História Entre Primos - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Teus Machucados, a Minha Dor


Fanfic / Fanfiction Entre Primos - Capítulo 1 - Teus Machucados, a Minha Dor

Eu estava um pouco cansado, passei a noite estudando para uma prova que colocaria o meu futuro em jogo. A universidade que eu queria ingressar não era muito conhecida no mundo, mas na minha cidade era a melhor. Eu tinha dezessete anos e morava sozinho com o meu primo que havia ido para a cidade tocar a vida. Ele conseguiu o que procurava, trabalhava em uma lanchonete, ele cantava, tocava guitarra e atendia aos clientes, claro, cada atividade tinha o seu turno, e sempre quando chegava em casa, estava exausto, mas sempre tinha tempo para assistir a algo na TV. Eu nunca ia dormir antes de assistir a qualquer coisa com ele, pois a sua presença, apesar de exausta, me confortava e afastava da minha mente a ideia de um fracasso.

Naquela noite, meus olhos pesavam, eu olhava o relógio e eram onze horas, eu estava ansioso, havia preparado um lanche para nós dois, biscoito caseiros e suco de fruta, ele amava alimentos saudáveis e caseiros, ele amava a minha comida.

Olhei mais uma vez para o relógio, o calor inexistente nos biscoitos e o suco descongelado, diziam por si só que estava tarde, demasiadamente tarde para ele não estar em casa, naquela hora a lanchonete já estava fechada, onde ele havia se metido? Sentei no sofá e fiquei olhando a poncheira de suco sobre uma poça de água descongelada e o prato onde estavam os biscoitos frios. Migrei a atenção para a porta, almejando que aquela maçaneta girasse e eu visse aquele vulto de madeixas roxas entrar e suspirar cansado, sorrir para mim e pedir para escolher o filme, mas ele não chegou. Comecei a sentir uma angústia profunda em meu peito, doía tanto que eu não pude evitar as lágrimas, amassei a minha blusa sobre o local daquele pesar, apertei na intensão de amenizar aquela dolorosa sensação, apertei, continuei pressionando, amassando aquele tecido, senti lágrimas escorrerem, senti a minha garganta inchar, no meu rosto encharcado, os meus óculos escorregaram e eu não conseguia parar de tremer, de sentir medo, onde ele estava?

Deitei-me no sofá, encolhi-me em sofrimento, eu não parava de chorar, de pensar em besteiras, eu não parava de pensar no pior, contudo, passei a sentir um calor em meu ombro, abri os meus olhos e o vi abraçando-me, estava todo desajeitado, tentava me reconfortar de algum modo.

—Desculpe-me pelo atraso. -Quando o encarei, o vi sorrir dentre lábios ensanguentados, eu não havia percebido, ele estava molhado, mas não havia chovido. Abracei-o desesperadamente, ele estava sentindo muita dor, mas não recusou o meu ato imprudente, até que o senti vacilar, ele estava fraco, com machucados por todo o seu corpo e só quando o vi sem reação, apenas com um olhar vazio mirando a mesinha de centro onde estava o lanche frio, foi que eu percebi que mais uma vez, ele havia entrado em uma briga.

Ajudei-o a se levantar e para o seu quarto eu o levei, sentei-o na cama e tirei a sua roupa, deixando apenas de cueca, eu estava certo, mais uma vez um grupo o atacara.

—Por que você continua fazendo isso? -Perguntei-o quando tornava da suíte com uma caixinha de primeiros socorros, apressei-me para sentar-se ao seu lado, coloquei remédio em um algodão e o passei sobre os machucados que sangravam.

