História Entre o amor e o perigo - Capítulo 15


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Categorias Originais
Tags Antonella, Casamento Arranjado, Máfia, Pietro, Romance
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Palavras 2.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - A Verdade é que...


Fanfic / Fanfiction Entre o amor e o perigo - Capítulo 15 - A Verdade é que...

Antonella

Acordei com o som das sirenes, olhei para o lado, Pietro não estava lá, comecei a me preocupar, coloquei um roupão, desci rápido a escadaria, encontrei com uma terrível cena, um homem ensanguentado sendo levado de maca, e Pietro com metade da camisa ensanguentado também, por um momento meu coração parou.

Meu marido mal me encarou e já estrou na ambulância, junto com o homem semi-desmaiado e perdendo muito sangue. Quando eles saíram me virei para Sr. e Sra. Brancaleone, em busca de respostas, eles não estavam tão assustados quanto eu.

- O que aconteceu? – Perguntei aflita.

- Também não sabemos querida. – Minha sogra disse, se aproximando.

- Pietro está bem?  - Era a pergunta mais importante para mim naquele momento.

- O sangue não é de Pietro. – Meu sogro respondeu, sério, vendo a ambulância ir embora. – Podem ir dormir, eles provavelmente vão demorar.

- Vamos querida, te acompanha.

Sra. Brancaleone me puxou pelos ombros, relutei um pouco para ir, mas quando vi a expressão do meu sogro imóvel olhando, sério, com o ar de preocupado, para porta e da minha sogra que tinha um semblante carinhosa e casada. Estávamos indo para os nossos quartos, depois do que aconteceu, eu sabia que não ia conseguir dormir de novo.

Minha sogra me deixou na porta do quarto, desejou boa noite e saiu em direção ao quarto dela, eu entrei peguei Piccola, acariciar os seus pelos sempre me acalma, tinha perdido o sono, fui para o jardim interno, fiquei ali por horas, não sei ao certo quanto, logo, me cansei de ficar ali, decidi voltar para a cama e tentar dormir, sai e vi a silhueta de Pietro subindo as escadas, eu o segui, pensei que iria entrar no nosso quarto, mas entrou no escritório do pai, eu me aproximei, eu iria entrar no escritório, queria respostas, estava preocupada. Mas sinto alguém segurando meu ombro.

- Espere querida. – Minha sogra estava atrás de mim. – Se Pietro foi falar direto com o pai, é importante, muito importante. – Ela disse calma.

Me virei para ela, respirei fundo.

- Sim... – Consegui sorrir de leve, a preocupação e o mistério estavam me matando.

Não demorou para ouvimos alguns gritos e batidas fortes na mesa, eu e Sra. Brancaleone seguramos firme a mão uma da outra, pelo susto causado de início, até a porta se abrir violentamente, Pietro saiu de lá, com rosto de expressão zangada, aquela mesma que me assustou em nossa lua de mel. O que aconteceu? Porque Pietro estava com aquele homem ensanguentado? O que aconteceu com ele para ficar daquele jeito? Quem era ele? Porque Pietro brigou com o pai? O que, por Deus, está acontecendo?

Minha sogra se aproximou de Pietro, o encarou por alguns instantes, mas logo voltou a caminhar e entrou no escritório. Pietro voltou a caminhar até mim, estava pronta para começar a bombardeá-lo com perguntas, foi ai que vi seu olhar, não estava só irritado, estava triste, segurou meu rosto com as duas mãos.

- Pietro... – Ele me calou com um beijo, um doce e triste. – O que houve?

- Por favor, Antonella. – Mais um beijo. – Agora não.

Outro beijo dessa vez intenso, Pietro parecia querer afogar as mágoas no beijo, tive que afasta-lo com as mãos em seu peito, para poder respirar de novo.

- Preciso de você. – Pietro murmurou, colando nossas testas

O jeito que ele pediu isso, minha mente ficou branca, não tinha mais questões, minhas pernas fraquejaram, eu arfei, foi um gesto simples, suficiente para que Pietro voltasse a me beijar com desejo. Ele me pegou no colo e nos levou para o quarto.

Abriu a porta com os pés e fechou com as costas, ainda nos beijávamos, dessa vez eu estava ofegante, já meu marido parecia ter criado um folego a mais para continuar os beijos, mais de uma vez o afastei para respirar. Ele me jogou na cama, tirando meu roupão, logo ficou encima de mim, cercando com os braços. Por causa de seus beijos intensos minha boca já estava formigando.

- Ah!... Pietro... – Disse o afastando.

Ele aproveitou e tirou a camisa metade cinza metade avermelhada, ainda do sangue do homem ferido, que já estava seco, tirou o cinto e desabotoou a calça. Não parecia estar se importar muito com as preliminares, pois depois disso desabotoou a camisa de mangas curtas que estava usando e tirou o short junto com minha calcinha.

