1. Spirit Fanfics >
  2. Entre o Luar >
  3. Te amar...

História Entre o Luar - Capítulo 4


Escrita por: FatalFeelings

Capítulo 4 - Te amar...


Fanfic / Fanfiction Entre o Luar - Capítulo 4 - Te amar...

-ATIM!!! (Valentina estava espirrando muito durante o percurso de volta, o que me preocupa, pensando na possibilidade de que ela esteja ficando doente.)

-Me desculpa pôr do sol. (minha irmã pediu pela a milésima vez, sentindo-se culpada.)

-Está tudo bem Cielo, não é a sua...sua... ATIM, culpa. (ela fala sorrindo fraco para minha irmã)

-É sim, eu não deveria ter te derrubado na cachoeira. Me desculpa…

-Está tudo bem Cielo. De qualquer jeito, já estamos chegando no castelo, e assim que chegarmos, eu vou tomar um banho quente e trocar de roupa.


Sua voz mansa acompanhava um belo sorriso, que pareceu tranquilizar um pouco a minha irmã. Como a Val havia dito anteriormente, em menos de dez minutos já nos encontramos nos portões do castelo. Alguns guardas nos ajudaram a descer dos cavalos e os levaram até o estábulo. 


-Srta. Du Lac, o senhor Du Lac ordenou que assim que chegasse fosse ao seu encontro. (Um dos guardas fala para a Val que fica rígida ao ouvir sobre o seu pai.)

-Ok, obrigada. Poderia guiar as princesas até o seus aposentos  por favor.

-Sim Srta. Du Lac.

-Val…

-Eu te vejo mais tarde, princesa Evellyn. Princesa Celeste, foi um prazer te acompanhar durante  o percurso de volta. (ela sorriu para nós e fez uma pequena reverência, saindo logo em seguida juntamente com um dos soldados reais.)


Celeste e eu fomos guiadas até o nossos quartos depois de um tempo, já que minha irmã fez questão de conversar com cada funcionário do castelo e ainda passar na cozinha para provar o bolo da Sra. Laura. Estávamos voltando pelos corredores que cruzavam a biblioteca, quando ouvimos gritos nervosos, dando a entender que era uma discussão.


-EU QUE MANDO EM VOCÊ, E QUANDO EU LHE DOU UMA ORDEM VOCÊ TEM QUE OBEDECÊ-LA! VOCÊ ENTENDEU?! (estávamos decididas a irmos embora e dar privacidade, quando a segunda pessoa se manifestou, fazendo-nos permanecer)

-A MINHA LEALDADE E SERVIÇO VEM PRIMEIRAMENTE AO REI E AOS SEUS HERDEIROS, DEPOIS AO SENHOR, SR. DU LAC! (Valentina tinha a voz carregada de raiva de forma que eu nunca havia ouvido antes. e ,mesmo sem ver, apenas por sua voz, sabia que ela estava a um ponto de chutar o balde e bater em qualquer que seja a primeira pessoa envolvida)

-VOCÊ DEVE ME OBEDECER MINHAS ORDENS ACIMA DAS DAQUELAS VADIAS! EU SOU SEU PAI E COMANDANTE! (com essa fala, podemos deduzir que era o Sr.Du Lac presente na sala.)

-TENHA MAIS RESPEITO AO SE REFERIR AS PRINCESAS PENDRAGON, SR. DU LAC! E SAIBA QUE, PARA MIM , VOCÊ É APENAS O MEU COMANDANTE! (ouvimos um tapa logo em seguida de sua fala, fazendo-nos entrar na sala. Valentina estava em frente do seu pai, com o rosto virado e uma marca vermelha no mesmo, no formato perfeito de uma mão.)

-Valentina! (eu a chamo, fazendo-os notar a nossa presença. Me aproximo dela, que arregalou os olhos em surpresa. Eu pego delicadamente o seu rosto em minhas mãos, analisando o seu machucado.) Você está bem? (pergunto preocupada)

-O que vocês estão fazendo aqui? (ela pergunta ainda surpresa, mas, com a voz baixa. Logo o seu olhar surpreso e com raiva dá lugar para o seu calmo costumeiro. E um meio sorriso ladino) Eu estou bem Eve. (ela assegurou, e tirou a minha mão de seu rosto cuidadosamente)  

-S-Senhoritas Pendragon, achei que estivessem em seus aposentos (o Sr. Du Lac fala, tirando-nos de nossa bolha pessoal.) 

