História Entre o amor e a razão - Capítulo 17


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Categorias A Seleção
Personagens Ahren Schreave, America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Eadlyn Schreave, Gavril Fadaye, Kaden Schreave, Kile Woodwork, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, Osten Schreave, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Shalom Singer
Tags A Seleção, Ahren, Camille, Romance
Visualizações 41
Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiiiiiii!
Há surpresas no final ;)

Capítulo 17 - Impossível possível


─ Só agora percebi que esqueci de lhe entregar seu presente.

Digo depois de nos afastarmos um pouco.

─ Já ganhei.

Ahren responde erguendo meu queixo e me dando um selinho. Me afasto e vou até meu closet buscar o presente. Eu tinha pensado bastante no que dar a ele, não queria que ele pensasse que comprei qualquer coisa apenas por comprar. Pego uma caixinha branca e saio do closet.

─ Espero que goste.

Digo entregando a caixa a ele.

─ Se me deres uma tampinha de garrafa direi que é o melhor presente do mundo, só por ter sido você.

Sorrio ao ouvir essa frase.

─ Acho que é mais legal do que uma tampinha de garrafa.

Digo enquanto ele abre a caixa e retiro um relógio de dentro.

─ O mais alto escalão do exército francês usa relógios mais ou menos como esse. O seu é exclusivo, tem GPS, rastreador, imagens 3D, monitor cardíaco, e dar para mandar mensagens de emergência com ele. Percebi que você se interessa por esse tipo de coisa, então...

       Explico enquanto ele coloca o relógio no pulso, parecendo maravilhado com as funções do objeto.

─ Você gostou?

Pergunto depois de ele ter passado alguns segundo apenas testando o brinquedinho novo.

─ Camille de Sauveterre, casa comigo?

Ele brinca. Rio de seu exagero.

─ Tenho uma coleção de relógios, mas nenhum deles transmite imagens 3D. Adorei o relógio, é o segundo melhor presente que ganhei esse ano.

Ele responde.

─ Posso saber qual foi o primeiro?

─ Esse.

Ele diz me puxando para si...

■■■

       O dia já tinha amanhecido, mas o castelo ainda parecia virado de ponta a cabeça. Estátuas quebradas, espelhos, alguns quadros raros tinham sido danificados, quartos foram revirados, o escritório de meu pai estava uma bagunça, já que ele proibiu qualquer criado de entrar lá dentro enquanto ele não guardasse os papéis sigilosos, papéis esses que estavam por todos os lados.

 ─ Aceito sua proposta para ser voluntário aqui.

Ele diz quando nota minha presença.

─ Não me voluntariei. É sigiloso.

Brinco usando suas próprias palavras contra ele.

─ Você, sua mãe e Eadlyn não saem desse lugar, o que vocês ainda não viram? Deixe de joguinhos e me ajude aqui. Sua mãe e sua irmã estão ocupadas.

Começo a ajudá-lo com os papéis.

─ A propósito, não lhe dei seu presente né? Pegue aí na primeira gaveta da mesa, do lado esquerdo.

       Abro a gaveta que ele indicou. Dentro tinha uma caixa preta, abro a caixa na maior expectativa, mas o que está dentro da caixa é não nada mais do que um par de abotoadoras.

─ Nossa, pai. Que presente espetacular. Obrigado.

        Respondo. “Vou guardar junto com a calculadora que Susan me deu, e do livro de cálculo com o qual Eady me presenteou só para me sacanear, bem do ladinho”. Penso frustrado. Meu pai é rei e me dá abotoadoras de presente de aniversário?

─ Eu sabia que você ia gostar. E sua mãe querendo lhe deixar fazer aquele curso de tiros na DEOE como presente, eu disse a ela que você ia detestar, “América, tenho certeza que ele vai preferir um par de abotoadoras”. Viu como eu estava certo? Eu até fiquei na dúvida, pensei “O que será que o Ahren iria preferir, o curso ou as abotoadoras?” A resposta veio na mesma hora, abotoadoras, lógico!

Ele comenta se divertindo por eu ter caído no joguinho dele.

─ Curso de tiros? Sério?

         Pergunto sem me dar ao trabalho de conter meu entusiasmo. Eu tinha “esquecido” vários catálogos no escritório de papai, de mamãe, nada muito sugestivo...

─ Já ganhei muitas abotoadoras na vida, sei que são péssimos presentes, só não são tão ruins quanto meias. Mas, vê se não se empolga tanto, você fará APENAS o curso, não entrará na DEOE, por motivos óbvios que você sabe muito bem quais são.

Ele explica. “Há presentes piores, uma calculadora e um livro de cálculos são exemplos de péssimos presentes para quem odeia exatas” penso, mas não quis dar sugestões a ele.

─ Melhor do que nada.

Comento. Depois de tanto encher a paciência deles, finalmente consegui alguma coisa.

─ Foi ontem, mas passei o dia muito ocupado e o baile que sua mãe e eu demos para vocês foi um fiasco, então vai agora mesmo. Feliz aniversário, filho.

Ele diz me dando uns tapinhas no ombro.

Mamãe entra no escritório com Eady bem atrás dela, minha irmã estava “modesta” como sempre. Usava uma tiara de safiras, creio ter sido esse o presente dela, pois não parava de admirar o próprio reflexo em um espelhinho de mão.

─ Cuidado para não quebrar o espelho.

Provoco. Ela dá de ombros.

─ Vejo que gostou de seu presente, querida.

Papai diz.

─ Adorei! Mas, sabe o que seria ainda melhor do que essa belíssima tiara que por sinal é a mais cara da minha coleção?

Ela pergunta esperançosa. Provavelmente diria que queria o fim da seleção.

─ Sei. E a resposta é um sonoro NÃO.

Ele responde.

