diz acariciando os cabelos de Eadlyn.

─ É para obedecer, papai Aspen?

Ahren provoca.

─ Se você gostar de respirar, né? Mas fica a seu critério.

O presidente responde.

─ É lógico que eu não trocaria vocês por nada, meus amores, agora vão dormir e me deixem trabalhar em paz!

A rainha diz.

─ Eu trocaria.

O rei comenta.

─ Pai!

Eadlyn protesta.

─ Brincadeira, querida. Se vocês fossem comportados não seriam nossos filhos, né, Meri?

─ Isso prova que são seus, porque eu sou um anjo. A personificação da calma e serenidade.

A rainha comenta. Todos riem.

─ Serenidade? Não era ela quem queria fuzilar a guarda real por incompetência agora há pouco? E quem foi mesmo que falou de lançar bombas na Rússia?

O presidente questiona.

─ Eu nunca disse isso, é tudo intriga da oposição!

A rainha responde.

─ Mudaram o conceito de calma e esqueceram de me comunicar?

O rei pergunta.

─ Com licença, majestades e excelência. Há pessoas que querem vê-los.

Uma assistente diz. Três homens entram no salão. O padrasto do rei, o pai e o tio da rainha.

─ Bonito para vocês, né? Eu digo para ficarem e meu tio e pai super obedientes correm para a DEOE e ainda levam o duque de brinde. Que lindos!

A rainha exclama.

─ Eu sempre fui irresistível, obrigado por me lembrar disso, sobrinha.

─ Olha só isso, a gente cria com todo carinho, dá comida, roupa, faz as vontades comprando a farda e mandando para a escola militar, e quando cresce acha que manda na gente só porque virou rainha! Onde já se viu?

─ Já perdi uma vez, não quero passar por isso novamente sem necessidade.

A rainha responde.

─ Até que enfim, onde vocês dois se enfiaram?!

A senhora Amberly pergunta. Ela, a senhora Magda e uma outra mulher morena acabam de entrar no salão. O problema de ter família grande nesse caso era, ninguém ia trabalhar direito.

─ Adivinhem. Foram correndo para a DEOE.

O rei responde.

─ Alguém tinha que fazer o serviço de inteligência funcionar.

O pai da rainha diz.

─ Descobriram algo de útil que não sabemos?

A rainha pergunta.

─ América, filhinha, quando você nasceu eu já era presidente, ok majestade? Isso não é assunto para crianças. Quero todos com menos de vinte anos fora daqui.

Minutos depois...

O rei, a rainha e o presidente finalmente conseguiram sossego para trabalhar, junto com o resto do grupo, claro. Já em meu quarto, troco de roupa me sento na cama, pensei em ler algum livro da estante já que não estava com nenhum pingo de sono.

Alguém bate na porta. Levanto para abrir, estava só encostada, então se fosse um assassino ou algo assim não iria se dar ao trabalho de bater. Sorrio ao ver Ahren.

─ Vim verificar se a senhorita está se sentindo bem.

Ele diz entrando.

─ Estou ótima.

─ De zero a dez, que nota você daria para o sistema de segurança do castelo?

Ele brinca.

─ Dez.

Respondo.

─ Como? Minha mãe está uma fera com os guardas e eu certamente não queria estar na pele do chefe da guarda...

─ Sei disso, mas me sinto perfeitamente segura, pois tenho alguém para me proteger.

Respondo lembrando que ele tinha se arriscado por mim horas atrás. Mesmos armado e com alguns guardas do lado era perigoso, não se sabiam quantos os invasores eram ou o que queriam.

─ E quem seria essa pessoa?

Ele pergunta me tomando em seus braços.

─ Você.

Respondo aproximando meu rosto do dele, nossos lábios se encontram. Admito, sou um fracasso, estou completamente apaixonada por ele, menti para mim mesma a maior parte do tempo que fiquei aqui, ou seja, meses de mentiras.

As mãos dele passeiam por minha cintura, as minhas brincam com seus cabelos sentindo sua maciez. Nos beijamos até a falta de oxigênio se manifestar.

─ Você vale qualquer risco, Camille.

Ele sussurra em meu ouvido. Não respondo, apenas selo nossos lábios novamente. Eu não consigo expressar com palavras o turbilhão de emoções que estou sentindo agora...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gostaram?
Teremos mais participação da Eady e de algum dos selecionados (não vou dizer qual) no próximo ;)
E dona Nathy, talvez, quem sabe, uma candidata a princesa de Illéa aparece também, né? ;)

Até o próximo


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