História Entre o dia e a noite - Capítulo 1


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Categorias A Rosa e o Dragão
Tags Romance
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Palavras 2.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O corpo pesado, carregado com todas as informações de um dia longo.

Capítulo 1 - Apenas um pouco de silencio.


Era uma longa caminhada até o  ponto mais alto do  parque da cidade,  sempre após deixar o ambiente cansativo  da escola, ela se refugiava em um banco  no pé de um grande carvalho, sua sombra aliada a brisa suave que suas folhas produziam,  davam  a ela todo o conforto,  ale da vista ,  observava  o mar de casas e prédios até   o sol  se esconder por completo,  então voltava para sua casa,  seu  pai  como  de costume esquentava o jantar e a saldava calorosamente, perguntando  como tinha sido o  dia de escola.

_Boa noite filhota, como  foi  a escola?-  equilibrava alguns pratos e copos na mão.


_Tudo normal. - sempre atrás do seu sorriso  ela escondia o estresse de ter errado  questões, ou  as meninas da sala que a ignoravam.

_Tome um banho  rápido e venha comer,  o  Gustavo vai  se atrasar.

Ela jogou sua mochila, sobre a cadeira de sua mesa de estudos, seus olhos fitaram o retrato de sua mãe, na frente uma das únicas fotos que ela tinha do que por muito tempo  foi seu maior porto  seguro, abraçou as fotos sentando na cadeira, e suas lagrimas silenciosamente escorreram,  até ano  passado  a vida não era tão solitária, ela tinha um melhor amigo Sâmu eles andavam pra cima e pra baixo desdá pré-escola, então  um dia simplesmente  esvaziaram o apartamento e todos foram embora, ela nem pode se despedir, desde então  os dias estavam mais tediosos, Gustavo era o  namorado de seu  pais, ele estava atrasado para o jantar mas todos os dias ele se atrasava então  não era uma grande novidade. Lavar a louça , enxugar a pia,  levar o  lixo  pro  térreo, voltar escovar os dentes,  fazer suas lições ate pegar no sono  sobre os cadernos, se arrastar para a cama, esperando o seu relógio  tocar, a despertando para mais um dia como  todo os outros. Pegou uma maça e saio  comendo,  ela observava sentada no ponto de ônibus todos os dias as pessoas abrindo suas lojas, tinha uma floricultura uma livraria e ao lado uma loja de roupas, seu ônibus chegou , estava cheio de colegas mas ela era invisível, como  se não estivesse ali, seguiu com  a multidão de estudantes em direção a escola, um prédio  histórico , bem  conservado, sempre cochilava até o professora chegar as aulas eram todas iguais apesar dos seus esforços ela se mantinha na media não era nenhum gênio, no intervalo  ficava em dos bancos  perto do ginásio, fugindo  ao  costume seu banco  estava ocupado,  um dos alunos estava deitado com fones de ouvido e uma revista de quadrinhos no rosto, ela andou mais um pouco  e sentou  na calçada,  comia alguns biscoitos quando  ele acordou  e sentando  olhou para ela, ela desviou o  olhar. Mas ele andou  em sua direção.

_Oi  e ai você sempre senta nesse banco neh,  eu já vi  algumas vezes.

_Sim-  ela não falava com ninguém  nunca falava nem quando tinham trabalhos em grupo eles apenas a entregavam suas tarefas e pronto.

_Fui  transferido no índio do semestre, me chamo Tulio, Marcos Tulio  mas me chamam de Tulio  e você?- falou isso sentando  ao seu lado e puxando  do bolço  um maço  de cigarros.

_Rita, sabe que não é permitido fumar... - Ela ia levantar quando  ele segurou  seu braço  a puxando para seu lugar de novo.

_Sei então fica ai na minha frente vou  soprar a fumaça pra dentro do ginásio.

Ela terminou  seus biscoitos  e vez ou outra olhava de canto de olho ele,  que  lia seu quadrinho escorado na parede e soprava a fumaça para dentro da quadra por entre as frestas dos tijolos. O cheiro era horrível, o  sinal tocou, ele ficou  em pé e com um sorriso no rosto  se despediu.

_Até amanhã Rita.

Ela apenas observou ele caminhar pelo corredor e entrar porta a  dentro, limpou sua roupa e voltou  para a sala, o dia seguiu como  sempre, o sinal finalmente tocou  ela caminhava silenciosamente para o parque como  de costume,  quando  de supetão uma bicicleta parou  em sua frente, lá estava aquele menino de novo.

_Você mora pra esse lado também?

_Não eu  vou  ao parque.

Ela  segui andando e ele desceu  da bicicleta caminhando ao seu lado, oque estava acontecendo ela se perguntava, o sol  de repente tinha ficado muito quente. E seu  coração estava descompensado, aquela sensação estranha será que ela ficaria doente?

_Então porque sempre anda sozinha não gosta das pessoas?- ele caminhava ao  seu lado.

_Eu não  sei, você mora por aqui nunca te vi  por aqui.

Ele soltou uma gargalhada se apoiando  em sua bicicleta.

