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História Entre o Céu e o Inferno - Capítulo 3


Escrita por: Daisy_Hall_

Notas do Autor


Boa leitura ❤

Capítulo 3 - Every word in poetry


— Bem vindo ao o que? — perguntou Ryan, ainda confuso.

— Ao Inferno; você cometeu suicídio e veio parar no Inferno — o garoto explicou.

— Então… eu morri mesmo?

— Definitivamente, inclusive, o seu corpo tá lá estirado no chão; se você quiser dar uma olhadinha…

— Não, obrigado. — Ryan respondeu, resmungando um pouco pela dor.

— Só 'pra você saber, essa dor aí vai durar pelo menos duas semanas. De qualquer forma, prazer, Orion. — falou, apresentando-se.

— Prazer, Ryan. — respondeu — Estamos mesmo no Inferno? Tipo, eu morri de verdade?

— Não, imagina, enquanto você caia abriu um buraco no chão e você veio parar aqui. — Orion respondeu, sarcástico — É meio óbvio que você morreu. Desculpe.

— Engraçadinho, até parece que tá com o Patati Patatá enfiado no… — Ryan falava, mas foi interrompido.

— Ô constelação! — uma voz feminina chamou ao fundo. 

Os dois viraram-se para ver quem era. Observaram uma garota correr até eles. Ela parou ao lado de Orion, apoiando-se nos joelhos para recuperar o fôlego.

— Olha aqui, estrelinha. — a garota falou, levantando-se.

Tinha os cabelos completamente negros, em um tom muito escuro e os olhos, juntamente com os cílios eram incrivelmente avermelhados. Suas asas, chifres e cauda eram negros, como as de Orion; além dela ser bem alta para uma garota.

Ryan estava começando a achar que ele era baixo demais, e não as outras pessoas que eram altas. Maldita infância que ele teve.

 — Eu fiquei por pelo uma hora te procurando — ela continuou — e você ‘tá aqui, só parado conversando com o… quem é o novato? — interrompeu-se para perguntar, enquanto apontava para Ryan.

— Ah, esse é o… Rian.

— É Ryan, com o sotaque tipo inglês.

— Prazer Ryan, eu sou Isabel. Desculpe aparecer assim, mas é que esse idiota tá me devendo um açaí e ainda não me pagou. — ela falou, direcionando um olhar mortal para Orion.

— Eu me rendo, ok, ok. Quer quanto de dinheiro? — o mesmo respondeu, colocando as mãos para o alto.

— Nada disso — falou cruzando os braços. — Eu quero que você vá comprar ‘pra mim. 'Tô com preguiça de ir no mundo humano.

— “Ir no mundo humano”? — Ryan perguntou, mas sendo completamente ignorado pelos dois.

— Mas por que eu tenho que ir, sendo que é o seu açaí?

— Porque você ‘tá me devendo à mais de um mês.

— Só por isso, né? Preguiçosa.

— Preguiçosa é o meu p… 

— Como assim “mundo humano''? — Ryan perguntou novamente, interrompendo Isabel.

— É assim que nós, demônios e anjos, chamamos o mundo dos que ainda estão vivos. — Orion respondeu.

— Ótimo, já respondeu a pergunta do garoto; agora vai lá comprar meu açaí, enquanto eu fico aqui só esperando. — Isabel falou, empurrando ele de leve.

Ryan e Isabel observaram Orion caminhar para longe, resmungando e parecendo completamente irritado, começando a sumir, literalmente.

— Ele tá… ficando invisível…? — Ryan perguntou, quase chocado, apenas ouvindo a garota ao seu lado gargalhar.

O Inferno é estranho, muito estranho mesmo. Talvez ele até consiga rebolar para o capeta, como Lil Nas X fez.

— Invisível — ela repetiu, ainda rindo. — Não, ele não ficou invisível, é como se ele tivesse se "teletransportado'' até lá em cima.

— E dá ‘pra fazer isso? — perguntou novamente, chocado.

— Dá sim — respondeu, recuperando-se da crise de risos —, mas leva tempo ‘pra aprender.

— Entendi. Pelo jeito eu ainda tenho que entender muita coisa por aqui.