-Estávamos a caminho deles, Sr. Du Lac. Porém senti vontade de pegar um livro para me fazer companhia essa noite. Não sabíamos que estavam aqui. (minha irmã fala com uma falsa calma na voz.) Aconteceu algo grave para ter ocorrido a discussão anterior Sr. Du Lac? (ela pergunta, fazendo-se de sonsa.)

-Não, senhorita Celeste. Estava apenas advertindo a comandante Du Lac, sobre a sua negligência ao obedecer às ordens diretas. 

-Negligência? (minha irmã perguntou arqueando uma das sobrancelhas e cruzando os braços) Poderia me esclarecer melhor? Porque até onde eu sei, a comandante estava o tempo todo seguindo as minhas ordens e de minha irmã, atendendo corretamente aos seus serviços.

-Cielo…( Valentina pede em uma súplica silenciosa para que ela pare. A mesma ignora e levanta a mão em direção a Val, pedindo que ela não se intrometa dessa vez.)

-Por favor, Sr. Du Lac, diga-me qual ordem direta do trono ou de algum membro da família real, ela desobedeceu a ponto de você utilizar da força para corrigi-la. (ele ficou quieto) Desculpa, não ouvi. (minha irmã diz irônica, fazendo o Sr. Du Lac ficar rígido de raiva) 

-Não era uma ordem da família real, majestade. (ele responde depois de um tempo, com a mandíbula cerrada de raiva)

-Princesa Celeste, por favor… ( Valentina pede mais uma vez, sendo ignorada novamente pela a minha irmã que estava decidida a defender-la)

-Me responda uma coisa, por favor senhor Du Lac, quais são os seus serviços e lealdade? 

-Ao seus pais, princesa Celeste. (ele responde prontamente)

-E o que você pensa que ele acharia se soubesse que o senhor anda insultando as filhas deles e utilizando de autoritarismos e abusando dos seu cargo como comandante? (ele estremeceu apenas de pensar a possibilidade, minha irmã parou em sua frente e ergueu o olhar dele para sincronizar com o dela. Sua face carregava uma expressão séria e fria, assustando até a mim) Coloca-se no seu lugar Sr. Du Lac, caso contrário, farei questão de fazê-lo por você. Agora, por favor, deixe o castelo até amanhã de manhã e só retorne  quando o rei invocar a sua presença no mesmo. Estamos entendidos?

-Sim majestade. Com licença. 

    Ele fez uma reverência para nós saindo logo em seguida, não sem antes lançar um olhar mortal para a Valentina que estava rígida ao meu lado. Assim que ouvimos a porta se fechar, finalmente senti voltar a respirar normalmente, assim como a minha irmã, que voltou a sua feição tranquila costumeira. Apenas a Valentina que se encontrava de cabeça baixa, e mais tensa e pensativa que o costume.

-Val, você está bem? (pergunto, puxando-a novamente para a realidade)

-Sim. Venha, vou levá-las até os seus aposentos. (ela já começou a andar ainda cabisbaixa, sem fazer qualquer contato visual com alguma de nós duas)

-Por do sol…(minha irmã ao perceber, tenta conversar porém é interrompida por Valentina)

-Não, princesa Celeste, por favor não continue. (ela fala se virando para minha irmã, encarando a mesma por alguns pequenos segundos, antes de desviar o olhar novamente para um das estantes e suspirar pesadamente, ela caminha até a mesma, voltando com um livros em suas mãos) Para te acompanhar essa noite, não é? Até a Eve mente melhor, Senhorita Pendragon. (ela diz brincalhona)

-Eiii! (reclamo fazendo-a rir)

-Da próxima eu faço melhor e...que livro é esse? (ela lhe entrega causando risos em minha irmã que me mostra logo em seguida. “Como mentir: Passo a Passo. A Arte da engabelação”) Eu não acredito que existe esse livro. Quem é o autor dele? 

-Um grupo de adolescentes do século XXI que buscava desculpas  para quando esquececem de entregar a tarefa online, durante a pandemia em escala mundial do Coronavírus, já que a do cachorro que mastigou a tarefa já não valia mais. Direto do Brasil, para nossas prateleiras. (ela explica com um sorriso no rosto) Venham, acho que já tivemos emoção demais para um dia só. Vou levá-las até o quarto de vocês.

       Ela nos levou até o nosso quarto e depois de muita insistência de minha irmã, prometeu que voltaria após o banho para o meu quarto, onde faremos uma pequena noite das garotas, para relembrar os velhos tempos. Minha irmã nem se deu ao trabalho de ir ao seu quarto, já entrou no meu e, depois de pegar um dos meus pijamas para si, ficamos conversando até o retorno de Valentina, que chegou junto com algumas pizzas e copos de sucos para nós.