—Pelo motivo de sempre. -Respondeu-me sereno, meus olhos estavam cansados e inchados devido ao chororô de anteriormente. -Chorando de novo? -Perguntou-me encarando-me e logo o vi erguer a sua mão esquerda e a colocava em meu rosto, a minha orelha ficou entre os seus dedos e o seu medinho acariciava os cabelos da minha nuca. Aquela mão era enorme, afinal, ele era de um todo grande, media dois metros e vinte e era muito bonito, seus cabelos tocavam-lhe os ombros e tinha uma tonalidade roxa muito linda e quando ele me tocava, por mais sem intenções que o toque fosse, eu me sentia quente, protegido, excitado. Fechei os olhos para senti-lo tocar-me, fiquei nesse transe até pôr a minha mão sobre a dele e sentir que os nós dos seus dedos, estavam machucados, se ele usou a esquerda, a briga foi feia. -Não se preocupe. -Acrescentou ao me ver preocupado com aqueles machucados, eu balancei a cabeça e não consegui evitar, chorei novamente e ele virava-se a mim, e naquele momento eram as suas duas mãos que nas minhas bochechas tocavam. Os seus polegares enxugavam as minhas lágrimas por debaixo dos óculos, mas elas não paravam de escorrer, eu quis abraça-lo novamente, para senti-lo vivo, mas pensei em seus machucados e que a única coisa que eu poderia fazer por ele, era curá-lo, como sempre. -Você será um ótimo médico. -Beijou-me na testa e logo em seguida na minha bochecha, eu fiquei anestesiado, boquiaberto enquanto o sentia beijar o outro lado do meu rosto e seguiu concluindo o seu carinho com a sua testa encostada a minha.

—Eu não consigo me concentrar quando você não está por perto. -Falei baixinho, com os olhos fechados, sentindo apenas o calor daquela respiração ofegante.

—Sem as brigas, não teremos dinheiro para pagar as contas, você sabe... -Parou quando se afastou, deixando-me zonzo. -... o que ganho da lanchonete não é o suficiente. -Procedi com os remédios em seus hematomas, para ele, aquele tipo de proximidade era como se estivesse me dando um boa noite, mais para mim era o mesmo que um beijo, no qual eu o sentir pôr a língua em minha boca e que nos momentos seguintes eu o sentiria rijo sobre a minha pelve.

—Eu já cogitei em ajuda-lo...

—Mas... -Retrucou pondo o longo dedo sobre os meus lábios. -...você só tem quinze anos...

—Dezessete!

—Tanto faz, a questão é que você é muito novo. Apenas estude e cumpra a promessa que você fez à tia e a si mesmo.

Quando finalizei os cuidados, estava aborrecido com aquela ideia de apenas estudar, eu não queria que ele continuasse com aquele serviço extra de receber para dar lições em filhinho de papais. Embora eu almejasse estar longe dali, nos momentos que restavam de nós dois morando juntos, eu não queria ser um encostado.

—Por que você sempre esquece a minha idade? -Indaguei enquanto guardava os materiais dentro da caixa. -Sempre diz que tenho quatorze, treze, nunca além dos quinze. Moramos juntos há três anos, não é possível que esqueça tão facilmente a minha idade... e.... em que mundo um pré-adolescente comum de quatorze anos prestaria vestibular?

—Não é pessoal, talvez no meu íntimo, eu não quero que você envelheça, porque se não, vou cuidar de quem? Você vai para a faculdade, eu vou ficar sozinho nesse apartamento, o que vou fazer sem você? Com quem assistirei aos filmes quando chegar da lanchonete? Quem fará biscoitos caseiros e suco de fruta para mim? Prefiro, enquanto estiver aqui, pensar que você ainda é aquele garotinho pimpolho que me fazia ir no outro lado da cidade comprar a pizza que você mais gostava. -Sorri finalmente, ele também juntou-se a mim, mas aquilo me entristecera, eu não sabia o quão especial eu era para ele.

—Mas... Mas eu sempre estarei aqui nas férias.