— Com certeza. Mas vem cá; você assassinou alguém e depois alguém te matou, ou você simplesmente se suicidou? Não precisa responder se não se sentir à vontade. — acrescentou rapidamente.

— Eu… simplesmente me suicidei. Por que a pergunta? — Ryan respondeu, completamente neutro.

Não lamentava a própria morte; porque, bem…, até que está sendo melhor assim. Qualquer coisa, até mesmo morrer, é melhor do que estar com aqueles dois parasitas de merda.

— Ah, que bom, então você não vai sofrer. — murmurou, um pouco alto demais, para si mesma — Não, só para saber.

— Ok? — falou, um pouco confuso.

— Não, é sério, não é nada demais; é que… existem vários motivos para você vir para o Inferno, um deles é você se suicidar, os outros são…tem vários, tipo assassinar alguém, fazer as escolhas mais erradas na sua vida, e tals. Entende?

— Ah, entendi. Então quer dizer que eu não vim para o Inferno porque eu sou gay e sim porque eu me suicidei?

— Exatamente isso. Você é gay? — Isabel perguntou rapidamente, dando-se conta do comentário. — Desculpe.

— Sou, eu acho.

— Voltei — Orion avisou surgindo do além, literalmente, enquanto caminhava até os dois. — Você não assustou o garoto com as suas paranóias, né Isabel?

— Não, imagina.

Orion deu a ela, com certa raiva, a pequena embalagem de açaí.

— De nada — resmungou — Agora vem Ryan, vamos explorar o inferno! — ele falou, puxando o mesmo pelo braço.

 

❦︎

 

E foi naquela "exploração'', que Ryan descobriu que o inferno é grande, muito grande, tipo, gigantescamente colossal. E que ele era muito mais do que aquilo que vira quando chegou. Era uma cidade inteira, com pessoas e tal. Bom, não eram exatamente pessoas, e sim demônios. Demônios extremamente sangrentos e violentos, disputando por território.

— É por isso que nós vivemos na área mais afastada da cidade. — Isabel havia comentado, passando por cima de um cadáver. — Ah, e não ligue para as mortes, eles revivem de novo. Infelizmente.

Mas a coisa começou a ficar realmente séria quando chegaram a uma parte definitivamente perigosa e sinistra. Era a área das torturas, onde aparentemente as pessoas consideradas más para a sociedade eram “punidas”. As armas utilizadas nas torturas pareciam ser da época medieval. Logo as piores da história.

Ryan divertiu-se ao ver um cara homofóbico, que, segundo a plaquinha ao seu lado, matou mais de 20 LGBT’s, sofrendo e gritando de dor. Credo, ele sempre foi assim? É, talvez.

— Mas olha, nem todas as pessoas más estão sendo torturadas, porque tipo, são muitas, isso eu acho que você já percebeu — Orion avisou — O próprio deus do inferno escolhe os demônios que ele mesmo julga terem sido maus em vida, tipo, muito maus em um nível que você não tem ideia. O resto dos demônios, bem, a sociedade pecadora cuida deles.

— “deus do inferno”? Quer dizer Lúcifer?

— Err… não? Isso é coisa do cristianismo. Só existem o deus do inferno e o deus do céu… que, particularmente, são quase a mesma coisa... 

O local que mais lhe surpreendeu, foram as escadas, que segundo Orion, levavam ao céu. Por que caralhos tinham escadas que levavam ao céu? Nenhum dos dois soube responder. Apenas disseram que desde que chegaram ao Inferno, a escada sempre existira.

— Então é aqui que vocês moram? — Ryan perguntou olhando para a casa de dois andares à sua frente.

— É sim. — Isabel respondeu enquanto destrancava a porta. — Desculpe a bagunça.

A porta abriu-se revelando um hall de entrada repleto de bolsas e roupas em armadores ao lado da porta.

— Isso aí fui eu. — Orion falou rapidamente, enquanto entrava. — Se eu não falasse, ela provavelmente iria me matar. Pela segunda vez. — acrescentou para Ryan em um sussurro.

— Fique à vontade, Ryan. — Isabel falou — Se quiser, pode ligar a TV, ou ir 'pra cozinha comer algo. Nossa casa é a sua casa por quanto tempo quiser.