─ Feliz aniversário, meu amor.

Mamãe diz me dando um abraço.

─ Agora que já receberam seus presentes e os dois estão aqui, em um ambiente fechado, sem testemunhas e nem câmaras funcionando, iremos ter uma conversinha.

Minha mãe diz com um sorriso sádico.

─ Papai conta como testemunha, né pai?

Eady pergunta.

─ Pai? Nem te conheço, menina. São só três agora, né Meri?

Ele pergunta com o mesmo sorriso maquiavélico de mamãe.

─ Depois que eu terminar sim.

─ Nossa, primeiro querem me trocar, agora isso?

Eadlyn protesta.

─ Brincadeiras à parte, vocês dois passaram por cima de nossas ordens, sentem-se. Teremos uma LONGA conversa.

Papai decreta.

Horas depois...

Papai não brincou quando disse que a conversa seria LONGA. Quase duas horas ouvindo sermão. Depois da memorável bronca que levei e de terminar a lista de tarefas que meus pais fizeram para mim, finalmente tive alguma folga.

Pensei em irritar Kaden um pouco, ele estava se achando por ter ganho por um ponto a última partida de tênis de mesa, mas ao invés dele, achei Kile na janela olhando para uma folha de papel. Ao observar mais de perto vejo que a folha está em branco, a não ser pela frase “O que você pensa da princesa Eadlyn Schreave?” Escritas em letras douradas. “Eadlyn e seus testes loucos”.

─ São tantas qualidades que você não está conseguindo colocar no papel?

Brinco.

─ A pergunta é o que eu acho dela, não suas qualidades. Estou pensando se vale a pena colocar tudo aqui e correr o risco de ser deportado por chamar a dona do universo de irritante, narcisista, egocêntrica, inconveniente, péssima piadista...

─ Com esses elogios tão leves, corre mesmo esse risco. Mudando de assunto, você viu o Kaden por aí?

─ Está brincando de tiro ao alvo com a Nathália, estão muito amiguinhos, quero ver só quando meu pai perceber isso. Vai ser o Kaden quem vai precisar correr para escola militar.

Ele ri. Nathália, por se filha de um ex-membro da DEOE e atual chefe oficial da guarda real, que coincidentemente era meu padrinho, Carter Woodwork, tinha uma vaga garantida dentro da DEOE, se quisesse e se passasse no teste, claro. Mas até lá ela teria que terminar a escola militar. Dava uma certa inveja.

─ Como se sente sabendo que sua irmãzinha passou no teste da escola militar e você não?

Provoco.

─ E quem disse que eu queria ter estudado lá? Negativo, quando essa palhaçada aqui acabar eu vou feliz da vida cursar arquitetura. Em outro país, pois quero sair desse castelo pelo menos por um tempo.

Ele responde.

─ Acho que a Eady não vai querer sair do país.

Provoco e saio antes dele revidar. Vou até o jardim ver os dois pestinhas atirarem flechas de brinquedo, lógico que mamãe não ia deixar o bebê dela ter flechas de verdade.

Nathália usava seu uniforme escolar, uma saia preta abaixo do joelho e uma camiseta verde com o brasão de Illéa atrás, abaixo do nome da escola, o prendedor cor de rosa não combinava muito com seu uniforme, mas ela não parecia se importar contanto que os cabelos cacheados não lhe caíssem mais nos olhos. Kaden não tinha uma mira lá muito boa, mas também não era dos piores. Nathália ria a cada erro dele.

─ Quero ver se essa amizade dura quando o senhor Woodwork Chegar...

Brinco.

─ Chato!

Kaden protesta.

─ Papai ainda não chegou? Ele está demorando, me prometeu que veria meu treino!

Ela dramatiza.

─ Deve estar chegando. Bem, vou deixar os pirralhinhos aí. Lembre-se que você tem aula dentro de quarenta minutos, Kaden, e a senhorita Nathália irá voltar para escola em uma hora.

Digo conferindo o horário em meu relógio novo.

─ Ahren?

Kaden chama.

─ Sim?

─ Depois me ajuda com o dever? Mamãe está ocupada e a Eady não é tão boa em História quanto você...

Ele pede.

─ Ok. Amanhã a gente desconta aquele ponto.

─ Eu vou ganhar novamente!

Ele diz.

─ Ruim de mira assim? Duvido!

Nathália esnoba. “Pestinhas” penso.

Horas depois...

─ Acho muito cedo para assumirmos. Vamos esperar alguns dias...

Camille diz. Estávamos em nosso local preferido, a torre mais alta do castelo. Minha princesa tinha repousado a cabeça em meu peito, acaricio seus cabelos.

─ Se preferes, por mim assumiríamos logo. Quero dizer aos quatro ventos que você é minha.

Ele sorri.

─ Quero preparar meus pais, não acho que eles vão receber bem a notícia. Preciso de um pouco mais de tempo.

Ela responde.

─ Com queira. Só quero que saiba de uma coisa.

─ De que?

Seus olhinhos brilham de curiosidade.

─ Que eu estou completamente apaixonado por você, princesa.

Confesso.

─ Nossos pais vão nos matar.

Ela diz rindo.

─ Você é filha única, os seus precisam de uma herdeira.

Brinco.

─ Verdade.

Ela diz aproximando seu rosto do meu. Sinto o doce sabor de seus lábios contra os meus. Nunca imaginei ficar tão fascinado assim por uma princesa, ainda mais francesa.

─ Está tarde, vamos voltar antes que sintam nossa falta.

Ela diz. Relutantemente concordo. Assim que chegamos ao corredor vejo uma cena um tanto quanto inusitada. Eadlyn Helena Margarete Schreave estava aos beijos com Kile Woodwork...

 


Notas Finais


Gostaram?
E vc senhorita Nathy?


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