-Mas aonde você achou pizza tão rápido? (pergunto para ela ajudando-a a trazer as coisas)

-Não olha para mim. A dona Laura gostou tanto do retorno da Celeste, que pediu para eu trazer essas duas pizzas para vocês, ela está muito animada naquela cozinha. Acho que teremos um banquete para o café da manhã amanhã. (ela brinca fazendo-nos rir) Obrigada Eve. 


x-Quebra de tempo-x

    Depois de muito conversarmos e colocarmos o papo em dia, decidimos assistir alguns clássicos da Disney, e por incrível que pareça, nós três choramos chocadas ao final de cada filme...Foi mais ou menos isso: 

-Por que??? Não se vai Mufasa, fica!(minha irmã pergunta assoando o nariz logo em seguida no lencinho)

-Como eles puderam fazer um filme assim? Isso é para crianças, eles não podem matá lo! (diz Valentina indignada, chorando abraçada a um dos meus ursinhos. Aiii que fofo)

-Maldita seja a Disney! (Digo chorando também) Vamos processar ela?

-Não podemos, infelizmente, ela comprou, literalmente, o processo. (a Vale diz secando algumas lágrimas que ainda insistiam em cair) 

-FILHA DA PUTA! (eu e minha irmã gritamos juntas indignadas)

-Quer saber, vamos mudar de filme. Vamos assistir Up- Altas Aventuras! (minha irmã fala trocando de filme)

(…)

-Como assim ela morre???? (pergunto indignada) Ela era o amor da vida dele, eles eram o par perfeito!

-Eles ainda tinham que morar na montanha juntos ainda! (minha irmã fala, também indignada)

-Ela não podia ter filhos? EU NÃO ACREDITO QUE A PIXAR FOI CAPAZ DE FAZER UM FILME DESSE PARA AS CRIANÇAS! Vamos trocar de filme, agora vamos assistir Bambi

 (...)

-NÃOOOOOOOOOOOO, POR QUE???????? ( todas chorávamos largadas)

-MALDITO CAÇADOR!!

-ERA A MÃE DELE. COMO ELES PUDERAM MATAR E DEIXAR O PERSONAGEM TRAUMATIZADO???

-Vamos para o último filme e dessa vez, eu escolho! (digo e elas concordam) Vamos assistir …

(...)

 -Isso foi tão lindo…(digo emocionada, secando uma lágrima de emoção, que rolou no término do filme)

-Estou apaixonada…(diz minha irmã suspirando para a tela) Que filme! e...

-Que atriz...Angelina Jolie nasceu para ser a Malévola.(a Val completa a fala de minha irmã) Mas eu estou puta com aquele rei desgraçado! Ele arrancou as asas dela!

-Eu também! Que filho da puta!(digo concordando com minha melhor amiga)

-Né? Bom gente, a noite está muito boa mas eu acho que eu já vou…

-CALMA, PARA TUDO. (minha irmã grita, fazendo-nos olha-lá) Tem um segundo filme de Malévola com a mesma atriz. 

-Eu vou continuar sentadinha aqui e assistir esse filme.(Valentina completa animada com a notícia e volta a se sentar ao meu lado, fazendo-nos rir.)

(...)

    Como minha irmã já estava dormindo, decidimos encerrar a noite de cinema e na metade do segundo filme de Malévola. Valentina pegou cuidadosamente minha irmã nos braços e levou ela para o seu quarto, para colocá-la em sua cama. Um tempo depois ela retornou ao meu quarto, com um sorriso estampado  no  rosto.


-Olha que fofinho que ela ficou agarrada ao ursinho.(ela diz, mostrando uma foto de minha irmã, agarrada ao seu ursinho de pelúcia, parecendo uma criancinha)

-Ela vai te matar se souber que voce tirou uma foto dela dormindo. (digo fazendo-a rir)

-Nosso segredo senhorita Evelly. (ela fala guardando o celular logo em seguida.) Hum..vem comigo.(ela diz pegando a minha mão e me guiando até algum)

-Aonde estamos indo? (pergunto para ela que apenas sorri, fazendo o meu rosto se iluminar em um sorriso também.)

-Você vai ver (ela começou a correr, e eu sigo os seus passos) Vamos Eve. (ela fala animada, fazendo-me rir)

-Estou indo.