— Obrigado — respondeu timidamente. Ryan nunca fora de fazer muitos amigos.

— Anda cara, quero ver o que 'tá passando na TV. — Orion disse, puxando-o pelo braço em direção à sala de estar. Isabel vindo atrás.

Ryan sentou-se ao lado da garota, enquanto Orion pegava o controle e, em seguida, sentava-se ao lado dos dois.

— Droga, só tá passando noticiário. Ódio à minha vi…

— Shhh silêncio aí, porra, só presta atenção — Isabel sibilou, colocando a mão sobre a boca de Orion.

E agora — o jornalista falava — o caso do adolescente encontrado morto nesta manhã na cidade de Recife, Pernambuco.

Os três entreolharam-se. Esse adolescente seria Ryan? Provavelmente.

— Alan irá nos trazer mais informações sobre o atentado. Bom dia, Alan. Como as coisas estão indo por aí? — acrescentou virando-se para o telão atrás de si.

— Bom dia, Carlos. — o jornalista falou —  A vítima foi encontrada morta esta manhã, por moradores locais. Segundo testemunhas, o adolescente morto foi Ryan de Castro. Acredita-se que o jovem tenha cometido suicídio e se atirado do prédio. 

Ryan não prestou atenção para o que o jornalista dizia. Estava mais focado em olhar a cena atrás do mesmo.

No canto esquerdo, tinha um carro que provavelmente estava com o seu corpo dentro. Alguns policiais passavam aqui e ali, investigando o local; mas não fora nenhum dos dois que tirou sua atenção. 

Focou o olhar na família no canto direito da tela. Uma mulher alta e aparentemente esnobe, tinha a cara de alguém que se achava melhor que todos. Ao seu lado, estava um homem que vestia um terno, pagando de rico. A frente dos dois, estavam dois garotos completamente idênticos. Todos os quatro com a postura incrivelmente reta, e ,também, com sorrisinhos mínimos, completamente disfarçados. Mas Ryan percebeu que eles sorriam.

Aquele bando de filhos da puta. Eles não o deixam em paz nem quando está morto.

— Ryan? — Isabel perguntou gentilmente, vendo o mesmo cerrar os punhos — Tudo bem? O que aconteceu?

— Nada. É só que os meus “pais” estão ali. — ele respondeu ácido como se fossem algo repugnante. E eles realmente são

— O que? Onde? — ela perguntou novamente, virando-se para a televisão. — É aquele casal com filhos gêmeos? Eles são bizarros. Mas por que você tá bravo?

— Porque eu detesto eles.

— Entendo. Só, por que? — Orion perguntou, entrando na conversa.

— Meu pai vivia abusando psicologicamente da minha mãe. E quando eu tinha uns oito anos, ele a matou na minha frente. Depois ele se casou com aquela mulher, que por acaso é tão horrível quanto ele. Juro que meu pai só não foi preso porque disse que a minha mãe caiu da escada; e também se livrou de todas as provas que apontassem o contrário. — ele falou, recebendo o silêncio pesado como resposta.

— Nossa, pensei que a minha história fosse triste, mas nem se compara. — Isabel comentou, tentando aliviar a tensão no ar.

— Nah, tô de boa. Eles não dão a mínima ‘pra mim, nunca deram, foi melhor morrer mesmo.

— Cara, pesado. Eu.. sinto muito pela sua mãe… provavelmente ela tá no céu. É melhor do que o inferno. — Orion disse, colocando a mão no ombro do amigo.

— Olha, se serve de consolo, você pode subir até o céu e tentar achá-la. — Isabel falou, fazendo o mesmo que Orion.

— Quem sabe. — respondeu sorrindo um pouco — Desculpem a pergunta, mas como vocês morreram? Queria perguntar isso faz algum tempo.

— Suicídio. — o avermelhado respondeu, não dando muita importância.

— Assassinada pela máfia rival à dos meus pais. — Isabel respondeu, dando de ombros — Por falar neles, eles acham que fugi ‘pra casar com algum cara e não sabem que estou morta.

— Pera, é o que? Máfia? Você e seus pais faziam parte de uma máfia? — Ryan perguntou, perplexo.