—Eu sei que sim. -Encarou-me dentre um sorriso lindo, sacudiu os meus cabelos, entortando os meus óculos e enquanto eu os aprumava, ele se levantava para pôr uma roupa enquanto os remédios faziam efeito. -Vou ter que tomar banho daqui a meia hora, não é mesmo? -Assenti com a cabeça. -O que faremos nessa meia hora? -Muitas coisas do meu agrado poderiam ser feitas em trinta minutos, mas eu disse o que me foi mais conveniente.

—Comer os biscoitos e o suco, estão frios, mas...

—Frios, quentes, frescos, não importa a textura, a temperatura ou o tempo que foram preparados, os seus pratos são sempre deliciosos. -Concluiu saindo do quarto e logo o vi retornar com a bandeja e a poncheira, eu ainda digeria aquele elogio. -Vamos tomar na poncheira mesmo, para não sujar copos. -Sorrimos sonoramente.

Quando os trinta minutos cessaram, o prato estava apenas com farelos dos biscoitos, a poncheira estava vazia e eu fiquei esperando sentado na ponta cama enquanto ele não saía do banho e quando finalmente o vi abrir a porta e surgir no quarto com uma toalha enrolada na cintura e uma sobre os ombros, senti as minhas bochechas queimarem, desviei o olhar quando previ que as toalhas seriam removidas, eu sabia o que estava por vir.

—Eu não encontro o gel, onde será que eles está?

—Eu o guardei no meu banheiro, não pensei que usaria tão cedo. Posso ir pegá-lo, enquanto você se deita.

E lá fui para o meu quarto que ficava à frente do dele, apanhei o gel para dores musculares e trêmulo tornava ao corredor, a minha mão tremia quando a parei diante da maçaneta, ele estaria deitado na cama, sem roupa alguma e naquela noite, havia hematomas em suas coxas, eu ia conseguir resistir a isto?  

Respirei fundo e abri a porta, logo o vi deitado de olhos fechados, com as duas mãos formando uma proteção sobre o seu membro, aproximei-me da cama e sentei, abri o pote e tirei uma boa quantidade do gel. Comecei pelos punhos, alguém o segurou firme para provocar os que estava roxeados em seu abdome e foram para este que em seguida fui. Quando terminei os hematomas da parte superior, hesitei em tocar naquela coxa torneada.

—Algum problema? -Perguntou-me ainda de olhos fechados. Eu disse que não e comecei a massagem naquele local. Massageei lentamente a parte interna e o assisti levantar o joelho para facilitar a minha ação. Ouvi um gemido de dor, ele realmente estava muito machucado, já eu... eu sentia algo em minhas calças latejar e quando me toquei do que se tratava, envergonhei-me, queria parar a massagem, mas eu não queria preocupá-lo, nunca o recusei assistência, eu não queria trazer mais um problema para a sua vida. Contudo, o latejar tornou-se doloroso, tentei desviar as mãos para o joelho, mas ele as segurou.

—A dor é aqui. -Puxou então a minha mão para o músculo inferior de sua coxa, fiquei paralisado, eu não queria tocá-lo naquele lugar, fazê-lo estava me constrangendo, estava apertando-me as calças, estava, de um certo modo, machucando-me.

—Acho que já é o suficiente. -Fechei o pote rapidamente, levantei-me e tentava esconder o volume dentre as minhas pernas. -Boa noite, Itsuya.

—Boa noite, Kanji.

Consegui evitar que ele me visse naquele estado, corri para o meu quarto, tranquei a porta, dei as costas, e nela, deslizei desesperado, sentei-me no chão, abri o meu zíper e mais uma vez eu me tocava dentre lágrimas, eu apertava o meu membro com tamanha raiva, que o ato se tornava prazeroso, o Itsuya nunca imaginaria que o seu primo de dezessete anos, naquele momento, estava se masturbando por ter ficado duro só em tocá-lo. Eu era um pervertido e por este motivo eu não queria mais morar ali, eu não estava mais suportando toda aquela situação. Quando me desfiz, tomei um banho e me deitei, no dia seguinte seria a prova e eu estava ferrado. 



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