   

    O me guiou até o térreo do castelo e me ajudou a subir no telhado e sentar no mesmo. O clima frio da manhã ainda se fazia muito presente, e a Val, como sempre, colocou o seu casaco em meus ombros.


-Obrigada. (agradeço e ela sorri grandemente) O que a gente está fazendo aqui, Val?

-Olha ali…(ela aponta em direção a cidade que era aos poucos banhada pelas as luzes do sol que acabara de nascer.)      


A vista dali de cima era incrível, as ruas pareciam ser de ouro com o reflexo do sol e o lago que cortava a cidade, passava pacificamente por debaixo da ponte. Alguns raios de sol atingiram a minha face, e eu fechei os olhos aproveitando ao máximo aquela sensação, abrindo somente quando ouvi um linchado. Olhei para o nosso lado direito, vendo o Ventania e a Cintilante correndo livremente pelo o pastor lá embaixo, ambos corriam livremente, brincando entre si, em uma sincronia incrível.


-Aqui é lindo…(digo, voltando a olhar a mulher ao meu lado que sorria para mim) Como que você consegue achar lugares assim?

-Sou uma mera viajante, em busca de lugares incríveis desse reino. (ela diz sorrindo logo em seguida e voltando a encarar o horizonte) Seu pai, quando éramos menores, me levava nesses locais antes de me dar uma lição de moral. (ela sorria ao se recordar) A última vez que ele me trouxe aqui ele me falou: “Sabe Valentina, há muitos lugares lindos nesse mundo que traz essa paz que nós sentimos aqui, mas nenhum lugar traz mais paz do que o abraço da pessoa que você ama. A sensação é de estar no paraíso, mesmo estando passando pelo o inferno. Eu quero que, quando você achar essa pessoa, que a traga para cá, e mostre cada canto desse mundo que é especial para você”. Naquele dia, ele não me deu nenhuma lição de moral, ou puxou a minha orelha para buscar briga pelos corredores do castelo, ele apenas sorriu e bagunçou os meu cabelos levemente, depois me levou até minha casa e convenceu meu pai a me deixar fazer parte do exército.(ela voltou a me olhar com um leve sorriso) A partir daquele dia, eu nunca mais subi aqui, pois fiz a promessa de subir somente quando achar a pessoa que me faz sentir segura. Aquela que um olhar basta para  me desconcerta, que revela a melhor versão de mim mesma, aquela pessoa que tem o melhor e mais bonito lugar do deste mundo, e eu achei, e o engraçado é pensar que ,na verdade, essa pessoa sempre esteve ao meu lado e que era a minha melhor amiga.

-Val eu…(digo emocionada, porém ela me interrompe)

-Deixe-me terminar,ok? (ela pede e eu aceno com a cabeça) Eu te amo Evelly, acho que sempre te amei mas nunca tive coragem para admitir isso. Você é a melhor parte do meu dia, e conversar com você é tipo um calmante, sua voz me acalma. Eu sinto muito pelo o que houve na floresta, não deveria ter te pedido aquilo, foi idiota de minha parte. Eu eu espero que, algum dia, possa me dar uma chance de cuidar de você, não como sua guarda costas real, mas como sua namorada. (ela terminou de falar e a emoção já batia a porta novamente. E novamente  havia perdido as palavras, porém, diferente da primeira vez na floresta, eu um impulso, beijei os seus lábios, provando da macieis dos mesmo. De primeira instância ela ficou paralisada, provavelmente  pela a surpresa de meu ato, porém logo passou a retribuir o beijo, esse que transmitia todos os sentimentos guardados de ambas partes, carinho, zelo e amor, convertendo o nosso beijo em uma prova de nossa ardente paixão. Nos separamos apenas quando o ar se fez nescessário e encostamos as nossas testas uma na outra aproveitando a presença uma da outra apenas. )

-Sim.(digo para ela abrindo os meu olhos que se encontra com o seu) Eu aceito ser sua namorada. (ela sorri grandemente antes de me puxar para outro beijo apaixonado...o nosso beijo, uma prova de nossa amor.)



Notas Finais


Então último capítulo...
Quero agradecer a todos que leram essa locura, que no início era apenas uma pequena oneshot de 3000 palavras. Sério vocês são incríveis!
Eu vou terminar a história por aqui, mas caso vocês queiram um capítulo hot extra, eu volto a postar um extra para vocês.
SÉRIO MUITÍSSIMO OBRIGADA POR LEREM ATÉ AQUI!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...