— Aham. Já assassinei um monte de gente, contra a minha vontade, óbvio. Mas depois de um tempo, passei a não ligar e simplesmente continuei a fazer o meu “trabalho”.

— Caralho… dessa eu não sabia, Isabel.

 —Tem umas coisas que eu nunca contei ‘pra ninguém. — ela falou, levantando do sofá — Querem café? Meio que passamos a noite acordados.

E saiu da sala, sem nem sequer ouvir a resposta dos dois.

— Ela ficou chateada?

— Tenho quase certeza que não, mas eu não sei. Ela nunca falou sobre a morte dela. Nem sobre a vida antes da morte.

— Entendi… — ele disse, levantando também.

— Ei cara, acho que você pode ficar no quarto de hóspedes. Acho que a Isa falou sério quando disse “Nossa casa é a sua casa, por quanto tempo quiser”.

— É, eu falei sério! — a garota gritou da cozinha — Pode ficar no quarto, Ryan. E não, eu não estou chateada.

— Terceira porta à esquerda no corredor de cima — Orion informou.

Ryan começou a andar para as escadas, que ficavam no hall, enquanto agradecia ao avermelhado. Pensando bem, a relação entre eles era de amigos típicos, mas talvez funcionem como casal. Droga; agora Ryan estava shippando um shipp hetero. Abriu a porta do quarto levemente, só para espiar; e até que era grande, não que isso importasse.

Adentrou o cômodo, fechando a porta atrás de si, enquanto olhava ao redor. A cama fica no canto esquerdo, o mais longe da porta. Era uma cama de casal. Virou a cabeça para a direita, quase dando de cara com a lateral… de um guarda-roupa preto? Caminhou alguns passos para frente, apenas para observar melhor. Na parede à direita, havia uma porta, que provavelmente era o banheiro. Já na parede à sua frente, tinha uma porta de vidro, na qual dava para uma sacada.

Ele caminhou lentamente até ela, para apenas dar uma olhada. Observou as nuvens vermelhas e pretas cobrirem completamente algo que era para ser o céu. Que irônico. Percebeu que estava abafado. O inferno é para ser tão quente assim?

Ryan voltou para trás, apenas para sentar na ponta da cama, com os cotovelos apoiados nos joelhos. Ele suspirou pesadamente enquanto passava uma das mãos no cabelo, colocando-o para trás, mas parou no meio do caminho ao sentir algo estranho em sua cabeça. Ah, é mesmo, ele é um demônio agora, e tem chifres. Não iria cair muito bem se ele fosse visto assim por um vivo. Principalmente no Brasil.

Levantou-se novamente, andando até o espelho que ficava no guarda-roupa. Surpreendeu-se ao olhar seu reflexo.

Nas laterais de sua cabeça havia dois chifres curvados. Eles eram vermelhos escuros. Em suas costas, havia um par de asas negras. Ele também tinha uma cauda longa e também negra, com a ponta afiada, na forma de um losango, este era vermelho escuro. Mas não foram essas partes da sua “nova aparência" que lhe surpreendeu; e sim o seu rosto, que tinha uma grande mancha preta, na qual cobria todo o seu olho esquerdo, já o mesmo estava completamente branco, não havia pupila e íris nele. Sem contar que uma parte do seu cabelo também estava preto.

Ryan inclinou levemente a cabeça para o lado, ainda surpreso. Assustou-se um pouco ao ouvir uma batida na porta repentinamente.

— Trouxe seu café — Isabel falou, abrindo a porta aparentemente com a cauda, enquanto trazia consigo duas xícaras — Não sei a quantidade de açúcar que você gosta, então eu coloquei duas colheres, ok?

— Ah, tudo bem, obrigado. — ele respondeu, voltando a observar seu reflexo.

— O que foi? — ela perguntou, colocando uma das xícaras na mesinha ao lado da cama. Ficou por uns segundos olhando Ryan até que falou novamente — ‘Pera, por que ‘tá se olhando tanto no espelho? É porque você não sabia que ‘tá fazendo cosplay do Todoroki? 

— É, eu acho. Mas por que eu 'tô assim? — ele olhou para ela.