Ele começou a beijar, mordiscar meu pescoço, clavícula e seios, já estava sem sutiã, o que facilitou, e a força com que ele fazia aquilo, com certeza iria deixar marcas. Pietro estava indo rápido, isso me assustava, mas não iria afasta-lo por completo ou discutir, não conseguiria fazer isso, apesar dele estar ficando bruto. Eu não queria afasta-lo.

Não demorou para Pietro me penetrar com força e urgência, acabei gritando, uma mistura de surpresa, dor e prazer, o que fez ele acelerar seus movimentos, dando estocadas rápidas e violentas, antes que pudesse gemer mais minha boca foi calada por um beijo possessivo.

- Quero esses gemidos só para mim. – Pietro disse ofegante, aproximando a orelha da minha boca.

- Você não está facilitando. – Disse também ofegante e já cansada.

Quanto mais ele se movimentava mais difícil ficava. A cama se movia junto com os nossos movimentos, tudo que conseguia fazer era arranhar as costas e os braços dele, e fazia isso com uma força que imaginei não ser capaz de fazer, provavelmente deixaria marcas. Estava prestes a chegar no meu ápice, me contorcendo, para que a tortura da espera desse momento acabasse, senti uma pontada de decepção quando Pietro se retirou de mim.

Mas ele estava me virando de costas e penetrando novamente e da mesma maneira, não se mexeu, parecia ter parado um momento para respirar e chupar meu pescoço, agora começaria tudo de novo. Estava prestes cair na cama, mas Pietro segurou meu tronco, um braço entrelaçava minha cintura o outro segurava a apertava meus seios, recomeçando os movimentos, fortes, intensos, rápidos, violentos. Eram tantos os adjetivos que eu só pude ficar lá e ter prazer no momento.

Ele passava as mãos pelas minhas curvas, as apalpava, mordiscava minha orelha, e descia para o ombro, o que me fez arrepiar, meu marido estava com mais e mais desejo, estava mais selvagem aquela madrugada. O vai e vem parecia interminável para mim, até que Pietro acelerou, cada vez mais forte e mais indelicado, até que nó dois caímos na cama, de joelhos, estava recebendo estocadas curtas, ainda intensas.

Até o prazer vir e quando veio, nós respiramos aliviados, caímos de lado, formando uma conchinha e, devido a falta de sono, misturado com o cansaço do sexo dormimos sem dizer uma palavra.

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A porta se fechou, a mulher, com olheiras pela falta de sono daquela noite, ninguém mais, na casa, tinha dormido depois de Giovane aparecer naquele estado. Ela observava o marido que estava sentado, atrás de uma mesa com as mãos cruzadas e os cotovelos apoiados.

- Mais uma briga? – Perguntou já sabendo a resposta.

 - Aqueles Senza Catena, parecem ser mais perigosos que imaginamos. – O homem disse sério. – Caçaram a família de Giovane.

- Não foi um evento isolado? – Perguntou, tinha a possibilidade da nova família ter algo contra a família de Giovane, e só a dele.

- Eu não quero arriscar, não estamos aqui, até agora, deixando as coisas acontecerem. Pietro precisa estar preparado.

- Ele vai lidar bem com tudo isso. – Disse a mulher com um sorriso de mãe. – Fomos nós que o criamos.

- Ele está sendo imaturo. – O homem cuspiu as palavras.

- Está, mas ele aprende rápido, sabe que se não fizer isso, estará pondo em risco muitas vidas que dependem da nossa família.

- Eu não tenho mais idade para isso... – Lamentou.

- Nem eu, mas precisamos ser fortes por eles, por enquanto. Pietro tem medo da reação de Antonella, ele não vê, e não parece, mas ela é forte e corajosa o suficiente para levar essa vida. O destino é mesmo uma caixinha de surpresas. – Disse a mulher sorrindo.

- O que acha de Antonella?

- Ela é uma ótima menina. Queria que Pietro dissesse a verdade, antes de ensinar minha função tanto na fazenda quanto na família.

- Porque Pietro ainda não contou para ela?

- Já disse, ele tem medo da reação dela, Pietro a ama, muito, tem medo de perde-la.

- Menino idiota.

Disse o homem sorrindo, se lembrando da primeira vez que receberam a foto de Antonella, e do jeito que os olhos do menino brilharam. A lembrança veio à tona:

“-Papai quem é ela? – Pietro de 6 anos perguntou para o mais velho.

- Sua noiva, quando completarem 18 anos vocês irão se casar. -Disse sorrindo.

- Porque?

- Um acordo, feito a muito tempo, e só agora pode ser cumprido. – A criança olhou para o pai com um pouco de dúvida, mas aceitou a resposta e voltou a admirar a foto.

- Ela é linda papai. Já a amo.”

O homem não imaginava que um menino de 6 anos já tinha encontrado o amor, não imaginava que aquela fala, inocente, era verdade. O homem também se recordou uma vez do filho perguntando:

“- Como direi a ela? – Disse Pietro com 15 anos, já tinha começado a aprender coisas dos ‘negócios’ da família.