_Você e muito engraçada, estou  te acompanhando até o  parque.

 Eles seguiram andando, ela passou  na conveniência de um posto comprou  duas latas de refrigerante, finalmente chegaram,  sentou  no banco,  estava pouco a vontade com  ele  era estranho,  apenas ofereceu  a bebida. Se  manteve com os lábios serrados.

_Obrigado,  então você sobe até aqui intendo porque, muito bom- retirou  seu maço  de cigarros e se encostou  no banco  olhando  para as folhas do  grande carvalho.

_Você morava onde antes falou  que foi transferido?-  ela apertou  a lata de referi  entre os dedos da mão, dando um longo  gole,  sua garganta estava seca.

_Finalmente me perguntou  algo , na capital, em uma cidade movimentada e cheia de vida o oposto  desse lugar,  sempre morou  aqui?-  a fumaça saia por entre seus lábios e flutuava para o céu  cavalgando  na brisa.

_Sim. -  apenas vaga com os olhos para o  horizonte, evitando  o contato  visual.

Cuidadosamente de canto de olho ela observava  ele , que tinha cabelos castanhos escuros,  e seu corte parecia ter uma ausência de corte, algumas mechas na lateral estavam  descoloridas e ficavam  mais claras com o sol,  seus olhos pareciam sempre estar sorrindo apesar de algumas olheiras, e sua pele estava queimada do sol carregava um pinta na ponta do  queixo ,e sal franja curta escondia o  começo  de uma grande cicatriz.  Distraída com tantas informações se descuidou  e seus olhares se encontraram  ela engasgou  com o refrigerante olhando pra frente. O  sol  foi  se deitando  e começou a escurecer, simplesmente caminhou  até a lixeira jogando  as latas ficou  em pé em frente ao banco.

_Agora vou  embora,  obrigada pela companhia. Faz muito tempo  que eu não conversava tanto.

Ele em um gesto rápido arrancou  sua mochila do meio de seus braços  e colocou  no ombro, ficando em sua frente  com  a bicicleta.

_ Vamos eu te levo em casa, depois vou pra minha. - seu sorriso  era muito contagiante.

_Realmente não precisa-  ela puxou  sua mochila do ombro dele que segurou com  a mão seu pulso.

_Vamos,  não tem problema se quiser deixo você só perto.- Colocou novamente a mochila sobre o  ombro e abriu os braços para ela sentar na sua frente.

Ela então se acomodou  e eles desceram, o vento soprava balançando  seus cabelos, olhou  para as mãos que apertavam o guidom, pouco  conversaram,  ela sentia seu coração  apertar, e acelerar, em uma das curvas próximos de sua casa ela gritou.

_Aqui está bom  morro no próximo prédio!- se encolhendo. Ele tomou um susto girando  guidom se desequilibrou  seus corpos voaram  para forra da bicicleta em direção a calçada ela sentiu seu corpo  ser envolvido  e ele amparou  na queda, o estalo  do metal sobre o asfalto e todos que passavam que pararam para observar, apenas podia ver o sorriso no  rosto de Tulio, que gargalhava sentando e a colocando  sentada.

-Hooo não pode assustar quem está dirigindo, ainda bem que estávamos em um bicicleta.-  Ele levantou  ajuntando  as coisas e estendendo sua mão pra ela , que sangrava.

_Sua mão ta machucada, podemos ir até minha casa pra lavar. - falou isso e se apressou  em ficar em fé .

_Não foi nada não há problemas, nisso.- Ele apenas subiu em  sua bicilheta e se despedio pedalando.

Ela tinha machucado o joelho encanto tomava banho seus joelhos e cotovelos arderam mas ao invés,  de dor ela sentiu  um sentimento suave soprar em seu  coração , um sorriso involuntário  escapou  em seu  rosto,  e permaneceu  até  a hora de dormir,  no outro dia estava ansiosa pela hora do  recreio  será que veria ele antes,  será que eles se falariam será será,  como uma metralhadora disparando  perguntas, ela ignorou  as pessoas que abriam suas lojas lembrando-se do sorriso , dele e não  estava invisível no ônibus as outras pessoas que pareciam ter sumido, finalmente na escola seus olhos procuravam a cada passo pela silhueta magra e alta, de Tulio. A aula começou e tudo  segui como de costume ela focou  seus pensamentos em matemática que era seu  bloqueio  costumeiro, e assim  que o sinal tocou  antes de saio da salsa um buraco se abriu  em seu estomago,  ela apenas retornou  para a sala,  e com  a cabeça entre os braços debruçada sobre a mesa um sentimento de tristeza a invadiu,  como  todos que se aproximavam. O sinal  estava quase batendo suas colegas entraram  na sala em seu  grupo  inseparável, elas cochichavam  e olhavam para ela. Então uma sombra parou em frente a janela quando ela subiu  seus olhos lá estava Tulio  sentado  sobre a classe da frente escorando  suas costas na janela.

_Ta tudo  bem Rita?- jogou uma caixa de bandeies para ela, sua mão  e cotovelo estavam  com uma facha.