— Simples — respondeu, dando de ombros, enquanto bebericava o seu café —, quando você vem para o inferno, a sua aparência muda. Não é lá essas coisas, ao ponto de você ficar irreconhecível, mas muda.

— Mas você e o Orion…

Acontece — Isabel interrompeu-o —, que com algumas pessoas essa mudança pode ser mais “drástica”, tipo com você. E essa mudança também pode ser mais simples, tipo eu e o Orion. Por exemplo… a única coisa que mudou em mim foram os meus olhos. Eles não são vermelhos; pelo o que eu me lembro… eram azuis ou algo do tipo.

— Entendi… — ele falou, pegando a sua xícara de cima da mesinha e começando a beber o café.

Ele caminhou novamente até a porta de vidro, apenas para olhar.

— Pode abrir, não tem problema — disse Isabel.

Ryan abriu a porta lentamente, indo para a pequena sacada, apoiando-se na grade. Sentiu o vento quente bater em seu rosto; fechou os olhos aproveitando a sensação, até que entreouviu uma conversa. Abaixou a cabeça para ver quem era.

— O senhor é James Alves? — algo ou alguém que Ryan não pode ver perguntou.

— Sou sim. — um homem respondeu, aparentemente estava conversando com o outro ao seu lado. — O que você quer?

— Quero que me acompanhe — ele respondeu — Você irá para o purgatório.

Purgatório? Então realmente existe um purgatório?

— Esse cara tem sorte. — Isabel comentou, surgindo ao seu lado, fazendo-o tomar outro susto.

— Existe um purgatório, de verdade? — Ryan perguntou, tomando o último gole do seu café.

— Aham — ela murmurou — apenas aqueles que cometeram os pecados mais leves podem ir para o purgatório. Eu não poderia ir; mas você pode. Eu... vou tentar resumir. Existe uma lista na qual estão as almas que cometeram menos pecados, em vida ou em morte. Cada vez que você comete um pecado, seu nome “desce”. É assim até você chegar no número 50, que é o número máximo. Sempre que uma alma vai para o purgatório, ou sai da lista porque cometeu pecados demais, uma nova alma é acrescentada à lista. Você até pode entrar, é só ficar “limpo” até lá.

— Eu acho que entendi.

— É só você não matar ninguém, não falar palavrão, não cometer nenhum dos sete pecados capitais e se comportar. — ela falou, contando nos dedos — Óbvio que tem muito mais coisas do que isso, mas são muitas para eu me lembrar. Mas e aí, acha que consegue?

— Nem a pau. Eu posso facilmente não matar ninguém, mas não cometer nenhum dos sete pecados e ficar sem falar palavrão é quase impossível.

— Concordo. — Isabel disse, parecendo dar fim àquela  conversa. Isso se ela não tivesse rido baixo — Você ainda tem que aprender muito sobre o inferno, garoto. Eu ‘tô aqui há quase cinco anos e ainda não sei de muita coisa sobre esse lugar. O inferno é um local misterioso e perigoso. Isso eu acho que você já percebeu. De qualquer forma; boa sorte nessa sua nova “vida” aqui, acredite, você vai precisar.

Ryan, pelo canto do olho, observou-a desencostar da grade e entrar no quarto. Ouviu o barulho da porta se abrindo e se fechando. Suspirou, voltando seu olhar para as nuvens.

É, o inferno é perigoso e misterioso. Mas não era nada que ele não pudesse sobreviver.


Notas Finais


Heyy, Daisy falando!
Já beberam água hoje? Espero que sim.

E de novo, essa história tem muitos gatilhos. Preciso avisar mais vezes?
(medo porque eu estou trabalhado com um assunto muito delicado mesmo rs)

Mil desculpas se te ofendi ou ofendi a sua religião. Se isso aconteceu, pode falar comigo no privado.

Eu realmente ainda tenho bastante coisa pra explicar sobre essa inferno e esse céu. Porque não, não é o céu e o inferno da religião cristã, mas são bem parecidos e têm referências à eles. (resumindo: eu ""criei meu próprio"" céu e inferno)

Pegaram a referência à Hazbin Hotel? Eu confesso que estou viciada kkkkk.

Desculpe qualquer erro ortográfico :)

Obrigada por ler e até a próxima!


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