- O que a quem Pietro? – Perguntou o mais velho.

- Como direi a minha noiva sobre o que a nossa família faz. – Disse inquieto. Para o homem era simples.

- Se você explicar direito ela irá entender.”

A resposta simples recebeu um olhar duvidoso do filho, que não tocou mais no assunto até a briga daquela noite.

- Um bobão, que nós o amamos. – Disse a esposa com um sorriso, tirando o homem de suas recordações.

Pietro

Acordei um pouco tonto, olhei para o celular e já tinha passado do horário do almoço, passei as mãos na cabeça, estava começando a me recordar da noite anterior, o que tinha acontecido com Giovane, sobre os Senza Catena, precisava visitar o hospital. Olhei para o chão vi minha camisa que era cinza, metade vermelha escura, era o sangue.

Passei as mãos nos olhos, querendo focar melhor a minha visão, lembrei da discussão que tive com meu pai, teria que ir para a Festa da Primavera e teria que levar Antonella, precisava contar toda a verdade... Antonella... Ela ainda estava dormindo, parecia ter um sono pesado.

A súbita recordação veio à tona, tirei um pouco do cobertor, ela tinha marcas roxas e vermelhas em seu pescoço, toda a parte de cima de seu tronco até os seios. Senti um aperto no coração, eu tinha feito aquilo, eu a machuquei... Não precisava ver mais, me arrependi de imediato, eu devia ter me controlado.

Sinto uma movimentação na cama, Antonella estava acordando, antes de abrir os olhos os esfregou, abriu vagarosamente um olho e depois o outro, uma cena linda e um sonho para mim. Ela bocejou, me encarou, e eu não pude mais me conter, ela merecia saber. Sem falar que o arrependimento do que fiz na madrugada me corrói, não posso negar, eu senti prazer, mas e ela sentiu? Ou se conformou pelo fato de ser seu marido e simplesmente deixou acontecer?

- Bom dia. – Disse rouca, com o sorriso mais sincero e lindo que já tinha visto, meu coração se abalou mais uma vez, não consegui responde-la. – Pietro o que ouve?

- Sobre o que? – Temia saber a resposta dela.

- Sobre tudo, o homem de ontem, a briga com o seu pai, você estar agindo estranho agora. – Sim, ela merecia todas as respostas para isso. – Pietro o que aconteceu? – Perguntou séria, ao mesmo tempo, carinhosa e calma.

- Tem tanta coisa... que eu...eu... Não sei por onde começar...

Antonella cuidadosamente passou a mão pelos meus cabelos, fazendo um leve cafuné, me aconchegou perto dela.

- Comece por onde você se sentir melhor. – Disse doce.

Eu respirei fundo e então comecei pela briga com meu pai, e fui falando sobre Giovane e que ele foi ferido pela nova família que estava se tornando poderosa, depois recordei a ela sobre o que tinha acontecido em Veneza, quando tive que sair da nossa lua de mel para cuidar do suposto fornecedor. E com isso foi falando o que minha família fazia na verdade, explicando cada detalhe que precisava saber, as reações dela foram as que mais me assustavam, ela fazia uma simples pergunta, respondia, e ficava a maioria do tempo calada, só ouvindo.

Aquilo estava angustiado, eu falei tudo que merecia saber, que tipo de família estava fazendo parte agora, que agora também teria que assumir aquela responsabilidade, que teria que arriscar a sua vida junto comigo para tentar salvar a vida de outras pessoas, e Antonella simplesmente estava calada, eu queria qualquer reação, mesmo que fosse para me xingar, estava ansiando por isso.

Minha esposa respirou fundo, saiu da cama, foi para o guarda-roupa, ficou ali um tempo até achar algo que cobria todas as manchas roxas no seu corpo, se arrumou, ainda em silêncio, e não olhou nem se quer uma vez para mim. Ela só mantinha uma expressão neutra e foi a primeira vez que não consegui ler por trás desse rosto que mostrava.

- Antonella... – Arisquei dizer algo. “Qual a sua resposta?”

- Eu preciso pensar... – Respondeu fria. Mais uma vez meu coração se apertou, não podia perde-la

- Eu... – Queria tanto alguma resposta dela.

- Me deixa sozinha Pietro! – Disse ríspida e séria.

A obedeci, apesar da minha angustia ela precisava de um tempo, e eu precisava respeitar e entender isso, só não sei se minha aflição deixaria isso acontecer por muito tempo.

Antonella

Eu ainda estava assimilando o que Pietro tinha acabado de contar, era tanta informação, eu só queria ficar sozinha e organizar meus pensamentos e assimilar tudo, o melhor lugar para fazer isso era o jardim interno da casa, que já era meu refúgio. Depois daquela explicação, tudo que acontecia naquela casa parecia fazer sentido, tantas pessoas no casamento...

Aquela era a verdade da família que fazia parte agora e a verdade da pessoa com quem tinha me comprometido.



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