A sala ficou em  silencio  completo, todos olhavam para ela que sem graça apenas afundou  o rosto entre os braços acenando  que sim  com a cabeça.

_Quer que eu te espere no portão ou passe aqui pra te buscar?- ele saltou  da mesa para a cadeira se debruçando  na sua frente seus olhos estavam  a 15 centímetros de distancia ela podia sentir sua respiração.

_No portão eu vou  ao banheiro antes que o  sinal toque.-  ela saio  suas pernas não conseguiam  parar oque foi  aquilo ,só  parou  ao  sentar na primava suas mãos soavam  tanto que molharam  a caixa de bandeie,  respirou  fundo  e voltou  para sala pela primeira vez,  ao  passar pela por todos os olhas de canto de olho a observavam.

A aula se seguiu e então na saída lá estava ele Tulio escorado  na bicicleta, ele escutava musica.

_Rita vamos de bicicleta, que tal passarmos naquela casa de doces que tem perto  da praça?-puxou  sua mochila colocando  no ombro, suas colegas que vinham atrás olhavam ela de relance de olho  como  em câmera lenta pode ver um  interesse em  seus olhos quando a bicicleta passou  velozmente por todos, o vento era suave a loja de doces estava cheia de estudantes de varias escola , ele andou  pelas prateleiras atrás  dela enchendo  a cestinha com  jujubas, maria-mole balar pirulitos e chocolates. Chegando ao caixa ele puxou  do bolço o dinheiro e pagou,  ele passaram na conveniência do posto e pegaram os refrigerantes, sobre a sombra do  grande carvalho ela comia suas balas, e bebi o refrigerante  estava calada, ele abriu  os braços e jogando o  corpo  no  sofá pôs suas cabeça em  seu  colo, e fechou os olhos, ela sentiu  suas bochechas rosarem, de alguma forma incomum sentia seu  coração saltando  , tum,tum,tum,tum,tum,tumtumtum... Apenas  continuo comendo seus doces e observando os traços fortes do rosto adormecido seus lábio pareciam  chamar ela em  tão  sua respiração ficou  rápida ela apenas observou  o sol  que já se iam  entre os prédios. Seus olhos se abriram e ele se espreguiçou.

_Como esta seus machucados?- ela perguntou olhando para ele.

_E os seus?- ele perguntou  alongando  os braços.

_Bem, posso perguntar por que você esta sendo meu  amigo?- ela estava com medo da resposta mais curiosa para ouvir.

_Amigo? Eu pensei que estivéssemos namorando?- falou  dando  as costas e pegando  as duas mochilas e colocando sobre os ombros – Vamos te levo em casa...

Elas estava sem reação com  a palavra namorando, quando ela tinha pedido ela em  namoro.

_Quando isso aconteceu nos conhecemos ontem?-suas mãos tremiam levemente e seu coração batia descontroladamente.

_Te busquei na escola te levei pra casa, ficamos juntos no intervalo, fomos a um encontro, e hoje viemos de novo, oque você acha que isso?- Ele subiu na bicicleta e abriu os braços para ela sentar.

Ela permaneceu com as sobrancelhas franzidas olhando  fixamente pra ele como  se não pudesse acreditasse nas palavras que  acabaram  de flutuas de sua boa em  direção aos seus ouvidos.

_Mas por que você me escolheu pra namorar?- ela estava com o rosto  vermelho e fitava o chão  observando  os tênis dele que eram um altar preto, com  a parte branca levemente amarelada.

Ele começou  a gargalhar, se debruçando  sobre a bicicleta,  seus olhos se encheram de agua, e ela ficou  ainda mais desconfortável olhando com uma expressão de espanto.

_Você precisava se ver agora,  seu  rosto esta igual a um pimentão,  e seu olhos esbugalhados- interrompeu sua fala em  sua gargalhada incontrolável,  ela arrancou  sua mochila de seu  ombro,  e acertando  sua cabeça com  a mesma,  começou  a descer sozinha para a saída do  parque ,  já estava quase noite as luzes no  parque começavam a acender,  e tudo estava calma,  pode escutar, o barulho da bicicleta se aproximando mas não  parou.

_Foi uma ótima brincadeira, muito engraçado?-Ele bloqueou  a passagem  com  sua bicicleta , colocando um dos pés encima de um banco,  seu  rosto  estava bem  serio.- Mas me desculpe eu não  achei que você ficaria assim,  desculpe mesmo?

Ela estava sentindo uma alfinetada em  seu peito como  se lentamente alguém tivesse retirado uma agulha, isso era preocupante e estranho, respirou  fundo  e deu um sorriso  de canto,  apenas se acomodou  na bicicleta, no trajeto eles não falaram  quase nada,  ela apenas balançava a cabeça para suas perguntas , seus pensamentos estavam na pergunta anterior , só  de pensar em estar namorando  seu  coração  fazia ela sentir cocegas na garganta.


Notas Finais


Inicio sempre são como todos os inícios;;;;


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